Inevitável

22 Feliz Natal - Especial


Notas iniciais
FELIZ NATAL GENTEEEEEEEEEEEE o/ Como prometido, um especialzinho para vocês xD Espero que gostem! Vocês não imaginam onde eu tive que me esconder para postar isso ^^' Boa leitura meus anjos! Vejo vocês lá nos comentários o/

~Aomine Daiki~

O som alto de Red Hot Chili Peppers que vinha de dentro do apartamento fez Aomine sorrir e balançar a cabeça. Então Taiga andara fuçando em seus CD's...

– Já acordado Taiga? – O moreno sorriu ao abrir a porta e ver o ruivo no fogão fazendo alguma coisa para o café da manhã. O cheiro doce estava extremamente bom... Deixou a chave no aparador e se dirigiu à cozinha.

– Bom dia Daiki! – Kagami virou-se para olhá-lo com uma expressão feliz, mas franziu a testa quando o viu. – E esse cap aí? Nunca vi você usando!

– Ah, merda! – O moreno foi ávido tirar o chapeuzinho, sentindo as bochechas esquentarem um pouco enquanto ajeitava os fios azuis. – Levei um ovo na delegacia por não usá-lo, agora me obrigam! Acho muito podre...

– Mas fica legal em você... – O ruivo sorriu, dando-lhe um beijo nos lábios assim que ele se aproximou. – Deixa eu ver.

O ruivo colocou o objeto em sua própria cabeça e olhou com uma expressão séria para Aomine, como se estivesse esperando seu aval.

– Ok, é injusto, pra você fica bom! – Aomine disse, sem conseguir desviar o olhar. Ele ficara realmente lindo com aquela bosta na cabeça. Imaginou como Taiga ficaria usando o uniforme completo e percebeu que uma grande quantia de saliva se acumulou em sua boca. Seria outro fetiche que não conhecia? Agora que parara para pensar no assunto, provavelmente era...

– Fica é? – Kagami sorriu, olhando-se no reflexo do vidro da janela. – Eu sou muito gato!

– Claro que é! – Aomine concordou mais duas vezes em sua mente, beijando seu pescoço exposto enquanto ele se admirava no espelho improvisado. – O que está fazendo de bom aí pra gente comer?

– Panquecas! Natal sem panquecas no café da manhã não é Natal! – O ruivo sorriu satisfeito, olhando para o fogão, mas sem tirar o cap. – Fiz uma cobertura de chocolate também. Está com fome?

– Na verdade estou morrendo de fome hoje! – O moreno admitiu, encostando-se à bancada e o observando cozinhar. Não conseguia tirar da cabeça a imagem dele vestindo o uniforme de policial... Precisou balançar a cabeça para se livrar dos pensamentos pervertidos que se aproximavam!

– Ei Aho, olha só... – O ruivo chamou sua atenção, manuseando a frigideira e jogando a massa da panqueca para cima, para que ela virasse no ar e caísse novamente na superfície. – É muita habilidade do menino aqui!

– Puta que pariu Taiga, você precisa me ensinar isso! – Aomine exclamou, realmente impressionado com o que ele fizera. Já tentara antes, mas o resultado foi o chão sujo e a comida perdida... Culpou a aderência da panela, claro...

– Posso até te ensinar, mas vai precisar me convencer... – O ruivo sorriu de canto, colocando a massa na enorme pilha que já estava acumulada ali do lado.

– Nunca é difícil convencer você! – O moreno sorriu perante a sutil provocação dele. Ele estava conseguindo... Aquele cap ajudava muito.

– Eu sei! – Ele sorriu de orelha a orelha com uma expressão inocente. – Mas me conte, como foi seu trabalho hoje?

– Não teve muita coisa, véspera de Natal é assim mesmo... – Aomine respondeu tranquilamente. – Cheguei até a cochilar dentro do carro... Estava moído!

– É mesmo? – Ele perguntou novamente com a expressão inocente e irônica. – Se esforçou com alguma coisa recentemente?

– Pois é, andei comendo um ruivo por aí com bastante frequência. – O moreno deu de ombros de forma displicente. – E ontem antes de eu trabalhar a gente fez um sexo hardcore na sala, mas nada tão preocupante... Vou sobreviver!

– Ah, que bom então! – Kagami sorriu irônico, fingindo compreensão ao ajeitar o cap na cabeça. Ele sabia que estava provocando com aquilo.

– E você, o que fez de bom enquanto eu estava fora?

– Dormi e descansei, porque também fiz sexo hardcore essa noite! – Ele disse, girando uma nova panqueca no ar. – Já estou pronto para a próxima...

– Vou anotar isso... – Aomine sorriu malicioso.

– E hoje de manhã acordei com vontade de ouvir Californication e fiz essas panquecas! – O ruivo disse, mostrando a pilha de massa no prato ao lado do fogão. – E agora está pronto! Você pode dormir depois de tomar café...

