Innocent girl

11 Capítulo 11 - A ligação


Notas iniciais
Primeiramente, boa nooooite. Um beijo pras lindas do SWANQUEEN ONCERS ♥ Feliz aniversário para Low. ^^ Obrigada a todos que estão acompanhando e obrigada também pelos comentários. Boa leitura. Obs.: Não me mate, amo vocês.

POV EMMA

Acordei sentindo minha cabeça pesar uma tonelada, meu corpo todo doía, demorei um tempo para lembrar o que estava acontecendo. Eu estava em um lugar escuro, úmido, com um odor nada agradável e deitada sobre algo muito duro, quando minhas vistas foram se adaptando a escuridão, percebi que estava em uma espécie de porão ou sótão. A última lembrança que tinha, era de Neal colocando um pano com algo químico no meu rosto e minha visão ficar escura. Tentei me mexer, mas mal conseguia me movimentar, meus pés estavam amarrados, e meus braços estavam ao lado do meu corpo, e minhas mãos presas por correntes. Me desesperei, o que Neal estava planejando? O que estava acontecendo? Ele usou alguma droga? Tentei alcançar o bolso da minha calça, apesar do pouco movimento conseguir alcançar meu celular, que só percebi que estava com ele, pois o mesmo estava me machucando, por eu estar deitada sobre algo muito duro, respirei aliviada por ele estar ali, talvez Neal estava tão nervoso que nem lembrou de tirar ele de mim. Não conseguia enxergar nada na tela do celular, pois ele estava muito afastado do meu rosto, tentei desbloquear a tela, e ouvi um bip, indicando que eu havia conseguido, tentei acertar os registros telefônicos, chamadas efetuadas, porque eu geralmente só ligava para minha mãe, estava conseguindo, ou não, porque ouvi passos e fiquei extremamente nervosa, selecionei um número aleatório, liguei e escondi o celular em baixo da minha perna. Que Deus me ajude que tenha dado certo e alguém me atenda.

— Ora, ora. Vejo que a princesa acordou...

POV REGINA

Ignorar Emma e ser dura com ela, não era uma tarefa muito fácil, ver ela chorando hoje, me deixou triste também, prefiro quando ela está sorrindo, pois é o sorriso mais lindo que já vi, não sei qual é o meu problema, me castigava mentalmente sempre que pensava assim, mas eu não conseguia controlar, esses pensamentos só apareciam, e quando eu percebia estavam ali, droga. Hoje ela me ligou para se desculpar por mais cedo, foi muito sensível da parte dela, tendo em vista que eu a trato mal praticamente o tempo todo e apenas uma única vez que ela o faz, ela se sente culpada e me pede desculpas. Atendi o telefone, pois achei que poderia ser algo grave, ainda mais depois daquela crise de choro que presenciei, era como se todo meu corpo dissesse para protege-la, o que é extremamente estranho para mim...

Meus pensamentos foram interrompidos pelo toque do meu celular, ele não estava perto de mim, me levantei, fui até ele e era ela... Emma, novamente... pensei em não atender, mas pelo horário me veio uma onda de preocupação novamente, então atendi.

— Alô? Emma?

— Ora, ora. Vejo que a princesa acordou... – Escutei uma voz masculina falar de longe. Mas que porra era essa? Por que Emma me ligaria para eu ouvir conversa dela com um cara?

— Neal, por favor. Me solta, essas correntes estão me machucando – Neal? Quem é Neal? Que correntes? Meu coração disparou.

— Cala a boca, Emma. Já falei que você conversa demais? Você cometeu um erro terminando comigo. – Permaneci em silêncio, tentando entender o que estava acontecendo.

— Neal, onde estamos? No porão da sua casa? Nem sabia que aqui tinha um porão.

— Pra você ver como sou cheio de surpresas.

— Neal me tira daqui, não é porque você mora afastado da cidade que ninguém vai te achar. O que você vai fazer? Me matar?

— Emma, por que você está falando sua localização? – Disse Neal, e foi a última coisa que escutei. Fiquei em choque, o que eu deveria fazer? Quem diabos é esse Neal? Como assim matar? Nesse momento não sentia nem meu corpo, eu estava tensa, extremamente ansiosa e perdida. Mas eu tinha que fazer algo. Não vou deixar que ninguém faça mal a Emma.

