Notas iniciais
Minnaaaa o/ Mais um pouquinho de Aokaga para vcs xD Espero que gostem do capítulo! Aproveitem porque daqui a pouco a coisa vai mudar! Desfrutem desses dois lindos *o* Espero vocês nos comentários ♥

~Kagami Taiga~

– Férias, eu amo você! — Murmurou o ruivo de forma sonolenta ao abrir os olhos e encarar o teto de seu quarto. Colocou o braço em baixo do travesseiro e silenciou o despertador de seu celular.

Piscou duas vezes antes de mover-se, precisava se habituar com a luz no local. Kagami sentou-se na cama vagarosamente e ali ficou por alguns minutos até sua mente começar a trabalhar. Com um último bocejo, levantou-se em um salto e dirigiu-se descalço até o banheiro para escovar os dentes antes de qualquer outra coisa, era a melhor sensação da manhã.

Ainda era 8h30min do sábado, mas não se importou, era seu primeiro dia sem aulas e queria aproveitá-lo desde o começo. Já havia combinado com Aomine que almoçariam juntos em sua casa e depois jogariam basquete na quadra do Maji Burguer, Tetsu iria até lá também.

Bem humorado foi até a cozinha preparar sua primeira refeição do dia. Sorriu de orelha a orelha sentindo o ar da liberdade provisória bater em seu rosto enquanto caminhava, era essa a emoção que as férias causavam no ruivo.

O natural em sua situação era estar preocupado ao invés de faceiro... Se fodera bonito nas provas e fora chamado para conversar com os professores sobre sua situação na escola. Estava com o risco de reprovar se suas notas continuassem nessa média até o final do período letivo. Com certeza na hora da bronca entrou em estado interno de desespero, mas ainda teria bastante tempo para redimir aquilo, pediria ajuda a Kuroko.

Ao contrário do que sua personalidade sugeria, Kagami não se preocupava tanto com esse tipo de coisa, suas paranoias eram direcionadas mais para os assuntos pessoais mesmo, principalmente se tratando de Aomine Daiki. E além de tudo seu sonho era ser bombeiro desde pequeno. Quando ainda morava em L.A. fizera um pequeno curso de iniciação na sede municipal dos bombeiros e descobriu que queria seguir aquela profissão. Não precisaria de matemática ou história para isso, apenas força e disposição... Isso já encontrava no basquete.

Enquanto o pouco óleo esquentava na grande frigideira o ruivo correu para pegar o celular em seu quarto e discou para Aomine. Virara seu "despertador", agora o outro praticamente dependia de si para acrodar todos os dias, era engraçado.

Criaram esse habito involuntariamente nas últimas duas semanas, ou melhor, desde que dormira na casa dele no domingo "do crime" e se atrasaram para a escola... Na manhã daquele dia Aomine desligou o seu despertador inconscientemente antes de Taiga ouvir. Foram acordados minutos mais tarde com as batidas contínuas e irritadas de Aomine Seiko na porta. O ruivo quase enfartara, sorte que a porta estava trancada no momento ou seria o pior flagra de suas vidas... Ficou de mau humor o dia todo por causa daquilo.

– Hmmm... — Uma voz rouca sonolenta atendeu do outro lado da linha após chamar repetidas vezes.

– Bom dia Aho! — Sorriu Kagami, imaginando a cara que ele fazia naquele momento. Irônico continuou: — Acordado já?

– Não... — Ele resmungou, provavelmente virando-se na cama, pois sua voz ficou abafada.

– Então acorde! — Simplificou apoiando o celular em seu ombro enquanto o barulho de fritura ocupou a cozinha inteira. Olhou tranquilamente para o omelete que estava fazendo, já picando as fatias tofú por cima dos seis ovos que preparava.- E vá escovar os dentes.

– Só depois do café... — Ele disse bocejando, mas com a voz um pouco mais clara.

– Deveria escovar antes e depois de comer! — Comentou Kagami, jogando Shoyu por cima daquela mistura toda.

– Chato! — Reclamou Aomine, arrancando uma risada do ruivo. — De onde vem essa porra de bom humor?

– Férias, meu caro! — Riu Kagami.

–Ah é... — Resmungou o outro, provavelmente sentando-se cama. — Valeu por me acordar, hoje eu ia empacar.

– Sei que sim... — Disso o ruivo, adicionando pimenta.

– Mas porra, não são nem 9h ainda! — Irritou-se o outro repentinamente, provavelmente olhando para o relógio. — Que merda Taiga! Por que me acordou?

– Pare de resmungar e venha logo para cá! — Pediu Kagami, olhando feliz para o prato que preparou, estava tão bonito e parecia tão apetitoso. Na verdade sabia que estava... Quando se tratava de cozinhar não era modesto, simplesmente era bom!

– Vou é dormir! — Resmungou o outro voltando a deitar, pois a voz foi abafada pelo travesseiro novamente. — Até a hora do almoço tenho bastante tempo ainda!

Aquilo de alguma forma deixou Kagami sem reação, tinha certeza de que Aomine iria vir mesmo que fosse antes da hora marcada. Durante esse período de provas se viram com pouca frequência e nem sequer jogaram basquete juntos, pois tiveram que estudar e tudo o mais. O ruivo imaginou que nas férias Aomine iria querer passar bastante tempo ao seu lado, assim como ele próprio... Pelo jeito se enganara.

– Então fique dormindo... — Respondeu da forma mais calma que conseguiu, tentando esconder sua frustração. — Até depois!

Sem esperar uma resposta o ruivo desligou o telefone e o enfiou no bolso. Ficou parado por alguns instantes encarando o nada antes de retirar a frigideira do fogão e colocar seu omelete no prato. Agora seu estômago estava tão embrulhado que a refeição perdeu todo seu brilho. Ficou triste, droga. Mas por que tinha que ser tão infantil? Deixa ele dormir, ué... Iriam se ver de qualquer jeito... Não é?

Suspirou antes de sentar-se a mesa... Estava esperando seu celular comaçar a vibrar, mas Aomine não retornou sua ligação. Desapontado pegou as talheres e encarou novamente o omelete... A vontade de comer sumiu completamente.

~Aomine Daiki~

Aquela sensação de que fizera alguma coisa errada não permitiu que o moreno voltasse a dormir. Devia ter ligado de volta para Taiga? Claro que sim... Suspirou. Ele era tal do chato, com certeza estava remoendo alguma coisa nesse exato momento. Ele jamais desligaria daquele jeito se não fosse o caso!

