Inside
12 Akasuna no Sasori não é bagunça...
Notas iniciais
O tempo passou devagar, mas a hora do almoço finalmente havia chegado. Os alunos começaram a deixar a sala apressadamente, para poderem aproveitar bem o tempo livre que eles tinham. A sala estava quase vazia, quase porque Naruto estava procurando sua carteira, que estava em algum lugar da sua mochila, para pegar algum dinheiro para comprar algo para comer. Quando a achou e virou-se para frente novamente, deu de cara com Kiba, o que o assustou, pois ele achava que estava só no momento.
–Você me assustou, eu jurava que não tinha mais ninguém aqui. –Disse o loirinho levantando-se com a intenção de deixar o lugar.
–Desculpe, não foi minha intenção. Bem... Obrigado. Quer dizer, eu ia ter me ferrado bonito se você não tivesse me ajudado. Mesmo sabendo que é errado. – Falou o garoto. E queria saber se você queria passar o intervalo comigo, claro, se não tiver nada melhor pra fazer ou algo do tipo. –Falou o moreninho, coçando a nuca, demonstrando que estava um pouco sem jeito.
– Sobre a prova, não precisa agradecer. Você me ajudou antes com o lance dos óculos, mesmo sabendo que poderia sofrer algumas consequências. –Respondeu sorrindo. –E adoraria passar o intervalo com você. Só vamos comprar nosso almoço, depois podemos voltar para cá. –Naruto falou com empolgação. Afinal, não tinha nenhum amigo na escola, e Kiba estava sendo legal. Um amigo em potencial.
–Ah, e-eu não vou almoçar hoje. Q-quer dizer, eu não trouxe dinheiro... E também não estou com muita fome não. –Retrucou um pouco envergonhado.
–Certo, espere aqui. –O loiro nem esperou uma resposta, saiu correndo em direção à cantina na sequencia.
Pouco tempo depois ele já estava de volta, carregando com as duas mãos uma bandeja com dois hambúrgueres, duas porções de batata frita e duas latinhas de refrigerante. Juntou sua mesa com a de Kiba depositando a bandeja bem no meio da junção.
– Tá com tanta fome assim? –Perguntou kiba, observando o conteúdo da bandeja.
–Claro que não, metade é pra mim, metade pra você. Não venha com papo de que não esta com fome. –Disse o loirinho, pegando um de cada um dos itens e pondo-os na frente de Kiba.
–Obrigado, mas eu não posso aceitar. Eu não sei quando poderia pagar de volta e...
–Eu não pedi anda de volta, só quis pagar um almoço para um amigo. Quer dizer, somos amigos ou algo assim... Certo? –Indagou o menor com incerteza. É, ele é meio lerdinho para relações sociais.
–Acho que sim... Se pra você estiver tudo bem ser amigo do “Bolsista pobretão”. –Respondeu o outro, fazendo aspas com os dedos.
–Por mim tudo bem, se estiver tudo bem para você ser amigo do loiro estranho, viadinho, quatro olhos, mal acabado, que nem a própria mãe gostava, que se veste que “like an alien”, e bem, podemos ficar o dia todo nisso. –Disse o loirinho, rindo em seguida. Kiba também riu.
–Por mim também tudo bem, amigos então! –Falou Kiba, seguido de um sorriso sincero de ambos.
Eles passaram o restante do almoço rindo e conversando assuntos banais, como gostos musicais, culinários, passatempos favoritos e coisas do tipo. O loiro contou que tocava piano e também falou sobre ir a um psiquiatra. Falou sobre seu pai e sobre as “desventuras em série” do dia anterior, o que arrancou algumas risadas. Antes de o intervalo acabar, Naruto e Kiba levaram a bandeja de volta a cantina. Já estavam de volta à sala e em seus devidos lugares quando o sinal tocou, trazendo todos os alunos de volta a sala. Todos, até os indesejados.
–Olha só, a loira arrumou um namoradinho. –Disse Neji, arrancando risos da “vara de porcos” citada anteriormente. –Ou será que é cliente? Se for cliente Naru-chan, fez uma escolha errada. Esse ai não vai ter dinheiro para pagar um programa. –Falou isso e riu como se fosse a coisa mais engraçada do mundo, acompanhado de seus amigos. Kiba não respondeu nada, apenas abaixou a cabeça e engoliu seco. Não podia retrucar, pois não podia arrumar confusão ou poderia perder a bolsa que ganhara para estudar naquele colégio. Naruto mordia seu lábio inferior para tentar conter sua raiva.