– Hoje eu não vou dormir, tenho a noite inteira para fazer isso com você! – O moreno avisou, vendo-o se aproximar e colocar o cap em sua cabeça de volta. – Depois do café vamos montar nossa árvore de Natal!

– Vamos! – Kagami sorriu animado, dando-lhe um beijo demorado. O gosto de pasta de dente na boca do ruivo fez Aomine sorrir.

– Essa é a pasta da quarta-feira?

– Sim! – O ruivo confirmou. – Isso é uma coisa que tenho sob controle, não pense em burlar o meu sistema!

– Isso é ridículo na verdade! – O moreno riu inconformado, ajeitando os cabelos bagunçados de Taiga.

– A Alex me explicou o motivo de não usar sempre a mesma pasta, ela se formou em Química! – O ruivo explicou, pegando o prato de panquecas e o colocando na bancada para que Aomine se servisse. – As bactérias se acostumam com as propriedades da pasta e até ficam mais fortes, então não adianta nada usar a mesma!

– Hm, claro! Só tive mais certeza de que você é um retardado paranoico! – O moreno riu, erguendo uma das sobrancelhas.

– Você vai me agradecer ainda! – O ruivo estreitou os olhos, sentando-se também. – Vai ver que estou certo...

– Eu não vou seguir essa sua viadagem! – Aomine deu de ombros, colocando cobertura de chocolate na panqueca!

– Claro que vai! – Kagami disse com um sorriso displicente. – Quando você menos perceber vai estar usando as pastas certas sem eu precisar esconder as outras.

– Meu caralho, estou realmente morando com um idiota! – O moreno precisou rir, colocando um pedaço de panqueca na boca. – E puta merda, como isso está bom Taiga!

– Claro que está bom, eu sou foda demais! – O ruivo sorriu satisfeito e convencido, também comendo um pedaço.

– Em partes... – Aomine admitiu a contragosto, servindo-se de café.

– Claro, porque você é o Senhor Foda-em-Tudo! – Kagami ironizou, cobrindo a panqueca com uma quantia exagerada de chocolate.

– Sou mesmo! – O moreno sorriu com a boca cheia. – Por isso você está comigo.

– Você é só um idiota... – O ruivo murmurou, aproximando o banco um pouco mais de Aomine para que suas pernas se encostassem. – Mas eu te amo...

– É... Eu também te amo, Bakagami! – O moreno sorriu, dando-lhe um selinho.

***

~Kagami Taiga~

O ruivo lembrou do detalhe que a maioria dos japoneses não comemorava o Natal só depois de terem falado mil vezes sobre o assunto, mas Aomine não era budista por causa de Ethan, então comemorava o Natal normalmente... Assim como Kagami pela influência americana de sua mãe. Menos mal... Principalmente agora que já estavam ali com tudo praticamente pronto!

A árvore de Natal era completamente branca, artificial e tinha quase a altura dos dois! Aomine e Kagami não encontraram mais nenhuma verde para comprar nas lojas... Até porque geralmente isso é feito na véspera, e não um dia antes do Natal! Ficaram com aquela ali mesmo com a desculpa de que seriam diferentes...

E realmente foi bem diferente do que eles estavam esperando!

Os dois levaram cerca de uma hora e meia para montar apenas a estrutura da árvore, pois todos os galhos vinham separados e a haste central tinha encaixes para cada um deles... Deveria ter uns 80 galhos, no mínimo! Foi nesse momento que ambos entenderam o motivo de ela estar em promoção na loja e mesmo assim não ter sido vendida!

Aomine perdera a paciência três vezes com aquela montagem, na quarta ele quase quebrou a árvore ao meio com um chute. Quando aquilo tudo espatifou-se no chão, os dois viram pequenos números gravados na haste central... Foi quando descobriram que havia uma certa ordem para o encaixe dos galhos. Estavam fazendo tudo errado!

Deu um belo de um trabalho e gerou um pequeno estresse, mas a árvore de Natal ficou bem bonita no final! Agora ela estava imponente, posicionada ao lado do sofá como eles haviam decidido, apenas esperando para ser enfeitada.

Sorrindo e resmungando as notas de baixo da música Hilf Mir, que tocava ao fundo, o ruivo começou a abrir as embalagens das bolinhas e espalha-lhas pelo sofá.

– Aomine Daiki, você é daltônico por acaso? – Kagami irritou-se, gritando para o moreno que estava no banheiro fazendo xixi. – Eu disse para você pegar as bolinhas vermelhas!

– Azul-escuro vai ficar bem mais legal! – Ele respondeu com uma risada sarcástica, já puxando a descarga e abrindo a porta.

– Calma Taiga... – O ruivo sussurrou para si mesmo e respirou fundo, contando até dez mentalmente. Não funcionou. Voltou a gritar: – Você vai lá na loja agora destrocar, Daiki!