– Saco! — Resmungou para si mesmo, levantando-se da cama e se espreguiçando. — Já estou indo te salvar aí, seu chato!

Rumou silenciosamente para o banheiro... Estava realmente indo escovar os dentes? Riu consigo mesmo mas continuou seu trajeto.

***

– Não ia ficar dormindo em casa? — Perguntou Kagami irônico e sério ao abrir a porta e ver Aomine parado na soleira.

– Mas eu estou aqui, não estou? — Resmungou o moreno, entrando e o encarando.

– Sim! — Sorriu Kagami voltando para a cozinha sem sequer olhá-lo direito. Aomine o seguiu, percebendo que ele estava chateado, não precisava ser um gênio para notar.

– E onde foi parar o seu bom humor mesmo?

– Comi no café da manhã! — Disse seco, pegando o pano e enxugando a pia.

– O que aconteceu, Bakagami? — Perguntou Aomine suspirando. Já não era o suficiente ter levado uma bronca galáctica de seus pais por ter tirado tantas notas baixas, ainda tinha que adivinhar o motivo de Kagami ter ficado irritado.

– Nada! — Ele respondeu simplesmente, colocando um prato na bancada que Aomine se apoiava e pegando uma vassoura. — Por quê?

– Sua cara de bunda... — Continuou, olhando-o interessado. Era quase engraçado vê-lo fazer serviços domésticos enquanto estava irritado, parecia uma mulherzinha.

– Você deveria ter ficado dormindo, ainda era cedo para vir aqui! — Ironizou, começando a varrer a cozinha.

– Ah, entendi... — Aomine não resistiu e começou a rir, atraindo o olhar irritado do ruivo pela primeira vez desde que chegara.

– O que foi? — O outro o encarou com os olhos semicerrados.

– Você achou que eu não queria te ver, é isso? — Suspirou Aomine, tentando conter a risada ou ele iria ficar mais zangado ainda.

– Você prefere dormir, não é? — Disse Kagami erguendo uma das sobrancelhas e voltando a varrer.

– Por Kami, Taiga... — Riu Aomine, andando na direção do outro.

– Nem vem... — Ele disse, indo até sala ainda com a vassoura em mãos. Aomine jurou ver um leve sorriso cruzar seu rosto.

– Acha mesmo que não senti sua falta, seu retardado? — Disse o moreno apertando o passo e o puxando pelo cós da calça camuflada, fazendo-a descer um pouco e expor parte da cueca vermelha.

– Parece que não... — Ele murmurou desgostoso ao ser abraçado pelas costas, mas ainda tentando fugir.

– Bocó! — Disse Aomine rindo e dando-lhe um beijo na nuca. Sentiu os cabelos úmidos do banho recém-tomado roçar seu nariz. — Lógico que senti!

Ficara praticamente duas semanas sem vê-lo, era quase torturante. Nem mesmo no último final de semana puderam passar muito tempo juntos, sua mãe o fazia estudar até a exaustão, ela era simplesmente insuportável nesse ponto... Sem falar que agora estava em um humilhante e infantil castigo por causa de suas notas, e aquilo o deixava puto. Por um milagre conseguiu convencer Seiko de que já havia marcado esse almoço a bastante tempo e que não poderia desmarcar.

Taiga suspirou, dando-se por vencido. Virou-se e encarou Aomine enquanto erguia a calça. O moreno sorriu e disse:

– Bom menino... Agora me cumprimente direito!

– Idiota! — Sorriu Kagami, dando-lhe um selinho rápido, pronto para se afastar.

– Direito, eu disse! — Riu Aomine, puxando-o de volta e dando-lhe um beijo nos lábios, que foi correspondido à altura.

Sentira falta de Kagami, estar com ele era um alívio, não aguentava mais ficar em casa, ler conteúdos impossíveis de entender, ouvir a mãe reclamar sobre como suas notas estavam baixas, e todo o resto... Precisava sentir o beijo do ruivo, abraçá-lo... Mesmo que fosse apenas naquele dia, pois novamente teria que voltar para seu castigo infernal em casa... Por mais uma semana inteira...

– Desculpa... — Sussurrou Aomine, passando a mão entre os cabelos ruivos molhados. — Não fiz por mal, só estava cansado mesmo!

– Esquece! — Suspirou Kagami, erguendo as sobrancelhas com uma expressão culpada. — Eu que fui idiota...

– Não faz mal, já me acostumei. — Comentou Aomine sarcástico, espalhando as madeixas dele. — Estou saturado dessa coisa das provas sabe! Me fodi bonito...

– Na verdade também tomei no cú! — Sorriu Kagami coçando a nuca assim que viu Aomine sentar no sofá a sua frente.

– Mas você não tem ninguém para te encher o saco com isso. — Bufou o moreno, colocando a mão atrás da cabeça. — Minha mãe não larga do meu pé, teoricamente quase não pude vir hoje.

– Por quê? — Perguntou Kagami, continuando a varrer a sala.

– Ah... — Encabulou-se. — Estou de castigo...

Kagami parou e o encarou incrédulo, mas começou a rir ao ver sua expressão.

– Não é engraçado! — Suspirou Aomine, fechando os olhos. — Uma semana sem computador, com horário para sair e chegar em casa, sem basquete... E o pior... Sem você, Taiga.

– É, não é nada engraçado! — Disse Kagami sentando-se em seu lado no sofá após alguns instantes, fazendo-o abrir os olhos. Não percebera sua aproximação.

– Mas depois eu vou te ver quase todos os dias. — Sorriu Kagami convencido. — Não é?

– Sim. — Confirmou o moreno com um movimento de cabeça, pelo menos era isso que almejava.

– E como estão as coisas na sua casa? — Questionou Kagami, acomodando-se melhor no sofá.

– Essa semana eles nem me perguntaram nada sobre a Rin. Já estou dando a entender que as coisas não vão bem com ela. — Debochou Aomine, lembrando de como era estranho conversar sobre alguém que não existe. — Mas agora só querem saber de falar da escola, que não vou passar em uma faculdade e todo o resto... Um saco! Me fazem estudar mesmo sem aulas.

– Que bosta. — Bufou o ruivo.

– Mas ainda vamos viajar! — Aomine disse rapidamente. — No dia 2 de Agosto, fora essa semana na outra.

– No dia do meu aniversário! — Sorriu Kagami, encostando-se no sofá com a cabeça.

