Inevitável

5 Mortal Kombat ou Street Fighter?


Notas iniciais
Boa noite pessoas do meu coraçãooooooooooooooo... Mais um capítulo saíndo quentinho (BEM QUENTINHO) do forno! Antes de inciar eu vou dar alguns avisos. Menos de 18 anos? Olha olha hein... Vai ter coisinhas! Para as pessoas de maior... Desfrutem o/ Manerei nesse capítulo para não ficar tão comprido! Mas está bem interessante e básico! Boa leitura, vejo vocês nos comentários (e é pra comentar ò__ó) o/

"Subi a porta e fechei a escada.
Tirei minhas orações e recitei meus sapatos.
Desliguei a cama e deitei-me na luz.
Tudo porque ele me deu um beijo de boa noite..."

~Aomine Daiki~

O sorriso não saiu de seu rosto desde que acordara. Olhou a luz que passava através da cortina entreaberta de seu quarto. Não devia ser muito tarde, pois os raios de sol atingiam apenas o pé direito da cama. Antigamente era assim que via a hora em seus finais de semana, quando a luz chegava em sua perna já havia passado das 13h. Sentou-se e clareou os pensamentos enquanto se espreguiçava.

– Puta que pariu! – Aomine murmurou excitado, estapeando o rosto com as mãos, mal acreditando no que havia acontecido noite passada. – Puta que pariu! Puta que pariu! Puta que pariu!

Ele é meu mesmo?

Aquilo ainda não havia entrado em sua cabeça, mas ao mesmo tempo não saía dela. A imagem de Taiga se confessando todo sem graça, o beijo, o abraço... Parecia uma realidade muito distante e que precisaria se repetir para Aomine ter certeza de que era verdade.

Jamais em sua vida imaginou ver aquela cena acontecendo, Taiga abrindo o jogo daquela maneira... Provava que apesar de ele ser um bocó ele também era bem maduro. Gostava mesmo daquele desgraçado e já não se importava mais com as coisas que antes o incomodavam. Se fosse para sentir aquilo em cada beijo então decididamente virara gay, e se fosse para ter aquele abraço mais vezes era gay e ponto final.

Olhou para o celular que estava em cima de sua cômoda. Ao desbloquear a tela viu que ainda era 10h03min da manhã, até poderia dormir mais um pouco, mas na verdade já não sentia sono. A tentação de mandar uma mensagem para Taiga o preencheu. Queria vê-lo, conversar, jogar basquete, fazer qualquer coisa... Mas precisava estar com ele.

Não resistiu. Era sábado e passariam o dia juntos a qualquer custo.

"Bom dia Taiga!"

Olhou para o texto antes de enviar a mensagem. Não estava bom o suficiente, ficou muito vago. Continuou a pressionar os botões.

"Bom dia Taiga! Dormiu bem?"

Não, decididamente não. Ficou extremamente gay, ele não mandaria aquilo!

"Bom dia Taiga! Vai fazer o q hj?"

Abreviações eram horríveis, devolviam-lhe o ar preguiçoso. Suspirou e digitou novamente. Como queria passar o dia com ele teria que ser mais direto.

"Bom dia Taiga! Vamos fazer o que hoje?"

Sim, isso era mais a sua cara. Apertou o botão para enviar a mensagem e deitou-se novamente quando recebeu a confirmação de entrega. Droga... Estou agindo como uma menininha insegura, não é?

Permaneceu deitado por alguns instantes, pensativo. Assim que o celular vibrou em sua mão moveu-se ávido para ler a resposta, tão bruscamente que quase derrubou seu abajur. Olhando para sua atitude respondeu sua própria pergunta. Sim, estou agindo exatamente como uma menininha.

"Bom dia Daiki! Sobrou bastante Curry, quer almoçar aqui?"

– Ele é tão seguro e eu aqui agindo como um idiota! Qual é? – Aomine riu, sentindo-se um retardado.

Empolgado, digitou a resposta e a enviou, saltando da cama em um pulo e já procurando as roupas que vestiria. Queria chegar lá o mais cedo possível. Ainda não conseguia acreditar em sua própria sorte.

