Insanity
8 Eight
Notas iniciais
Ninguém esqueceu dessa fic, né? Sei que ninguém esqueceu, porque se isso aconteceu, vou fazer uma greve DRÁSTICA. Então...
Não, é tudo mentira.
Aliás, agradeçam a postagem à ohsucks, minha manager que organiza meus horário tudo, me cobra escritos, capítulos, fics e ones. Se não fosse por ela, não teria atualização nem tão cedo.
Não por eu ter perdido o interesse (nunca perco a paixão por alguma fic minha, NENHUMA), mas é que o tempo estava tão escasso que eu acabava deixando para depois, só que o depois nunca vinha e... WA~
Mas enfim, cá está o capítulo :3
Espero que gostem e que relevem meu pequeno (GRANDE) atraso. Vou tentar não fazer mais isso.
O tanoshimi, minna-san. Enjoy ♥
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Acordou com um grito preso e alegrou-se em perceber que forra apenas um sonho e que também não se alarmara. Não queria que o outro lhe ouvisse.
Aquele não fora apenas um sonho, antes fosse. Aquela fora uma realidade de tanto tempo atrás e não queria revivê-la nem tão cedo. Na verdade, quanto mais reprimida fosse aquela vida, melhor. Sabia que ditava diferente aos seus pacientes, encorajava-os a lidar com seu passado e derrotar seus demônios, mas ele não conseguia fazer o mesmo consigo.
E, pensando naquilo, começou a entender porque o outro se recusava a fazê-lo. Talvez conseguisse pressentir que Frank não fazia então não deveria fazer.
Faça o que digo e não o que faço.
Aquela frase ficou martelando-lhe os ouvidos até ter uma ideia que poderia colocar em risco a vida do outro e, mesmo assim, poderia ajudá-lo.
Não se preocupou com o horário e nem com nada, apenas adentrou o quarto do maior e observou-o dormir. Parecia estar tranquilo e temeu isto. O ser humano é muito pior quando está tranquilo, bem sabia disso. Foi até seu lado e começou a sussurrar:
— Afaste-me, por favor. Sei que não me quer por perto e, convenhamos, isto seria o melhor. Afaste-me para que fique bem e assim possa cumprir a promessa que fiz a sua mãe quando a matei. Sabe que nada disso é bom para você e deve me deixar ir...
Viu o outro franzir o cenho e imaginou que seu plano estivesse dando certo. Respirou baixo e começou a afastar-se dele, até que fora pego de surpresa, sendo jogado na cama dele e tendo seu corpo imobilizado pelo do outro.
— Nunca mais faça isso — rosnou com um sussurro estranho.
— Mas o quê... Como conseguiu...? Como soube que era eu? — após um breve momento de torpor por ser surpreendido e jogado daquela forma, murmurou confuso.
— Sei quando é ele, não pense que vai me enganar desta forma. Se o fizer de novo, juro que é um homem morto.
Naquele segundo, Frank sentiu um torpor lhe percorrer, as pontas de seus dedos formigavam e era uma sensação estranha. Em um passado remoto, lembrava-se de ter sentido aquilo só uma vez. Com ele. A cada vez que ele lhe tomava, Frank sentia aquilo e era, decerto, mágico. O momento em que ele tomava Frank e o possuía com tanto amor era até poético e especial. Cada vez era diferente.
— Frank... — Gerard murmurou e havia certo rubor em seu rosto. — Você está bem?
— Tenho que pedir algo, mas com certeza você não aceitará. Por favor, não pense mal de mim ou qualquer coisa do tipo, nem leve para o lado pessoal e esqueça no momento em que recusar. Tive um sonho e acho que isso me afetou... Desculpe, mas tenho de fazer pelo menos isto — e, observando os olhos confusos do mais velho, apenas tomou os lábios do outro, mantendo seus próprios olhos fechados. Não deixou que ele se recuperasse do choque e logo deixou com que o beijo se incendiasse, pouco ligando se ele estava assustado ou não. Não ligava para nada, só queria suprimir aquele desejo súbito que sentia.
Interrompeu o ósculo e não pôde suprimir um gemido de prazer, atrevendo-se a ondular os quadris contra os de Gerard. O maior não entendia o que ocorrera de repente com Frank, mas sentia que era errado estar aproveitando aquela situação tão esquisita.
— É isso que você quer? — sussurrou olhando nos olhos de Frank, observando a face corada e o desejo transbordando naqueles orbes ligeiramente mais escuros que o normal.
