Inside Out

2 Capítulo 2


Capítulo 02

Minutos depois Rubby pega o telefone e liga para Nascimento.

– E ai tio Paulo? Temos dois presentinhos para você. Na verdade dois. presentões. Cada lapa de marmanjo.
– Estou bem. Quer dizer que você tem dois elementos para mim? — Pergunta Nascimento.
– Sim, sim. Eles estavam arrumando uma bela de uma briga, com direito a pistola e tudo.
– Pode mandar, tem uma cela esperando por eles.
– Sabe o que é tio? É que eu achava melhor o senhor mandar uma viatura para pegar eles. Eles não iam caber no meu carro.
– Está bem. Ouvi falar que você comprou um carro novo. Que carro é?
– É um Honda Civic 2011 preto. Sabe o que é? Sarah me obrigou a comprar ele só porque tava ficando difícil encontrar peças para ele. Mas o que ela não sabe é que o meu Mustang ainda está na minha garagem.
– Mas o Honda é bonito. Tenho um presentinho para vocês. Você e Sarah.
– É mesmo? Conta o que é.
– Esperem que vocês descobrem. — Após falar isso Nascimento dá tchau e desliga o telefone, deixando Rubby curiosa.

O que será esse presentinho? O que podemos esperar de um delegado? Pergunta-se Rubby, virando-se para Sarah ela diz:

– Tio Paulo tem um presente para nós.
– Um presente? O que será? — Pergunta Sarah.
– Não faço a menor idéia ele nem deu pistas! — Fala Rubby indignada.
– Do que vocês estão falando? — Pergunta Lucas.
– O tio de Rubby tem um presente para dar a mim e a ela. — Explica Sarah.
– Quando vê ele vai dar armas novas a vocês — Raciocina Denis. — É o único presente que se pode esperar de um delegado.

Quando Nascimento chega, Sarah e Rubby praticamente correm ao seu encontro, querendo ganhar logo seus presentes. Rubby não consegue parar e acaba esbarrando em Nascimento com tudo, quase derrubando-o.

– Opa. Foi mal tio. — Desculpa-se Rubby. — Sim, mas vamos ao que interessa. Cadê os presentes?
– Oi menina. Estou bem, obrigado por perguntar. — Fala Nascimento em tom sarcástico.
– Mas eu não perguntei nada. — Fala Rubby se entender o sarcasmo na voz de Nascimento.
– Oi tio! A quanto tempo! Que saudades! Sentiu minha falta não é? — Entusiasma-se Sarah.
– Pelo visto eu ganhei mais uma sobrinha. Não se preocupe Sarah, não tem como eu me esquecer de você, esqueceu que Rubby e você sempre iam brincar na delegacia? Pelo visto brincar na delegacia serviu para alguma coisa. — Fala Nascimento e pega duas caixas embrulhadas e entrega a Sarah e a Rubby.

Denis e Lucas vão na direção de Nascimento, cada um com um marmanjo. Chegando, Denis fala:

– E ai? Todo bem Nascimento?
– Oi Denis. Sim e você? — Pergunta Nascimento.
– Tudo sim. Ah, este aqui é o Lucas um... amigo de Sarah. — Apresenta Denis.
– Prazer seu Nascimento. — Cumprimenta Lucas.
– Nada disso meninas! Aqui não é lugar para abrir os presentes. — Repreende Nascimento.
– Ai tio! O que é o presente? Estou curiosa! — Exclama Rubby.
– É tio, conta! — Concorda Sarah.
– Vamos lá para dentro já que não tem mais ninguém lá. — Fala Nascimento — Silva, coloca eles ai na mala e me espera que eu já chego.
– Certo chefe. — Diz Silva.

Todos entram no bar outra vez, sentam em uma mesa bem reservada, embora não tenha ninguém. Denis distribui garrafas de cerveja e começa a beber sem se importar em pegar um copo. Quando todos estão com as sua devidas cervejas, Nascimento fala:

– Vamos. Abram o presente. Mas não gritem nem façam nada do tipo.