~Kagami Taiga~

“Ok. Vou tomar banho e logo chego aí!"

– Puta que pariu! – Exclamou ao terminar de ler a mensagem que acabou de chegar. – Puta que pariu! Puta que pariu! Puta que pariu!

Aquilo realmente estava acontecendo?

Com um sorriso brincando em seu rosto, Kagami levantou-se abruptamente da cama. Sua cabeça doeu um pouco pelo movimento rápido, resultado do saquê da noite passada. Sem se importar, ele espreguiçou-se e começou a andar descalço pelos cômodos da casa verificando se estava tudo ok. Como esperado, nada muito bagunçado. Correu então para o chuveiro, onde tomou um banho demorado e conseguiu pensar melhor no que estava acontecendo, se é que estava realmente acontecendo.

Foi bom demais, o cheiro dele ainda estava gravado em sua cabeça... E aquele beijo... Seu primeiro beijo... Foi tão bom, bem melhor do que imaginava, na verdade. Queria mais... Queria continuar daquele jeito na noite passada, mas como a mãe de Aomine ligou já em seguida, não tinha muito que fazer. Por isso, ficou extremamente empolgado ao acordar com a mensagem do moreno, chamando-o para fazer algo.

Seu sorriso se ampliou. Ontem, quando se declarara, não imaginou que ele correspondia de forma mais intensa ainda.

Desde o inverno, então? – Riu consigo mesmo ao tomar o sabonete em mãos.

Talvez se tivesse percebido antes aquilo tudo, o resultado não seria o mesmo. Alguns meses atrás acharia estranho e nunca teria começado a gostar de Aomine. Foi um timing perfeito. E bem inesperado, na verdade.

Mas e agora? Eles não decidiram nada, não é? Foi um beijo e uma confissão... Mas estavam juntos, realmente? Enfim, era isso que se perguntava enquanto estava lavando louça na noite passada também. Hoje iria descobrir. Não gostava de ficar pensando muito nos problemas, preferia resolver logo.

Queria muito ficar com ele. Ou pelo menos tentar, se não estivesse se iludindo.

***

~Aomine Daiki~

Assim que tomou banho, se vestiu e escovou os dentes. Apressado, saiu do quarto, e quando descia as escadas deu de cara com sua mãe. Ela ainda parecia um pouco brava por ele ter chego tarde e cheirando a saquê, mas sua expressão na hora foi a mais pura surpresa.

– Daiki, já acordado? – Ela olhou no relógio e novamente o encarou com as sobrancelhas arqueadas.

– Ah, sim... – Murmurou sem jeito, pulando os últimos três degraus da escada, como sempre. – Vou sair.

– Estou vendo! – Ela disse olhando-o dos pés à cabeça com aquela expressão de avaliação. – Onde você vai todo cheiroso de novo?

– Vou almoçar na casa de Taiga. – Respondeu receoso, sem conseguir encontrar outra desculpa a tempo. Ela iria estranhar... Tinha certeza...

– Quem é esse Taiga, afinal? – Perguntou, colocando a mão na cintura após apoiar a vassoura na parede. – Você já não ficou na casa dele tempo suficiente ontem?

– Ele é um amigo, mãe. Jogamos basquete juntos desde o ano passado. – Aomine disse, torcendo para não corar. Sabia que ela ia estranhar! – A gente se dá bem. Vamos fazer alguma coisa juntos hoje à tarde.

– Ah, sim. Que bom. – Ela sorriu, apesar de que seus olhos ainda estavam sérios. Ficaram se encarando por alguns instantes.

– O que foi, mãe? – Perguntou Aomine, deixando os braços penderem ao redor do corpo dando-se por vencido. Agora vinha a parte do sermão.

– Você está diferente, querido! – A mulher comentou sem hesitar, ainda encarando-o. – Nunca vi você acordar nesse horário em um fim de semana para sair. Sempre gostou tanto de dormir... Não gostava de tomar banho e se arrumar... Está acontecendo alguma coisa? Você está bem?

