Insana
2 Uma Insana se Origina de Um Outro Insano
Notas iniciais
Muitos aspectos me fizeram a pessoa que sou.
Não sou má, eu só não admito que façam o mal a outras pessoas.
Minha mãe era uma mulher fantástica, ela adorava me mimar e cuidava de mim como se eu fosse uma princesa, eu me sentia a criança mais feliz de todas quando estava com aquela rainha que eu chamava de mamãe. Ela não se orgulharia de como sou atualmente, mas, tudo o que fiz foi por culpa de sua ausência.
Quando eu tinha sete anos minha mãe morreu, na época eu não entendia o que havia acontecido. “Por que a mamãe esta no céu se é tão longe de mim?” devo ter perguntado isso umas 300 vezes para meu pai. Ele deve ter se cansado de mim falando sobre a minha mãe, já que quando fiz nove e minhas avós e avôs também já havia falecido meu pai enlouqueceu, ele me mandou para um orfanato com a desculpa de que eu estaria mais segura.
Se ele me visse agora.
Eu sei que minha família queria o meu bem, talvez não o meu pai, mas mesmo assim eu o amava. Às vezes eu penso que foi meu pai que assassinou minha mãe. Minha avó me disse uma vez que o meu pai a amava, mas que o que minha mãe provocava nos homens a matou. Eu francamente não imagino minha mãe sendo uma mulher cruel ou infiel com o meu pai.
Em 1995
Segunda Feira
– Elizabeth? Você chegou querida? – Já era tarde quando ouvi a porta abrir rangendo, será que minha esposa tinha finalmente chego?
– Ola amor – Ela sempre me recebia com muitos abraços e beijos, e desta vez não foi diferente, mas como Anny já estava dormindo, ela pulo no meu colo, eu a segurei e a girei vendo seus cabelos negros voarem, ela estava rindo e eu também.
Parecíamos dois adolescentes apaixonados. Não éramos tão velhos assim, Elizabeth tinha 27 anos e eu 29 ainda tínhamos muito pique.
Quando parei eu me joguei no sofá, minha linda esposa caiu por cima de mim, e claro ficou toda preocupada com que tivesse me machucado, extinto de médica só pode. Aposto que ela não pesava nem 50 kg.
Aquela tampinha.
– Amor ta tudo bem? – ela ainda estava sentada por cima de mim, não pude conter a ereção, e acho que ela percebeu, pois começou a rir, não de modo maldoso, mas sim com um ar envergonhado por fazer aquilo comigo.
– Para algo assim acho que seria bom que fossemos para o quarto para a Anny não acordar – ela sussurrava e era tão sexy, escutar sua voz suave e macia era incrível, uma experiência divina, quando percebi que Liz estava de pé eu me levantei também.
Ela me fitava com aqueles olhos castanhos claros, eu a segurei em meus braços, ela sorriu pra mim e me beijou me senti um príncipe dos contos de fadas.
Quando subimos para o quarto Lizzi me beijou, mas não tão carinhosa como antes, minha rainha estava tão selvagem e provocativa que não controlei o impulso de tirar sua blusa e jogá-la na cama tão rapidamente que nem percebi quando já estava por cima dela beijando seu ombro até seus seios.
–Lizzi, você está tão deliciosa – Apenas um comentário fez com que ela largasse a vergonha e me atacasse com beijos e mordidas. Eu amo essa mulher.
Ela ficou por cima de mim, a partir deste momento tivemos um momento mágico. Minha mulher é demais. Eu nunca tinha tido uma relação amorosa como aquela.
– Eu te amo – Disse finalmente.
– Eu também te amo – Ela respondeu com a voz fraca, antes que eu perguntasse se ela estava bem ou se tinha acontecido algo a mesma se aconchegou em meu peito e dormiu.
–Boa noite meu amor – disse por fim antes de adormecer.
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Terça-Feira
Saia daqui Marcos. Pare de me perturbar eu sou uma mulher casada, você esta entendendo? Casada – Elizabeth evitava gritar.
Marcos era um homem belo, e um ótimo profissional, porém também possuía seu lado negro. O rapaz de olhos cor do mar se interessava apenas por mulheres comprometidas e se irritava facilmente quando dispensado.
– Lizzie – Falo com certa entonação que me perturbou a garota.
–Lizzie nada! Você não tem o direito de me chamar de forma tão informal. Somos colegas de trabalho, e você é um homem desprezível. Eu vou falar só uma vez – seu rosto ficava vermelho de raiva. Quem ele achava ser como julgavas ser intimo o suficiente para chama lá de Lizzie – Some daqui e me deixa trabalhar em paz!
Por fim ele a deixou em paz e foi andando para seu consultório.
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