Após abrirem os presentes. Oba! Uma arma nova! Se eu não tivesse ganho eu ia comprar, tava querendo muito uma arma nova. Como que ele adivinhou? Pensa Sarah. Rubby interrompe o bla-bla-blá mental de Sarah exclamando:

– Caraca mano! Uma pistola nova! Valeu mesmo tio!
– Sabia que você ia gostar, sei que você é louca por pistolas. Agora vê se não faz besteira. — Alerta Nascimento.
– Muito obrigada tio! Eu tava querendo mesmo uma arma nova, principalmente a que você me deu! — Agradece Sarah.
– Imaginei. Eu lembro que você praticamente babava quando via essas pistolas. O alerta que eu dei para Rubby serva para você também viu mocinha? — Relembrou Nascimento.

Antes de qualquer um falar algo. o telefone de Sarah toca, era Marisa. O que será que ela quer? Ela só liga para esse número quando é importante, pensa Sarah.

– Alô? — Fala Sarah.
– Venham para cá agora! Aquele criminoso que vocês estavam procurando a quase um ano está aqui no bar do Hegel.
– Em quinze minutos estamos ai! — Fala Sarah e desliga o telefone. — Precisamos ir. Agora. O Francis está no bar do Hegel!
– Oba, já vi que vamos usar nossas armas novas. — Entusiasma-se Rubby.
– Vamos logo pegar aquele elemento. — Diz Denis.

Virando-se para Lucas, Sarah fala:

– Tenho que ir, me dá o seu número que depois nos marcamos para nos encontrar.

Lucas pega um guardanapo e uma caneta e escreve o número dele e entrega a Sarah, se despedindo.

– Vem logo Sarah! — Grita Rubby impaciente, depois se vira para Denis e dá um beijinho rápido nele.

Elas entram no carro, Denis vai no seu, e todos acabam pegando um pequeno engarrafamento fazendo-as demorar mais para chegar, dando mais tempo para Francis aprontar.

– Ô burro! — Grita Rubby buzinando para um motorista. — Sai da frente!
– Cala a boca vadia! — Retruca o motorista.
– Vou te mostrar quem é a vadia! — Anuncia Rubby quase saindo do carro.
– Ô Rubby. Fica calma, relaxa. É apenas um gordo falando. Esquece. — Fala Sarah acalmando Rubby o que era bem difícil.
– Eu ouvi isso! — Grita o motorista.
– De intrometido que você é! — Responde Sarah.
– Calma Sarah é só um gordo falando. — Rubby repete as palavras de Sarah, jogando-as contra ela.
– Não enche. — Reclama Sarah.

Denis liga para Rubby.

– Rubby?
– Não mamãe noel. É claro que sou eu né?
– Calma, não precisava ser grossa.
– Foi mal. O que é que tu quer? — Fala Rubby em tom irritado.
– Vamos chegar tarde.
– Você liga para mim para dizer isso? Custava sair do carro? Eu estou na sua frente menos de alguns metros.
– É que bateu uma preguiça.
– E quando a gente se casar?
– O quê? Casar? — Falam Sarah e Denis em uníssono.
– Relaxa eu sei que isso vai demorar. Além do que, pensar no futuro não mata.
– Não, mas se você quiser...
– Tá bom. Chega. — Fala Rubby interrompendo Denis.
– Você não vai com a minha cara? — Brinca Denis.
– Vai Kiko. — Fala Rubby desligando o telefone e rindo.

Meia hora depois o trânsito é liberado e elas chegam no bar do Hegel. Quando entram no bar os três percebem que Francis não está mais lá, porém, havia deixado um bilhete para eles. Rubby pega o papel, lê o que estava escrito e exclama entregando o papel a Denis:

– Credo!
– Crê em Deus pai! — Fala Denis depois de ler o papel e o entrega a Sarah.
– Ih, 666 é o número do diabo. Acho que ele fez um pacto. — Fala Sarah muito calmamente.
– O quê? — Perguntam Rubby e Denis ao mesmo tempo.
– Que foi? Eu vi isso em sobrenatural.
– Ai cara, aquele Dean é um gato!
– Elas vão começar. — Reclama Denis ao mesmo tempo que Sarah fala:
– E o Sam então? Ô pecado! — Comenta Sarah.
– Tu viu aquele capítulo em que... — Fala Rubby, mas Denis a interrompe:
– Já que vocês estão falando de caras posso falar de uma garota?
– Não! — Respondem Sarah e Rubby.
– Quem tem que dizer não sou eu! Eu sou a namorada dele. — Fala Rubby.
– Ai amor, não precisa.
– Pronto. Começou a melação. Licença vou beber.
– Hello! Temos que ir atrás do cara. — Depois de uma pausa ela emenda: — Cara, acho que falei igual a Miley Cyrus. Que horror.
– Nem me fale o nome desse ser! Detesto ela! Ela é ridícula, drogada e qual é a desse estilo vagabunda? Nada a ver.
– Coitada da garota.

