Insanity

5 Capítulo 4 - A ala secreta


Notas iniciais
O que se esconde na ala secreta? O que se esconde dentro da mente? Nunca se pode saber.

Elizabeth

Por quê? Por que eu tinha de sofrer? Por que eles não me acharam? Por que aqueles idiotas tinham que aparecer? Posso estar viva, mas do que adianta viver sofrendo? Por que ninguém aparecia? Eu viveria daquele jeito para sempre? Não, eu morreria, sem ninguém para repor o soro, logo iria abandonar aquele mundo cruel. A única coisa que eu gostaria de fazer antes de morrer seria apenas ver meus pais pela última vez. Mas não sei se me aceitariam na forma que eu estava. Nem sabia se eles ainda estavam vivos, talvez tenham morrido de desgosto depois de eu sumir. Eu nem precisava me esforçar para fazer o mesmo. Mas as máquinas ainda estavam funcionando, me mantinha viva. Para que? Eu sou inútil. Minha vida passará e nem mesmo fui uma boa estudante, nunca decidi quem seria na vida. Acho que no final eu só servi para que meus pais sofressem quando eu partisse. Eu iria ser útil, mas para as coisas erradas. Só espero que não tentem me usar de novo. Não quero ser uma arma, não quero ser um fardo, não quero ser o inimigo. Mas que luz era aquela?

Felix

Foi muito difícil de passar por todos os aqueles guardas, mas damos nosso jeito, percebi como eles eram bons para trabalhar em equipe, era como se quando estivessem em batalha, suas vidas pessoais não importassem. Até mesmo David me ajudou. Finalmente conseguimos limpar maioria do prédio. Só faltava a ala secreta. A porta para ela estava totalmente escancarada. Como se tivessem explodido a tranca e usado um aríete para destruir o resto.

- Certo, só falta esse lugar certo? – Perguntou Amber para mim.

- Exatamente – Respondi.

- Vamos lá – Falou David indo na frente.

Era bastante escuro, trouxemos alguns sinalizadores, e vieram bastante a calhar, sem eles não conseguíamos ver um palmo a nossa frente. Procuramos em vários lugares, mas a ala era gigante, não sei como eles esconderam aquilo. A porta já era bastante chamativa.

Ouvimos um barulho e nos viramos para a origem. Nada. Ouvimos outro as nossas costas. Nada também. Estávamos começando a ficar com medo. Não tínhamos ideia do que poderia ser a coisa que originava o som. Ouvimos um tiro e vimos uma luz no meio da escuridão. A seguimos e vimos um homem com um revólver apontado para a escuridão, ele percebeu que estávamos nos aproximando e apontou o revólver na nossa direção.

- Parados ai! Eu não tenho medo de usar essa arma contra vocês! – Gritou nos ameaçando.

Demos um passo para trás ele mesmo que maluco ainda era perigoso.

De repente vimos um rosto sair do meio da escuridão e correr para o homem, era uma garota, com... Orelhas de lobo? Ela também tinha dentes bastante afiados. Ela pulou em cima do homem o encravou as garras nele (ela também tinha garras bem longas) e continuou assim até que ele parasse de gritar. Se eu não estivesse acostumado com aquele tipo de coisa (eu cortei pessoas ao meio várias vezes) eu acho que vomitaria ou entraria em pânico. Depois que ela pareceu se aclamar ela olhou para nós com o mesmo olhar assassino que ela tinha contra o homem, e ela acabou me atacando. Mas, eu consegui desviar e impossibilitá-la.

- Nós não estamos aqui para de machucar! – Eu dizia enquanto ela tentava me acertar.

Depois os outros tentaram me ajudar para conte-la, mas ela era muito forte. Mas ela acabou se cansando e desistindo. A largamos ofegando e cansados, mas ela não tentou mais atacar ninguém, agora o olhar dela era de um pobre cachorro abandonado.

- O que fazemos com ela? – Perguntou Jonathan.

- Vamos leva-la a base, assim poderemos pensar melhor – Respondi.

Percebi que ela também tinha uma cauda também.

Eu cheguei perto dela e cutuquei seu ombro ela estremeceu e arranhou minha mão. A ferida ardia muito, e o sangue escorria muito, todos ficaram preocupados, a garota pareceu chocada e envergonhada e pegou minha mão. De repente chamas verdes azuladas saíram da sua mão e eu senti a minha ficando melhor. Quando ela largou a ferida já tinha cicatrizado e sumido. Eu fiquei boquiaberto quando eu vi os resultados, os outros também.

- Como você fez isso? – Perguntei surpreso, isso já tinha acontecido comigo antes... Só não me lembro de onde.

Ela não me respondeu só ficou com a cabeça abaixada como se estivesse com vergonha.

Eu me levantei e ofereci a minha mão para ela fazer o mesmo, mas ela se levantou sozinha. Fiz um sinal para que me seguissem.

- Para onde vamos agora? – Perguntou Amber.

- Para fora daqui – Respondi.

Andamos em meio à escuridão por um bom tempo até que fomos surpreendidos.

- Tinha outro – Falou a garota.

- Como assim outro? – Perguntei. Mas uma mão agarrando o pescoço dela havia respondido.

- Fiquem longe! Se não eu atiro nela! – Falou parecendo bastante nervoso e estressado.

Todos se afastaram um pouco, mas eu não, eu acabei pensando demais, isso acontece às vezes, pensei de como ela havia me ajudado, como aquele idiotas mataram todos, de como eles agiam, de tudo que eles faziam e tudo que havia acontecido. Não sei por que pensei naquilo tudo, mas isso ativou a minha arma mais mortal e mais perigosa.

Eu abaixei a cabeça e comecei a tremer, tentei me controlar, mas não consegui. Levantei minha cabeça com um sorriso maníaco no rosto e corri até o homem, eu o derrubei com uma cotovelada e comecei a pisar com força no seu rosto.

- Morra seu verme! Idiota! Morra! – Ficava repetindo enquanto esmagava sua cabeça.

Eu continuei pisando até perceber que ele já estava morto. E consegui me acalmar. Olhei para a garota que estava boquiaberta. Com certeza ela já estava traumatizada com aquilo.

- Merda! Desculpe-me, é melhor você ir embora, sei que não irá mais nos acompanhar – Falei para ela.

Mas eu fui surpreendido com um abraço.

- Obrigada – Falou.

Notas finais
Esse foi um capítulo grande mais por acidente. Mas me digam se preferem desse jeito ou com capítulo mais pequenos. Assim ficará mais organizado.