– Jura? — Questionou Aomine, incrédulo. — Por que não me avisou antes?

– Que diferença faz? — Perguntou o ruivo, olhando-o com as sobrancelhas levantadas.

– Que você é mais velho... — Suspirou Aomine, encarando os olhos rubros. — E que vou precisar te comprar um presente!

– Bobagem. — Sorriu Kagami. — Não precisa...

– Eu vou! — Rebateu Aomine, decidido. — Vamos juntos comprar.

– Se você está dizendo... — Deu de ombros o ruivo, sorrindo. — Pra mim não faz tanta diferença.

– Mas para mim faz! — Finalizou Aomine triunfante. — Se eu te comprar um você também terá que me comprar.

– Oportunista desgraçado! — Cerrou os olhos, encarando-o.

– É a vida! — Riu Aomine, cutucando o joelho de Kagami com o dedo, ele odiava. — Dia 31 de Agosto, ok?

– Me lembre de novo quando estiver mais perto, ou vou esquecer! — Disse o outro, empurrando o dedo para longe com o próprio joelho, apoiando a perna por cima da de Aomine.

– Dê um jeito, Taiga! Não vou lembrar ninguém! — Sorriu Aomine, puxando-o pelo ombro e dando-lhe um selinho. Encararam-se por alguns segundos antes de Aomine dar-lhe um novo selinho entreabrindo de leve os lábios.

Kagami de repente o puxou pela nuca e beijou sua boca com vontade. Lentamente ele forçou a entrada de sua língua e mordeu de leve o seu lábio inferior, arrancando do moreno um sensual gemido de satisfação. Não estava esperando aquele gesto impulsivo de Taiga, mas gostou muito. A formicação em seu baixo ventre indicava que já estava ficando excitado, o ruivo conseguia isso apenas com um simples beijo.

Há duas semanas, quando "brincaram" em seu quarto, Aomine o queria muito e já não conseguia mais suportar aquele afastamento. Precisou se masturbar pelo menos umas seis vezes desde o ocorrido, mas hoje Taiga seria seu a qualquer custo. Precisava daquilo...

Como se lesse seus pensamentos e compartilhasse da mesma necessidade, o ruivo o empurrou contra o sofá com as mãos e, sem afastar os lábios, passou a perna por cima das suas, sentando-se em seu colo. Aomine gemeu ao sentir Kagami mover-se lentamente sobre seu membro, assim como aquela vez em sua cama.

Taiga era alto, o moreno precisava esticar o pescoço para beijá-lo, mas era tão bom que não se importava nem um pouco. O ritmo das línguas quentes era o mesmo que o de seus corpos: necessitado e erótico. Mil imagens cruzaram a mente de Aomine enquanto suas mãos percorreram as coxas firmes do ruivo, subindo até suas nádegas. O moreno aplicou força ali, puxando-o para baixo, contra seu pênis pulsante.

– Taiga, hoje você não me escapa! — Sorriu contra os lábios do ruivo, que por sua vez o puxava contra si pelas costas e movia-se lentamente em seu colo.

– Nunca disse que queria escapar, Daiki... — Sibilou Kagami de forma sensual em sua boca, fazendo com que o moreno puxasse seu corpo com mais força contra seu membro.

Aomine, tomado pelo desejo, subiu com as mãos até o tórax de Kagami e puxou a regata branca para cima, seria ali mesmo, na sala. Kagami o ajudou a retirar a peça e a atirou para algum canto, deixando a mostra o corpo definido.

O moreno pressionou os dedos contra a pele quente e macia das costas de Taiga, que gemeu ao senti-lo enterrar as unhas em sua carne e descer por sua extensão, até chegar novamente em suas nádegas. O movimento das línguas era contínuo, assim como o do corpo de Kagami sobre o seu, cada vez mais rápido e necessitado. Aomine, mal se contendo, desceu a boca para o queixo do ruivo, mordendo-o com vontade e arrancando-lhe gemidos de puro tesão. Tinha certeza que Kagami sentia prazer com a dor, então aplicava mais pressão ainda.

Sem avisar, o ruivo desceu as mãos trêmulas por seu corpo e puxou para cima sua camiseta preta. No momento que Aomine auxiliava a retirada da peça Kagami escorregou para o chão, ajoelhando-se e forçando mais a abertura de suas pernas com as mãos, posicionando-se entre elas. Incrédulo e excitado com o que via, Aomine encarou os olhos rubros do ruivo, via ali pura malícia. O sorriso perigoso brincando naqueles lábios fez o pênis do moreno pulsar, já almejando o que viria em seguida. Taiga passara de dominado para dominador em questão de segundos. Adorava aquela atitude.

O ruivo, ainda o encarando, mordeu a parte interna de sua coxa sobre o tecido enquanto abria o botão de sua calça. Ele era extremamente habilidoso com ambas as mãos, então com facilidade puxou o tecido por debaixo do corpo de Aomine e o deixou apenas de cueca em sua frente. A marca do pré-gozo era evidente na pequena peça de roupa, Kagami percebeu e soltou um breve suspiro de satisfação, passando a língua nos lábios inconscientemente.

– Taiga... — Gemeu Aomine, recusando-se a fechar os olhos assim que as duas mãos do ruivo percorreram a extensão de suas coxas despidas, aproximando-se de seu membro, mas sem encostar.

Aomine mal se controlava, movendo o corpo para que ele o tocasse onde mais precisava, queria Taiga agora, e aquilo não passou despercebido por seu olhar rubro e malicioso. Lentamente o ruivo removeu a cueca boxer azul do moreno deixando-o nu sentado no sofá da sala, duro e completamente exposto.

Ambos estavam arfantes, mas o moreno não aguentava mais. Soltou um longo gemido rouco quando viu Kagami abocanhar de uma vez só seu membro e descer até quase o final, apertando-o deliciosamente com os lábios enquanto passava a língua por sua extensão. Começou um leve movimento para cima e para baixo com a cabeça, encarando-o com um olhar pervertido e tomado pelo prazer.

– Ah, vai... — Gemeu Aomine, fechando os olhos e entreabrindo os lábios com o tesão que sentia. Apertava com força as almofadas, apenas desfrutando daquela sensação deliciosa. — Chupa Taiga!

A mão do ruivo dirigiu-se até a sua, guiando-a até seus próprios cabelos. Entendendo o que o Kagami queria e mal acreditando, Aomine agarrou as mechas sem dó e o empurrou para cima e para baixo em seu próprio membro, forçando-o até o final. Abriu os olhos para ver a cena e sorriu malicioso ao encontrar o olhar de Taiga sobre si, era um masoquista gostoso mesmo.

