Inside Out

4 Capítulo 4 Cassie


Capítulo 04

Cassie

Eles entram no carro e Sarah dá a pomada a Denis para ele passar, depois Rubby vai para a casa certa, finalmente.

— Chegamos. De novo. — Fala Rubby.
— Olha, a primeira coisa que vamos perguntar é o sobrenome. Não vamos errar de novo. — Fala Sarah.
— Grande idéia! Gênia. — Fala Denis sarcástico. — Você pensou isso sozinha ou teve ajuda?
— Te lasca Denis! Isso é a convivência com Rubby que tá te afetando! — Reclama Sarah.
— Tá bom gente! Não temos tempo para isso. E para de se coçar Denis! Já tá me irritando. — Fala Rubby.

Denis toca a cigarra e espera, um pouco depois uma mulher ruiva abre a porta.

— Digam. — Fala a mulher.
— Somos do FBI, antes de qualquer coisa. Qual o seu sobrenome? — Pergunta Sarah mostrando o distintivo.
— Parck. Meg Parck. — Apresenta-se Meg.
— Sou a agente Sally McQuenn, esta é a agente Taylor Gritt e ele é o agente Penn Brock. — Explica Sarah.
— Por favor entrem. — Convida Meg entrando em casa e mandando eles sentarem no sofá. — Vocês querem alguma coisa? Um café, chá, água, refrigerante, cerveja...
— Eu agradeço se a senhora me trouxer uma... — Fala Rubby mas logo é interrompida por Sarah.
— Não queremos nada, obrigada.

Denis pede para Meg sentar e conta sobre o ocorrido. Rubby fica impaciente por ter de ouvir tudo outra vez. Depois que terminam de contar, saem com a promessa de que vão resgatá-la. Do lado de fora da casa, Rubby reclama de tudo, desde as roupas até a demora, deixando Denis irritado, ele grita com ela e eles começam uma discussão, sendo interrompidos por Sarah, mandando-os parar. Quando os ânimos se acalmam, Sarah pergunta:

— Vem conosco Denis?
— Não. Vou pegar um táxi. — Responde Denis.
— É bom que sofra um acidente e morra! — Grita Rubby ainda irritada com Denis.
— Não fale isso nem brincando! — Repreende Sarah.

Elas entram no carro e Rubby buzina para Denis, quando ele olha ela dá dedo para ele e mostra a língua com um piercing nela. Sarah olha para a língua de Rubby e pergunta:

— Desde quando você tem um piercing?
— Desde ontem tá? Algum problema com isso? — Reclama Rubby.
— Você está super diferente desde que eu te conheço! Parece a lua! Cheia de fases.
— As pessoas mudam baby. — Fala Rubby finalizando a conversa.

Minutos depois ela combinam de ir para um hotel onde Denis as espera ainda de cara feia para Rubby.

— Cuidado com o vento Denis. — Fala Rubby e vendo que Denis não entendeu ela completa debochadamente: — Para não ficar com essa careta para sempre.
— Escuta aqui... — Começa Denis, mas Sarah interrompe:
— De novo não! Chega de brigas por hoje! Vamos nos concentrar em achar Francis, sim?

Rubby e Denis concordam contra a vontade deles, e começam a debater sobre Francis andando para o quarto, até que chegam a um corredor e Sarah vê Cassie saindo de um quarto com óculos escuros.

— Cassie? Cassie Parck? — Grita Sarah para a recém chegada, sua voz ecoa no corredor vazio.
— Oficiais? — Pergunta Cassie com uma voz seca.
— Garota onde é que você estava? Como você conseguiu fugir? — Pergunta Rubby.
— Eu simplesmente... — Começa Cassie abaixando os óculos com os olhos fechados. – ela abri os olhos! — Os olhos de Cassie ficam vermelho sangue fazendo Denis desmaiar ao olhar para ela.
— Denis! — Grita Rubby. — O que você fez com ele? — Rubby olha para ela e em seguida desmaia também.
— O que está acontecendo? — Pergunta Sarah e depois corre, ela ajudaria mais se estivesse intacta.
— Você não vai nem olhar para mim? — Pergunta Cassie com a voz dura.

