Notas iniciais
Durante a prova de Geografia hoje, me deu a ideia pra fazer esta One-Shot completamente boba. Se curtir, deixa Review.

Muitas coisas haviam mudado em minha vida desde que conheci Finn Hudson. Eu era aspirante ao senhor popularidade do colégio e participar do New Directions era algo que ainda me incomodava o suficiente pra questionar os meus princípios. Tudo bem que lá eu me sentia em casa, me sentia auto-suficiente para ter forças de poder caminhar de mãos dadas com pessoas que não se importavam se eu tingia o cabelo com suco de limão, se eu era um completo babaca infantil ou se eu ainda não sabia amarrar os sapatos. Mas o que me incomodava com todas as forças era Finn, o quarterback do nosso time de futebol. Eu me sentia desconfortável toda vez que ele chegava ao vestiário e tomava banho do meu lado, me sentia desconfortável toda vez que ele se importava comigo ou falava sobre sua namorada Rachel. Tudo isso me incomodava muito, e eu não podia falar com ninguém sobre isso. Eu achava que no início, eu sentia inveja dele. Era o senhor popularidades, tinha garotas magníficas aos seus pés na hora que quisesse. Mas depois reparei que eu tinha raiva dele. Raiva, por que eu estava me apaixonado por ele. Every Rose Has it Torn havia mudado a minha vida desde que a cantei naquele maldito chuveiro, daquele maldito vestiário. Ele me observou, viu que eu não era como os outros. Me deu atenção quando tava passando por problemas. E por mais que eu negue, era só ele que importava agora, eu estava perdidamente apaixonado por ele. Mas, vou parar de pensar nisto e ir até o vestiário, tenho que tomar banho. Daqui há duas horas tenho treino e eu havia prometido ao Finn que iríamos conversar um pouco antes, ele tava passando por alguns problemas com sua namorada. Despi-me, ficando completamente nu, me fitando em frente ao espelho. Tenho comido igual a uma virgem de 14 anos apaixonada nas últimas semanas e tenho certeza que mesmo me destruindo na academia, eu estava ficando uma baleia. Observei meus lábios secos, meu rosto triste e minhas olheiras profundas. O moreno entrou pela porta e ficou me olhando durante muito tempo. Depois sorriu sem graça e me cumprimentou com apenas um gesto com suas mãos. Jogou a bolsa em cima de um dos bancos e se sentou.

- Boa tarde Sam. — Ele disse, tirando os tênis.

- Boa tarde Finn. – Eu disse completamente seco.

- Eu e Rachel terminamos. – Ele disse com o rosto confuso. – Acho que estou afim de outra pessoa... Estou me sentindo estranho e completamente mal por isto. – Ele pegou uma garrafa de água e deu um gole, deixando seus lábios avermelhados. – Guardou a garrafa em sua bolsa.

- Eu também terminei com a Quinn, estou afim de uma pessoa também. Acho que me precipitei ao pedir ela em namoro. – Dei um soco no armário, assustando o rapaz ali sentado. – Eu sou um idiota, sabe? Eu estou gostando de uma pessoa que nem sabe que eu existo e com toda a certeza quando descobrir vai me achar... Completamente afeminado. – Não o fitei, mas como o conheço, tenho certeza que estaria completamente assustado.

- Você é gay Sam? É o Kurt? – Finn se levantou, tirando a blusa e deixando a sua bermuda cair. Ficando apenas de cueca. Evitei olhar o máximo que pude.

- Eu não sou gay e também não é o Kurt... Mas é um cara, entende? – Ainda falei de costas, estava com vontade de chorar. Liguei o chuveiro, deixando a água cair por meu corpo.

- Então acho que estamos confusos da mesma forma. – Ele entrou no mesmo Box que eu, completamente nu. Me fez ter um arrepio correr por minha espinha.

- C-como assim? – Tentei fitá-lo, mas desviei o olhar. Minhas bochechas pegavam fogo.

- Eu estou afim de você Sam. – Ele me pegou pelo queixo, olhando-me nos olhos.

- Eu... Eu também estou afim de você Finn... – Os olhos dele eram as coisas mais lindas que eu já tinha visto. E de perto, eram muito mais bonitos.

- Mas, você sabe que isso é errado e que as pessoas nunca poderiam saber do que pode acontecer conosco daqui pra frente não é? Aliás, seremos um casal gay, dois homens que se beijam, que transam e que jogam futebol. – Ele mordiscou meu lábio inferior.

- Finn... Você se importa com essa sua droga de imagem ainda? Não vê que isso não vai te levar a lugar algum? – Relutei, desviando o olhar dele novamente.

- Essas são as minhas condições pra isso dar certo, pelo menos por enquanto. – Ele me olhou novamente, aproximando-se mais ainda de mim.

Ele me pegou pela cintura, empurrando-me contra o azulejo gelado da parede. O beijo dele era firme, quente e completamente excitante. Sua mão acariciava minha cintura e eu pervertidamente levei as minhas até o seu peitoral. A forma como ele me excitava era incrível e sinceramente? Eu queria aquilo pra sempre.

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