Innocent girl

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Bommm dia, (ou boa tarde, noite). Tenham uma ótima leitura.

POV REGINA

Quando eu sai da sala de mamãe e voltei para a sala dos professores, Emma já não estava lá, menina insolente, eu solicitei que ela me aguardasse, mas já deveria imaginar que ela não o faria. Peguei meu caderno com os horários de aula, como ainda estava no começo do ano eu ainda não havia decorado meus horários, a próxima aula era de inglês, no 3ª ano A.

— Sala da Emma...

— Disse algo Regina? — Perguntou Milah me assustando, mas de onde diabos aquela mulher tinha saído?

— Não Milah, eu não disse absolutamente nada, talvez você tenha atingido um novo nível de loucura e está escutando coisas.

— Gina, não seja tão cruel com as pessoas, não sei porquê você me detesta tanto, eu acho você uma pessoa surpreendente, elegante, bonita, não tem porquê você ser tão má com as pessoas, ser má educada não é uma coisa bonita, sabia?

— Primeiro, meu nome é REGINA, odeio apelidos. Segundo, que eu saiba, cuidar da vida dos outros também não é algo muito adequado, então por que você não me deixa em paz e vai cuidar da sua vida? Não me diga que ela está tão chata ao ponto de você querer cuidar da minha também?

— Sinceramente Regina, não sei o que houve com você pra se tornar esse tipo de pessoa.

— Que tipo de pessoa, Milah? Quer saber, deixa pra lá. Não ligo pra sua opinião, agora se você me der licença tenho uma aula para administrar.

Que mulherzinha insuportável, minha vontade era pegar todo esse discurso dela sobre bondade e educação e fazer ela engolir, talvez eu até tivesse a sorte dela perder a fala, mas tudo bem, não vou deixar "esse tipo de pessoa" me irritar.

— Bom dia!

POV EMMA

Regina entrou na sala com a cara mais irritada do que o habitual, disse o bom dia automático de sempre, colocou a bolsa sobre a mesa, retirou o livro de inglês, e pediu para que abríssemos na mesma página que ela, e começamos a fazer as atividades e leituras.

— Emma, não vai contar mesmo onde você estava?

— Não, Ruby.

— Qual é, você disse que passou mal, o que aconteceu?

— Minha pressão caiu, não sei se você se lembra, mas tenho pressão baixa.

— Tá, e onde você estava? Eu te procurei no pátio, no banheiro, na cantina...

— Eu estava na sala dos professores, Ruby. Agora faz silencio, que não quero me ferrar por descumprir mais uma regra idiota.

— Como assim nas salas dos professores? Não podemos entrar lá... Quem te levou pra lá? A Milah? — Pedir pra Ruby fazer silêncio era o mesmo que pedir para ser ignorada, pois quando Ruby quer saber de algo ela não aguenta esperar.

— Ruby, por favor...

— Anda, Emma. Quando mais rápido você me falar, mais rápido farei silêncio, pensa nisso. — Ela tava certa, ela não ia parar enquanto não tirasse tudo de mim.

— Não foi a Milah, foi a Regina.

— REGINA?!

— Miss Lucas, eu já disse que para falar algo, você deve primeiro levantar a mão, não me chamar com gritos.

— Desculpa professora, é que eu tô muito, muito, muito, muito, apertada, e se eu mexer os braços não sei se consigo segurar. — Disse Ruby com as mãos entre as pernas, fazendo todos da sala caírem em gargalhada, Ruby adorava chamar atenção, era incrível, eu ficava com vergonha por ela.

— Tudo bem, Miss Lucas, pegue o crachá na minha mesa e vá.

— Ainda não terminamos, Emma. — Ruby sussurrou no meu ouvido, fazendo Regina olhar curiosa pra nós.

Ruby se levantou, pegou o crachá e foi para o banheiro, não demorou cerca de 3min e estava de volta.

— Mas por que ela te levou pra lá? Ela nem gosta de você...

— Ruby, prometo que se você fizer silêncio eu te conto no intervalo, após meu lanche, claro.

Nesse momento, antes que Ruby concordasse, ou me enchesse de mais perguntas, Regina para ao meu lado.

— Está melhor?

— Sim... Obrigada por se preocupar comigo. — Disse fazendo Regina revirar os olhos.

— E meu dever me preocupar com todos os alunos, Miss Swan.

— Ok, obrigada mesmo assim.

A sirene, que sinalizada o final da aula e o inicio do intervalo tocou, Regina me encarou por alguns segundos, desejou bom dia novamente a turma e se retirou. Droga, agora que Ruby me encheria de perguntas.

— Agora você não me escapa loirinha. O que foi isso que acabou de acontecer aqui?

— Nada, como você ouviu, ela se preocupa com todos os alunos...

— Desde que esse todos só inclua você né? Agora me conta, o que houve?

— Tá, mas primeiro tenho que lanchar, porque...

— A hora do seu lanche é sagrada — Disse Ruby me imitando — eu sei, eu sei.

Fossos até a lanchonete, que ficava ao lado da cantina do colégio, eu comprei um salgado e Ruby um suco, Zelena havia ficado na sala, ela não tinha muita paciência de ficar perambulando pelo colégio no intervalo, Killian e Lilith chegaram e se sentaram conosco, e começamos a reclamar sobre a separação de turma como sempre.

— Preciso ir ao banheiro, vem Emma.

— Não, eu tô bem Ruby, não estou com vontade de ir ao banheiro.

— Está sim, anda logo. — Disse já me puxando, fazendo Killian e Lily se olharem.

— Ruby, você tá louca? Assim você me machuca.

— Conta.

— Ok, minha pressão baixou, eu tive que sair da sala, porque eu pensei que fosse desmaiar, me sentei no banco do pátio, Milah veio até mim, trouxe algo para eu comer e eu fui me recuperando, então Regina chegou super nervosa por eu ter me retirado da sala sem permissão, Milah explicou pra ela que eu estava passando mal, então ela fingiu estar preocupada, eu achei uma palhaçada levantei para me retirar dali, mas como me levantei muito rápido, eu fiquei tonta e quase cai, Regina me segurou e me levou até a sala dos professores, ficamos lá sentadas em silencio, esperando eu me recuperar, até que Cora chegou, arrastou Regina pra sala dela e eu aproveitei pra sair dali.

— UAU, agora eu estou confusa.

— Com que?

— Regina...

— Como assim, Ruby?

— Ela te odeia, ou ela gosta de você? Que mulher louca.

— Ruby, não chama ela de louca, não sabemos o que ela passou pra ser tão fechada.

— Ai, Emma, lá vem você com isso de ver bondade em todos, vamos parando por aí, que ali você vai procurar, procurar e não vai encontrar nadinha de bondade.

— Quem disse que eu quero procurar bondade ali? — Nossa como eu queria, não havia percebido até Ruby falar, mas eu sabia que tinha bondade ali, eu só precisava descobrir porque ela mantinha tão escondido.

— Ok, Emma.

A sirene tocou novamente, sinalizando o termino do intervalo, nos despedimos de Killian e Lily (que como sempre não perguntaram o que estava havendo, porque eles sabiam que eu era muito reservada) e fomos para sala, o resto do dia ocorreu normalmente, não tive mais tonturas ou quedas de pressão, estava mais calma.

Porém quando eu estava me preparando para dormi, recebi uma mensagem de texto, que me tirou o sono.