POV EMMA

Não sei se eu havia conseguido ligar para alguém, mas esperança é algo que sempre tenho, então comecei a dar o máximo de informação que eu podia, para que a pessoa conseguisse me tirar dali, não sei do que Neal seria capaz, ele estava completamente diferente. Estava tendo sucesso, até que Neal percebeu o que eu estava fazendo, e encontrou meu celular, jogando ele no chão e pisando, o que provavelmente quebrou ele em pedaços.

— O que você acha que está fazendo, sua loira idiota? — Disse ele gritando.

— Nada, Neal se acalma, me desamarra, vamos conversar. – Apesar de transmitir uma imagem calma, eu estava com muito, muito, muito medo.

— Você não cala essa boca mesmo, né? Vou resolver isso – Disse ele saindo e voltando com uma espécie de fita, que logo colocou na minha boca, me impedindo de falar.

— Agora sim. Olha Emma, você só faz merda. Eu iria te tratar como uma princesa na nossa primeira vez, mas você me irritou tentando usar o celular, agora não sei como te tratar, talvez eu deva te tratar como a vadiazinha que você é. – Disse Neal passando as costas da mão no meu rosto.

Meu coração disparou, pensei que eu não podia ficar mais amedrontada, mas aquela informação era demais para mim. Eu pensei que Neal queria me matar (não que ainda não existisse essa chance), ou fazer eu voltar com ele. Mas não, ele queria me estuprar. Comecei a chorar em desespero. Tentei dizer algo, mas a fita me impedia.

— Swan, Swan... Fique quietinha aí, não que você possa se mexer – Disse ele gargalhando – Vou tomar um banho, pegar umas velas aromatizantes, uma tesoura para tirarmos essa roupa sua, e uns panos úmidos para te limpar, quero que você esteja cheirosa para nossa primeira noite de amor. – Disse ele com um sorriso assustador no rosto. Será que Neal algum dia me amou? Será que ele sabe o que é amor? Meu Deus, eu prefiro morrer, me mata. Comecei a chorar, não conseguia nem mesmo pedir para que ele me matasse, estava desesperada.

POV REGINA

Sai de casa às pressas, meu primeiro pensamento foi ir até a escola e descobrir quem era esse Neal e onde ele morava, desgraçado. Dirigi o mais rápido que pude, a escola estava deserta, era a primeira vez que eu estava ali naquele horário. Procurei pelo guarda e logo o avistei, pedi que ele abrisse a diretoria para mim, e ele logo o fez, não sei se pela minha fama de má, pelo meu desespero, ou por eu ser filha de Cora, naquele momento não importava, eu estava grata por ele ter aberto a porta para mim sem me contestar. Adentrei a sala correndo, abri a gaveta com um “N” e nada de Neal, me desesperei, senti uma lágrima descer pelo meu rosto. Respira Regina, se acalma, pensa, pensa, Ruby... Como não pensei nisso antes? Fui até a gaveta com um “R”, peguei a ficha de Ruby e liguei para ela do telefone da escola.

— Alô?

— Miss Lucas, sou eu. Regina, você precisa me ajudar, a Emma...

— QUE? O que aconteceu com a Emma? — Disse ela me interrompendo.

— Ela me ligou e... Depois eu te explico, você sabe quem é Neal e onde ele mora? Eu vou atrás dela.

— Neal? O que aquele idiota fez com a Emma?

— Miss Lucas, por favor, ela está em perigo, eu preciso ir até lá.

— Ok, anota o endereço – Ela me disse o endereço de Neal e eu anotei rapidamente.

— Obrigada, Miss Lucas.

— Regina? – Disse ela antes que eu desligasse.

— Por favor, mantenha Emma segura, vou ligar para polícia ir até lá.

— Darei a minha vida se necessário, Miss Lucca. — Disse desligando o telefone.

Sai dali correndo, entrei no meu carro, conferi mais uma vez o endereço, e me dirigi até lá, pelo que constava no papel eu demoraria uns 30 minutos para chegar até lá, era realmente afastado da cidade, provavelmente uma fazenda ou algo do tipo. Estava dirigindo o mais rápido que podia, meu coração estava tão acelerado que parecia que a qualquer momento eu iria ter um ataque. Era arriscado eu ir até lá sozinha? Sim, mas naquele momento eu não estava ligando, eu precisava salvar Emma e não dá para esperar pela polícia, Deus sabe lá o que iria acontecer até que eles resolvessem levantar aquelas bundas preguiçosas da cadeira e ir até o local, então teria que ser eu mesmo. Por falar em Deus, eu não acreditava muito nessas coisas, mas nesse momento eu estava pedindo desesperadamente que ele me ajudasse a salvar Emma e que ela estivesse intacta.