Se algo não acontecesse rápido, um certo loirinho perderia a compostura. A aula seria de artes, e como a professora que lecionava esta matéria havia sofrido um acidente dias antes, não sabia se algum professor apareceria para apartar se algo acontecesse. As provocações continuaram, e quando Naruto estava prestes a explodir, uma voz conhecida soou na sala.
– Ei, vocês ai! O do cabelo comprido e o do cabelo claro, algum problema? –Indagou a voz. Os garotos viraram-se na direção de onde partira a voz e deram de cara com um ruivo de aparência jovem e olhar tedioso, porém assustador.
–Sasori? –Indagou o loirinho a si mesmo.
–E se tiver algum problema, cabelinho de menstruação? –Falou Neji, em tom provocativo e desafiador. –Aliás, quem é você? E perdeu o Juízo em falar assim comigo? Sabe quem eu sou?
–“Cabelinho de menstruação”... Bem engraçadinho você. –Disse Sasori em tom irônico e rindo, também ironicamente. –Respondendo suas perguntas, Sr. Engraçadão, eu nome é Akasuna no Sasori, e estou em meu juízo perfeito. –Disse Sasori com um sorriso nos lábios.
–Escuta aqui seu... –Neji foi até o ruivo, botando o dedo indicador em seu peito, mas antes de concluir a frase, foi cortado.
–Escuta aqui você, eu não terminei de responder suas perguntinhas. Tá achando que isso aqui é bagunça? Enfim, como já disse, estou em meu juízo perfeito, e não, não sei quem você é, mas faço questão de descobrir... E assim que descobrir, mandar você para a sala da diretora assinar uma advertência que você acabou de ganhar. Como eu disse antes, sou Sasori, seu novo professor de artes, e se você estiver em seu juízo perfeito... –Fez uma pausa, olhando para o dedo de Neji que ainda estava apontado para ele, e continuou desta vez em tom mais alto e ameaçador. -... Sugiro que você baixe seu tom e tire esse seu dedo da minha frente antes que eu arranque seu braço e enfie no meio da sua bunda, e eu te garanto que consigo fazer isso. –Falou o ruivo em tom ameaçador, estapeando a mão que Neji o apontava. –Não ouse brincar comigo “Rapunzel”, enquanto EU estiver aqui dentro, sou EU quem manda, então, por favor, limite-se a sua insignificância e vá sentar-se em seu lugar. –Concluiu olhando fundo nos olhos perolados de Neji, que agora estavam cheios de espanto e ódio.
A sala estava preenchida por um silêncio mortal. Ninguém ousava falar uma palavra. Todos estavam boquiabertos com a cena que acabara de ocorrer. Naruto na verdade gostaria de levantar e aplaudir o ruivo de pé, mas achou melhor se conter. Sasori havia “desmontado” Neji. Ambos ainda se encaravam fixamente, Neji o olhava com ódio e Sasori o olhava com ar de superioridade. O silêncio foi cortado quando a diretora abriu a porta e entrou na sala.
–Boa tarde pra... –Ela parou ao ver a cena do ruivo e do garoto de cabelos compridos se fuzilando com olhares mortais, Suigetsu mais atrás com uma cara de espanto e os demais alunos com expressões incrédulas. Resumindo, sentiu o clima pesado. –Vocês. –completou. –Algum problema?
–Nenhum. Os senhores, eh... –Falou Sasori, estalando o s dedos, em uma expressão de como se estivesse tentando lembrar-se de algo.
– Neji. Hyuuga Neji e Hoozuki Suiigetsu. –Auxiliou-o Tsunade, a diretora.
– Isso! Neji e Suigetsu! –Exclamou o ruivo com um sorriso debochado e provocativo. –Bem, eles estavam indo para seus lugares, não é? –Perguntou cruzando os braços.
–Hai, sensei... –Disse a ultima palavra em um tom mais baixo, engolindo todo o ódio que sentia, se encaminhando para seu lugar, puxando Suigetsu pelo braço.
–Certo. Só vim apresentá-los ao novo professor de artes, Akasuna no Sasori. Ele não é muito mais velho que vocês, mas devem respeitá-lo como seu superior. –Falou a loira, se retirando em seguida. Ela era uma mulher que estava na casa de seus cinquenta anos, mas que aparentava ser bem mais jovem, principalmente a julgar por sua “comissão de frente”.
– Certo, vamos começar! –Exclamou o ruivo, dando inicio a sua aula.
Um pouco distante dali, o moreno cumpria seu expediente, atendendo seus pacientes. Seu dia havia começado normalmente, nada fora do comum. Tediosos perto do que se passou no dia anterior. No momento atendia uma paciente histérica, que chorava compulsivamente por seu marido que havia lhe abandonado por outra. “Se fosse eu no lugar dele, faria a mesma coisa.” Pensava Sasuke, à medida que prescrevia uma receita para um antidepressivo. Despachou a mulher e foi até a pequena recepção jogar conversa fora com sua secretária.