— Por favor...
Frank ficou de joelhos na cama e deixou que o outro lhe retirasse as vestes, jogando-as no chão sem se preocupar muito, ao mesmo tempo em que beijava e mordiscava o corpo claro a sua frente.
Ao encarar o corpo nu do outro, Frank atacou-lhe os lábios novamente, tirando-lhe o fôlego e passando as mãos pelo corpo danificado que em breve lhe possuiria. Gemeu contra os lábios de Gerard e tocou-lhe o sexo túrgido, ouvindo-o gemer em seguida, deliciando-se com isso.
— Não há problemas? — o mais velho ainda insistiu, quase prevendo que o outro retomaria consciência e notaria que aquilo não estava de todo certo, que só estava daquele jeito porque sentia falta de alguém — só não sabia de quem.
No entanto, não veio uma resposta. Frank fechara os olhos e continuava masturbando-se, no mesmo ritmo que estimulava o outro. Ambos gemiam a plenos pulmões, estando entregues aos prazeres dos toques de Frank.
— Frank, pare... — Gemeu uma oitava mais alta, sentindo as raias do orgasmo.
No entanto, aquele pedido não fora atendido, deixando-o cada vez mais alheio ao mundo e qualquer outra coisa.
De súbito, sentiu algo dentro de si mudar, algo agressivo. Tomou Frank pelos quadris e o colocou de quatro a sua frente, as pernas abertas e os braços fraquejando, até cair e deixar com que o peito sustentasse o peso que seus braços não suportaram. Daquela forma, estava totalmente exposto para que o outro visse, ouvindo-o gemer ainda mais alto.
— Já que tem tanta certeza... Pois bem — ao dizer tais palavras, penetrou o menor com três dedos, sem nenhum tipo de preparação ou aviso, ouvindo-o urrar de dor. Não se preocupou se estava machucando-o ou qualquer coisa do tipo, apenas começou a mover os dedos no interior do menor, tendo plena consciência de seus gritos de dor e suplicas de que parasse com aquilo. Moveu-se novamente e isso teve um novo urro como consequência, mas não de dor: Frank atingira seu ápice. O menor teve a certeza de que nunca ter tido um orgasmo tão arrebatador quanto aquele. Mal conseguia respirar e fechou os olhos, ainda na posição que o constrangera nos primeiros segundos.
Gerard repousou seu corpo sobre o do outro, mordendo-lhe o lóbulo direito e descendo trilhas de mordidas e chupões até o pescoço alvo, marcando-o de todas as formas possíveis. Ouviu-o gemer novamente e, ao levar uma das mãos até o baixo ventre do outro, pôde constatar que já estava pronto para outra.
— Ora... É um garoto muito mimado... Consegue dar duas sem problemas? — e em seguida riu zombeteiramente no ouvido dele, tendo como resposta um gemido abafado.
Da mesma forma agressiva que o invadira com os dedos, anteriormente, o penetrara, arquejando o mais alto que pôde com o prazer intenso de ser recebido por um corpo apertado. Sequer deu tempo para que Frank se acostumasse e logo estava se arremetendo com vigor dentro dele, estocando-o com violência e virilidade, deixando marcas de unhas e de seus dedos; com certeza virariam vergões roxos.
Com a mão esquerda, envolveu ambos os pulsos de Frank e os levou acima da cabeça, impedindo, assim, que ele se tocasse. Entrelaçando os dedos nos fios negros que se espalhavam bagunçados nos travesseiros, puxou-os com agressividade, ouvindo-o gemer alto, desta vez um misto de desconforto e prazer.
— Gosto de lhe ouvir gemendo assim... — disse com um tom de voz malicioso, carregado de luxuria.
Frank gemia cada vez mais alto. Suas lágrimas não eram frutos da dor da agressividade do outro — estava, inclusive, gostando daquilo —, mas sim pela dor que sentia provinda de seu baixo ventre, que pulsava e implorava por algum tipo de toque que o aliviasse. Sabia que não teria aquilo e sentiu ainda mais lágrimas.
Aquilo, entretanto, não fazia Gerard mudar de atitude com ele, ser mais carinhoso ou qualquer coisa do tipo; não, só continuava ainda mais bruto. Agora quase não saia de seu interior, tão próximo de atingir seu orgasmo.
Estocou mais algumas vezes quando sentiu Frank gozar pela segunda vez, sentindo seu corpo retesar-se devido aos efeitos do orgasmo. Gerard não o soltou até que estivesse satisfeito, estocando-o mais algumas vezes e logo atingindo seu ápice.