Sem conseguir resistir Sarah olha para Cassie e perde a consciência também. Saem dois homens do quarto em que Cassie estava e ela debocha:

— Difícil. Cadê a dificuldade em pegar esses três otários? Vamos rápido, antes que alguém veja. O Francis nos espera.

Horas mais tarde Rubby acorda e se vê amarrada a uma maca num local que lhe pareceu um tipo de hospital. As lembranças do ocorrido sumiram, ela não lembra como foi parar nesse local.

— Pensei que não ia acordar. Você me parece bem fraca agora. Assim como seus amiguinhos ali. — Fala Francis apontando para outras macas onde estavam Denis e Sarah ainda desacordados.
— O que você fez a eles? Denis! Sarah! Me tire daqui seu imbecil ou eu juro que... — Rubby fala mas Francis a interrompe:
— Jura que o quê? Me mata? — ele solta uma gargalhada debochada — Amarrada desse jeito? Acho difícil.

Sarah acorda assim que escuta seu nome, olha ao redor e fica alerta, sabe que está encrencada.

— A bela adormecida aqui acordou. — Fala Cassie para Francis.
— Já estava na hora. — Diz Francis.
— Cassie? Fuja! Ele vai... — Fala Sarah.
— Ele vai me recompensar por ter capturado vocês três. Não vai Fran? — Pergunta Cassie.
— Tudo ao seu tempo minha querida. Tudo ao seu tempo. — Fala Francis. — Mas por hora vamos dopá-los e injetar a droga. Bons sonhos queridas.

Cassie olha nos olhos de Rubby e Sarah, fazendo-as desmaiar novamente. Francis pega uma maleta e tira de la uma seringa com um líquido roxo, injetando-o na veia dos desmaiados. Meia hora depois Rubby acorda e se vê dentro de um quarto branco, com uma grande janela de vidro, de observação, deduziu ela.

— Um hospício? Fala sério! Que coisa mais brega! — Reclama Rubby para as paredes.

Minutos depois um enfermeiro com olhos de cobra abre a porta, Rubby se senta em sua maca olha para o enfermeiro e resmunga sem perceber que seus olhos ficavam brancos:

— Poxa, bem que você podia me deixar sair não é?

O enfermeiro sem falar nada, estira o braço, convidando-a a sair. Rubby meio desconfiada sai, e vendo que ele não reage fala:

— Se quiser me dar o cartão para eu salvar minha amiga fique a vontade. — Depois de falar ela ri.

Ele vasculha o bolso e entrega o cartão para ela, Rubby não achou que seria tão fácil assim fugir de sua cela, mas para garantir ela tranca o enfermeiro dos olhos de cobra no quarto branco. Quando sai ela olha nas janelas dos quartos procurando por Sarah e Denis, depois de checar umas três celas onde tinham mulheres — a maioria adolescentes — sentadas encarando o vazio, ela encontra Sarah andando de um lado para o outro, em seguida bate na janela chamando a atenção dela. Sarah olha e diz um silencioso "me tira daqui", Rubby passa o cartão liberando Sarah, nesse momento uma sirene toca denunciando a fuga. Elas correm pelos longos corredores procurando uma saída, de longe dava para ouvir um grito de socorro, elas seguem o som e se deparam com uma ruiva apavorada. Rubby desajeitadamente passa o cartão, e mais umas sirenes são acionadas.

— Me sigam, posso tirar-nos daqui! — Fala a ruiva.

Elas recomeçam a correr mas uma porta de ferro começa a se fechar, a ruiva diz:

— Me dê o cartão, vocês não vão conseguir passar.

Rubby dá o cartão para ela e em menos de um segundo a ruiva já estava do outro lado da porta.

— Ela não estava aqui ainda agora? — Pergunta Sarah incrédula para uma Rubby espantada.
— Venham logo meninas! — Ordena a ruiva.