– Não vou não! – O moreno sorriu de forma divertida quando surgiu pela porta, correndo apressado para abraçá-lo. – Vai ficar bem legal assim Taiga, confie em mim!

– Argh... Que vontade de enfiar cada uma dessas bolinhas no seu cú! – O ruivo disse com a maior sinceridade do mundo, retribuindo o abraço com a intenção de esganá-lo.

Teve que admitir que a risada incessante de Aomine em sua orelha e os beijos cômicos em seu pescoço foram o suficiente para acalmar-se um pouco... Mas ainda olhava para os orbes no sofá, eles estavam praticamente implorando para entrar pelo cú de Daiki à força!

– Relaxa amor, vai ficar bem legal! – O moreno riu mais ainda de sua reação, dando-lhe um selinho demorado nos lábios e espalhando seus cabelos. – Você vai ver...

Kagami apenas o olhou de canto, controlando-se para não sorrir... Aquela cara de retardado de Aomine era o suficiente para animá-lo, ele parecia tão feliz... Mas não daria o braço a torcer ainda, tinha certeza que as bolinhas seriam vermelhas, iria combinar muito mais... V-E-R-M-E-L-H-A-S!

Apenas acatou sem encontrar saída, elas não iriam mudar de cor ali, do nada! Suspirou fundo, ajudando-o a colocar as porcarias azuis na porcaria da árvore branca. Se ficasse ruim ele iria morrer empalado por bolinhas...

***

– Caralho, é a árvore de Natal mais foda do mundo! – Aomine sorriu satisfeito ainda em cima do sofá, após colocar a estrela na ponta.

– É, até que ficou fodinha... – O ruivo admitiu a contragosto, cruzando os braços. O azul escuro das bolinhas dava um contraste legal com o branco, ficou bem bonito mesmo, principalmente com o pisca-pisca azul que Daiki também pegou já com essa intenção.

– Viu só amor! – Aomine riu, pulando do sofá e o abraçando com força pelas costas. – Disse que ia ficar bom...

– Mas você poderia ter me falado que queria tudo azul, seu idiota! – Kagami disse, evitando sorrir novamente.

– Birrento! – Aomine riu, dando-lhe uma mordida carinhosa no pescoço. – Desculpa... Mas eu não resisti!

– Eu sei... Porque você é um babaca! – Kagami sorriu por fim, virando-se para beijá-lo. – Sério Daiki, as vezes tenho vontade de socar cada pedaço dessa sua cara...

– Eu sei como você se sente! – Aomine confirmou, encostando o nariz dos dois. – Já tive essa sensação algumas vezes... Mas mesmo assim eu te amo!

– Eu sei que sim... – O ruivo disse feliz, dando-lhe um beijo rápido. – Eu também te amo!

***

~Aomine Daiki~

– Esse aquecedor foi uma das melhores coisas que compramos... – Kagami sorriu, tirando a jaqueta e ficando apenas com uma blusa de lã cinza escura.

– Concordo! – Aomine afirmou com um movimento de cabeça, enchendo novamente o copo de vinho de ambos. – Mas acho que você bebeu um pouco demais, por isso está com calor...

– Você bebeu bem mais que eu, Aho! – Kagami comentou virando metade do conteúdo do copo em um gole só. -– Foi o calor do forno que me esquentou...

– Falando em forno... Sério que precisamos esperar chegar a meia noite para comer? – O moreno perguntou pela terceira vez naquela noite, sentando-se melhor nas almofadas do chão da sala.

– Sim, você sabe que sim! Natal só é dia 25! – O ruivo riu, tomando o último gole de vinho antes de deitar-se no colo de Aomine. – Só mais meia hora Aho...

– Mas foi torturante fazer aquela comida toda e não poder comer absolutamente nada! – O moreno resmungou, acomodando a cabeça do outro em sua coxa. – O cheiro ainda é torturante... Estou com fome!

– Caralho como você reclama, Daiki! – Kagami riu irônico, colocando a mão na frente do rosto. – Sabe aquele arrependimento batendo no peito...?

– Ah, tá arrependido de ter voltado a namorar comigo, é? – Aomine ergueu as sobrancelhas com um meio sorriso, afastando os cabelos da testa de Kagami com carinho.

– Nossa, muito! – O ruivo disse sarcasticamente, mas sorriu em seguida. – Capaz mesmo! Apesar de querer te matar a cada cinco minutos eu estou muito feliz... Nunca vou me arrepender disso! Eu te amo, seu idiota!

– Eu te amo bem mais! – O moreno sorriu, passando os dedos entre os cabelos de Kagami. – Apesar de você me forçar a escovar os dentes com aquelas pastas horríveis e querer enfiar bolinhas azuis no meu cú...

O ruivo apenas riu do que ele disse, deixando os caninos a mostra. Aomine amava demais o sorriso dele... Ele ficava tão bonito daquela forma.