– Na verdade nunca estive melhor! – Aomine sorriu, falando a verdade. – Só percebi que estava na hora de crescer. Não se preocupe, estou bem mãe!

– Bem, olhando essa sua carinha... Não posso negar que você parece bem! – Ela sorriu pegando novamente a vassoura. – Satsuki-chan telefonou mais cedo, retorne para ela antes de sair.

– Vou ligar no caminho.

– Ela é uma boa menina. – A mãe sorriu, já recomeçando a varrer, olhando-o de esguelha.

– Sim, sim. – Murmurou Aomine, já andando em direção à porta. O sonho de sua mãe era vê-lo casando com ela, mas não iria acontecer.

– Não vai comer nada? – Perguntou estupefata, vendo-o girar a maçaneta. – Você acordar cedo é uma coisa, sair sem comer, meu filho? Nunca vi isso... Você vai passar mal.

– Estou bem, mãe! Não se preocupe. – O moreno disse com um sorriso impaciente, saindo pela porta. – Até depois!

***

Aomine afastou rapidamente o celular da orelha, conseguia ouvir claramente os berros da menina.

– Dai-chan! O Testu-kun me ligou... O Taiga... e você...

– Você e Tetsu são faladores demais. – Aomine a interrompeu bufante ao aproximar o telefone novamente. – Mas deu certo.

– Conte-me tudo, Dai-chan... – Ela pediu, nitidamente empolgada. – O que vocês fizeram?

– Que tipo de pergunta é essa? – Aomine a provocou com um sorriso de canto.

– Ah, fala logo, vai! – Momoi irritou-se, sentindo a provocação do moreno. – Estou tão curiosa!

– Pois bem... Ele confessou antes que eu pudesse fazer qualquer coisa. – Disse o moreno, dando de ombros.

– Jura!? – Ela exclamou alto do outro lado da linha. Realmente se surpreendeu com aquilo.

– Não grita! – Aomine pediu, fazendo uma careta de dor. – Sim. Ele veio com um papo de que estava confuso, que eu nunca mais ia olhar na cara dele e então disse que gostava de mim.

– E... – Ela pediu fazendo silêncio em seguida, mas parecia extremamente agitada e esperando algo mais.

– E nos beijamos. É isso que queria saber? – Finalizou, sorrindo mais por dentro do que por fora. Afastou a tempo o celular do ouvido.

– Aaaaaaah, Dai-chan! Eu nem acredito! Estou tão feliz por você!

– Menos, menos. – Sorriu, voltando a colar o aparelho no rosto. – Estou indo na casa dele agora.

– Se comportem vocês dois! – Momoi pediu, com um tom de voz bobo. – Quero que você seja muito feliz, Dai-chan.

– Eu já estou... Bem feliz na verdade! – Aomine admitiu, olhando para o prédio que estava ali adiante.

~Kagami Taiga~

Já era 11h36min. Não sabia se era hora ou não de colocar o Curry para esquentar. Estava andando impaciente de um lado para o outro. Não que tivessem combinado um horário pra ele chegar, mas Aomine iria se atrasar, justo hoje. E como será que deveria reagir quando ele chegasse?

– Ok, estou bancando o idiota! – Falou para si mesmo ao dar um tapa em cada uma de suas bochechas. – Aja como sempre!

Depois de passar pela quarta vez na sala viu a jaqueta do moreno socada por debaixo das almofadas. Sentou-se por fim e segurou aquele pano preto e quente em seu colo. Sentiu o cheiro de Aomine saindo da blusa, puta merda como era bom.

– Que gay! – Kagami riu de si mesmo ao pensar naquilo. Inconscientemente lembrou-se da noite passada, na verdade era só daquilo que lembrava desde quando acordara.

Ao olhar para a sala ao seu redor viu que Kuroko deixou uma pilha de anotações e matéria no pequeno balcão de TV e que tinha um copo cheio de saquê do lado da cadeira. Onde estava com a cabeça ontem para não ter visto aquilo? Pergunta mais idiota.

