Insane World
1 Capítulo 1
- PORRA THOMAS! SE EU MORRER EU JURO QUE, NEM QUE SEJA COMO ZUMBI, EU TE MATO!
Gritei enquanto tentava correr para o carro com Noah e Thomas ao meu alcanço. O babaca do Thomas achou que seria legal se a gente fizesse uma parada para ver uns pontos turísticos. Ele é ( ou era ) da Inglaterra, o que explicava o seu sotaque engraçado e o seu modo estranho de agir.
Eu já estava vendo o carro quando um zumbi brotou de Nárnia tentando morder o Noah, rapidamente eu saco meu taco de baseball e a cabeça do zumbi sai voando.
— Você está bem? — pergunto preocupada olhando seriamente para o meu irmão e entrando no carro.
— Tô, eu acho — diz olhando assustado para o lado de fora se perguntando aonde foi parar o Thomas.
— Essa foi por pouco não? — diz Thomas entrando no carro e nos encarando divertidamente.
— Cale a boca e dirija — falei com os dentes cerrados me perguntando como aquele imbecil conseguia ficar de bom humor numa hora dessas.
[...]
— Sabe o que eu estava pensando? — perguntei quebrando o silêncio que pairava sobre o carro.
— Desculpa, mas eu ainda não acordei sabendo ler mentes — Thom responde me olhandosarcásticamente pelo canto dos olhos.
— Deixa de ser idiota — falo socando de leve seu ombro — Mas bem que você podia me ensinar a dirigir né?
— Nem morto!
— Por que?
— Porque nós estamos lutando para sobreviver, eu não vou arriscar minha vida te colocando no volante.
— Mas se você morrer? Se você tivesse morrido hoje eu e o Noah não conseguiríamos fugir.
— Deixa de drama, você arranjaria um jeito.
— Arranjaria nada — falei bufando vendo ele ceder um pouquinho — E então? — o olhei esperançosa.
— Não — falou curto e grosso.
— Mas...
— EU FALEI NÃO! — gritou me assustando.
[...]
— Agora coloca o pé de leve no acelerador — Thom falou me instruindo.
Thomas estava à 1 hora tentando me ensinar a dirigir, estávamos em uma cidade abandonada e até agora nenhum zumbi apareceu.
Noah estava dormindo debaixo de uma árvore, eu estava feliz por ele, por causa dos últimos acontecimentos nenhum de nós dormiu mas do que 3 horas. Estávamos todos exaustos.
— Sonya? — Thomas me chamou, eu devia estar viajando legal pois ele me encarava como se eu fosse louca.
— O que você disse — perguntei
— Eu falei pra você pisar no acelerador — respondeu impacientemente, já falei que ele é muito mal humorado? Não? Bom, ele é.
— OK — falei dando de ombros, pois já estava acostumada com mau humor dele.
Pisei com força no acelerador e tudo o que escutei depois foi o grito de Thomas e Noah, pelo que parece ele já acordou de seu cochilo.
NARRADO POR CARL GRIMES
— PAI! ACHOU ALGUMA COISA?? — perguntei pra ele que estava no sótão faz mais que 15 minutos.
— Carl...me...ajuda — o escutei gemer, como se estivesse fazendo muita força.
Subi as escadas correndo e o encontrei, ele estava no chão com um zumbi a poucos centímetros de distância do seu rosto, com apenas um cabo de machado os separando. Rapidamente tirei uma faca que estava no meu bolso e enfiei na cabeça do zumbi.
— Você está bem? — perguntei o ajudando a levantar.
— Sim, obrigado — me olhou agradecido — Vamos descer?
Assenti com a cabeça e descemos as escadas.
— Carl, procure comida de bebê e... — ele foi interrompido com um grande barulho, como se fosse um carro batendo em algo.
Nos entre olhamos e fomos ver a origem do som.
— SONYA SUA PIRANHA DESGRAÇADA!!! — escutei uma voz masculina de longe.
— Calma meu amor, sem estresse, pelo menos nós estamos vivos — agora quem falava era uma menina.
Nós conseguimos chegar perto o bastante para ver que o que ocasionou um barulho foi de fato um acidente, do lado do carro se encontrava uma menina e um menino, que aparentavam ter a minha idade, discutido e um garotinho tentando chamar a atenção deles.
— SEM ESTRESSE? SEM ESTRESSE? COMO VOCÊ PODE FALAR ISSO? VOCÊ QUASE ME MATOU!
— Quase, mas não matei — falou a garota prendendo o riso.
— Gente... — o garotinho tentou chamar a atenção deles em vão.
— E agora? Você ferrou com tudo! Como a gente vai achar um carro em um bom estado antes de escurecer?
— O carro nós não precisamos achar hoje é só dar uma limpa numa dessas casas e ficar nela até amanhecer.
— Gente... — tentou mais uma vez o garotinho, sendo ignorado logo em seguida.
- Tá, mas vai você, eu não vou me arriscar levar uma mordida por uma merda que você fez.
- Bele...
— GENTE!!! — gritou o garotinho, obtendo sucesso desta vez.
- O QUE É? — gritou a garota perdendo a paciência.
— Na demais — deu de ombros -Eu só queria avisar que temos platéia — avisou apontado para onde eu e meu pai estávamos escondidos.
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