Notas iniciais
Explicações: Sim, esse é o segundo capítulo da semana. É um flashback de um daqueles ataques que o Henry disse no CAP.1, lembram? Espero que gostem ^^

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Amazônia – 19/07/2012, 10hr45

O dia pareceu nascer mais cedo hoje. Estamos passando nossas férias na casa de nossos avós, como de costume. Nem parece que a menos de dois anos atrás eu estava em uma missão de resgate da Freya. Só de pensar no Ruphus já tenho raiva.

Anne está na casa de Eduarda, uma prima nossa, enquanto eu estou aqui sozinho com nossos avós em casa. Um saco.

— Bom dia Henry! — Diz minha avó com um sorriso de orelha a orelha. — Seu avô vai ao ministério, não quer ir com ele?

Eu já estava sem nada para fazer de qualquer modo, então aceito a proposta.

— Gilmar! — Sim, esse é o nome do meu avô. — Ele aceitou!

O ministério é uma coisa bizarra, começando pela forma em que chegamos lá, afundando nossos pés na água sanitária da privada. “Exatamente o que eu mais quero no momento” penso ironicamente.

Depois de me arrumar, acompanho meu avô até o porão, onde o banheiro o qual podemos nos “teletransportar” fica.

O ministério é uma coisa de outro mundo. Tudo é gigante e com certeza nada é menor que dois metros de altura. Aquele local é monstruoso, formado por gigantescas pedras verdes tão escuras que pareciam pretas. Em cada lado do corredor principal havia centenas de lareiras, as quais tinham chamas de diferentes cores e a cada poucos segundos algum bruxo saia de lá – exatamente, da privada pra fogueira, ótimo não? – de dentro, vestidos de uma forma “bruxa-formal”, com longas capas e gigantescos chapéus pontudos. Se Anne estivesse aqui, diria que eles não têm nenhum censo de estilo.

Íamos para o escritório de um amigo de meu avô, investigar o desaparecimento de Zigamon Cordeirio, que sumira logo depois de uma invasão em sua casa pelos seguidores de Ruphus.

Estamos andando de boa quando um grito feminino vem do fundo do corredor. Todos param e escuto passos apressados se aproximando. Uma mulher de cabelos pretos aparece correndo do meio da multidão gritando, mas seu desespero não durou muito, pois um lampejo verde a atingiu nas costas, fazendo-a cair morta ao chão.

As luzes do ministério se apagam e a nossa única iluminação são os muitos feitiços atravessando o lugar de um canto ao outro.

É aí que a confusão maior começa. Gritos, correria e posso ouvir o choro de algumas crianças. As pessoas começam a cair envolta de mim e de meu avô.

— Corra! – Gritou meu avô em meu ouvido apontando para as lareiras. Corro com todas as minhas forças com medo de ser morto. Quando eu chegava perto de uma das lareiras elas começaram a fechar, parecia até quando as lojas de shoppings fecham, com aquelas placas de metal.

Tento aumentar minha velocidade. Olho para trás e vejo meu avô logo atrás de mim seguido por um Comensal de Ruphus vestido de dourado.

Ao chegarmos perto de uma lareira ainda aberta, meu avô me lança para dentro com um “Expelliarmus”. A ultima vez que vejo meu avô é nessa hora, quando as chamas tomam conta de meu olhar me aparatando em o que pareciam alguns segundos – mas se passaram três horas – para a casa de minha avó, a qual me recebe aos prantos.

Ele estava morto.

Notas finais
Então, o que acharam? Semana que vem tem mais, comentem!