– Ahhh... Taiga... — Gemeu, deixando-se levar pelo prazer do momento fechando os olhos azuis. Ele próprio guiava o ruivo e aquilo era delicioso, dominá-lo ao mesmo tempo em que estava se entregando inteiro a ele.

Sentiu a mão de Kagami aproximar-se de sua entrada e não pode deixar de gelar. Permitira aquilo uma vez para agradá-lo, mas não planejava fazer uma segunda tentativa tão cedo, por mais que fosse bom. Abriu os olhos e encarou Taiga, que o ignorando inseriu de leve um dos dedos.

Arfou um pouco em protesto, mas se acostumou rápido com a sensação incômoda. Ainda estava no comando e assim ficaria, pois seu orgulho não permitiria que acabasse por baixo tão cedo. Apenas relaxou tentando desfrutar ao máximo das sensações que o ruivo lhe proporcionava, ainda guiando-o pelos cabelos. Fez questão de apertá-lo com mais força como uma espécie de punição pelo ato repentino, mas o ruivo acabou gostando e moveu o dedo mais depressa.

– Taiga... — Deixou escapar um gemido rouco quando a sensação tornou-se melhor, tanto o boquete quanto o dedo entrando e saindo de seu corpo. Se continuasse assim não demoraria muito para gozar.

Kagami empurrou a cabeça contra a pressão da mão de Aomine parando de chupá-lo como se tivesse entendido suas reações e procurasse prolongar o ato. Após o moreno liberá-lo, o ruivo ergueu-se para encarar seu rosto, removendo o dedo e pegando em seus cabelos azuis com a mão.

– Relaxa, Daiki! — Ele sussurrou, aproximando-se de sua boca e a beijando com vontade, entrelaçando as línguas de ambos. Ele afastou-se repentinamente e encarou os olhos azuis. — Quem vai foder aqui é você!

– Claro que vou, Taiga! — Afirmou Aomine arfante, puxando a calça militar do ruivo para baixo com um só movimento enquanto enterrava os dentes em seu pescoço, deixando uma marca, a sua marca. — E vai ser agora!

~Kagami Taiga~

Kagami gemeu ao ouvir aquilo, ainda sentindo arder onde os dentes de Aomine se enterraram instantes atrás. Estava tão excitado que não conseguia se conter, sentia seu pênis latejar e soltar uma quantia maior de pré-gozo a cada instante. Ainda encontrava-se de joelhos no chão quando retirou rapidamente a calça e levou a cueca junto, jogando-as em um canto qualquer.

Kagami havia adorado a sensação de comer Daiki, mas com toda a certeza preferia o contrário, com a dor e tudo, dane-se a vergonha. E além do mais sentiu o protesto em Aomine quando inseriu um dos seus dedos... Deduziu que ele preferia dominar, ou pelo menos se iludir achando que estava dominando. Então assim seria.

Sorrindo de canto, o ruivo empurrou Aomine com força contra o sofá novamente e sentou-se em seu colo beijando-o sem pudor, estava fora de controle e dominado pelo instinto, já não sentia mais vergonha de nada. O membro do moreno pulsava contra o seu próprio, ambos estavam com tanto tesão... Era possível sentir apenas pela intensidade do beijo e pelo movimento dos corpos, se desejavam acima de tudo.

O moreno o agarrou pelas nádegas, enterrando ali as unhas e forçando-o a se mover. Ele mordeu os lábios de Taiga durante o beijo, fazendo-o gemer de satisfação com a ardência que seguiu. Kagami levou a mão até seu próprio pênis e começou a se masturbar, molhando os dedos com o próprio líquido que insistia e escorrer, estava chegando ao seu limite de paciência, queria Aomine agora...

– Taiga... — O moreno gemeu, ao vê-lo se masturbar. Estavam tão quentes que pareciam febris, seus olhos pareciam desfocados e suas pupilas estavam dilatadas. — Senta... Agora!

Obedecendo-o, Kagami intuitivamente moveu o corpo e se posicionou sobre o pênis molhado de Aomine. O moreno estava com os olhos fechados e a boca entreaberta de tanto desejo, seus braços apertavam o sofá, provavelmente controlando-se para não empurrar o ruivo para baixo de uma vez só. Ambos almejavam aquilo, era quase torturante a espera.

– Lubrificante... — Ele sussurrou, abrindo os olhos e encarando Kagami com desejo.

O ruivo negou com um movimento de cabeça e começou a descer vagarosamente. Não deslizava com tanta dificuldade, pois o pênis de Aomine estava bem molhado. Fechou os olhos e continuou em silêncio, sentindo a cabeça inteira entrar de uma vez só.

– Ah, Taiga! — Gemeu o moreno em voz alta, olhando-o. Suas juntas empalideciam enquanto apertava o sofá, parecia controlar-se para não puxar Taiga contra si.

Kagami parou e atirou a cabeça para trás, fechando os olhos com força e permitindo que as lágrimas deslizassem por sua bochecha. Doía muito, quase mais do que na primeira vez, mas era tão bom sentir-se envolvendo Aomine, ouvi-lo gritar seu nome e fazer um esforço enorme para não agarrá-lo... Mas na verdade queria ser agarrado e empurrado para baixo, queria sentir-se dominado.

– Vai Daiki... — Sussurrou de forma urgente ao pegar os braços de Aomine e apoiá-los em seu próprio ombro. O moreno abriu os olhos, lendo o desejo no olhar flamejante de Kagami.

– Ah, Taiga... Eu vou machucar... — Ele gemeu, mordendo os lábios em seguida.

– Me fode logo Daiki! – Mandou Kagami encarando-o agressivo, aguardava extasiado por aquilo.

Obedecendo, o moreno não hesitou em puxá-lo com força contra si, forçando o quadril para cima e gemendo alto com o ato. Kagami urrou de prazer e dor ao mesmo tempo, estocara diretamente em sua próstata, provocando-o um delírio tão gostoso que se forçou a morder os próprios lábios de tanto tesão.

Abriu os olhos lacrimejantes e encarou Aomine em sua frente. O moreno o encarava com desejo e incredulidade. Seus lábios estavam entreabertos, mal acreditando no que acabara de fazer.

– Taiga... — Ele gemeu com malícia. — Você é muito foda.