Cada um dos dois ocupou um lado da cama, ambos com as respirações descompassadas e ainda meio afetados com o tudo que acabara de ocorrer.
Gerard fechou os olhos por um momento e sentiu algo diferente. Não se lembrava de muito bem do que havia acontecido, apenas que Frank estava agindo estranho por algum motivo que desconhecia.
Ao abrir os olhos, viu lágrimas nos olhos do outro. Ao virar-se para tentar acalmá-lo, teve o ímpeto de reprimir-se. Tinha medo do motivo do lapso de memória, ainda sem explicação nenhuma desde que fora ao hospital pela primeira vez.
— Desculpe... — Frank murmurou, procurando suas roupas pelo chão e trancou-se no banheiro da suíte, onde claros gemidos podiam ser ouvidos. Pareciam ser gemidos de dor, algo o afetava tanto ao ponto de fazê-lo chorar daquela forma dolorosa.
Gerard pensou em mil coisas enquanto ouvia aquilo, e nenhuma ideia era melhor que a outra.
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Frank's POV~
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Não sabia o que havia de errado. Aquelas lágrimas não deveriam me pertencer, tampouco toda aquela dor, aquele vazio e eco no peito. Sentia frio e só queria estar morto, assim quem sabe, talvez, me sentisse melhor?
Fora de repente. Já não podia mais me lembrar dele que tinha a necessidade de ir para a cama com alguém, com consentimento ou não, pouco me importava, mas era, pelo menos, uma forma de esquecê-lo, nem que seja por alguns momentos. Geralmente, aquelas memórias me deixavam em paz. Mas não naquele momento. Não sabia por que, mas tinha medo de descobrir.
Após me acalmar um pouco — muito —, resolvi encarar o espelho. Virei-me de frente para a porta trancada do banheiro e respirei fundo mais uma vez, olhando para meu reflexo.
Minha pele assumira um tom pálido doentio, tinha olheiras profundas e parecia que nada no mundo poderia tirá-las de meu rosto e meus olhos estavam inchados devido ao choro desesperado de antes. Haviam marcas de sua brutalidade de momentos atrás, totalmente roxos, assim como meu corpo deveria estar também.
— Por que, Frankie...? Por quê...?
Ao ouvir aquele sussurro, senti todo meu corpo se arrepiar e um frio na espinha me consumiu.
— Klaus...? — engoli em seco e olhei para todos os ângulos possíveis do local, constatando o óbvio: estava sozinho ali.
— Você foi longe demais, olhe seu corpo! Você queria me esquecer, e com isso me profanou. Não apenas a mim, mas como perturbou a memória de Tarr. Por que, Frank?
— Não... Não me chame assim... Não! — fechei os olhos e cingi os braços ao meu redor, como uma forma de me proteger.
— Por que, Frank?
Naquele momento, entendi quais motivos levavam Gerard a mutilar-se e tentar acabar com a vida. Será que ele o incomodava daquela forma?
— Deixe-me, Klaus! Você morreu há muito tempo! Vá embora!
— Olhe o que ele fez com você! Como pôde, Frank?
Num ímpeto súbito de loucura, livrei-me de minhas roupas colocadas às pressas e olhei-me no espelho novamente, constatando as marcas brutais que agora haviam em minha tez. Pela primeira vez na vida, odiei minha imagem externa a tal ponto de querer quebrar o espelho para não ver.
Então, a face de Klaus surgiu no espelho. Ele estava por trás de mim, abraçando-me pela cintura, em seguida tocando em todas as marcas que haviam no meu corpo. A cada novo toque, ele exibia uma expressão de repulsa e nojo. De mim...
— Por que, Frank?
Naquele momento, minhas lágrimas me traíram novamente. Aquela dor e vazio pareciam ainda piores do que da última vez.
Olhei mais uma vez para meu corpo, sentindo-me enojado comigo mesmo.
Apoiei-me na borda da pia e procurei respirar fundo, com os olhos fechados. Só o que eu queria era punir-me por tudo aquilo: por ter sido fraco e por ter machucado Klaus.
Mordi a ponta de meu dedo médio e senti a leve dor, em seguida o forcei para o fundo de minha garganta, sentindo a ânsia e logo depois vomitei. Não me importava mais nada: só queria o perdão de Klaus.
— Desculpe-me, por favor... Desculpe-me! — então o choro compulsivo voltara mais uma vez, a terceira, até que algo me chamara à atenção, mesmo que tenha sido algo que ele falara bem no começo. — O que quis dizer com "a memória de Tarr"?
