Infinity
3 Chapter Three - Music is amazing.
Bato na porta do quarto do meu pai.
Frank se encosta na parede.
- Por que tem que fazer isso?
- Meu pai é um chato. Tem que avisar a ele. E nem sei se ele vai deixar você dormir aqui, ele nem te viu antes.
Meu pai abre a porta.
- O que foi? — ele olha para o Frank.
- Ele pode dormir aqui? — coço a cabeça.
- Quem é?
- É o Frank. Conheço ele a um mês, só que ele nunca veio aqui — tomara que ele acredite, senão, fo-deu.
- Ah, tudo bem. Pode dormir aqui — ele sorri.
- Então, boa noite, pai.
Volto para o meu quarto com o Frank.
- O que você tem de divertido aqui? — olha o meu quarto.
- Tem videogame, internet, violão, bateria e-
- Sabe tocar violão? — me interrompe.
- Sei. Quer tocar? — pergunta idiota, meu Deus.
- Pega aí — ele senta na minha cama.
Abro meu guarda-roupa e pego meus violões. Entrego um a ele.
- Vai tocar o quê? — sento na cama e ponho meu violão no colo.
- One Love, do Bob Marley — ele começa a tocar.
One Love! One Heart!
Let's get together and feel all right.
Hear the children cryin' (One Love!);
Hear the children cryin' (One Heart!),
Sayin': give thanks and praise to the Lord and I will feel all right;
Sayin': let's get together and feel all right.
Wo wo-wo wo-wo!
[...]
Acabamos. O olho.
- É, ficou legal. Tocamos muito alto? — arregalo os olhos.
- Acho que não. Por quê?
- Meu pai. Se acordá-lo, ferra tudo — ponho o violão em cima da cama.
- Você só fala do seu pai — faz o mesmo que eu. — E a sua mãe? — olho nos olhos dele.
- Ela morreu quando eu tinha seis anos. Desde o acidente, meu pai se tornou anti-social, meio triste. O que ele faz é ir pro trabalho e voltar para a casa. Mal fala comigo. Eu que tenho que dar notícias dele para os amigos e os vizinhos.
- Entendo.
- Só não te conto como foi o acidente. Mesmo eu sendo pequena, ainda tem umas imagens na minha cabeça. É meio chato.
- Ah, não tem problema.Levanto da cama e guardo meus violões no guarda-roupa.
- Estou com fome. Vamos jantar? — abro a porta do quarto.
- Vamos.
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