Insanity
14 Capítulo 13 - O príncipe fantasma
Notas iniciais
Richard
Boom, headshot!
Eu ouvi o som gratificante de sangue espirrando quando eu atirei na cabeça do porco. Estava na sala de treino exercitando minha mira com meu Rifle. Tinha ganhado de presente de David quando conseguimos algum dinheiro enquanto ainda estávamos vindo para a AIA. Você pode achar esse um péssimo presente, mas eu adorei. Era confortável de se usar, poderoso e confiável, o que qualquer Sniper gostaria de ter.
– Parece que você melhorou… — Ouvi a voz de Felix atrás de mim, olhei para trás e vi ele sorrindo com um olhar orgulhoso.
– É, melhorei, talvez é por causa dos treinos que estou tendo… — Falei.
– Já conseguiu alguma morte com isso? — Perguntou.
– Três, só na missão passada — Respondi atirando outra bala bem na testa de outra cabeça de porco que estavam nos bonecos de treinamento.
– Porque cabeças de porco? — Perguntou.
– Se assemelha bastante com a carne humana,além do som que a bala faz ao atravessar é o mesmo — Respondi ainda com o olho na mira.
– Nunca fui muito bom com rifles de precisão… Prefiro as armas corpo a corpo, as katanas são as melhores, a lâmina é ótima, além de cortar carne e ossos com ela é mais fácil do que outros tipos de espada… — Falou.
Eu ri um pouco, não sei porque, mas ouvir ele falando aquilo soava bastante irônico.
– O que foi? — Perguntou confuso.
– Sei lá… — Respondi atirando de novo, dessa vez eu acertei o olho. De repente eu pensei em algo nada haver — Felix, de onde eu te conheço? — Perguntei, me virando para ele.
Ele ficou em silêncio por um tempo, pareceu ficar surpreso e receoso com a pergunta.
– Como assim? — Perguntou.
– Eu sei que eu já vi tua cara… Sei que você me conhece. Eu só queria saber por que… Sabe, minha vida foi muito estranha, e ultimamente, está tudo ainda mais confuso… Se você me contasse quem sabe isso aliviaria um pouco… — Falei.
– ...Richard… Eu… Eu acho que isso iria te chocar muito… — Falou.
– Então você realmente me conhecia antes… — Falei, eu meio que acusei ele, talvez ele estivesse sobre muita pressão, mas eu tinha que saber daquilo.
– Felix… Posso te contar algo? — Perguntei, tinha um plano para tirar alguma informação dele.
– O que? — Perguntou curioso.
– Eu já morri… Uma vez… Eu e David… — Falei. Era misterioso e confuso, mas era verdade.
– Como assim? — Perguntou confuso.
– Quatro anos atrás, David acabou morrendo em um acidente de trânsito. Depois de dois dias desde o acidente, meu pai e minha mãe adotivos morreram também, então eu voltei para um orfanato. Eu entrei em uma depressão imensa… Eu ia me matar, iria só cortar minha garganta e acabar com meu sofrimento — Eu parei um momento e olhei como estava a expressão dele, estava chocado, confuso e meio curioso — Mas bem… Antes de eu conseguir fazê-lo, David me impediu. Ele tinha voltado como um fantasma físico, então eu pude viver com ele no orfanato. Ele era meu poste para não ficar insano… Mas descobri que ele só poderia manter aquela forma se matasse pessoas… E ele fazia isso, só para poder ficar ao meu lado… Mas então, os boatos de um assassino foram se espalhando, e eu acabei sendo culpado, já que eu era o mais próximo de David, eu fui preso, e condenado a pena de morte. Na verdade eu nem me importei com isso, sabia que ficaria mais perto de David, então eu aceitei de bom grado. Quando eu morri, eu o encontrei, e então decidimos viver a eternidade juntos… — Olhei de novo para Felix, ele parecia aterrorizado, como se ele tivesse visto um fantasma, de certa forma ele estava — Bem, mas deus não deixou… Quando digo isso, quero dizer literalmente… Ele não nos deixou, mas fez um trato, se nos tornássemos servos pessoais dele, poderíamos ficar juntos… Mas bem, o que ele queria fazer conosco eram tarefas horríveis, para mim, ele me estuprava… — Falei, percebi um choque enorme na cara de Felix — Para David era fazer tarefas horrendas, que o torturavam muito. Toda vez que ele nos dava um descanso eu me lembro de chorar junto à ele… Passamos bastante tempo assim… Até que Iko apareceu… Ele era outro morto, mas ele conseguiu nos resgatar e nos levou ao inferno, que, ironicamente, era melhor do que o céu — Até aquele ponto eu sabia que Felix estava mais do que chocado, estava quase com a cabeça explodindo — Bem, depois nós nos unimos à ele com um demônio chamado Riko, Lúcifer e o Shi no Kami — Expliquei.
– O deus da morte? — Perguntou ele.
Eu achei estranho, ele havia falado a tradução do nome dele como se o conhecesse…
– Você… Você o conheceu? — Perguntei surpreso.
– Não sei, mas me lembro desse nome, e quando me lembro dele palavras vem a minha mente, algo como “Completa teu destino” ou algo desse tipo… Não sei dizer… — Explicou — Mas continue… — Disse.
– Certo… Bem, eles nos deram a tarefa de matar treze coros, com isso poderíamos todos voltar a vida, isso incluindo Iko… Mas bem, nós conseguimos, ele não… — Terminei — Agora você acredita que eu preciso saber de onde eu vim? — Perguntei.
– Sim…
Felix
Eu contei tudo, tudo que eu me lembrava sobre ele e tudo que tinhamos passado, mas não demorou mais do que dez minutos. Logo ele estava com uma cara de surpresa e choque.
– Estranho não é? — Perguntei.
– É… — Falou ele ainda chocado.
– Bem, temos que ir agora, a missão já vai começar — Avisei me dirigindo para a porta.
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