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Out POV~
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Ele estava encarando o céu cinza e não sentia frio, por mais que a sensação térmica se aproximasse de zero graus. Ainda mais no topo daquele prédio de 30 andares, onde o vento batia sem piedade alguma. Estava com o tronco desnudo, apenas com uma calça jeans surrada que já estava desbotando.
Não fazia ideia de como Frank estava, mas não parava de cogitar pensamentos do que fizera de errado, culpando-se por todos aqueles buracos que haviam em sua memória.
— Foi você, não? Isso foi errado e você sabe. Você sabe!
Em sequência, ouviu um riso vindo com o vento. Era ele, bem sabia, só não sabia de onde vinha aquele riso.
Apoiou-se com uma das mãos no parapeito da cobertura do prédio, olhando para o chão tão distante. Estalou a língua contra os dentes uma vez e voltou a encarar o céu, respirando fundo e fechando os olhos, reprimindo as lágrimas.
— Gerard!
Ao ouvir seu nome naquele timbre, teve o ímpeto de saltar logo dali. Não queria encarar o dono daquela voz. Sentia medo.
— Não faça isso, por favor! — ouviu-o implorar.
Como se ele não estivesse ali, pôs-se de pé onde outrora estivera com a mão apoiada. Lançou um novo olhar para o céu e sorriu. Frank já vira aquele sorriso antes, mas onde? E por quê?
— O nome dele era Tarr! James Tarr!
De repente, o mundo pareceu parar de girar e ambos ficaram em algum universo próprio: o sorriso estranho e familiar que antes contorcia aqueles lábios cortados e brancos sumira. Sua expressão estava dura e havia uma clara luta; ele desejava manter sua expressão vazia, mas um ou outro sentimento o traia ora ou outra.
— E-estou certo?
— Como sabe? — sua voz era cortante e ameaçadora, assim como seus olhos. Contra aquele verde natural de seus orbes, algo parecia inflamar.
— Liguei para Lindsey. Ela me disse. Desculpe, peguei o número em sua agenda e liguei. Ela disse-me que você vinha aqui frequentemente, então arrisquei — Frank respirou fundo e recobrou o fôlego, fechou a porta atrás de si que ainda estava aberta e avançou até ele com cautela. — O nome dele era Tarr, não era?
— James... Mas como Lindsey sabe? Tirando eu, só quem tem conhecimento sobre algo é você.
— Ela lhe ouvia murmurar este nome enquanto você dormia. Certa vez, murmurou parte da história. Ela tomou apenas como invenção sua, já que estava altamente dopado.
Frank pôde ver que o outro mantinha os pulsos cerrados, tenros ao lado do corpo, e agora tremiam. Sua expressão começava a dissolver a máscara vazia e assumia uma face sombria, até assassina.
— Foi... Algo que eu disse...?
Gerard abandonou o parapeito que o separava da morte, passando reto por Frank e saindo pela porta pela qual ele entrara, deixando-o só naquele lugar. Mas por pouco tempo. Frank o seguia com receio de que algo acontecesse, observando-o atentamente.
— Por que não me deixa em paz?! — bradou quando virou-se para trás e vira o moreno menor acompanhando seus passos.
— Estamos nessa juntos, lembra? Você aceitou, quando pediu minha ajuda.
— Só o que quero é ficar sozinho?
— Por quê? Para remoer Tarr e culpar-se por tudo e mais um pouco? E em seguida se cortar até perder a consciência? Ou morrer? — enquanto dizia, Frank descia os degraus que os separavam.
— Não se aproxime! — o maior afastou-se até que suas costas bateram na parede do pequeno espaço que separava um lance de escadas do outro, logo virando à direita.
— Por que isso agora? Pensei que havia acabado com isso. Você me fez gozar duas vezes, e a primeira usando apenas os dedos! — Frank gritou, já perdendo a paciência com tudo aquilo.
— O quê...? — a voz de Gerard sumira.
Notas finais
Só tá assim porque não foi revisado, mas quero fazer isso o quanto antes, garanto.
Anyway, o que acharam? Quero reviews, só assim continuo :3
E só estou postando às 9 e tanto da noite porque, na verdade, acabei de chegar da escola. Fiquei lá o dia inteiro e... Ah, vida de publicitário é isso. Não queiram u-u
Parei~
Reviews, onegai~~~~~!
Kissus. Way.
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