Pegou os papéis e passou o olho na primeira página. Era matemática, logaritmos e aquelas coisas que não entendia nada. Desistiu na hora, jogando as folha novamente no balcão. Teria tempo no outro dia.

O interfone tocou, fazendo-o sobressaltar-se tanto que a almofada que tinha em uma das mãos foi parar no sofá em sua frente. Respirando fundo, colocou novamente a jaqueta de Aomine no assento e levantou-se num pulo para atender.

– Alô? – Chamou uma voz de um homem mais velho. Era o porteiro. – Kagami Taiga do apartamento 34?

– Pois não? – O ruivo estranhou, franzindo a testa.

– Tem um rapaz aqui tentando falar com você, mas não posso permitir que ele suba.

– Por quê? – Kagami perguntou. Não estava entendendo o que acontecia.

– Ele tentou entrar sem anunciar-se e quase quebrou o interfone. – O porteiro explicou com um timbre de voz zangado.

– Já estou descendo para resolver isso! – Kagami falou, mal conseguindo acreditar naquilo.

Balançando negativamente a cabeça, ele pegou a chave de seu apartamento e desceu pelo elevador, seria mais rápido. Aomine era um idiota, como acabou gostando dele mesmo?

Ao chegar ao térreo teve que rir. O moreno estava sentado com uma expressão emburrada no banquinho ao lado da mesa do porteiro, que parecia tão emburrado quanto. Ambos olharam assim que ouviram seus passos. Aomine levantou-se imediatamente e seus olhos brilharam de alívio ao vê-lo. É... Foi por isso que acabou gostando dele...

– Kagami Taiga, que bom que chegou! Conhece esse rapaz?

– Está tudo bem, Akira-sama! – Kagami falou, dando um leve tapa nas costas do porteiro baixinho e cheio que cuidava do turno da manhã. – Ele tem bastante dificuldade em lidar com aparelhos eletrônicos, interfones e coisas do tipo.

– Sei. – Disse, olhando desconfiado para Aomine. – E é muito mal criado também.

– Desculpe pelo mal entendido! Kagami disse olhando para o moreno, que o encarava de forma acusatória agora. – Pode permitir que ele suba sem ser anunciado, somos bem amigos.

– Certo!

– Tenha um bom dia, Akira-sama! – Despediu-se, recebendo apenas um "humpf" mal-humorado como resposta.

Assim eles se retiraram juntos, deixando para trás o velhote baixinho. Kagami estava segurando o riso até chegarem ao elevador. Sequer olhou para Aomine, ou iria explodir na cara dele.

– Dificuldade com aparelhos eletrônicos, é? – O moreno perguntou com uma das sobrancelhas levantadas assim que chegaram no elevador e a porta se fechou.

– Você é muito idiota mesmo. – Kagami olhou de esguelha para ele e começou a rir alto.

– Idiota é você, Taiga! – Aomine rebateu, empurrando-o e rindo também.

Eles foram se acalmando enquanto aquele frio na barriga dos elevadores preencheu seus estômagos. Olharam-se sem graça e sorriram.

– Tudo certo? – O ruivo perguntou assim que o chegaram ao oitavo andar e a porta abriu com um barulho característico.

– Sim, e com você?

– Tudo bem também! – Kagami respondeu já saindo pelo corredor e seguindo até a porta de seu apartamento. Colocou a chave na fechadura e abriu a maçaneta, dando passagem para Aomine.

O moreno caminhou devagar, parecia estar com vergonha, assim como Kagami. O ruivo fechou a porta e trancou, jogando a chave no pequeno aparador azul do lado da porta, como sempre.

– Hm, está com fome? – Kagami perguntou, sentindo seu coração acelerar quando olhou para Aomine. Tinha que agir normalmente, não é? Não deveria comentar nada sobre ontem...? O que deveria fazer? Puta que pariu!

– Um pouco! – O moreno admitiu, passando a mão de leve na barriga.

– Então vou lá esquentar o curry... – Kagami disse, coçando a nuca.