Sorrindo satisfeito, o ruivo apoiou as mãos com força nos ombros de Aomine e começou a se mover da forma que achou prazerosa e certa. Vagarosamente começou a levar o corpo para cima e para baixo, sentindo a dor diminuir cada vez que voltava a afundar o moreno em seu corpo.

Aomine ainda o encarava mal acreditando no que estava acontecendo. Sua expressão era de puro delírio e seus gemidos estavam cada vez mais altos. Kagami subia com o quadril, descendo novamente com força, estocando sua própria próstata novamente enquanto sentia o pênis dele deslizar cada vez mais gostoso dentro de si. Repetia o movimento, fazia de novo, e de novo. Aquilo era tão viciante e erótico, exatamente como em suas fantasias. Não conseguia controlar os próprios gemidos, na verdade não queria...

Aomine começou a forçar o quadril para cima a cada estocada, agarrando Taiga subitamente e ajudando-o a se movimentar cada vez mais rápido, gemendo contra a pele quente do seu tórax. Conforme a velocidade do movimento aumentava o moreno enterrava mais a unha em suas costas e começava a puxar seu cabelo.

– Vai Taiga... — Ele gemia extasiado, depositando mordidas e arranhões por todo seu corpo, deixando marcas arroxeadas em cada pedaço de sua pele clara.

O ruivo sentia tanta satisfação, tanto desejo, tanto tesão... Esquecera-se completamente de se masturbar, o prazer era tamanho apenas com o sexo em si que aquilo ficou em segundo ou até em terceiro plano. Só ele e Aomine importavam agora.

Kagami nunca imaginou que tanto prazer assim era possível em um ato como aqueles. Olhava o rosto de Aomine arfante em sua frente e se embriagava com as expressões de puro delírio que surgiam em seu rosto a cada estocada. Ambos suavam e gemiam sem pudor, pouco ligavam para o que havia a sua volta.

O ruivo, mal se contendo, começou a arranhar as costas de Daiki assim que sentiu uma pressão formigar em seu baixo ventre. O abraçou com força e enterrou o rosto em seus cabelos azuis, movendo-se de forma descompassada, mas sendo auxiliado a não parar pelo moreno.

Sua próstata era atingida continuamente, não iria aguentar muito tempo... Nem sequer tocara em seu pênis, mas tanto pré-gozo saía dali escorrendo pelo abdome de Aomine e misturando-se com o suor de ambos que pingava no sofá.

– Daiki... — Gemeu Kagami com a voz rouca, contra os cabelos do moreno. — Eu vou gozar...

– Goza para mim Taiga. — Ele sibilou triunfante, enterrando as unhas contra a pele do ruivo, auxiliando o movimento com os braços, forçando Kagami a subir e descer em seu próprio membro.

– Ahhhm, Daiki! — Gritou Kagami, não conseguindo mais controlar seu próprio corpo e mente. Mordeu com força o ombro de Aomine enquanto sentia seu líquido jorrar contra o corpo do moreno. Chegara ao orgasmo com tanta facilidade daquela forma...

– Isso Taiga! — Ele sussurrava arfante, tomando o pênis do outro com a mão e masturbando-o.

– Daiki! — Ele gemeu sentindo o toque. — Ahh...

Estava tão bom, mas não sentia direito seu corpo, o momento de puro êxtase ainda o preenchia, levando-o a ver estrelas. Abriu os olhos com dificuldade, ainda com as pernas bambas, e olhou para Aomine. O moreno sorria e seus olhos eram puro prazer.

Kagami o beijou entrelaçando a língua quente e doce de ambos. Com os últimos resquícios de força que restavam o ruivo continuou a mover seu corpo para cima e para baixo, novamente estocando sua próstata e fazendo-o gemer alto. Daria prazer a Aomine até a exaustão, queria senti-lo gozar dentro de si gritando seu nome.

Suas coxas doíam, seu corpo estava pesado, mas Kagami não daria o braço a torcer. Estava gostoso, e ver aquela expressão de Aomine em sua frente era o melhor prêmio que poderia receber.

– Taiga... — Ele apertou os olhos repentinamente, agarrando-se em seu tórax com mais força. — Ahhhh... Taiga...

O ruivo sentiu o jato do moreno dentro de si, ele estava gozando e seu líquido quente era tanto que escorria por suas pernas. Aomine o apertava com força enquanto mordia os próprios lábios, contendo o grito que não demorou a escapar por sua garganta.

– Eu te amo, Taiga! — Ele gemeu, abraçando-o e relaxando o corpo no final seu orgasmo, nas últimas estocadas. — Eu te amo!

Exausto, o ruivo o abraçou, deixando seu corpo cair por cima do de Aomine assim que o retirou de dentro de si, fazendo com que bastante gozo escorresse por sua perna.

– Eu te amo, Daiki... — Sussurrou sorrindo contra a pele suada de seu ombro. — Muito...

O moreno ajeitou-se no sofá molhado, trazendo Kagami para cima de si e espalhando os fluidos por todo o estofado. O ruivo não se importou, depois daria um jeito naquilo. Deitaram-se ali mesmo, abraçados e em silêncio. Ambos ainda tinham as respirações pesadas, satisfeitos com o ato que acabaram de consumar.

– Você me assusta às vezes. — Riu Aomine, puxando Kagami para cima de seu corpo, evitando que ele escorregasse pela borda do sofá.

Kagami soltou uma risada nasal, olhando cansado para o moreno.

– Por...?

– É como nas vezes que você entrou na Zona... Eu me surpreendi! — Explicou o moreno, olhando-o também. — E agora, depois disso tudo...

– É ruim? — Perguntou analisando as reações de Aomine.

– De forma alguma! — O moreno sorriu, passando os dedos entre seus cabelos agora úmidos pelo suor. — Gosto desse seu jeito... Masoquista.

– Eu também gosto... — Admitiu Kagami, olhando satisfeito para seu próprio corpo cheio de marcas.

– Eu sei. – Suspirou Aomine satisfeito, abraçando-o com força e fechando os olhos.

Kagami o olhou por mais alguns instantes mal conseguindo conter sua felicidade. Fechou os olhos e apoiou-se no tórax do moreno sentindo o cheiro de sua pele misturado com o aroma de sexo que ficou na sala. Era bom...

***

Batidas contínuas na porta fizeram Kagami acordar assustado. Ainda estava apoiado sobre o corpo adormecido e nu de Aomine, que nem sequer havia se mexido. Sonolento olhou rápido para o relógio, quase teve um surto e despertou instantaneamente.