– Esse é o melhor Natal da minha vida, Taiga... – O moreno disse de forma sincera, acariciando a testa exposta de Kagami.

– É só o primeiro! – O ruivo afirmou com uma expressão serena. – Teremos milhões de Natais para passarmos juntos ainda.

– Milhões não, né? – Aomine implicou, cutucando continuamente a ponta do nariz de Taiga. – Acho que só uns cinquenta... Por aí!

– Idiota! – O ruivo sorriu balançando a cabeça. – É, uns cinquenta...

– Quero ver a sua criatividade para me dar cinquenta presentes, fora os de aniversário. – Aomine riu, tomando um grande gole de vinho.

– Putz, pensando por esse lado... Olha o tanto de dinheiro que vou gastar com você nessa vida ainda! – Kagami riu inconformado, fingindo fazer cálculos com os dedos.

– Digo o mesmo, porque você é bem chatinho para presentear! – Aomine fez uma careta. – Até eu encontrar algo para você demorou uma vida!

– Ah, em uma hora a gente já comprou e se encontrou na frente do shopping, nem venha de mi mi mi! – O ruivo disse, esticando o braço para espalhar os cabelos de Aomine.

– A gente podia dar os presentes já, não é? – O moreno sugeriu, fugindo da mão de Kagami com um sorriso.

– Pode ser sim! – O ruivo confirmou, desistindo de espalhar os cabelos para acariciar o queixo de Aomine antes de se levantar.

– Ótimo! – O moreno sorriu animado ao ver Kagami sentar-se ao seu lado e esticar os braços para pegar os presentes, que estavam abaixo da árvore de Natal. Não cansaria de pensar como aquela porcaria estressante ficou bonita com as bolinhas azuis e com aquele pisca-pisca...

– Esses são os meus! – O ruivo separou dois pacotes, colocando-os em cima de suas pernas cruzadas. – E esses são os seus...

– Sim! – Aomine sentou-se na frente dele, pegando distraidamente os pacotes que ele o entregava. – Você quer me dar primeiro?

O ruivo olhou de repente para Aomine com uma expressão indecifrável, mas mantinha as sobrancelhas levantadas, quase que surpreso. O moreno demorou alguns instantes para perceber que ele provavelmente entendeu outra coisa... Teve que rir.

– Dar o presente Bakagami! – Explicou entre as risadas, erguendo os pacotes. – O presente de Natal... Olha que pervertido!

– Eu não tinha pensado outra coisa! – O ruivo se defendeu com um sorriso malicioso.

– Claro, claro! Mas se você quiser me dar primeiro o que você pensou também não vou me importar...

– Quem é o pervertido agora! – O ruivo riu, fazendo um movimento com o rosto. – Hein?

– Você! – O moreno riu dando-lhe um selinho demorado. – Mas e aí, quer me dar O PRESENTE primeiro? Ou quer que eu te dê O PRESENTE antes?

– Idiota! – O ruivo sorriu balançando a cabeça enquanto aproximava-se para abraçá-lo pelos ombros. – Deixa eu te dar O PRESENTE primeiro... Aqui! Feliz Natal Aho...

– Feliz Natal Bakgami... – O moreno sorriu, dando-lhe um carinhoso beijo nos lábios.

Amava a boca dele, já pensara tantas vezes isso, mas nunca se enjoaria... Amava Taiga com sua vida e aquele era o primeiro Natal que passavam juntos... Impossível descrever o quão feliz estava. Assim que se afastaram os dois ficaram se encarando com um sorriso bobo, encostando os narizes.

– Eu te amo muito, Aho... – Kagami sussurrou, fazendo com que o aroma de vinho chegasse ao olfato do moreno.

– Eu também te amo Bakagami, te amo muito! – Ele sorriu, dando mais um beijo no ruivo. Sentiu seu cabelo ser acariciado, e fez o mesmo com Kagami. Ele era seu presente... Sempre seria! O resto era apenas um detalhe...

Com um novo sorriso bobo, ele voltou-se para as embalagens que tinha no colo. Ficaria mal acostumado desse jeito... No dia anterior já ganhara as caixas de chocolate e os livros, e hoje mais dois! Abriu o pacote sem muita paciência...

– Ah, que foda Taiga! Que foda! – Aomine sorriu animado, vendo a camiseta da banda Pink Floyd surgir por entre o papel de presente. Era do álbum The Dark Side of The Moon, comentara no dia anterior que queria uma camiseta daquelas, era a mais clássica. – Esse álbum é muito bom!

– Sim, e se você começar a olhar direito nos pacotes vai ver que o álbum está ali também! – Kagami riu inconformado, vendo a euforia de Daiki dirigindo-se novamente ao presente.

– Mas esse meu Taiga só me surpreende! – Ele sorriu feliz olhando para o CD em suas mãos. – Obrigado amor! Obrigado mesmo!

– De nada Daiki! – Ele respondeu satisfeito, dando-lhe um beijo no rosto, já entregando o outro pacote. – E tem esse também...