Rubby e Sarah dão uma tapa cada uma em um braço de Denis.

– Vamos embora. Não vamos ficar aqui de moleza, não somos o C.S.I. — Comenta Rubby.
– Cadê o cara que nos entregou o bilhete? — Pergunta Sarah.
– Vagabundeando por ai. — Fala Rubby e depois começa a rir achando graça da frase, vendo que nem Denis nem Sarah riram ela diz: — Qual é gente isso é uma piada.
– Mais uma para a lista. — Fala Sarah.
– Lista? — Pergunta Denis.
– Lista de piadas sem graça da Rubby. — Responde Sarah.
– Calem a boca! Vamos interrogar o cara. — Reclama Rubby.
– Vamos senhora certinha. — Diz Denis.

Eles vão falar com o dono do estabelecimento, também conhecido como Bill.

– O cara que entregou o bilhete, ele estava vestindo o quê? Quem estava com ele? Conte-me tudo! Não esconda nada. — Ordena Rubby.
– Boa tarde Bill. — Fala Sarah repreendendo Rubby.
– Boa tarde Bill. — Repete Rubby resmungando enquanto faz caretas.

Denis a olha com uma interrogação no olhar, achando estranhas as caretas de Rubby. Lá vem ele me olhar desse jeito de lesado. Reclama Rubby consigo mesma.

– Boa tarde. Posso saber o nome das meninas. — Denis pigarreia chamando a atenção para si e Bill logo acrescenta: — E do menino. Claro.
– Sou Rubby, essa é a Sarah e aquele ali com jeito de lesado é o Denis. — Apresenta Rubby.
– Lesado que tu andou dando uns beijinhos né Rubby? — Fala Sarah. — Bom, vamos ao que interessa. Queremos te fazer umas perguntas Bill. Vamos nos sentar para conversar.
– Como preferir. — Responde Bill conduzindo os três para uma mesa mais reservada.
– O que na verdade aconteceu aqui? Nos atrasamos um pouco. — Diz Rubby.
– Acabamos deixando o elemento fugir. — Denis fala.
– O cara chegou aqui pedindo uma bebida, depois recebeu uma ligação e ficou agitado, ele olhava muito para uma garota como se tivesse observando os passos dela, como uma cobra prestes a dar o bote. — Esclarece Bill.
– Como ele estava vestido? Tinha algum carro? — Pergunta Rubby.
– Ele estava com um boné azul, uma calça jeans desbotada, uma regata branca e por cima uma camiseta quadriculada. — Fala Bill. — Ele estava com uma Land Rover preta, mas não consegui ver a placa.
– Pelo visto você prestou bastante atenção no cara hein? — Comenta Sarah.
– Vem muitos caras assim aqui, eles são bombadões e esse em particular me pareceu meio suspeito. — Explicou Bill.
– E a garota? — Dispara Rubby.
– Ela era ruiva, olhos azuis e tinha umas sardas no rosto. Ela era bonita. — Fala Bill.
– Era não. É bonita, vamos salvá-la do que quer que venha a acontecer. — Corrige Denis.
– Ok, última pergunta. Você conhece a família da menina? — Pergunta Rubby.
– Conheço sim, vou dar o endereço a vocês. — Responde Bill pegando uma caneta e anotando no guardanapo o endereço da menina. — Boa sorte.
– Valeu. Aliás, qual é o nome da coitada? — Pergunta Sarah.
– Cassie, Cassie Parck. Responde Bill.
– Ok, valeu tchau. — Fala Rubby levando consigo Denis e Sarah. — Vamos embora logo.

Mais alguns passos e Bill grita para Rubby:– Vocês são da polícia ou algo assim?
– Agora é que tu pergunta? — Fala Rubby.
– É eu tinha me esquecido. Enfim, são ou não? — Fala Bill.
– Somos. — Responde Rubby. — Se não eu não teria isso. — Fala Rubby tirando a arma da cintura.