Instituto Forccinari

1 Começando o dia com um ataque de corujas. Que feliz!


Notas iniciais
Olá leitores! Essa é a minha primeira história na Nyah! Espero que gostem e acompanhem a história.

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Tudo bem, não vou negar. Eu sou um bruxo... Ou melhor, eu e minha irmã Annelise, ou Anne se preferir, somos bruxos. Eu sei, você deve achar isto impossível. Eu e minha irmã, até pouco tempo achávamos o mesmo. Mas graças aos nossos queridos avós, há um ano sabemos que não... Não é impossível.

Eu e Anne somos irmãos gêmeos, embora não aparentemos ser. Se nos visse, tenho certeza de que não saberia. Ela é loira, eu tenho meu cabelo moreno. As únicas coisas em comum é que somos brancos e nossos olhos azuis. Mas não um branco qualquer, um branco branquelo. Além disso, nossas feições são de uma grande diferença.

Nascemos em Londres, mas logo depois de nossa alta no hospital, viemos para o Brasil. Minha mãe é Inglesa, mas meu pai é Baiano, então logo que nascemos viemos para o Brasil morar na casa de meu pai. Tudo bem, parando de enrolação!

Aquele era um dia como os outros. Eu e Anne tínhamos 12 anos e havíamos acabado de acordar, e como o de costume, nós fomos arrumar o café da manhã. Corremos até a cozinha, quando abri o armário, uma surpresa... Uma montanha de cartas caiu em cima da minha cabeça.

— Henry! – Gritou desesperada Anne.

Eu consegui erguer meu braço e ela me puxou.

— Obrigado! – Resmunguei. – Por quê? – Continuei depois de me certificar que todos meus dedos estavam na mão.

Anne pegou uma carta em sua mão. Todas diziam a mesma coisa.

— Ah não! Elas de novo!? Isso só pode ser algum tipo de magia negra! – Ela resmungou.

Um detalhe: Anne não havia me contado, mas na noite anterior ela jogara cartas como aquelas no lixo. Depois que me explicou tudo, fiquei um tempo em silêncio tentando assimilar as coisas. Anne havia jogado cartas e mais cartas no lixo botando em risco a nossa vida e a de nossos pais.

Que lindo, Anne! Você é um exemplo para todas as crianças! Por este instante que fiquei pensando, tive a curiosidade de olhar na janela. Estranho... O céu parecia estar com manchas brancas, pretas e marrons. Espere um pouco... Não eram manchas.

Minha visão focou em uma figura preta, e percebi que eram corujas!

— Oh meu Deus! – Nesse momento já estava entrando em pânico.

— Oh, quanto escândalo! Foram só algumas cartas! – Retrucou Anne

— Não é disso que eu estou falando... – Apontei para as manchas – É daquilo.
Anne ficara sem reação, além de sua boca aberta.

Nós corremos até o quarto de nossos pais, Anne foi na frente — eu admito que ela é mais rápida que eu — e abriu a porta. Por um momento pensei que estivéssemos no lugar errado. Mas percebi que estávamos sim no quarto de nossos pais, mas ele estava cheio de cartas.

— AAAAH! – Gritou Anne enquanto tirava as cartas as cartas da parte de cima – Cadê vocês... CADÊ?!

Pude ver o braço de meu pai erguido do meio das cartas. Foram precisas as forças de Anne e a minha para puxar ele e minha mãe do meio das cartas. Eles estavam cheios de cortes feitos pelas cartas.

— Façam as malas agora! – Falou nosso pai seriamente. Ninguém se mexeu. – AGORA!

Eu e Anne corremos até nosso quarto e arrumamos em 15 minutos nossas malas. Entramos no carro e pude ver nossa casa destruída com uma mancha colorida pairando acima dela se afastando.

Pegamos o primeiro vôo para Minas Gerais, onde nossos avós — por parte de pai — moravam. Tivemos que esperar uma hora e pouco aguentando os bancos duros e de plástico do vôo de carga de répteis que meu pai resolveu pegar. Afinal, era o mais próximo antes de anoitecer.

— Eeeh... Pai, porque pegamos um avião com cobras e outros animais estranhos? – Perguntou Anne

Ele simplesmente a olhou nos olhos e não respondeu. E a partir daquele momento, eu tive uma certeza: nossas vidas nunca seriam as mesmas depois daquele momento.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;D