– Daiki, acorda! – Disse alarmado, balançando Aomine abaixo de si. – O Kuroko está aqui!

– Hm... – Ele murmurou abrindo um pouco os olhos. Parecia confuso e apertou Kagami contra si para que ele não se levantasse.

– Já passou das 14h30min, a gente apagou aqui! – Riu Kagami nervoso, dando-lhe um selinho.

Sentiu os corpos grudarem um no outro ao começar a se mover novamente. Olhou ao redor dando risada e sentindo a habitual pontada em seu quadril. As roupas estavam jogadas para todos os cantos, o sofá inteiro estava com manchas de gozo, o tapete estava úmido e Aomine não acordava.

As batidas da porta se repetiram.

– Já vai! – Exclamou Kagami colocando a calça militar e a cueca com a maior velocidade que conseguia enquanto atirava as roupas de Aomine em cima de seu corpo praticamente imóvel. – Acorda seu idiota.

– Hmmm... – Ele exclamou novamente ao sentir a cueca azul bater em seu rosto. – Que foi Taiga?

– O Kuroko está aqui, já é de tarde e a gente nem almoçou! – Sussurrou o ruivo colocando a camiseta e dando-lhe um leve chute na lateral do corpo. – Levanta logo!

– Sério? – Ele despertou assustado, rindo da situação. – Que bosta.

– Vai se trocar lá dentro, vou abrir a porta. – As batidas se repetiram.

Kagami deu risada ao ver Aomine colocar a cueca e correr para o banheiro, também rindo com a situação. Olhou novamente para a sala, estava tudo virado. Pegou todas as almofadas e jogou em cima do sofá para esconder as manchas no tecido azul. Suspirou ao perceber que elas jamais sairiam dali, poderia esfregar eternamente.

Viu-se no reflexo do vidro da cristaleira, seu cabelo estava virado em uma maçaroca. Ao erguer os braços para ajeitá-lo sentiu o cheiro de suor e esperma em seu corpo.

– Anda logo, Tai-chan! – A voz impaciente e irritante de Satsuki veio por detrás da porta, fazendo-o alarmar-se ainda mais. Por que diabos Kuroko a trouxe junto?

– Já vai! – Resmungou mais desesperado ainda correndo para o banheiro. Teria que passar desodorante.

– Tá aqui! – Riu Aomine vestido ao vê-lo se aproximar, já saindo pela porta e jogando o frasco do aerossol antes mesmo de ele chegar ao corredor.

– Veleu! – Sorriu Kagami, satisfeito com a cumplicidade. Passou o desodorante por debaixo da camiseta e espirrou pela sala também, pois o cheiro de sexo estava bem forte ainda.

Aomine pegou uma revista qualquer e sentou-se no sofá que utilizavam mais cedo, esticou as pernas para que ninguém sentasse ali. Ainda rindo, Taiga enfiou o aerossol por trás de uma almofada e suspirou fundo quando abriu a porta.

– Por que tanta demora? – Questionou a menina, olhando-o com as bochechas infladas... Parecia um esquilo.

– Oi para você também! – Murmurou Kagami abrindo espaço para ela e Kuroko entrarem.

– Tudo bem, Kagami-kun? – Perguntou Kuroko simpático, estendendo-lhe o punho enquanto passava.

– Tudo certo! – Sorriu, tentando esconder o nervosismo ao socar sua mão.

– Dai-chan! – Cumprimentou Satsuki, pulando no sofá para abraça-lo. Kagami torceu o nariz, mas respirou fundo ao ver a cena. Não tinha por que ter ciúmes, não tinha por que ter ciúmes, Não tinha por que ter ciúmes...

– Oi Tetsu! – Acenou o outro apoiando a revista em sua barriga assim que a menina saiu de cima de seu corpo.

– Boa tarde Aomine-kun! – Sorriu Kuroko, sentando-se no sofá em sua frente.

Momoi logo foi juntar-se a ele enquanto Kagami sentou ao lado de Daiki. O moreno encolheu as pernas para que se acomodasse e depois as passou por cima do colo Kagami. Folgado, o ruivo pensou satisfeito, apoiando os braços nas coxas do moreno.

– O que vocês estavam fazendo? – Perguntou Momoi interessada, olhando para a sala com uma expressão suspeita.

– Não te interessa, não é? – Disse Aomine jogando a revista na menina. – Metida!

– Ai, Dai-chan! – Ela reclamou, atirando a revista de volta no moreno. – Eu quero saber! Vocês demoraram demais para abrir a porta!

– Oe, minha revista! – Reclamou Kagami vendo o objeto voar de um lado para o outro, desesperadamente tentando mudar de assunto.

– Deixe-os, Satsuki-chan! – Sorriu Kuroko, balançando negativamente a cabeça com um meio sorriso no rosto ao encarar a menina. – Eles não querem te contar.

– Espera... – Ela olhou hipnotizada para o azulado, como se tivesse acabado de perceber algo fascinante. – Dai-chan e Tai-chan... Vocês fizeram...

– Oe, cuida com o que vai falar! – Exclamou Aomine sério, atirando novamente a revista na menina.

– Dai-chan... – Ela tinha os olhos brilhantes e um sorriso bobo formou-se em seus lábios. – Tai-chan... Eu não acredito...

– Oe! – Exclamou Taiga, sentindo-se explodir de tanta vergonha. Ela era esperta, tinha esquecido isso. – Não fizemos nada.

Kuroko riu com a resposta, mas resolveu ser mais delicado:

– Vamos jogar basquete ainda?

– Sim! – Respondeu Aomine, desviando-se do olhar sonhador de Momoi.

– Só precisamos comer alguma coisa antes! – Suspirou Kagami, sentindo suas entranhas contorcerem-se. – Estou cagado de fome.

– Eu também! – Sorriu Aomine, olhando para o ruivo com um meio sorriso e apoiando a mão sobre a barriga.

– Você dois... – Satsuki suspirou, ainda olhando-os com uma expressão boba. – Vocês dois são tão lindos juntos... Tai-chan, Dai-chan, eu nem acredito...

– Retardada! — Resmungou Aomine removendo as pernas de cima de Kagami e endireitando-se no sofá.

– Ah, vocês fizeram mesmo! – Ela sorriu apontando para o estofado manchado assim que uma almofada caiu com o movimento.