Elas correm mais um pouco e conseguem sair e se deparam com um tipo de floresta, assim que pisam na terra seguranças armados começam a atirar, Sarah coloca as mãos na frente de si e um campo magnético invisível se forma, fazendo uma bala que ia acertar o rosto dela parar no ar e cair.

— Como...? — Começa Sarah.
— É a telecinese, agora corre! — Grita a ruiva impaciente. — E vê se não abaixa essas mãos!

Ambas entram floresta adentro e perdem de vista os seguranças, só param de correr quando encontram uma estrada asfaltada, segundos depois um carro passa e a ruiva estica as mãos pedindo carona.

- Suas loucas! Querem morrer é? Saiam da frente! — Grita o motorista.
— Dá uma carona para nós cara! O que é que te custa? — Fala Rubby, deixando seus olhos brancos novamente.
— Seus olhos... — Murmura Sarah. — Brancos...?
— Claro, entrem. — Pede o motorista.
— Persuasão. Interessante, vai nos ajudar muito. — Comenta a ruiva pensativamente.

Elas entram no carro e o motorista pergunta:

— Para onde você querem ir?
— Hotel L.A. — Fala Rubby.
— Boa pedida, a propósito, me chamo Michelly Zarga. — Anuncia a ruiva.
— Sou Sarah e ela é Rubby. O que foi aquilo nos olhos de Rubby? E o negócio da bala? — Pergunta Sarah.
— Os olhos de Rubby é Persuasão e da bala é a Telecinese. — Vendo que nenhuma das duas tinha entendido ainda ela explica entediada: — Persuasão é convencer as pessoas a obedecerem você usando apenas a voz ou o olhar. E Telecinese é poder levitar, mover as coisas mentalmente e criar um campo de força. Entenderam?
— Somos alienígenas. — Fala Rubby.
— Não somos alienígenas, eu também tenho poderes. — Fala Michelly.
— Super velocidade não é? — Pergunta Sarah.
— Sim, e poder de cura. Sabe? Curar as pessoas usando as mãos e bem rapidinho se querem saber. — Se gaba Michelly.
— Todas nós temos dois poderes é? — Pergunta Rubby.
— Só os que reagem bem a droga. Tipo, para ficarmos assim eles injetam um líquido roxo nas nossas veias, a maioria das pessoas morrem, umas ganham só um poder e outras sortudas ganham dois. — Explica Michelly.
— Mas cadê o Denis? Esquecemos ele lá! Vão matá-lo! — Preocupa-se Rubby.
— Ele só morre se seu metabolismo rejeitar a droga. Caso contrário ele perde a memória e vira um deles. — Fala Michelly pacientemente.
— Temos que voltar lá! — Diz Rubby.
— Não podemos, nossos poderes ainda estão fracos, temos que fortalecê-los. Aí sim podemos voltar lá e confrontá-los. — Diz Michelly.
— Perde a memória? Por que? Nós não perdemos a nossa. — Percebe Sarah.

- Bom, vocês reagiram muito bem, caso contrário não tinham recuperado a memória, o que significa que vocês tem mais um poder, só precisamos descobrir qual. — Fala Michelly.

Ao chegar no hotel elas se trancam no quarto, trocam de roupa, Sarah cedendo uma de suas roupas para Michelly, e saem o mais rápido possível preocupadas com Cassie, se ela estaria ainda no hotel ou não. Rubby pega seu carro e elas vão para a casa de Michelly, lá elas teriam proteção e munição. Elas chegam a casa, entram e ficam a procura das armas que Michelly disse que tinha, Rubby pergunta:

