Innocent girl
1 Capítulo 1 - Quem é ela?
Eu amava aquela escola, era diferente das anteriores, onde eu sofria bullying e não tinha amigos, por um tempo achei que eu odiava estudar, odiava pessoas, e que nem mesmo tinha um lugar nesse mundo onde eu me encaixasse.
Quando completei 15 anos, me mudei de escola, porém levou um tempo para fazer amigos, fui tão atacada anteriormente, que isso me tornou uma pessoa extremamente tímida e sem autoconfiança, mas aos poucos eu fui me abrindo, pelo menos até onde eu achava seguro, logo fiz alguns amigos e eu comecei a gostar de ir à escola, porque se tornou uma espécie de refúgio para mim.
— EMMAAA!!! HEEEEY!!
— Que foi Killian???? (Killian era aquele tipo de pessoa que realmente perturbava as vezes, porém ainda sim meu melhor amigo).
— Em que planeta você estava dessa vez?
— Em um que você não gostaria de conhecer...
— As vezes você é meio perturbadora. Estava perguntando se gostaria de ir lanchar?
— Tanto faz! (Essa era minha resposta pra quase tudo na época, porque quase nada fazia muito sentido pra mim).
Quando completei 16 anos, meus amigos fizeram uma festa surpresa pra mim na escola e chamaram alguns colegas do terceiro ano, na época estávamos no segundo, eu estava muito distante aquele dia, não consegui prestar muita atenção no que falavam, estava com muitos problemas familiares e comigo mesma, não deixava ninguém perceber aquela confusão que havia dentro de mim, ou pelo menos não deixava ninguém cruzar nenhuma barreira que eu havia erguido com tanto custo.
Algumas semanas depois, cheguei na sala de aula e Killian, Ruby, Zelena e Lily estavam sentados em rodinha falando de assuntos aleatórios, sempre fui mais afastada, nunca conseguia me abrir naquele nível que as pessoas geralmente desejam, mas esses 4 eram os melhores amigos que a vida poderia me presentear, mesmo sem saber eles me ajudam a seguir em frente.
— O que você acha Emma? (Perguntou Ruby).
— Oi? O que eu acho de que?
— Nossa, Emma... É complicado comunicar com vocês as vezes! (Zelena era muito impaciente, eu achava isso engraçado, o que fazia ela ficar mais impaciente ainda).
— Ok, eu acho que sim.
— hahahahaha a pergunta não pode ser respondida com ‘sim’ ou ‘não’, loirinha. (Ruby dos 4 era a que eu mais gostava ali, seu senso de humor iluminava qualquer lugar, mesmo que o clima fosse o pior possível) – estávamos falando da professora de inglês e português do terceiro ano, a que os meninos comentaram na sua festa de aniversário, lembra?
— Er..
— Claro que não, nem sei porque eu perguntei isso, provavelmente você nem prestou atenção no que elas estavam falando, pois bem, falaram que eles tem uma professora, ótima, que faz qualquer aluno gostar das matérias que ela leciona, uma tal de Regina Mills.
— Não podemos esquecer dos detalhes Ruby, dizem que é uma gostosa.
— Killiam!!! Que isso? Hahaha, não ouvi falar dela... mas me parece interessante. Mas como eu nunca vi ela por aqui?
— Porque ela só dá aula nos terceiros anos, ou seja, ela só fica no andar de cima, e nós só podemos ir lá no intervalo, que é o momento que ela está na sala dos professores.
— Entendi.
Logo começaram a falar de outros assuntos, porém aquilo sobre a professora do terceiro ano ficou na minha cabeça, sou uma pessoa extremamente curiosa, o que as vezes não é tão bom assim, porque posso me meter em N problemas por isso.
— Professora, posso ir ao bebedouro?
— Pegue o crachá na minha mesa e vá, não fica passeando por aí não, se a Cora te pega nos corredores, já viu né?
— Tudo bem, só estou com sede.
Na verdade, eu não estava com sede, foi um impulso pedir aquele crachá de autorização, porque mesmo que para beber água precisávamos estar com aquele crachá idiota. Andei por alguns metros no corredor em direção ao bebedouro, não avistei Cora por ali, então subi as escadas para ir até o terceiro ano, eu precisava saber quem era essa tal de Regina Mills, a adrenalina estava em todo meu corpo naquele momento, se eu sou pega ali, estaria muito ferrada. Havia 4 turmas de terceiro ano ali, então comecei a passar em frente elas, e quando estava na porta da segunda sala, ali estava ela, cabelos pretos e curtos, uma blusa social esportiva verde, uma saia grafite, um salto alto e um sorriso lindo. Não pude ouvir muito bem o que ela estava falando, mas estava explicando algo sobre literatura contemporânea, e que voz era aquela? Não sei muito bem quanto tempo fiquei parada ali olhando para ela, mas como metade da sala já estava me vendo ali, aquilo desviou a atenção dela pra mim, sai correndo dali, aquilo poderia me trazer grandes problemas, corri pra minha sala, devolvi o crachá pra professora e me sentei.
— Emma, você tá branca, tá tudo bem?
— Ruby, essa é a minha cor e sim, estou bem.
— Tem certeza? Aconteceu algo?
— Sim, Ruby, agora presta atenção na aula e deixe que eu faça o mesmo (Odiava ser interrogada. Ainda mais quando tinha acabado de quebrar uma regra).
O resto do dia passou normalmente, e naquela noite pela primeira vez não perdi o sono pensando nos problemas que eu tinha, mas sim naquela professora, acho que era ansiedade pra ter aula com ela, já que me disseram que qualquer um gostaria de suas matérias e eu odiava português, quem sabe isso não estava preste a mudar?
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