– Te acompanho... – Aomine murmurou com as mãos no bolso da calça, olhando para o sofá. – Ah, minha jaqueta, nem lembrei ontem.

–– Eu também só vi hoje! – Kagami disse já se dirigindo para a cozinha, olhando de relance para trás.

Pegou seu talher para mexer o conteúdo da panela, mas foi parado durante o movimento. Sentiu a mão de Aomine segurando seu pulso. Seu coração parou por alguns segundos, assim como sua respiração. Virou-se lentamente e encarou Aomine.

– Taiga... – O moreno começou a falar com a voz baixa. Ele estava próximo e com uma expressão indecifrável.

Kagami não permitiu que ele continuasse. Com toda sua coragem e impulso deu um suave beijo nos lábios entreabertos de Aomine. Afastou-se lentamente após alguns segundos e apenas observou. Tinha medo do que ele iria falar... Que talvez estivesse bêbado ontem ou algo assim e que não iriam mais repetir aquilo. Enfim, sentiu-se um idiota inseguro.

Aomine abriu suavemente os olhos e o encarou com um meio sorriso no rosto. Sem hesitar um instante, puxou Kagami pelo pulso, trazendo-o para mais um beijo. O ruivo largou a colher na pia e retribuiu, puxando o tronco de Aomine mais para perto ao envolvê-lo com os braços.

O toque era tão carinhoso e ao mesmo tempo tão intenso. O coração de Kagami quase saía pela boca ao sentir a mão de Aomine acariciar sua nuca, como se soubesse exatamente onde eram os pontos fracos de sua pele. Os lábios se tocavam docemente e se moviam devagar, de forma compassada e suave. Pareciam se conhecer, pois tinha um ritmo perfeito.

Devagar o moreno se afastou, segurando o rosto de Kagami carinhosamente com as mãos. Novamente estavam daquela forma, nariz com nariz, testa com testa, arfando suavemente.

– Taiga... – Sussurrou, enquanto passava os polegares nas bochechas do ruivo. – Preciso que você repita para mim... O que você disse ontem.

Aquilo pegou Kagami de surpresa. Sabia do que se tratava e sentiu que corou. Ainda de olhos fechados murmurou devagar:

– Eu... Eu gosto de você,Daiki!

O outro soltou uma pequena risada. Kagami abriu suavemente os olhos e viu que ele ainda mantinha os seus fechados.

– Eu precisava ter certeza de que você não estava bêbado! — Aomine sorriu, afastando o rosto e abrindo os olhos, mas ainda acariciando-o com o polegar.

– Eu... Eu também quero ouvir. – Taiga pediu, passando o dedo indicador na linha do pescoço do moreno enquanto sua outra mão puxava-o para perto pelo tronco.

– Eu sou apaixonado por você, Kagami Taiga. – Aomine murmurou. — E não me arrependo de nada. Só acho que eu deveria ter dito isso antes!

– Se você tivesse dito antes talvez não acontecesse dessa forma! – O ruivo sorriu, puxando-o pela nuca para novamente encostarem os narizes. – Foi tudo bem rápido e confuso para mim, mas eu quero ir adiante, Daiki, porque eu realmente gosto de você.

– Iremos adiante então, pois é o que eu quero também! – O moreno falou, dando uma testada na cabeça de Kagami antes de beijá-lo rapidamente. – Meu idiota.

– Bem eu que sou o idiota! – Kagami brincou, dando um leve tapa na cabeça do outro.

~Aomine Daiki~

– E o que vamos fazer hoje? – O moreno perguntou entre uma garfada de curry e um gole de suco. Estava tão feliz ali.

– Pois olha... – Kagami pensou, ainda de boca cheia. – Eu tenho videogame, podemos jogar basquete também, tenho uns filmes, sair pra algum lugar, sei lá. O que você quer fazer?

– Sinceramente? – Aomine questionou, avaliando a reação de Kagami e sentindo seu rosto corar. – Não estou a fim de sair, pelo menos não hoje. Queria ficar aqui só com você.