– Não fizemos nada! – Irritou-se Kagami colocando uma almofada de volta no local e levantando-se irritado. – Vamos logo.

– Vamos! – Riu o azulado, levantando-se também e puxando Momoi pelo braço. – Vem Satsuki-chan.

– E desde quando você a chama pelo primeiro nome? – Perguntou Aomine intrigado, ao levantar-se também.

– Ah, faz algum tempo! – Deu de ombros o menor, já indo em direção à porta com a menina e desviando-se do assunto.

– Sei! – Aomine estreitou os olhos, seguindo-os.

Kagami sentia-se envergonhado ao olhar para o sofá manchado enquanto Momoi e Tetsu saíam pela porta, lógico que eles iriam perceber o que haviam feito. Balançando a cabeça, o ruivo ajeitou novamente as almofadas antes de sentir a mão de Daiki tocar seu ombro.

– Nem ligue Taiga! – Sorriu Aomine, passando a mão com carinho em seu rosto. – Ela é uma retardada.

– Eu sei! – Sorriu o ruivo endireitando-se e dando um selinho em Aomine antes de seguirem para a porta. – Estou de boa!

– Sei que sim! – Sorriu Aomine, espalhando seus cabelos ruivos.

– Tão lindos... – Momoi suspirou, espiando-os pela porta aberta.

Aomine, irritado, pegou a revista e novamente atirou na direção da menina, que sumiu pela porta rindo. O moreno foi atrás dela, fazendo-a rir mais alto ainda.

– Minha revista... – Suspirou Kagami, vendo-a rasgada e estatelada no chão do corredor.

O ruivo foi até o local ajuntá-la e sem muita cerimônia jogou-a no sofá de sua casa, sentindo uma pontada em seu quadril, mas evitando demonstrar a dor. Silenciosamente pegou a chave no aparador e trancou a porta. Um sorriso enorme cruzou seu rosto quando os viu esperando-o para entrar no elevador, estava feliz.

***

Uma semana depois

~Aomine Daiki~

– Estou mesmo liberado? – Perguntou o moreno, descendo as escadas e analisando o semblante de sua mãe.

– Sim! – Sorriu ela, trocando novamente os móveis de lugar. – Acho que já deu para você entender que precisa de notas melhores para passar em medicina.

– É, é mãe... – Bufou, olhando-a.

– Vai fazer medicina sim! – Ela comentou veemente, lançando um olhar mortal sobre o moreno.

– Mas agora estou de férias! – Suspirou Aomine a contragosto, dirigindo-se até a porta. – Deixe-me aproveitar pelo menos um pouco, já que você me tirou uma semana e pouco...

– Vai onde? – Ela questionou curiosa, ignorando-o.

– Para o centro. – Ele respondeu, segurando a maçaneta e já prevendo o questionário pós-castigo... Não seria o primeiro de sua vida.

– Com quem?

– Taiga, Satsuki e Tetsu. – Mentiu. Era apenas ele e o ruivo.

– Vão fazer o quê?

– Compras, comer e talvez iremos ao cinema de noite.

– Vai dormir na casa de Taiga-kun? – Ela perguntou, encarando-o ainda com curiosidade no olhar.

– Provavelmente.

– Bem, na verdade você não vai! – Ela disse, puxando a poltrona para o outro lado da sala. – Quero você em casa até meia-noite.

– Por...? – Ele questionou um pouco irritado. – Já não saí do castigo?

– Sim, mas vocês dois vão passar bastante tempo juntos no sítio. Não precisa dormir lá, não é?

– Mas e a Rin? – Lançou a mentira, criando esperanças em seu argumento. – Não a vejo desde semana passada.

– Leve-a ao shopping com vocês! – Ela exclamou dando de ombros e erguendo as sobrancelhas. – Façam como qualquer jovem da sua idade.

– Ela não pode sair hoje à tarde!

– Então a veja amanhã. – Ela sorriu, mudando o local da mesa de centro também.

– Tudo isso por causa das minhas notas? – Perguntou incrédulo, encarando-a por cima do ombro.

– Sim! – Ela finalizou piscando de forma simpática, nada condizente com sua atitude. – Bom passeio meu filho. E leve uma blusa, vai chover durante a noite.

– Tchau mãe! – Bufou o moreno abrindo finalmente a porta e saindo com passos pesados.

***

– Deixa para lá essa história de presente! – Comentou Kagami, olhando-o tomar o milk-shake num dos bancos do shopping. – Só vamos nos estressar mais...

– Mas eu quero te dar algo de aniversário! – Suspirou Aomine impaciente, encarando os olhos rubros.

– Quando formos comprar o seu você compra o meu também, ok? – Sorriu Kagami encostando de leve em sua perna com o joelho e arrancando pela primeira vez um sorriso decente do moreno.

– Foi mal Taiga! – Disse Aomine, olhando desanimado para os cabelos ruivos que tanto gostava. – Estou um saco hoje né?

– Sim! – Riu Kagami, chutando-o. – Vai me contar logo o que aconteceu ou não?

– Minha mãe está insuportável! – Suspirou ao dar um último gole, fazendo aquele barulho característico de canudos sugando o nada. – Não para de me encher o saco sobre minhas notas e insiste que eu faça a merda da medicina.

– Você, medicina? – Kagami riu, olhando-o incrédulo. – Cara, na boa, não combina!

– Jamais vou passar! – Disse o moreno jogando o copo na lata de lixo que estava do outro lado do corredor, acertando-a sem maiores problemas. – E nem quero, porra!

– Eles exercem bastante influência sobre você, não é? – Sorriu tristemente o ruivo.

– São meus pais... Sou menor de idade... Estamos no Japão! – Deu de ombros o moreno.

– Relaxa! – Disse o ruivo dando-lhe um tapa carinhoso nas costas. – Até ano que vem eles vão te dar mais espaço, logo o Kento vai começar a dar mais trabalho também... E suas notas vão melhorar.

– Assim espero! – Sorriu Aomine, sentindo-se mais aliviado.

– Vamos assistir a um filme? – Perguntou Kagami, olhando para os cartazes do cinema que estavam do outro lado do corredor.

– Pode ser, que tal aquele? – Sugeriu Aomine ironicamente, apontando para cartaz do filme de terror no qual havia uma mancha sangrenta de mãos na parede.

– Ha ha. – Riu Kagami com a cara fechada.

– “Exorcismos”, deve ser um filme bom! – Sorriu, espalhando os cabelos ruivos. – E dessa vez eu posso segurar sua mão quando você sentir medinho.

