Intense.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
Nyannn! :3
Chamo-me Juan, tenho dezesseis anos, e estudo em uma escola que poderia ser normal, tirando uma coisa... Aquele bastardo, eu o odeio! POSSO REPETIR MIL VEZES, EU TE ODEIO PIETRO!
– Hey! Não durma pequenino! – Aquele idiota, estava me cutucando. Infelizmente, ele sentava atrás de mim, e me atormentava sempre que podia. Ele tinha a opção de escolher qualquer um da sala para encher o saco, e logo eu sou sua vítima. – Não me chame assim! Idiota... – Não tive coragem de encará-lo, apenas murmurei, ouvindo uma risadinha filha da puta, deixando-me com mais raiva e vontade de enforca-lo com um cadarço de tênis ou o fio da impressora. – Oooh! O pequenino está bravinho? Haha. – Sua voz normal se transformou em aquela clássica que usamos para ‘’falar’’ com bebês ou animais bonitinhos. Aquilo me irritava, e ele sabia disto.– Sério, me deixa em paz antes que eu te soque. – Não obtive resposta, apenas levei um chute em minha cadeira, dando um pequeno impulso para frente, fazendo um barulho insuportável, e todos ao meu redor olharam para mim. Minha vontade era de cavar um buraco e me esconder lá para sempre. Era a última aula. Eu só preciso aguentar até meio-dia. Repetia essa frase em meu pensamento, tentando me manter calmo para não cometer nenhum homicídio. Suspirava lentamente para me controlar e me manter lúcido. Finalmente aquele sinal maldito bateu, libertando-me para um final de semana longe daquele loiro de farmácia. Ao chegar um pouco mais perto do portão, uma chuva ameaçava cair. Decidi correr para não me molhar e pegar um resfriado ou até mesmo dengue. Parei um pouco em meio ao chuvisco para descansar as pernas, que doíam. Estava encostado em uma parede totalmente pichada e com alguns grafites criativos e coloridos, com as mãos apoiadas em meus joelhos, tentando retomar o fôlego perdido pela correria. Meu cabelo que era negro estava brilhando por causa das gotas de água que caiam, e meu uniforme estava levemente molhado e um pouco transparente. Eu não era um exemplo de fisiculturista, mas minha barriga era mais ou menos definida, igualando aos braços. Sentei-me no chão, apoiado em uma caixa de madeira que estava encostada por perto. Algumas pessoas corriam na minha frente como loucas, ou como se fossem feitas de açúcar e uma mistura de purpurina. Ridículos. Alguns carros que passavam na avenida movimentada na tarde de sexta-feira diminuíam a velocidade para não molhar quem caminhava pelas calçadas esburacadas e árvores de copas grandes e floridas. Minha casa ficava á duas quadras do lugar da onde estava, então precisava andar bastante diariamente, e aquilo me cansava muito. A chuva engrossou, e não havia mais ninguém andando pelas ruas, apenas quem havia um guarda-chuva em mãos, que a maioria era florido ou estampado com coisas whatever. – Até amanhã Juan! – Minha amiga Suzan de cabelos longos e castanhos e olhos de mesma cor, juntamente com Stella uma loira simpática, corriam com suas mochilas como loucas, gritando para mim e pude perceber um sorriso em seus rostos por uma fração de segundos, dando um tchau com ambas as mãos. – Até Suzan! Tchau Stella. – Ri um pouco sem graça e desanimado. Totalmente o inverso do que elas eram quando se tratava de uma sexta-feira, ou seja, a entrada para o céu, ou o final de semana como chamam por aí. Estava perdido em meus pensamentos sobre o que ia fazer no sábado e no domingo, além de jogar videogame a tarde toda. Pude ver que alguém parou em minha frente, formando uma sombra. Percebi que era um homem, que era mais alto que eu. – Olá, pequeno Juan. – Aquela voz... Aquela maldita voz, cujo dono era Pietro. Apenas virei o rosto, ignorando-o. Sua pose mudou completamente, estava com as mãos apoiadas em seus joelhos, fitando-me de cima á baixo. Seu rosto chegava cada vez mais perto, perigosamente perto... Minhas bochechas coraram nervosamente, poderiam dizer que eu fazia cosplay de tomate da feira em uma tarde semanal. Sua boca encostou-se a minha, invadindo-a com sua língua, me surpreendendo. Por um movimento involuntário, empurrei-o com uma força ainda desconhecida. Corri na direção oposta á que morava, me escondendo em uma viela vazia que separava uma loja de móveis de uma igreja. Sentei-me no chão, tentando processar em minha mente o que havia acontecido. Eu estava confuso. Ouvi passos, e alguém chamava meu nome... Era aquele loiro de farmácia, que agora tem mais um adjetivo: tarado. Encolhi-me, prendendo a respiração, rezando para que não me visse. Em vão... Ao ver-me, praticamente se jogou em cima de mim, me prendendo contra a parede e seu corpo, que de perto, era definido. Seus olhos verdes como esmeraldas me fitavam, aquilo me hipnotizava, deixando-me sem reação. Novamente um beijo se formou, e dessa vez mais intenso e demorado. Sua língua brincava, entrelaçando-se na minha. Eu estava suando frio, com medo... Minha mente dizia pare, mas meu corpo queria continuar. Aquela sensação era estranha.
Sua mão descia, ficando por dentro de minha camisa branca com o logotipo do Santa Hermes, alisando minha barriga. Nos afastamos para recuperar o fôlego por uma fração de segundos, até ser puxado para outro beijo. A chuva ficava cada vez mais forte, chegando á trovoar. Pietro separou-se, pegando em minha mão e correndo em direção á um caminho desconhecido, até chegarmos a uma casa de portões azuis. Praticamente me jogou lá dentro, buscando uma toalha branca para me secar. Assim o fiz, envergonhado por beijá-lo... Mas, espere... Ele me beijou! Mas que droga... Colocou-se atrás de mim, parecia estar sem camisa, e me fez ‘’acompanha-lo’’. Suas mãos desceram até minha cintura, tirando a parte de cima de meu uniforme lentamente, parecia apreciar cada centímetro de meu corpo. Puxou-me com força, fazendo-me subir algumas escadas, até entrarmos em um quarto de solteiro totalmente bagunçado. Fui jogado em uma pequena cama, que parecia ser a única coisa arrumada, até agora... Trocamos mais alguns beijos quentes e carícias pelo corpo, caindo no sono logo após. Pietro dormiu por cima, me deixando um pouco sem ar e com dificuldades para respirar. Era pesado. Acordei por volta das seis da manhã, na mesma posição de ontem á noite... Perdi-me em meus pensamentos, e acabei não notando que o louro estava acordado, apenas me olhando. – Eu te amo... – Sorriu-me. – Eu também te amo. Pequeno. – Riu-se, distribuindo alguns beijos. Eu realmente o amo... E nunca havia percebido isto... Vou repetir mil vezes, eu te amo Pietro.
Notas finais
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