Innocent girl
3 Capítulo 3 - Terceiro Ano
O resto do ano passou tranquilo, Killian e Ruby como sempre tiveram que ficar no colégio uma semana a mais, recuperação, era incrível como eles conseguiam isso todos os anos. Não vi Regina novamente, não que eu me importasse com isso, mas achava estranho ela ser tão misteriosa e ninguém a não ser seus alunos verem ela pelo colégio.
Minhas férias não foram muito bem a definição de tranquilas, a situação em casa piorou e o que era para ser uma pausa do colégio se tornou uma tortura, lenta e dolorosa (Zelena me chamaria de exagerada, mas é realmente o que foi essas férias).
As aulas começariam hoje, sai mais cedo de casa para comprar meus materiais escolares, ao contrário dos meus amigos que compraram semanas antes das aulas começarem, eu não via necessidade naquilo, mas se isso os fazia feliz, quem sou eu para julgar, gosto de ver meus amigos sorrindo, na verdade eu gosto de sorrisos.
Comprei um caderno qualquer, capa vermelha, adorava vermelho, Snow sempre implicava comigo por conta dos meus cadernos, vivia dizendo “Emma, porque você não comprou algo rosa, que combine com você, você é tão meiga filha”, aquilo me irritava, porque só mostrava o quanto ela não me conhecia, eu não sou bem a definição de uma pessoa meiga e odeio rosa.
Cheguei no colégio um pouco atrasada, apenas alguns minutos que não chegaram a 10, ainda estava um pouco cheio o pátio, pessoas escolhendo suas salas?
— Hey, Emma! Aqui.
— Olá pessoal, o que está acontecendo? Por que simplesmente não escolhemos uma sala e entramos?
— Emma, a questão é o que não está acontecendo – disse Ruby – tudo indica que esse ano não poderemos escolher a turma que queremos estudar.
— Tudo indica? Nossos nomes estão na porta da sala em uma lista, temos que ir no nosso andar e procurar nosso nome na porta da sala e entrar na que o nome estiver – Zelena parecia estar bem irritada – Não acho que “tudo indica” nada aqui, acho que está bem claro o que está acontecendo.
— Oras, então vamos procurar nosso nome na porta da sala e entrar. (Pra mim aquela revolta não fazia muito sentido, provavelmente tinham mantido as turmas anteriores, era só mais um sistema de organização para um melhor controle da louca da Cora).
— Emma, eles separam eu e Lily de vocês, estamos em turmas diferentes.
Quando Killian disse aquilo, eu entendi realmente o que estava acontecendo ali, Cora fez aquilo de proposito, para separar as “turminhas”, ela era realmente uma cobra, não costumo odiar pessoas, mas Cora estava passando dos limites. Sai dali no mesmo momento e fui falar com Cora, quem ela estava achando que era? Ela nem diretora daquele colégio era, apesar de nunca ver o diretor (Gold) ali, ela não tem o direito de sair mandando em tudo que ela quer.
— Cora, posso falar com você? (Lá estava eu sendo impulsiva de novo).
— Claro minha querida, sente-se.
— Posso saber o que está acontecendo? Por que essa palhaçada de alocar pessoas em salas? Nunca teve isso aqui...
— Agora tem, Swan, acostume-se.
— Cora, o diretor sabe disso?
— Claro que sabe, eu e Gold somos grandes amigos, a decisão foi dele, a ideia foi minha, você sabia que as melhores escolas usam esse sistema para divisão de turma?
— Não me interessa o que as melhores escolas usam, eu quero que Killian e Ruby fiquem na mesma sala que eu.
— Não será possível, Swan – Ela deu uma olhada no seu relógio de pulso e disse – aliás, está na hora de todos vocês estarem em sala de aula, vocês não gostariam de começar o ano com uma advertência não é mesmo?
— Você é má, você gosta de ver a infelicidade das pessoas, com licença.
Sai dali e pude jurar que escutei Cora sorrindo, quando estava no meio do caminho escutei o sinal para o início da primeira aula tocar, corri até meus amigos e disse pra eles o que tinha acabado de acontecer, e fomos para nossas salas.
A primeira aula foi de espanhol, eu odiava aquela aula, não suportava aquela professora, não tinha outra professora de espanhol na escola? Pelo amor de Deus, que mulher chata, talvez eu deva trazer um travesseiro para as aulas dela, dormiria mais confortavelmente. Por falar em dormir, foi inevitável não fazer isso, até tentei prestar atenção no que aquela mulher dizia, mas o sono me venceu, acordei com Zelena me cutucando.
— Para, Zelena! Não estou interessada nessa aula.
— É mesmo, Miss Swan? Gostaria de sair da sala?
Ao escutar aquela voz novamente eu fiquei estática, levantei minha cabeça lentamente desejando que eu ainda estivesse dormindo e aquilo fosse um sonho, mas ali estava ela, parada a centímetros de distância de mim, com os braços cruzados, uma feição nada amigável, e uma roupa impecável, onde essa mulher acha que ela tá?
— Me desculpe, senhorita Mills, eu não dormi muito bem essa noite, e a aula de espanhol não é algo muito interessante.
— Miss Swan, não me importa como foi sua noite de sono, agora você está na sala de aula, o mínimo que pode fazer é ficar acordada, mas pelo jeito nem disso você é capaz.
Ela simplesmente disse isso e saiu, foi para frente da turma, se apresentou, e pediu para que cada aluno dissesse o nome, quando terminamos, ela se virou e começou a escrever algo no quadro.
“Regras básicas:
1 – Para falar, apenas com minha permissão.
2 – Para solicitar a permissão para falar, levante a mão, mesmo em caso de dúvidas na disciplina.
3 – Proibido uso de celular durante as aulas
Nova regra (agradeçam a amiga de vocês)
4 – Proibido dormir em aula”.
— Emma! Acho que nossa nova professora, te odeia.
— Eu sei, Ruby. Não precisa me avisar, acho que é algo evidente. Deve ser de família me odiar, Cora também não vai com minha cara.
— Como assim, de família? Cora e Regina tem alguma relação? (Droga falei demais).
— Sim, Cora é mãe de Regina.
— Como descobriu isso????
— Regina me disse? (Como eu iria explicar isso?)
— QUE?
— Miss Swan e Miss Lucas, silêncio por favor. (Droga Ruby, escandalosa).
— Desculpa profe, foi mals – disse Ruby se encolhendo na cadeira.
— Parece que você gosta de descumprir regras, Miss Swan... Teremos um longo caminho pela frente.
Realmente, eu já estava sendo odiada por aquela mulher, estava ferrada de todos os modos possíveis, odiava português, e a professora de português me odiava, não teria como aquilo dar certo.
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