– Por favor Tenten, me diz que esta foi a última.
– Ainda não, tem mais um e depois está livre. –Falou Tenten sorrindo ao ver a expressão que Sasuke fez. –Amanhã é o dia que o Naruto volta. Não é? –Perguntou.
–É sim. –Sorriu. –Por que a pergunta?
–Nada não. Eu gostei bastante dele.
–Hn. Ontem só você conseguiu fugir da neve. Nós acabamos ficando aqui. Aconteceram várias coisas e por fim eu e Mei acabamos dormindo na casa do Minato-san. –Contou o moreno.
–Hein? Você precisa me explicar melhor isso. –Falou ela, com uma expressão pensativa. –Ah! Nem lhe contei. Sasori me disse que está trabalhando de professor em KHS, a mesma escola do Naruto-kun. Ligaram para ele ontem a noite e ele não conseguiu te contar a tempo.
–Isso é bom, vou pedir para ele ficar de olho nele por mim... –Disse ele, vendo Tenten franzindo o cenho. –Q-Quer dizer, ficar de olho nele pelo Minato-san. D-digo, ele sofre m-muito na escola e... E... –Sasuke tentou se corrigir, mas não conseguiu e ainda por cima, corou um pouco.
–Não precisa se explicar Sasuke... –Falou Tenten em tom de deboche, rindo em seguida.
–E você? Anda falando bastante com o Sasori pelo visto, não é Tenten-chan. –Retrucou Sasuke, com o mesmo deboche usado por ela antes, retirando instantaneamente o sorriso do rosto de Tenten, o que o fez rir.
–Cala a boca, seu baka! –Disse ela corando. Nesse instante, o ultimo paciente entrou pela porta, e Sasuke foi o atender, ainda rindo da garota.
Na escola a aula de Naruto já chegara ao fim. Agora ele estava sentado em um banco a espera de seu pai, mas desta vez não estava sozinho como sempre, seu mais novo amigo estava fazendo-o companhia. O celular do loiro tocou.
–Moshi moshi.
–Ah, oi Naruto.
–Tou-san! Estou te esperando.
–Bom, eu liguei pra dizer que não vou conseguir te buscar. A reunião está se estendendo além do que eu queria. Só voltarei para casa à noite.
–Sem problemas então. Até a noite.
–Até. Te amo.
–Também te amo.
Em seguida ele desligou e se pôs a pensar em como iria para casa.
–Algum problema? –Perguntou Kiba.
–Não, só acho que vou a pé para casa. –Disse o loiro pondo-se de pé e pegando seus pertences.
–Posso ir com você se quiser. –Ofereceu-se, meio sem graça.
–Claro, seria legal. É meio longe, espero que não se importe. –Falou o loiro.
–Não me importo. Vamos.
Os dois seguiram o caminho até próximo a casa do loiro conversando animadamente. Naruto pagou um sorvete para si e seu amigo, dizendo ser um agradecimento pela companhia e o outro aceitou. Comeram o sorvete e seguiram seu trajeto até o portão da casa do loirinho.
–Bem, aqui que eu moro. –Disse o loirinho, com a mão nos bolsos e chutando uma pedrinha.
–Uau! Você mora mesmo aqui? –Perguntou o outro enquanto admirava encantado a casa a sua frente.
–H-hai. –Respondeu. –Quer entrar um pouco?
–Ah, não. Fico devendo. Se não for agora vou me atrasar, então fica para a próxima. –Respondeu o menor. –Mas me passa seu número de celular. Ai a gente pode conversar e... Sei lá. –Continuou o moreno, um tanto sem jeito.
– Ah, claro. Anota aí. –Ele passou o número para o outro rapaz, que anotou em um papel, pois seu celular estava sem bateria. – Me passa o seu?
–Quando eu chegar em casa, te mando uma mensagem, tenho que correr. Jaa ne! –Disse o moreno, acenando e correndo para longe em seguida.
O loirinho passou o resto da tarde sem fazer muita coisa. Kiba havia mandado uma mensagem como o prometido e eles seguiram conversando. À noite, quando Minato chegou, os dois loiros jantaram juntos e conversaram um pouco. Ambos estavam muito cansados. Minato estava feliz com o como o filho estava mais alegre e comunicativo. Depois do jantar, Naruto foi para seu quarto e continuou a conversar com o amigo até finalmente se entregar ao sono.
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