– Ah, então... Então vamos ficar aqui e achar alguma coisa para fazer! – Kagami falou, engasgando-se com o suco. Sua expressão sem graça foi ótima, na opinião de Aomine.

– Videogame então? – Perguntou, sorrindo ao olhar o ruivo corando.

– Pode ser. – Kagami concordou de boca cheia, com um aceno de cabeça, disfarçando. – Street Fighter ou Mortal Kombat?

– Tanto faz, vou te vencer em ambos. – O moreno provocou, dando de ombros e colocando mais uma garfada na boca. Aquela comida era boa demais.

– Vai bosta nenhuma! – Kagami irritou-se, estreitando os olhos instantaneamente. – Ninguém me vence no videogame.

– Só porque você nunca jogou comigo! – Aomine sorriu, sentindo-se triunfante. Ele ficava com uma expressão linda quando estava irritado. Tomou mais um gole de suco.

– Cala essa boca e come logo! – Kagami disse, irritado, já apressando a repetição da garfadas. – Vamos rápido com isso pra eu te chutar a bunda.

– Maldito competitivo, Taiga! – Aomine riu, mas realmente apressou a refeição. Não iria deixa-lo vencer.

***

Pareciam duas crianças.

Aomine estava sentado no chão de pernas cruzadas, já Kagami preferiu ficar largado no sofá, ambos constantemente apertando os botões do controle. Mortal Kombat era um jogo interessante, principalmente quando estavam competindo para ver quem era o melhor. Era a sina deles.

– Já te disse! Ninguém me ganha, não adianta! – O ruivo sorriu, comemorando mais uma vitória ao se espreguiçar.

– Se você parasse de pegar o Scorpion eu agradeceria. – Reclamou. O moreno não venceu uma partida sequer nas duas horas que estavam jogando.

– Estou ouvindo alguém chorar? – Kagami provocou, olhando ao redor com um sorriso irônico e com as sobrancelhas franzidas.

– Vai se foder, seu idiota. – Aomine riu um pouco irritado, dando um soco na panturrilha do ruivo, que pendia ao seu lado. Reparou que ele tinha uma fina pulseira de tecido vermelho no tornozelo, parecia antiga e desgastada.

– Falei que ia chutar sua bunda! – Kagami sorriu, já selecionando a opção de mais uma partida enquanto empurrava-o com a perna para derrubá-lo.

Vingativo, Aomine o puxou com força pela mesma perna, fazendo-o escorregar até o chão, exatamente do seu lado. Riu com a cena, a cara de Taiga foi épica.

– Ai, doeu seu idiota! – O ruivo reclamou, socando o braço de Aomine enquanto fazia uma careta divertida de dor.

Ambos começaram a rir. Após se acalmarem ficaram em silêncio por algum tempo enquanto o jogo carregava. Aomine, curioso, perguntou:

– O que é isso na sua perna?

– Uma pulseira. – Kagami respondeu, erguendo uma das sobrancelhas espessas, como se aquela tivesse sido a pergunta mais óbvia do mundo.

– Lógico que é uma pulseira, seu retardado! – Aomine irritou-se, encarando-o. – Quero saber porque você a usa.

– Ah! – Kagami sorriu, provocando-o e desviando o olhar para o próprio tornozelo. – Uso desde os 12 anos. Depois que comecei a jogar basquete consegui fazer alguns amigos em Los Angeles. Nas horas vagas a gente surfava, então essa virou nossa marca. Reconheciam nosso grupo na praia por causa disso.

– Você surfa? – Aomine surpreendeu-se, olhando-o boquiaberto.

– Sim! – Kagami sorriu. Parecia orgulhoso com aquilo. – Quando eu não jogava basquete eu estava na praia.

– Então é por isso que você é bronzeado. – Aomine deduziu, rindo do outro ao olhar para o braço dele.

– Ah, olha quem fala! – Kagami debochou, olhando de esguelha para o moreno.

– Mas o meu é natural! – Aomine defendeu-se, colocando o braço do lado do de Kagami para compararem o tom de pele. – Não sou japonês puro!

– Ah não?