– Hm, não precisava de mais nada, mas deixa eu ver... – Ele começou a abrir a outra embalagem, era maior e um pouco mais pesada. A caixa do produto começou a surgir aos poucos, conforme o pacote era rasgado. – Ah Taiga, vai se foder! Não acredito que você comprou ele pra mim!

– Eu lembro que a gente assistia juntos antigamente, e sei que você gosta até hoje. Vi seus mangás! – O ruivo deu de ombros. – E você ficou olhando para ele quando passamos na loja!

– Caralho Taiga! – O moreno olhou deslumbrado para cada detalhe da miniatura do Zoro, era o seu personagem preferido de seu mangá preferido, One Piece. Quando vira o boneco no dia anterior quase caiu de costas com a perfeição, mas não teria dinheiro para comprar. – Porra Taiga, obrigado! Sério, eu não estava esperando mesmo, ainda mais que você é pão-duro!

– Gostou mesmo? – O ruivo perguntou, ignorando a provocação à muito custo.

– Claro que sim, sinto até vergonha do que te comprei! – O moreno sorriu, abraçando-o com carinho. – Obrigado Taiga!

– De nada amor! – O ruivo respondeu feliz, dando um beijo carinhoso em seu pescoço enquanto retribuía o abraço. – Que bom que você gostou!

– Agora sua vez de abrir... – Aomine disse empolgado, olhando com carinho para os presentes que ganhou, colocando-os em cima da mesa de centro.

– OK, vamos lá! – O ruivo olhou animado para a caixa bem grande e cúbica em sua frente. Foi rasgando sem muita cerimônia, com o olhar variando da curiosidade para a incredulidade conforme conseguia ver o conteúdo. – Aho... Caralho... Da Spalding ainda! Eu não vou ter coragem de jogar com uma bola dessas!

Ele abriu a caixa com urgência, tirando a bola de dentro e olhando com cuidado para cada detalhe dela. A cor variando entre o laranja e o marrom, a textura, o peso... Era uma das melhores bolas que existiam, qualquer jogador de basquete sabia disso.

– Gostou? – Aomine sorriu, deliciando-se com a reação do ruivo.

– Caralho Daiki, olha pra isso! – Ele sorriu fascinado, parecia uma criança encarando a bola. – Você não tem noção de como eu queria uma bola dessas, era tipo meu sonho de consumo da vida!

– Você me disse! – O moreno coçou a nuca sem graça.

– Obrigado! – Kagami sorriu, abraçando-o com carinho e força ao mesmo tempo, dando-lhe um beijo nos lábios assim que se afastou. – Puta merda, obrigado mesmo!

– Mas nem se compara ao que eu ganhei! – O moreno olhou feliz para o mini Zoro brandindo suas três espadas.

– A bola humilhou tudo! – O ruivo disse convicto, olhando para o objeto em suas mãos, como se fosse um baú de tesouro.

– Nada a ver Taiga! – O moreno sorriu, dando-lhe uma cabeçada. – Ó, tem mais um!

– E ainda por cima tem mais um! – O ruivo reforçou, já rasgando o outro pacote. Sua expressão confusa fez Aomine rir. – Seu uniforme de basquete da Touou?

– É! – Aomine deu de ombros, um pouco envergonhado. – Lembra que você pediu para eu pensar nos meus fetiches?

Kagami compreendeu naquele momento onde ele quis chegar, por isso lançou um olhar malicioso para Daiki.

– Você quer que eu use para você? – Ele perguntou com um meio sorriso.

– Quero! – O moreno sorriu convicto. – Desde quando éramos jovens eu queria ver você usando isso. Mas agora é quase uma necessidade!

– Olha que pervertido! – O ruivo sorriu de canto, dando-lhe um beijo lento e molhado nos lábios. – Posso vestir agora se você quiser!

– Desse jeito a gente não vai ter ceia de Natal! – O moreno avisou, sentindo um leve formigamento em seu baixo ventre ao sentir-se beijado novamente daquela forma lenta e provocante que só Taiga sabia fazer.

– Então vamos jantar logo... – Kagami sorriu, afastando-se do beijo.

– Mas não precisava esperar até meia-noite? – Aomine estreitou os olhos, vendo-o ajeitar logo as coisas, amassar os pacotes vazios e preparar-se para levantar.

– A gente disse que vai fazer diferente, não é? – O ruivo sorriu de orelha a orelha.

– Vamos comer então? – O moreno perguntou esperançoso, sentindo um embrulho no estômago.

– Vamos! – Kagami sorriu, levantando-se e estendendo a mão para ele pegar.

***

~Kagami Taiga~

– Péssima ideia, péssima ideia! – O moreno riu exageradamente assim que terminou de colocar a louça suja na pia, vendo-o posicionar-se na sala e começar a bater a bola nova de basquete no chão, como se estivessem jogando em uma quadra de verdade. – Você está bêbado, Taiga!

