Inseparable Games
3 Capítulo 3 - Conhecendo o Terreno
POV Joe
- Vamos Joseph, o carro já está nos esperando! — Minha mãe tentava novamente me adiantar para sair do bebedouro
- Vai Joe, até parece que você nunca viu agua na vida ou até mesmo virou um beija-flor! — Frankie batia o pé
- Um beija-flor leve e lindo! — Adicionei terminando de beber a agua
- Aleluia! Agora vamos — Só faltava a Dona Denise fazer a dancinha de comemoração... Eu éihn, povo mais esquisito!
Entrei no carro (quer dizer, me chutaram para dentro) e me sentei no meio. Isso é injusto, todo mundo sabe que eu amo ficar na janela, ainda mais se está aberta e ventando... E com Elvis do outro lado colocando a língua para fora como eu! Joguei-me no colo do Nick:
- Hey! Eu existo! — Ele exclamou-me empurrando
- Claro que existe, porque se não você não estaria na janela. Dãããr! — Fiz \"Loser\" para ele
- Vai te catar Joe! Sai de mim! — Nick me deu um tapa na cabeça
- Nicholas! — Mamãe advertiu — Quantas vezes eu já te disse para não bater na cabeça do Joe? Ele mal tem cérebro, conserve o que ele tem!
- Mãe! — Reclamei
- Ela só está falando a verdade, filho! — Papai dava leves tapas no meu ombro
- Tudo bem... — Cruzei os braços
Posso até entender isso, mas nem mesmo minha família me conhece direito para ficar falando assim do meu cérebro... Tá, tudo bem que ele é meio danificado, mas é de vez em quando.
A viagem de carro passou até que rápido, mas na verdade nem ao menos eu conhecia o local que nós estamos indo. Acho que aqui é um condomínio de casas fechadas. Pelo o que me lembro do que mamãe falou o local não tem muitos adolescentes e a maioria não gosta de musica da moda... É bem mais provável que eles nos tratem como pessoas normais (apesar de que tenho um grande medo, pois meu cérebro pode não querer ajudar!). O carro entrou em um local fechado e logo papai abriu a porta.
- Chegamos. Finalmente chegamos! – Ele parecia respirar fundo o ar do local
- Aqui já me parece aconchegante. – Mamãe observava todos os cantos.
- Tem parquinho aqui? – Frankie perguntou com os braços cruzados
- Tem sim Frankie, quer que eu te leve lá? – Papai deu um meio sorriso
- Não. Quero ir sozinho! – O mimado bateu o pé
- Joseph, você pode acompanhar o seu irmão ao parquinho? – Mamãe falou enquanto tirava uma “pequena” mala do porta-malas do carro
- Claro!
Frankie saiu na frente chutando tudo que ele via pela frente, mas era para o bem dele e isso em entendo. Ok ok, eu vivia fazendo isso quando era criança, então não vou encher o Bonus!
Do nada ele sai correndo e me bate o desespero, o que ele tá fazendo? Tentei correr atrás dele, mas esse pestinha é muito rápido. Do nada eu sinto o chão e uma sensação muito adolescente. Começo a ouvir risadas e olho para trás.
- Haha só podia ser um dos idiotinhas da modinha para cair no chão igual a um patinho! — E a garota continuava a rir, junto com um grupinho de várias garotas. Uou, essa foi à primeira vez, depois da fama, que alguém me rejeita... Isso pode até soar como um bom sinal!
- Tão idiota como a cara dele! — A outra garota riu. Mas espera, elas mão deveriam estar falando em português? Uau, elas querem me atingir mesmo.
Me fingi de ofendido, mas eu até estava contente. Aproveitei o meu dom de atuar e olho com decepção para elas, limpei minha calça branca (que no momento estava preta e me incomodando o tamanho calor do lugar). Continuei a correr até achar o Bonus, girando em um gira-gira todo colorido, sorrindo, como se tivesse ganhado um presente.
- Não fica com esse sorrisinho ai não Frankie, eu acabei de ser ridicularizado e você-sabe-como eu fico quando isso acontece! — Falei e no mesmo tempo ele parou de girar e congelou, arqueei minha sobrancelha em forma de provocação e ele saiu do brinquedo.
- Desculpa Joe, só não conta pra mamãe... é que-
- Não, tudo bem Bonus, eu já tive essa época na minha infancia, só não acho que você deva descontar isso em mim, ok? — Fiz menção de fazer toquinho, então batemos nossas mãos.
Ficamos mais algum tempo no parquinho brincando juntos. Tudo aquilo me lembrava a paz que eu tinha quando ainda era a criança, quando eu não era famoso e menos de cinquenta pessoas conheciam meu nome por completo, ou a minha data de nascimento. Uma dor me invadiu, como se eu quisesse voltar a tudo aquilo, como se o mundo que eu vivo agora, no presente, não fosse o meu.
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