– Não né! – Aomine repondeu, olhando-o com uma careta. – Não existem muitos japoneses morenos andando por aí! Meu pai nasceu na Austrália e veio para cá trabalhar, ele é médico. Foi assim que conheceu minha mãe.

– Que legal! – Kagami comentou, olhando para a TV. Parecia pensativo – Quase parece com a história lá em casa. Mas nesse caso a minha mãe veio trabalhar aqui no Japão por um tempo e conheceu meu pai. Então fomos todos embora para a América quando eu tinha 7 anos, mas deu o rolo com a Nick e eles se separaram. Voltei para cá com meu pai aos 14.

– Nick é a sua irmã, não é?

– Meia-irmã! – Kagami corrigiu, com um aceno de cabeça.

– Você não queria ter voltado pro Japão? – Aomine perguntou um tanto curioso, percebendo o olhar nostálgico que ele tinha.

– Sinceramente não! – Kagami admitiu, brincando com a pulseira em seu tornozelo direito. – Gostava de lá, mas aqui não está nada mal também.

– Entendi! – Aomine murmurou. – Você vai embora algum dia?

– Não sei mais. – O ruivo ponderou, olhando para o moreno. – Gosto de como as coisas acontecem no Japão.

– Que bom! – O moreno disse, realmente aliviado.

Kagami sorriu ao perceber aquilo. Aomine retribuiu o sorriso, reparando em como ele era surpreendentemente maduro.

– Pronto para perder mais uma? – Perguntou, olhando para a televisão, onde o jogo estava pausado.

– Aposto que se eu for com o Scorpion eu ganho! – Aomine rebateu.

– Ouço alguém chorando? – Kagami ironizou novamente, olhando ao redor.

– Idiota! – O moreno sorriu, irritado. – Começa logo!

Aquele sábado estava sendo um dos melhores dias que conseguia recordar.

***

~Kagami Taiga~

– Eu estou quase ficando com fome! – Kagami revelou, colocando o controle em seu colo e se espreguiçando. – Você não vai ganhar de qualquer jeito, então vamos lá comer alguma coisa!

Já estavam jogando a mais de três horas e seus olhos ardiam. Até trocaram o jogo para Street Fighter, mas Aomine era ruim demais. Só apertava aleatoriamente os botões sem saber o que fazer com o personagem que escolhia, não conhecia as manhas.

– Você tem sorte por eu também estar com fome! – Reclamou Aomine, que não conseguiu ganhar uma partida sequer.

– E ainda fica dizendo que eu sou um péssimo perdedor! – Kagami riu, levantando-se e estendendo a mão para o moreno se apoiar ao levantar-se também.

Ele fez menção de se virar e seguir o caminho até a cozinha, mas Aomine o segurou pela mão.

– Taiga. – Chamou repentinamente, atraindo seu olhar. Esperou alguns segundos para continuar. – Eu quero te beijar.

Aquilo veio de repente e fez o corpo inteiro de Kagami estremecer. Um frio percorreu sua barriga ao ver o moreno se aproximar e dar-lhe um selinho rápido, sem parar de encará-lo com aqueles olhos azuis profundos. Voltou a dar um selinho, e outro e mais outro, aprofundando e entreabrindo os lábios cada vez mais, até Kagami não aguentar e puxá-lo para um beijo de verdade. Desde quando virara um cara impulsivo?

Se soubesse que beijar era tão bom teria feito antes, com certeza. Ou será que só era assim com os lábios de Aomine?

A mão do moreno subiu devagar por seu braço, chegando a sua nunca e fazendo um arrepio espalhar-se por todo o corpo de Kagami. O toque dele era tão macio, apesar de suas mãos serem grandes e quentes. Os lábios estavam colados e agora se moviam de uma forma mais urgente.

O ruivo sentiu a língua de Aomine tocar-lhe, e naquele instante um pequeno e repentino formigamento desceu para a região de sua virilha. Gostou. Entreabriu os lábios e permitiu a invasão, seu corpo quase reagiu sozinho a partir daquele instante.

