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10 Mães, filhos, pais, jogos e morenos...


Notas iniciais
Aos que aguentaram o meu humor e ainda estão lendo, um olá! :D Obrigado aos que mandam reviews, respondo a todos com maior prazer e alegria. Ah, e bienvenidos aos 5 ou 6 novos leitores... :D Enfim, ao capítulo, que ta bem curtinho, mas não por acaso, mas sim propositalmente. Por que? É que no próximo o Naru vai estar de volta a escola, e quis deixar isso para outro capítulo. Aos costumes...

Mei deixou a sala, indo atrás do menor. Já Sasuke estava parado no mesmo lugar com a confusão estampada na face.

– Eu disse algo que não devia, Minato-san? – Indagou o moreno. – Eu não queria magoá-lo ou ofendê-lo... Eu.. Droga! Eu sou o psiquiatra dele, deveria ajudá-lo, e não fazer mal a ele!

– Não foi nada Sasuke. – Cortou o maior, com certo pesar na voz. – Tecnicamente você disse e não disse algo errado... É complicado, sabe? – Concluiu.

– Como assim? – O moreno rebateu, sentando-se novamente à mesa, para prestar atenção no loiro.

– Você falou de “parabéns pra você”. – Seu olhar era vago. – Daqui uns meses é o aniversário dele. – Contou o loiro. – Pode parecer meio bobo, mas se é o que eu estou pensando, ele se lembrou da Kushina. – Continuou ele, pegando duas taças de cristal servindo vinho nelas. – Todos os anos, perto do aniversário dele, ela fazia uma espécie de jogo com ele. – Concluiu, sentando-se a mesa e fazendo sinal para o moreno se sentar também.

– Jogo? – Indagou o moreno, tomando um gole do líquido.

– É, uma espécie de “caça ao tesouro.” Sabe, todo o dia de manhã, ela deixava uma pista sobre o que era o presente e onde ele estava escondido. Ele adorava isso. – Contou com certo pesar na voz. – Sempre descobria o que era e onde estava antes do aniversário chegar, mas se fazia de desentendido só para a brincadeira continuar. – Falava com nostalgia. – Os momentos de carinho que Kushina eram raros, então ele realmente amava tudo isso.

– Entendo... Desculpe-me, eu não sabia disso, não queria fazê-lo lembrar dela. – Disse o moreno com voz pesarosa. – Na consulta mais cedo, ele ficou um pouco triste ao falar dela, mas depois se referiu a ela usando a música “Somebody that i used to know”.

– No fundo ele sente falta dela, sabe; querendo ou não. Por diversas vezes ele precisou de uma mãe por perto e se viu sozinho. No dia das mães ele sempre chorava escondido por não ter a quem entregar o cartão que havia feito. – Minato falava com um sorriso triste no rosto. Sua mente estava se inundando de memórias. Mais do que ele conseguia assimilar. – Mas enfim, Sasuke. – Mudou rapidamente de assunto, fungando e secando os olhos com as mangas. – Que negócio é esse de intelecto e raciocínio que ele falou antes?

– Ah, claro! – Lembrou-se do conversado anteriormente e logo mudou de posição na cadeira. – Bom, hoje a tarde durante a consulta... – Sasuke começou seu relato sobre o que havia ocorrido em sua sala mais cedo. Sobre as deduções e também sobre o que conversaram. Minato estava num misto de espanto e orgulho. A conversa se estendeu por um bom tempo

Enquanto isso, Mei havia subido um lance de escadas e estava vagando por um corredor atrás de Naruto. Ouviu uma fungada baixa, abafada por algo como um travesseiro. Seguiu o barulho até se deparar com uma porta fechada, que imaginou ser o quarto do menor. Bateu na porta algumas vezes.

– Vá embora Sasuke, eu quero ficar sozinho... Por favor. – Disse o loirinho, soluçando.

– Não é o Sasuke, querido. – Disse a morena abrindo a porta, entrando em seguida e fechando a porta. – Você queria que fosse ele? – Perguntou com um sorrisinho. – Desculpe te desapontar. – Riu para Naruto, dando-lhe uma piscadela com o olho direito.

