Insanity

37 Capítulo 36 - Irmão, só que sim


Notas iniciais
Meio que uma referência a AT, pelos episódios Too Young e Too Old. Mas bem, dessa vez iremos além do grupo de elite da AIA, e não falando do White Face...

Hiro

- Eu não vou poder ir? — Perguntei para Felix quando ele me contou sobre a missão.

- Não, me desculpe

- Mas porque? Eu conheço aquele lugar como a palma da minha mão! Eu nasci e cresci lá! — Reclamei.

- Hiro, não faça isso ser mais difícil para mim, se você não concorda com meu pedido, como um irmão, então obedeça minhas ordens, como um superior.

Esse era meu ponto fraco, e ele sabia disso, a droga do meu trauma…

- Sim, eu vou obedecer…

- Obrigado — Ele então foi embora, para o hangar, para o helicóptero, para começar a missão.

Eu fiquei pensativo, eu realmente o considerava um irmão, mas ao mesmo tempo como meu chefe, mesmo que sempre parecesse ser isso, nem sempre… Só era estranho…

- Ei! Hiro! — Ouvi Daniel me chamando atrás de mim. Quando me virei ele estava junto a Rochelle com um objeto debaixo de um pano enasanguentado. Os dois pareciam muito preocupados.

- O que é isso? — Perguntei.

- Você tem que vir conosco! Por favor! E não conte a ninguém! — Falou ele sem explicar nada.

- Certo…

…

Mas o que aqueles dois tinham feito?!

- Não grite! — Pediu Rochelle.

- Mas…

Eu fitava a cabeça de um agente da AIA bem na minha frente, ele tinha uma cara de susto e desespero. Os olhos estava revirados, totalmente brancos, mas parecia ter morrido há pouco tempo. O sangue fluía livremente na mesa que tínhamos encontrado dentro do armário de serviço. Ainda estávamos lá e também tínhamos trancado a porta fortemente para que nínguem nos encontrasse.

- Olha, não falamos uma coisa para você… Bem, somos alunos na escola do White Face, uma escola de assassinos. E bem… Temos um problema…

- E que problema é esse para faze vocês matarem alguém sem motivo nenhum!? — Exclamei.

- É exatamente isso, somos literalmente psicopatas, não podemos lutar contra a simples vontade de matar pessoas! É quase uma tortura… Se não fosse pelo fato de ser até que bom…

- E o que faz isso ser prazeroso de qualquer forma?! — Exclamei.

- Acho que… O sangue… Tem um gosto bom quando salpica na boca… — Disse Rochelle.

Eu não podia acreditar naquilo… Mas que droga que eles estavam fazendo!? O que eu poderia fazer? Não, eles eram meus amigos, não importa que eu os tenha conhecido há apenas alguns dias, eles precisavam que eu mantesse aquilo em sigilo… Sim, eu faria isso! Não importa o que! Felix foi embora, ele não estava lá para usar meu trauma em vantagem para saber a verdade! E eu tinha jurado lealdade apenas à ele! Sim, eu conseguiria manter segredo!

- Tudo bem, vou tentar manter o segredo!

- Só tem mais uma coisa…

- O que? — Peguntei agora desconfiado.

- É só uma pergunta besta, e talvez você ache ela um pouco idiota… Mas dizem que você é um demônio… É verdade? — Ok, eu não esperava por isso…

- Sim… — Respondi, ainda surpreendido com a pergunta.

- Wow! Caramba, você poderia mostrar para a gente? — Perguntou Rochelle entusiasmada.

- Bem, na verdade não é tão simples, não sou um demônio completo, na verdade apenas tenho parte dos meus poderes…

- E como você consegue o resto?

- Bem, ou eu tenho que sofrer a dor carnal, ou eu tenho que ter meus poderes ativados por um outro demônio, só então poderei desfrutar dos meus poderes e minha relativa imortalidade… — Expliquei.

- Como assim relativa imortalidade? — Perguntou Daniel confuso.

- Isso quer dizer que em termos de longevidade, eu não morreria, mas ainda poderia ser morto… — Expliquei.

- Oh, então é isso… — Comentou pensativo Daniel.

- É… Mas acho que isso não vai acontecer tão cedo…

- Certo, mas voltando ao caso da cabeça… O que faremos com ela? — Perguntou Rochelle.

Eu olhei para ela pensativa, me lembrando da época que eu estava viajando para a AIA, eu incontrolavelmente toquei em meus dentes com um sorriso no rosto… Eu pressionei com força inconciente meu dedo na ponta afiada que eram os meus dentes, o cortando e derramando meu raro sangue verde, caindo em minha língua.

- Tenho uma ideia… Vocês já sentiram o gosto da carne humana?

Notas finais
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