Inimigos Pelo Tempo
1 Chapter 1 - This Place Is About... BLOW.
Notas iniciais
Esta pronta! Awn, sinceramente essa era a única short fic que vai ficar um pouco mais extensa. rsrsrs
Fazia anos que eu gostava dele.
Por que ele nunca me notava?
A cada abraço e beijo que eu dava nele significava tanto pra mim, mas não pra ele...
Tudo começou há alguns anos atrás...
Contarei como tudo iniciou.
Era uma bela tarde de neve, neve pra todo lado, o chão que já era coberto era fofo. Eu estava de luvinhas, mamãe estava lá dentro preparando chocolate quente, eu fiquei cuidando dele por enquanto. E nesse por enquanto, aconteceu o que eu chamo de artifícios.
Lembro-me como se fosse hoje...
- Gerard, você já deu seu primeiro beijo?
- Não... Ainda não... Por quê?
- Quer fazer em mim? Por favor, preciso fazer isso todos os garotos da minha sala já tiraram o BV.
- Eu também não... Mas porque comigo...?
- É só uma vez, e você é meu irmão, pode.
Fui interrompido pelos lábios de meu irmão em mim, ele segurou meu rosto, mesmo com as luvas fazendo volume, senti sua boca quente e sua língua em meio ao frio infinito.
Foi o melhor beijo da minha vida. Ele separou sorrindo de satisfação, eu sorri atordoado também.
Mas nos dias seguintes ele não demostrava nenhum sentimento a mais, eu queria repetir milhões de vezes o que ele fez comigo. Porque gostei.
Mas não o fazia... Por quê? Bem os tempos foram se passando e eu fui perdendo a coragem, ele sempre me falava sobre garotas, e eu olhava-o triste, por isso.
A única vez que tentei, foi quando estávamos sozinhos em casa e eu me aproximei bem cuidadoso e juntei nossos lábios novamente, ele me deu uma tapa e separou abruptamente.
- Eu sou seu irmão! Tá pensando o quê?!
Depois disso fui ao meu quarto chorar, chorar muito.
Então os anos se passaram e eu fui crescendo, consegui minha maioridade e estou indo embora de casa. Preciso estudar fora.
Passaram-se os anos, e as memórias de infância foram esquecidas... Não por mim.
Eu estava partindo, com o coração partido juntava minhas coisas. Queria que ele dissesse que eu era seu hino nacional...
- Já vai? – Ele apareceu sorrindo ao meu quarto, junto... Dela.
Tinha precisão de aquela garota viver grudada nele? Não! Meu irmão cresceu e agora tem uma namorada, eu tentei relacionamentos, mas sempre acabava por rápido e ás vezes ficava feliz em ver a garota sofrendo por mim.
- Sim...
Desde que Alicia entrou em nossas vidas, eu desabei. Mikey já sabia que eu sentia algo forte por ele, mas ignorava e fingia que não existia.
- Alicia nós dar um momento, por favor? – pedi.
Essa concedida ela saiu.
- Essa é a razão em parte, estou feliz em ir.
Ele me olhou triste.
- Todos os meus amigos sempre me disseram pra seguir em frente... Bem eu o estou fazendo. Mas não estou forte, você... – falei com mágoas.
- Gerard, por favor – ele me cortou.
Espremi os olhos tentando conter o choro, toda vez que eu começava uma conversa pra falar sobre isso ele interrompia.
- Sai daqui então – falei.
Empurrei-o e fechei a porta. Olhei-me no espelho.
Tudo que eu queria eu tenho... Dinheiro, câmeras por ser o filho do rico empresário... Fama, menos... Ele.
- Me ame... Você pode me ouvir? Você pode...? – eu sussurrava todas as noites. Quase todas as noites eu o ouvia gemer no quarto ao lado, estava experimentando o prazer com ela. Eu chorava e meu coração se quebrava mais... Se isso era possível.
.
.
Estava no aeroporto pronto pra partir.
Olhei-o triste.
- Meu voo.
- Boa sorte Gee! – ele me abraçou.
- Não conseguirei sobreviver sem você...
- Gerard... Para!
Então tudo aconteceu rápido demais, eu segurei sua mão e puxei-o para o terminal adentro, entrei pelo banheiro e escolhi um box.
- O que...
Interrompi suas palavras colando meus lábios ao dele, Mikey tentava se desvencilhar. Mas eu fiquei firme e o pressionei forte contra a parede do box. Eu ia deixar o beijo como estava, mas minha língua atrevida deu passagem e... Ele cedeu.