– Sim, mas de noite vou ficar sozinho em casa. – Assinalou Kagami. – E é aí que mora o problema.

– Verdade... Hoje não vou estar lá para te proteger. – Comentou Aomine começando a soltar uma risada contida. – É tão engraçado ouvir você falando baboseiras sobre fantasmas e se escondendo embaixo de mim enquanto dorme.

– Idiota! – Bufou Kagami, olhando mal-humorado para os cartazes.

– Esses dias você disse bem assim... – Aomine continuou a rir lembrando-se de uma cena de alguns tempos atrás. – “Melhor a gente se esconder aqui em baixo, ou ele vai ver... Ele está ali ó!”, e ainda por cima apontou para a parede.

– Vai se foder, eu não faço isso. – Kagami lançou um olhar mortal para Aomine.

– Ah não é? – A barriga do moreno doía de tanto rir. – Vou gravar quando a gente for acampar, quero ver você se borrar no meio do mato.

– Pode ser Gigantes de Ferro? – Ele mudou de assunto emburrado, apontando para o cartaz ao lado.

– Pode, pode! – Sorriu Aomine, ainda contendo a risada, mas sentindo-se melhor.

– Babaca! – O ruivo suspirou, levantando-se e se dirigindo até a bilheteria.

– Sério você fica bem bonitinho com medo, Taiga! – O moreno sorriu acompanhando-o e tocando de leve em sua mão.

– Bonitinho vai ser quando seus dentes acabarem ali no chão. – O ruivo o olhou perigosamente. – Sarna.

– Medroso! – Rebateu Aomine, começando o festival...

– Idiota!

– Retardado!

– Negão! – Sorriu Kagami presunçoso.

– Gostoso! – Sussurrou Aomine, triunfante ao ver a expressão surpresa e incrédula de Kagami. – Há, ganhei!

– Não acabei ainda! – Disse Kagami sério. – Boqueteiro!

– Minha putinha! – Sorriu Aomine, divertindo-se com a expressão boquiaberta de Taiga.

– Você está jogando sujo hoje! – O ruivo reclamou, cutucando-o no peito com o dedo indicador.

– Mas ganhei, como sempre! – Sorriu o moreno passando a mão no local dolorido. – Não brinque com o negão aqui!

– Idiota! – Disse o outro, empurrando Aomine com o próprio corpo.

– Já era Taiga, já era! – Aomine o abraçou pelos ombros quando chegaram à fila da bilheteria. Virou a boca em seu ouvido e sussurrou: — Mesmo sendo um péssimo perdedor eu ainda te amo.

Kagami sorriu, mas não respondeu, sequer o olhou. Era um orgulhoso mesmo, pensou Aomine de forma divertida.

***

– Eu também te amo! – Respondeu Kagami depois de quase uma hora, quando já estavam assistindo ao filme, que era uma bosta por sinal.

Aomine o encarou incrédulo, mas sorriu de orelha a orelha.

– Bakagami! – Sussurrou dando um selinho demorado em seus lábios.

Kagami afastou-se e deu uma rápida olhada no telão e nas pessoas da sala, ninguém parecia se importar com os dois no canto superior esquerdo do cinema. Ele voltou a encarar Aomine e o beijou com carinho, entreabrindo os lábios e enterrando os dedos nos cabelos azuis.

O moreno correspondeu satisfeito, acariciando a sua bochecha. Tudo com Taiga se tornava perfeito, até mesmo um filme ruim em um dia péssimo. Amava mesmo aquele desgraçado...

– Até que horas você precisa chegar em sua casa mesmo? – Perguntou Taiga como se não quisesse nada.

– Meia noite. – Aomine respondeu, observando Kagami retirar o celular do bolso. 19h16min.

– Não quer fazer alguma coisa melhor? – Perguntou em um sussurro.

Aomine leu as intenções do ruivo apenas pelo olhar malicioso que lhe foi lançado. Sorriu puxando-o pelo pescoço e o beijando com vontade sua boca quente, apenas para fazer gosto.

– Vamos logo para sua casa Taiga... — Levantou-se já almejando o que teria em seguida.

– E ainda diz que a putinha sou eu! – Sorriu o ruivo, seguindo-o pelas escadas da sala de cinema.

***

Uma semana depois

~Kagami Taiga~

Aquela vibração característica o acordando já fazia quase parte de sua rotina. Automaticamente colocou a mão em baixo do travesseiro e desbloqueou a tela do celular, cegando-se momentaneamente.

Feliz aniversário, Bakagami! Fui o primeiro a falar isso né? Comprei seu presente...”.

O ruivo olhou incrédulo para o relógio em sua escrivaninha. Aomine não perdia o costume. Iriam viajar cedo no dia seguinte para o tal sítio, mas mesmo assim ele continuava mandando mensagens à 1h da manhã.

Valeu Aho... Mas a Nick foi mais rápida. Loser... Comprou é?”.

Enviou a mensagem e aguardou. Estavam ficando cada vez melhores nessa troca de recados de madrugada. Não demorou muito até o celular voltar a vibrar em sua mão.

Bosta! Mas ainda vou ser o primeiro a te abraçar e o único a te beijar... E etc...”.

– E etecetera é? — Kagami riu olhando para a tela e digitando uma resposta.

Vou ficar esperando então, tudo! Agora vai dormir porque eu não vou ligar para te acordar amanhã! Boa noite Aho!

Era impossível conter o sorriso. Nunca saíra para acampar, e em seu aniversário de 17 anos estava indo fazer isso com Aomine Daiki. Era impossível não estar feliz.

Tá bom... Boa noite Bakagami ♥!

– E qual é a do coraçãozinho? — Riu o ruivo, encarando a mensagem incrédulo. Digitou rapidamente:

"Aho ♥"

– Te amo muito, seu idiota! — Sussurrou assim que recebeu o relatório de entrega.

Fechou os olhos e adormeceu com um meio sorriso cruzando seus lábios.

Notas finais
NHAAAAAAAAAAAAAA!!! Como eu amo escrever sobre esses porqueiras, SÉRIO MESMOOOO!!! AoKaga is love, AoKaga is life ♥ ~Em breve um MidoTaka sairá... Alguém gosta também??? COMENTEM PLEASE! É tão bom saber se vocês estão gostando ou não xD Bjo bjo bjo e até a próximaaaaaaaaaaaaaa o/