– Vem logo, franguinho! – O ruivo sorriu desafiador, deliciando-se com a sensação de quicar aquela bola perfeita no chão de assoalho. – E você também está bêbado!

– Tá, e onde vai ser a cesta? – Ele perguntou já aderindo à brincadeira, meio zonzo, olhando ao redor na cozinha!

– Sei lá! – O ruivo riu, quicando e recuando com um movimento rápido. Sentiu a meia escorregar no assoalho e previu que aquilo daria alguma merda, mas o álcool em seu cérebro deu permissão para que continuasse.

– Ok, pode ser essa panela... Mas nem sei se a bola entra aqui! – Aomine riu, colocando o objeto em cima da bancada. – E acho que você deveria vestir o meu uniforme pra tornar a coisa mais real...

– Vou vestir sim, mas você não pode olhar! – O ruivo riu balançando a cabeça, passando a bola para ele com firmeza. Até que os reflexos de ambos continuavam rápidos, mesmo estando naquele estado de sanidade.

– Pronto, não to olhando! – O moreno mentiu, escondendo o rosto parcamente atrás da bola.

Kagami tirou a roupa ali mesmo, primeiro a blusa de lã cinza, e por fim a calça... Um assovio característico veio da cozinha, indicando que Aomine estava olhando.

– Vira pra lá! – Kagami riu, olhando por cima do ombro. Viu Aomine abaixar-se atrás da bancada com uma expressão inocente, escondendo-se.

Em cima da pia logo atrás dele estavam as quatro garrafas de vinho que tomaram. Sabia que estavam podres de bêbados, uma dor de cabeça viria no dia seguinte, talvez uma janela acabaria quebrada e com certeza o uniforme nº5 da Touou ficaria sujo de gozo... Estava sendo um ótimo Natal!

– Pronto, pode vir! – Kagami sorriu, olhando para si mesmo com o uniforme no reflexo da janela. – Só espero que isso não tenha nada a ver com aquela coisa de que só você pode te vencer...

– Caralho Taiga... – Ele disse com os lábios entreabertos, aparecendo por cima da bancada de novo, com a bola em mãos. – Eu estou ficando de pau duro nesse exato momento, sério! Você fica muito gostoso...

– Então vem aqui perder para você mesmo! – O ruivo riu da reação, vendo a ereção por debaixo da calça jeans clara que ele usava. – Eu começo atacando...

– Vai dar merda! – Ele riu, jogando a bola para Kagami, que começou a quicar novamente no chão, em posição de ataque.

– Vai sim! – O ruivo concordou, agachando-se pronto para passar por Aomine, que estava marcando com os braços e pernas abertas.

Concentrou-se no jogo, tentando não prestar atenção na expressão excitada do moreno, e nem em sua ereção aparente por debaixo da calça. Suspirou fundo e fingiu ir pela direita, mudando rapidamente para o lado esquerdo com um giro, mas o moreno previu seus movimentos, aproximando-se mais...

– Ih, Taiga, só isso? – Ele sorriu, desafiador, encostando-se em seu corpo.

– Não! – O ruivo aproveitou o momento de distração para quicar a bola entre as pernas abertas e passar pelo lado de Aomine, recebendo a bola novamente e já correndo para a direção da panela. Estava rindo demais quando fez isso... Foi óbvio demais!

– Ah, não vai não! – O moreno gargalhou, correndo atrás e o segurando pela cintura.

Ambos escorregaram e caíram no assoalho rindo como idiotas, mas Kagami não desistiu. Levantou-se e pegou a bola, colocando na panela que estava em cima da bancada. Obviamente o objeto não entrou, mas ficou apoiado em cima.

– Há, ganhei! – O ruivo sorriu, erguendo a bola como se fosse um troféu.

– É o uniforme, tem minha essência. – O moreno sorriu, vindo cambaleante em sua direção, prensando-o contra a bancada com o próprio corpo.

– São minhas habilidades natas, isso sim! – O ruivo explicou, beijando-lhe a boca com vontade, sentindo o hálito de vinho misturar-se ao seu conforme as línguas se encontravam.

Kagami simplesmente largou a bola ali no chão, sentindo o moreno esfregar-se contra seu corpo. Sentia a ereção dele pressionar seu pênis, que ficava mais duro a cada instante. O abraçou com urgência, colocando os braços por debaixo das blusas que Aomine usava, tirando tudo com um enorme esforço, de uma vez só. Abençoou-se novamente por terem comprado o aquecedor...

– Sério Taiga, você vestindo isso me dá muito tesão... — O moreno disse quando se afastou para tirar as blusas, atirando-as no chão e encarando o ruivo dos pés a cabeça demoradamente. Sem cerimônia nenhuma Aomine pegou seu pênis com firmeza e começou a esfregar a mão com vontade por cima da roupa. – Você é um gostoso Taiga, o meu gostoso!

