Insubstituível
3 Capítulo 3
POV’S ISABELLA
Depois que o Pedro foi embora, eu e o Thomas ficamos conversando e ele insistiu em me levar no hospital amanhã, resisti, mas ele insistiu tanto que acabei cedendo. O tédio me dominava e aquela dor de cabeça infernal não tinha ido embora, decidi tomar um remedir e ir dormir, subi, tomei banho, me troquei e fui dormir Naquela noite eu tive um sonho.
“-Que tal a gente enfrentar isso que a gente chama de medo baixinha? — ele disse se aproximando mais, até que sua respiração quente bateu em minha pele, como um golpe, ele foi se aproximando mais e mais, colou nossas testas e selou nossos lábios, tentei resistir, mas aquele perfume dele era como um hipnotizante, iniciou um beijo lento, nossas línguas pareciam desesperadas uma pela outra, meu coração batia em um ritmo que se eu não tivesse 15 anos eu juraria que estava tento um infarto, e aquelas malditas borboletas no estômago. Terminei o beijo com um selinho e ele deu um sorriso maior que seu próprio rosto, fazendo com meus joelhos amolecessem...”
O que tava acontecendo comigo? O Pedro é um idiota e é obvio que ele nunca ia querer nada comigo. Acordei assustada com aquele sonho e a Tia Elaine estava me chamando, mandando eu ir me arrumar que ela me levaria no hospital fazer a bendita consulta. Levantei, tomei banho, fiz minha higiene, me troquei, e desci pra tomar café.
-Bom dia Bella- Tia Elaine me cumprimentou com um beijo na bochecha
-Bom dia Tia, — Repeti o ato, me sentando pra comer uma torrada com suco de laranja- Cadê o Tho? –perguntei bebendo o suco-
-Dormindo, ele disse que não acordaria hoje antes do meio-dia –ela disse sorrindo- Termina rápido ai que vou pegar minha bolsa e a gente já desce ta?
-Ta bom tia (: já terminei aqui – disse tomando o último gole do suco e me levantando pra por o prato na pia-. Enquanto minha tia não descia, fiquei imaginando aquele sonho, porque ele havia mexido tanto comigo? O Pedro é um imbecil, e eu o odeio, não tenho tempo pra ficar pensando nisso, aliás, porque eu estou pensando nisso? Por acaso eu sou alguma idiota?
-BELLA? – Tia Elaine me chamou, fazendo-me acordar dos meus pensamentos e eu tinha quase certeza de que não era a primeira vez que ela me chamara,
-Ah, oi tia, vamos? –sorri falso e ela assentiu-
O caminho inteiro ela falava sobre um assunto em que eu não me importava em saber, na verdade eu não estava prestando um pingo de atenção, meus pensamentos estavam todos voltados aquele maldito sonho, que diabos eu pensava que tava fazendo? Me apaixonando por ele? Não eu não podia, não podia mesmo, era um erro, eu ia acabar me fodendo feio, mais uma vez, meus pensamentos foram interrompidos por Tia Elaine mais uma vez.
-Chegamos- ela disse entrando em um hospital-
Passamos pela recepção, ela deu meus documentos e sentamos na sala de espera, era uma sala grande e tinha poucas pessoas ali, logo presumi que não iríamos esperar muito tempo, mas por precaução peguei meu Iphone e coloquei os fones, comecei ouvindo “Love Drunk” mas depois passei, a música seguinte era “4 mil horas – Fake Number” aquela música me lembrava meu pai, e quando ouvia, só conseguia lembrar da cena do carro dele amassado, ele sendo tirado morto de dentro, o Thomas me abraçando, as sirenes , pessoas ao redor, tudo isso foi ficando mais claro, a sala foi começando a rodar,
tudo ficou preto e quando me dei por conta já havia desmaiado.
Acordei pouco tempo depois em um quarto branco, ótimo, fui internada, olhei pro meu braço e havia uma agulha com soro ali, suspirei e olhei pra frente, minha tia estava conversando com o médico, quando ela me viu sorriu e disse:
-Ah, doutor, ela acordou
-Hm, ótimo, vou pegar o resultado dos exames e já volto, -o médico disse saindo da sala- Exames? Espera, quanto tempo eu fiquei desacordada tia?
-Umas 2 horas meu anjo, -ela disse alisando meus cabelos,-Ah, -respondi assustada- E o Thomas?
— Ele veio aqui te deu um beijo e saiu com o Pedro Lucas, Pedrinho e Lucas-Ela disse sorrindo, ótimo, quer dizer que aqueles 3 ogros vão pra minha casa- Ótimo –disse sendo sarcástica e minha tia sorriu.
-Então senhorita Isabella D’Ávilla, o seu problema é apenas crises de labirintite, você sabia que tinha?-eu assenti com a cabeça-aqui está dona Elaine a receita do remédio que ela precisa tomar antes de dormir, vou mandar o enfermeiro tirar o soro e já estão liberados -ele disse sorrindo pra gente- Ok, — minha tia disse e guardou a receita na bolsa. O resto do caminho até em casa eu fui quieta, aquela dor de cabeça insuportável insistia em voltar. Cheguei em casa, nem prestei atenção nos ogros que estavam na sala jogando guittar hero, subi pro quarto, tomei banho, e adormeci, implorando pra não sonhar com ele de novo .
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