Mikey não tentou mais nada, tentou apenas se livrar, mas eu sabia que estava gostando.
O beijei como se fosse à coisa mais valiosa do mundo, quando terminei dei um estralo forte em seus lábios.
- Agora você sabe o que eu realmente sinto... O que vale o dinheiro se eu não...
Ele olhava pra baixo.
-... Se... Se eu não tenho você.
Abri a porta e sai porta a fora, meu voo seria exatamente agora.
Lindas câmeras. Cercavam-me, fui conduzido por guardas e mais guardas até entrar no avião.
“Eu posso ser seu boneco de porcelana.
Se você quer me ver cair
Garoto, você é tão demais.
Seu amor é mortal
Me diga que a vida é bela,
Todos eles pensam que eu tenho tudo
Não sou nada sem você.
Todos os meus sonhos e as luzes significam
Nada sem você.”
Eles não podem me parar agora, não podem. Não queria ir. Olhei pra trás com lágrimas nos olhos, ele me olhava também, fui desviado pelos flashes novamente.
Por que teria de ir? Não podia desistir de tudo?
Não, não podia era difícil.
Sentei no assento do avião e assim parti, eu voltaria novamente para o casamento dele com Alicia... Sim eles iriam se casar.
Por que não consigo suportar?
Fechei meus olhos e senti o ar frio do avião me penetrar, meus dedos gelavam. As pessoas estavam contentes demais, pulei para o vidro batendo forte, a aeromoça tentou me conter, me livrei dos braços delas e conseguir ter acesso à área de pilotos, apertei sem hesitar o grande botão vermelho. O avião voltaria a pousar.
Nada me assusta mais.
Então estaria estampado nos jornais da cidade, dia seguinte, mas estaria estampado e anunciando o casamento do mais novo, eu iria assistir, senão interromper...
Quando voltei ele ficou mais surpreso que estava antes.
- G-gerard? O que houve?
Livrei-me de suas mãos e peguei minhas malas, voltando pra casa.
Mas tarde ouviria o questionamento de meu pai. Eu era um boneco, então estava pronto a tudo... Se parodiar virar um assassino de corações para tê-lo pra mim, só pra mim.
.
.
- Depois do dinheiro, depois do show, depois de tudo! – Meu pai andava de um lado e do outro na sala. Eu falava com precisão.
- Preciso ficar... Termino o que for preciso. Mas ficarei aqui.
- Não está seguindo as regras da família! Terás de seguir o caminho de seu pai!
- Não tenho a certeza... Pai tenho meus objetivos. Minha cabeça. Talvez Mikey o faça, mas não eu, não sou seu boneco de porcelana – sorri. Bati a porta e andei pela grandiosa casa.
Eu poderia estar elétrico esta noite.
Encontrei Mikey sentando em seu quarto de cabeça baixa... chorando.
Corri até ele segurando em seu rosto.
- Por que meu coração chora? – ele falava entre soluços.
Eu o envolvi em um abraço.
- A causa disso tudo está sendo você... – ele falou.
- Eu?
- Sim... Estou confuso.
- Garoto, entra no meu carro. Tenho um desejo malvado pra você. Irás fugir comigo!
- O que dizes? Nunca?! Pensaria em como papai ficaria...
- Você quer ser o que ele tanto anseia não é?
O fiz olhar pra mim, mesmo com as lágrimas nos olhos.
- Você sabe que nunca vai embora se não sair daqui. Seremos sortudos. Viverei só do teu amor.
- Eu não te amo!... Não como amava... Antes.
- Você me ensinou tanto Mikey! Como ser um bom garoto, mas me ensinou que era bom ser louco. Não gostaria de ter alguém que sacrificasse sua vida por você? O que acha de ser meu?
- Eu...
Não dei espaços e juntei todas as roupas dele em uma mala.
- Por quê?
- Porque acho que você está se apaixonando, querido... Se apaixonando.
Ele parecia estar fazendo uma escolha, então eu apenas toquei em seu rosto.
- Aquele beijo que tu desses em mim... – ele falou.
Sorri e puxei-o pela mão.
- Vamos antes que nos vejam, vamos fugir no meu pequeno carro, e viver longe de todos, o suficiente... Pra eu e você.
Entrei e rapidamente coloquei Mikey no assento, vi ás luzes da mansão ainda acesas. Entrei no carro também e girei a chave.
Ele sentia medo, eu o via encolher junto à janela. Como teriam coragem de fazer isso a uma criança, aos meus olhos, ele era a coisa mais bonita que existia.
E partimos.
Fale com o autor