O ruivo nada respondeu, apenas gemeu e o puxou para mais um beijo urgente, sentindo que poderia virar-se e dar para ele ali, agora mesmo... Mas estavam bêbados e era Natal, teria que ser uma foda especial.

Com um pouco de dificuldade, abriu o cinto que ele usava e removeu a calça jeans, deixando-o apenas de cueca ali em sua frente. Afastou-se para olhá-lo... Amava ele usando cuecas brancas, deixava seu pênis bem mais visível e contrastava com sua pele. Chegava a dar água na boca!

– Vou te chupar, Daiki... – O ruivo avisou, girando o corpo de ambos e o empurrando contra a bancada, já tirando a cueca dele enquanto se agachava.

Sem pensar duas vezes colocou o pênis inteiro de Aomine na boca, arrancando um gemido rouco do moreno. Kagami sabia que ele gostava assim, por isso começou a mover a cabeça, engolindo-o mais uma vez, e mais uma, e mais outra... A ânsia veio em seguida, mas manteve-se firme, olhando para cima e encarando o rosto excitado do moreno, que apertava a borda da bancada com as mãos.

– Você é um ótimo boqueteiro Taiga... – Aomine gemeu, fechando os olhos enquanto movia inconscientemente o quadril para dentro de sua boca.

Kagami já sentia o pré-gozo sair em grandes quantidades por seu pênis. O moreno era gostoso demais, era impossível não sentir tesão ao vê-lo gemer e delirar assim, sem roupa alguma em sua frente.

– Eu vou te foder agora Taiga... – Ele arfou com um sorriso de canto, puxando-o para cima pelo uniforme. Deu-lhe um beijo lento e sensual antes de continuar. – Você quer que eu meta bem gostoso em você?

– Quero sim Daiki! – Kagami sorriu de canto, deslizando os dedos pelo pênis molhado do moreno, arrancando outra expressão excitada de seu rosto.

– Então vira pra mim Taiga! – Ele murmurou urgente, já forçando seu corpo. – Vira logo...

O ruivo fitou seus olhos por alguns instantes, queria provocar... Viu claramente o desejo naquele azul profundo praticamente escondido pelas pupilas dilatadas. Com um meio sorriso, Kagami juntou água em sua boca e cuspiu no pênis dele, lubrificando-o dessa forma, com sua própria saliva. Talvez estivesse bêbado demais para fazer algo assim com tanta naturalidade...

– Ah Taiga! — Ele gemeu mordendo os lábios. – Isso foi foda!

Aomine gostou demais da safadeza contida naquele ato, pois o virou e mordeu seu pescoço logo em seguida, respirando pesadamente contra sua pele. Sem muita calma o moreno abaixou apenas a parte de trás do calção e da cueca de Taiga, já pressionando-o contra a bancada e o penetrando aos poucos.

O ruivo mordeu os lábios e arfou ao senti-lo deslizar para dentro com um pouco de dificuldade. Adorava aquela dor que surgia quando ele estava quase chegando ao fundo. Kagami era extremamente masoquista, mas não sentia vergonha por isso!

– Mete logo, Daiki... – O ruivo pediu, empurrando o quadril para trás para que o pênis dele entrasse completamente, causando dor e prazer ao mesmo tempo.

– Taiga, você é muito safado! – O moreno sorriu, mordendo sua orelha enquanto começava a rebolar lentamente, roçando os corpos.

– E você adora... – O ruivo respondeu malicioso, movendo o corpo involuntariamente conforme Aomine aumentava as estocadas.

– Claro que sim! – Ele confirmou, abraçado-o pelo tronco com um dos braços, enquanto a outra mão ocupava-se em puxar seus cabelos ruivos com força. – Você é minha putinha, Taiga!

– E você é a minha, Daiki! – Kagami gemeu com um sorriso safado. – Me fode logo, vai...

O moreno não disse mais nada, apenas segurou o ruivo pelos quadris, enterrando os dedos em sua pele. Imediatamente começou a estocar de verdade, com força, de forma deliciosa, compassada e profunda, do jeito que só ele era capaz. Ele tinha o pênis tão gostoso e grande... Kagami deliciava-se com aquilo e jogava o corpo para trás na intenção de senti-lo pressionar sua próstata com mais força ainda.

A vantagem de estar bêbado em uma situação daquelas era que o orgasmo demorava bem mais tempo para chegar, e isso o animava muito. Estava gostoso demais ouvir o moreno gemer sem pudor nenhum contra seu pescoço enquanto se movia daquela forma.

– Vai Daiki! – O ruivo pediu, apertando mais ainda a borda da bancada. Já estava bem intenso, quase não tinha como ele fazer mais rápido... Mas de alguma forma ele conseguiu, arrancando um grito rouco da garganta de Kagami.