— Onde diabos estão as armas?
— Escondidas, a Elite me capturou aqui em casa, mas não descobriram meu esconderijo. — Responde Michelly.
— Elite? — Pergunta Sarah.
— Sim. Ou você acha que eles iam ser conhecidos como "os maníacos dos super poderes"? -Diz Michelly.
— Entendi, mas não precisava ser grossa! — Brinca Sarah.
— Não vamos precisar das armas agora. Que tal tentarmos descobrir qual o outro poder de vocês? — Sugere Michelly.
— Ok. Mas como vamos fazer isso? — Pergunta Rubby.
— Isso é que eu não sei. — Conta Michelly.
— Ah que legal! — Fala Sarah e vai se apoiar na mesa, mas acaba passando direto e caindo no chão. — Eu caí? Como?
— Intangibilidade. Você caiu por causa da Intangibilidade. — Explica Michelly.
-E isso é...? — Pergunta Rubby. — Pode explicar melhor?
— Atravessar objetos sólidos.
— Que legal. — Fala Sarah e se joga no sofá, ultrapassando o chão e descobrindo o esconderijo não tão secreto de Michelly. — Eu acho que achei teu esconderijo.
— Ainda bem que a Elite não tem um Intangível com eles. — Comenta Michelly.
— Vamos nesse esconderijo, pegamos as armas e damos o fora daqui, antes que a Elite nos ache. — Diz Rubby.

Sarah anda pelo esconderijo observando-o por inteiro, Rubby e Michelly chegam logo depois com bolsas nas mãos e começam a pegar algumas armas, facas, munição e tudo o que precisam.

- Vamos para Winchester meus pais tem uma casa lá. — Anuncia Michelly. — Lá a Elite vai demorar para nos achar, garanto, até lá, já vamos ter encontrado outro refúgio.
— Você vai colocar seus pais em perigo? — Pergunta Sarah.
— Não conseguiria nem que quisesse. Eles foram mortos pela Elite.
— Meus pêsames. — Falam Rubby e Sarah em uníssono.
— Não se preocupem com isso. Já faz muito tempo eu já superei. -Diz Michelly. — E as suas famílias?
— Estão protegidas no Brasil, viemos de lá.
— Não contem com isso, a Elite está espalhada pelo mundo inteiro. — Diz Michelly.

Sarah e Rubby trocam olhares preocupados. Rubby pega o carro e elas vão para Winchester, chegando na casa de Michelly elas jogam as coisas no sofá e caem na cama, estavam mortas de cansaço. Michelly é a primeira a acordar, ela vai para a sala e liga o som baixinho, mas quando vê que a música que está tocando é a de The Pretty Reckless chamada Miss Nothing ela aumenta o som e começa a pular no sofá balançando o cabelo, acordando Sarah e Rubby que se juntam a ela nos pulos e jogadas de cabelos. Quando a música acaba elas se jogam no sofá rindo. Rubby ainda empolgada dá uma tapa no ombro de Sarah que dá um pulo reclamando:

— Ai Rubby!
— Que foi? Nem doeu tanto assim. Esse não é o meu tapa mais forte. — Diz Rubby.
— Mas doeu, pareceu que eu levei um choque. — Reclama Sarah.
— Deixa de ser mole Sarah. Uma tapinha assim nem dói. — Fala Rubby e novamente estapeia o braço de Sarah fazendo-a pular outra vez.
— Dá para parar! Isso dói caramba! Dá choque! — Resmunga Sarah.
— Espera. Rubby, dá um tapa no meu braço, feito você fez com a Sarah. — Pede Michelly.
— Assim? — Pergunta Rubby estapeando Michelly.
— Ai! Choque! — Reclama Michelly, logo depois seu tom de voz muda e ela diz empolgada: — Eletrocinese! Esse é o seu outro poder!
— Eletro o que? Essa palavra não está no meu vocabulário. — Pergunta Rubby.
— Eu acho que o Aurélio todo não está no seu vocabulário. — Brinca Sarah.

- Eletrocinese. Dar choques, controlar a eletricidade e produzir pequenos raios. — Explica Michelly.
— Que massa! Adorei, é a minha cara. Que pena que o Denis não está com a gente.
— Sim, mas vamos tomar café né? Depois de comermos vamos observar a Elite. — Fala Michelly.
— Grande idéia, estou morrendo de fome! — Exclama Sarah.