– Ah... Não! É que ele é meu terapeuta e... E... – Tentou responder o loirinho, mas só conseguia gaguejar palavras sem sentido, o que o fez corar e desistir. – Por que você veio, Mei? – Perguntou baixo.

– Não sei, na verdade. – Disse ela, sentando-se ao lado do garoto na cama, recostando-se na cabeceira da mesma. – Sasuke iria vir, mas como ninguém sabia o porquê do seu mal estar e os rapazes precisavam conversar, eu vim. Conversar com alguém “desconhecido” faz bem. – Disse ela afagando os fios dourados da cabeça do menor. – Mas se quiser, eu vou embora.

– Não... Fica aqui. – Disse o loirinho, segurando a mão da mulher. – Eu... Eu só... – Ele não conseguiu completar a frase e caiu em prantos novamente.

– Calma, garoto... – Disse ela, abraçando o menor em seguida. – Pode chorar, eu estou aqui, com você. Você não está sozinho.

Após chorar por alguns minutos, o menor suspirou e começou a falar.

– Tecnicamente, logo eu estou de aniversário. A Okaa-san sempre fazia uma brincadeira comigo, que eu adorava... – O menor contou, engolindo grosso em seguida. – Eu não entendo... – Disse o garoto, começando a chorar amargamente. – Por que ela foi embora? Por que ela não me disse adeus? Eu só queria saber o porquê! – Continuou, deitando no colo de Mei em seguida, apertando o seu casaco com força, chorando e soluçando. – Ela não me amava! Eu sou tão ruim que nem minha própria mãe me amava, Mei! – Exclamou em um grito sôfrego.

– Não! Não diga isso... – Falou Mei, que também já derramava alguma lágrimas, apesar de toda a força que fazia para contê-las. – Ela que não sabe o que está perdendo. Um garoto amável, gentil e com tamanha inocência não se encontra mais em qualquer lugar. Eu daria tudo para ter um filho assim como você, ok? Ela que não sabe que abriu mão de um garoto maravilhoso... De um homem maravilhoso... De uma vida maravilhosa... – Concluiu a mulher, fitando um ponto qualquer da parede.

– Por quê ela foi embora, Mei? Por quê? – Questionou, tanto para si mesmo quanto para a outra. – Acho que eu só nasci para atrapalhar, entende? Eu só queria conseguir não me importar com isso. Seguir minha vida sem pensar essas coisas, mas não consigo!

– A vida não é mesmo algo fácil, não é? – Questionou com certa ironia na voz. – E nada disso é culpa sua. Ela apenas... – Mei não conseguia concluir sua explicação. Não havia explicação para isso. – Ela apenas foi tola e deixar você e seu pai para trás. Talvez ela que não merecesse vocês dois. – Completou, ficando alguns minutos em silêncio. – Escuta, Naruto, talvez não seja muita coisa, mas sempre que precisar conversar com uma “figura feminina”, pode falar comigo, sim? A partir de hoje, vou estar sempre aqui.

O loirinho não respondeu nada, apenas se agarrou mais firmemente a morena e os dois continuaram assim, abraçados e derramando lágrimas juntos. Dois bobos.

Porém, as lágrimas que agora lhes lavavam o rosto não eram mais de tristeza. Eles ficaram assim, conversando sobre assuntos aleatórios, até que o sono se fez mostrou mais forte e os dois caíram no sono. Primeiro Naruto e depois Mei.

Na sala de jantar, a conversa dos maiores continuava. Tiveram uma longa e agradável conversa. A pauta da maior parte dela, claro, era Naruto.

– É bem confuso, mas o Naruto é muito esperto. – Disse Sasuke, bebendo o último gole de vinho. – Você mesmo viu o que ele fez no piano... Com uma mão enfaixada ainda por cima. Quer dizer, eu levaria mais ou menos meio ano para aprender a Turkish March com metade daquela velocidade.