– Ah Taiga, que gostoso... – Ele arfou, depositando uma forte mordida entre seu ombro e seu pescoço. — Não devia acabar nunca...

– Não quero que acabe... – O ruivo disse, fechando os olhos com mais força ao sentir a mão do moreno procurar seu pênis por dentro do calção. Não demorou muito para achar, pois seu membro pulsava e já escapava pelo cós da cueca semiabaixada.

– Eu adoro quando você fica molhado Taiga! – O moreno admitiu com um tom de voz excitante, limpando o pré-gozo com os dedos e os levando até a boca, lambendo o líquido que escorria, sem pudor algum. – Você tem um gosto tão bom!

– Daiki... – O ruivo gemeu descontrolado ao vê-lo fazer e dizer aquilo. Foi um ato tão erótico que com certeza adiantou alguns minutos do orgasmo de Kagami. – Você é foda demais...

– Você também é foda Taiga! – Ele gemeu, estocando com mais força conforme voltava a masturbá-lo na mesma intensidade. Sem pudor algum afastou as nádegas de Kagami, para ir mais fundo ainda...

Ficaram nesse ritmo por longos minutos... Minutos que poderiam ter sido eternos na opinião de Kagami.

Não sabia se era porque estava bêbado, ou sabe-se lá o motivo, mas estava tudo tão gostoso e intenso que poderia desmaiar. Com certeza foi o sexo mais bem feito dos dois... Estavam tão soltos que chegava a dar medo, gritavam obscenidades sem limite, apertavam-se e se moviam de forma tão compassada e rápida que seus corpos suavam muito... Eram dois sem vergonhas que se completavam e Kagami gostava daquilo.

– Meu caralho Taiga, eu vou gozar... – O moreno gritava de forma urgente e delirante, puxando-o com força contra si enquanto o estocava repetitivamente.

– Goza dentro, vai... Daiki... – O ruivo gemeu alto, já sentindo o líquido sair pelo próprio pênis pulsante, sujando todo o uniforme, como previsto.

Kagami precisou apoiar-se com força na bancada para não cair, fora o orgasmo mais forte que teve em sua vida, suas pernas fraquejaram no ato. Chegou a revirar os olhos sentindo o gozo de Aomine escorrer por suas pernas enquanto o próprio líquido sujava tudo o que havia em sua frente. Mordeu a regata com força na intenção de conter o rosnado que ficou preso na garganta, mas não conseguiu... Era a verbalização do enorme prazer que sentia.

– Tai-ga... – Daiki gemeu com a voz rouca assim que parou de se mover.

Kagami sentiu Aomine fraquejar, apoiando-se em seu corpo. Ambos estavam tão moles e exaustos que escorregaram e foram obrigados a sentar no chão da cozinha. Eles riram da cena por um bom tempo, até começarem a sentir o frio do azulejo. De alguma forma se arrastaram até o sofá da sala, deitando ali mesmo sem se preocupar com sujeira, roupas ou nada do tipo. Estavam cansados demais para isso.

Daiki acomodou-se de qualquer jeito no estofado, e Kagami deitou por cima de seu corpo, abraçando-o com carinho. Abençoou-se por ter deixado as cobertas dobradas no canto do estofado, pois simplesmente se cobriu com aquilo e ali ficaram.

– Taiga, eu amo fazer sexo com você! – O moreno disse repentinamente, com a voz cansada.

– Eu também Daiki, acredite... – Kagami sorriu satisfeito, ajeitando-se por cima de seu corpo. — Você é muito foda nisso!

– Eu já acho que você é muito foda nisso! – O moreno afirmou, abraçando-o, para que ele se acomodasse melhor em seu corpo completamente nu.

– A gente se completa... – O ruivo sussurrou sonolento.

– Sim... – Aomine concordou. – É porque a gente se ama!

– Exato... –- Kagami bocejou, beijando o pescoço do moreno antes de fechar os olhos. – Você é um idiota, mas eu te amo mais que tudo nesse mundo, Daiki!

– E eu te amo muito mais... – Aomine riu, acariciando os cabelos ruivos. – Você é minha vida, seu desgraçado!

– Feliz Natal amor... – Kagami disse com uma risada nasal.

– Feliz Natal...

Essa foi a última coisa que o ruivo ouviu antes de dormir ali mesmo, com o uniforme da Touou, fedendo a vinho, sujo de gozo... Nem sequer lembrou de apagar as luzes azuis do pinheirinho branco com bolinhas também azuis...

Não lembrou nem mesmo de escovar os dentes... Se arrependeria amargamente no dia seguinte, Aomine o zoaria até a exaustão!

Mas no momento pouco importava! Estava muito bem ali...

Notas finais
Uhhhhhhhhhhhh! Gostaram??? Espero que sim! FELIZ NATAL o/ Beijão enorme e boas festas a todos... Pq a dos dois foi ótima xD Tchauzinho e até o próximo capítulo (provavelmente na semana que vem) ;*******************