Insanity
4 Capítulo 3 - A primeira missão
Notas iniciais
Amber
Quando acordei de manhã fui logo tomar um banho, foi bem relaxante. Até agora estava indo tudo bem, tínhamos entrado para a AIA, temos agora um time e conseguimos novos dormitórios. Os nossos novos parceiros pareciam legais. Richard era uma pessoa muito gentil, ele comparou qual era a cama mais confortável e me deixou ficar com ela, ficamos conversando sobre várias coisas e contei de como eu e Jonathan sobrevivemos até então. Ele também contou a dele, e eu quase chorei. David e ele se conheciam desde os nove anos de idade, mas começaram a namorar a três, ambos perderam muitos dos seus parentes e amigos só no primeiro dia do ataque a cidade. Acabaram ficando sozinhos tendo apenas um ou outro. Essa foi a primeira estratégia deles, vir para AIA, e fico feliz que tenha dado certo.
Um aviso dizendo que o café da manhã já estava pronto soou por toda a base. Fomos nos encontrar com Jonathan e David. Jonathan parecia mais calmo, mas David parecia estar com muito sono. Não conversamos enquanto íamos para o refeitório, mas lá foi onde realmente nos conhecemos.
Jonathan
Algumas coisas são difíceis de engolir, como por exemplo, o café da manhã, ou o fato de que o mundo que conhecíamos havia sido destruído, ou que aqueles dois haviam sofrido tanto. Eu não tinha conversado muito com David, pois ele parecia irritado e vidrado com alguma coisa. Mas eu não consegui não sentir pena dele quando ele contou sobre toda a história.
- Então para ficarmos mais próximos que tal conversarmos de coisas um pouco mais pessoais – Falou Amber.
- Claro. Você começa – Falou Richard.
- Mas por onde eu começo? – Perguntou ela confusa.
- Fale da sua idade nome completo esse tipo de coisa – Falei já perdendo a paciência com ela.
- Tudo bem. Meu nome completo é Amber Chandlegrim, nasci e cresci na Louisiana e quando este holocausto começou, eu e meu irmão estamos cruzando todo o sul até chegarmos aqui – Falou.
Só faltava ela fala o endereço que nos vivíamos.
- E seus pais? – Perguntou ele.
- Nunca conhecemos, nosso pai morreu antes de nossa mãe nos dar a luz, e ela morreu no parto. Sempre vivemos em um orfanato – Explicou ela.
Não gostava muito de falar sobre aquele tipo de coisa, massa nunca pareceu se importar.
Os outros dois pareceram comovidos com nossa história, mas não era grande coisa na verdade.
- Ei, qual o número do nosso time mesmo? – Perguntou David.
- 46 – Respondi.
- Time 46, favor se apresentar à sala de missões imediatamente – Ouvimos assim que terminamos nossa refeição.
- Que coincidência – Falou Richard.
Fomos até a sala de missões que Felix tinha nos apresentado no dia anterior. Ela não era muito grande e tinham vários gabinetes como vários agentes. Vimos uma placa em cima de um com o número 46 nela, e fomos para lá.
- Certo, time 46, sua missão é... – Falou o homem com nossa papelada da missão na mão. Mas ele parecia surpreso e chocado com alguma coisa – Peguem essa papelada e levem até a sala do diretor – Falou parecendo nervoso.
...
Quando entramos na sala ele estava com uma expressão séria no rosto. Com certeza era uma missão muito importante.
Richard
Tive um mau pressentimento desde que entramos na Associação, como se as pessoas nos vigiassem, discretamente. Mas nada se comparava ao que eu estava sentindo assim que entramos na sala de Felix, ele estava tão sério que era com se ele tivesse confrontado a informação mais preocupante da vida dele.
- Ótimo. Eu pedi para que viessem aqui, pois a missão que vocês irão confrontar será muito perigosa, e eu tenho que ir com vocês – Falou ele assim que nos acomodamos na sala.
- Mas, essa é nossa primeira missão! Por que vai ser tão difícil? – Perguntou Amber, mas ela ainda parecia bastante despreocupada, como só estivesse apenas curiosa.
- Porque sei que estão prontos, e é de suma importância que vocês executem essa missão, mas mesmo assim tenho que ir com vocês – Explicou.
- Por quê? – Perguntei.
- Recebemos uma mensagem de um laboratório que antes estava sob nosso controle que eles haviam achado uma ala secreta lá, mas antes de conseguirem entrar lá eles foram atacados por uma facção criminosa e agora estão sendo invadidos, talvez já estejam até mortos. Mas temos que recuperar o máximo de material possível. O nosso papel é assegurar que o laboratório esteja seguro para tal ação – Explicou.
- E porque você simplesmente não recupera o laboratório? – Perguntou Jonathan.
- Porque agora sabem de sua localização, e ele foi inutilizado – Respondeu.
- E porque não concerta? – Perguntou David.
- Porque, como eu já disse, agora sabem de sua localização, sendo assim eles irão ataca-lo sempre, temos que levar o material até outra base cientifica – Explicou parecendo um pouco irritado. Era um pouco complexo, mas ele falava como se fosse algo muito fácil – Mas agora isso não vem ao caso, se apresentem no Hangar dos veículos o mais rápido o possível – Disse nos dispensado.
- David, qual era mesmo aquela história de não tentar irritar o diretor? Por enquanto você não está fazendo isso muito certo – Falei para ele assim que saímos da sala em direção ao hangar.
Fale com o autor