– Eu entendo... Eu não conseguiria fazê-lo nem com quatro braços. – Comentou o loiro maior, tomando seu último gole de vinho também. – Sasuke, desde já eu quero agradecer por cuidar do meu garoto, por ser amigo dele. Veja só, faz muito tempo que eu não o vejo sorrir daquele jeito. – Disse o mais velho com um sorriso bobo no rosto.

– Fico feliz em poder ajudar. Geralmente eu sou muito profissional, não me envolvo muito com os pacientes, mas ele é diferente. Ele precisava mais do que só um médico, ele precisava de um amigo. – Fitava o fundo da taça, balançando-a e vendo o caminho que a última gota de vinho. Sasuke gostava disso. Era um dos muitos hábitos bobos que tinha.

– Você não precisa me agradecer, Minato-san. Não é como se eu estivesse fazendo um favor. É meu trabalho e também é algo que faço porque gosto dele. – Concluiu o moreno, voltando seus olhos para o outro homem e se espreguiçando de sono logo depois.

– Tudo bem, Sasuke. Você é mesmo parecido com ele. – Minato riu, vendo o moreno franzir uma das sobrancelhas. – Bem, já está tarde. Vou mostrar-lhe seu quarto. Você não vai dirigir com sono. – Disse o maior se levantando e indo em direção a uma escada, sendo seguido pelo moreno.

Em seu âmago, o Uchiha desejava ter tido um pai tão bom quanto Namikaze Minato. Se um dia Sasuke fosse pai, ele desejava ser como o loiro. Era nele em quem se espelharia.

Saindo de seus devaneios, Sasuke parou em frente a porta que Minato havia dito ser a do quarto de Naruto. O loiro maior havia ido para seu quarto pegar um pijama para emprestar ao moreno. O Uchiha tomou a liberdade de entrar no quarto do menor, se deparando com uma cena bonita e também inusitada.

Mei estava meio deitada e meio sentada, com um braço envolvendo Naruto em uma espécie de abraço e outro largado de qualquer jeito no colchão. Já Naruto estava com a cabeça sobre a barriga dela e um de seus braços também a envolvia.

Sasuke sorriu ao ver a cena, e Minato chegou logo em seguida, entregando a roupa ao moreno e parando para admirar a cena junto de Sasuke, enquanto um sorriso se formou de forma boba em seu rosto.

– Acha que devemos acordá-la? – Perguntou o moreno, depositando uma das mãos no ombro do loiro maior.

Minato apenas alargou seu sorriso e negou com a cabeça. Ele foi até o armário, retirando um cobertor e um travesseiro de lá e deixando-os sobre a cama do garoto.

Em seguida, foi até Mei, tirou-lhe as pantufas para convidados que ela usava, levantou sua cabeça e posicionou o travesseiro, para lhe dar mais conforto. Em momento algum ela esboçou reação. Estava num sono profundo e, aparentemente, tranquilo. Eles não sabiam, mas Mei não conseguia dormir direito há semanas.

Minato ainda pegou o cobertor e o pôs, cuidadosamente, por cima dos dois, que dormiam tranquilamente.

– Venha, Sasuke, vou levar-lhe até seu quarto. – Disse o loiro maior, saindo do quarto do menor e fechando a porta com todo o cuidado.

– Sabe, Minato... – O moreno chamou a atenção do mais velho, que virou-se para fitá-lo. – Mei chega a ser insensível, às vezes, mas apesar de tudo, ela é uma pessoa incrível, não acha? – Indagou Sasuke, em um tom de insinuação, entrando em seu quarto na sequência. O outro riu e não lhe respondeu nada. – Boa noite Minato-san. – O psiquiatra concluiu, estendendo sua mão direita para o loiro.

– Boa noite Sasuke. – Disse o loiro, retribuindo o gesto. Apertou a mão do Uchiha de forma firme e sincera.

Em seguida, seguiu o caminho até seu próprio quarto, matutando sobre as últimas palavras do moreno.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, se não gostaram, paciência... Enfim.... Continuem amando a mim como eu amo a vocês... :D Deixem seus reviews, amo respondê-los... Até o próximo! Próximo capítulo mais um personagem que será importante. Beijos do Tio Killua! :D Até os reviews!. =* (p.s.: capitulo não revisado e blá blá.)