Era uma sensação única que o deixava arfante. As línguas se encostavam suavemente, podia sentir o gosto de Aomine com clareza, e era delicioso. O calor da saliva do moreno invadia sua boca, trazendo ao seu corpo novos formigamentos que teimavam em descer para o meio de suas pernas. Tudo era novo, e aquela sensação estava sendo inevitável.

O que estava acontecendo? Ou melhor, porque estava permitindo que aquilo acontecesse? A verdade é que a curiosidade estava sendo maior... Queria saber mais... Queria mais!

Ainda durante o beijo, o ruivo empurrou lentamente o corpo de Aomine até o primeiro móvel que encontrou no caminho. Sua respiração estava ficando pesada, precisaria soltar o ar contra sua vontade... Afastou-se por alguns instantes, olhando para o rosto do moreno. Ele também estava arfante e tinha um sorriso interessante no rosto, e ver aquilo fez sua empolgação apenas aumentar. Sem hesitar, beijou-o novamente, evitando encostar sua ereção no corpo do outro.

Sentiu uma leve mordida em seu lábio inferior e as mãos de Aomine enterraram-se em seus cabelos. Não resistiu e soltou um leve gemido, aquilo era tão bom e tão intenso. Já ficara excitado vendo filmes pornográficos, mas nunca sentiu tesão por uma pessoa em particular e nunca fora estimulado também. Era muito mais gostoso assim, ao vivo.

Aquele cheiro de Aomine de alguma forma o deixava com mais vontade... Mas, do quê exatamente? Será que fariam...? Ou melhor, como fariam...? Não sabia se estava preparado, na verdade nem sabia o que fazer.

Independente de perder alguns segundos se preocupando, Kagami relaxou. Agora era tarde... Apesar da inexperiência, sua boca e seu corpo queriam mais. Subitamente desceu até o pescoço de Aomine, seguindo aquele cheiro que o provocava. Não sabia muito bem o que fazer, mas seu corpo se movia sozinho, por instinto talvez... Mordeu de leve a pele morena e ouviu com satisfação um gemido rouco escapar pela garganta do outro. Seu pênis pulsou instantaneamente.

A mão de Aomine desceu imediatamente por suas costas e fez força para que encostassem os corpos... Sua sanidade foi embora naquele instante. Sentiu claramente a ereção de Aomine sendo pressionada contra sua coxa, assim como ele também sentiu seu pênis ereto. Aquilo o excitou demais, fazendo-o morder a pele morena com mais vontade.

– T-Taiga... – Aomine arfou, apertando-o mais ainda contra si com a respiração pesada em seu ouvido.

– Ah, foi mal... – Kagami disse um pouco assustado consigo mesmo, afastando-se do moreno. Corou ao perceber o que estava acontecendo. – Acho que... Me empolguei...

– Eu também! – Aomine comentou sem graça e arfante, encarando-o de perto. Não permitiu que o ruivo fosse para muito longe, seus corpos ainda estavam encostados.

Kagami queria mais, mas estavam indo um pouco rápido... Respirou fundo numa tentativa de se acalmar, mas ao encarar Aomine por mais dois segundos não resistiu, os lábios entreabertos dele eram extremamente convidativos. Beijou-o novamente, com mais calma dessa vez. Estava tentando se conter, até porque não sabia como dar um próximo passo, ainda tinha muita vergonha para fazer algo assim.

O moreno não parecia tão calmo, pois o puxava para mais perto ainda, fazendo Kagami perder todo o controle que tinha recuperado com muito esforço. Sentia o pênis de Aomine ser pressionado contra sua coxa novamente e teve a súbita vontade de tocá-lo, assim como queria senti-lo tocando o seu. Aquele simples pensamento o fez tremer, intensificando o beijo mais ainda.

A língua de Aomine roçava suavemente na sua enquanto os lábios faziam pressão um no outro. A mente de Kagami começou a trabalhar, imaginando a sensação daquilo encostando em seu pênis... Soltou um gemido durante o beijo apenas tendo aquele pensamento em mente.

Kagami não podia negar que estava muito excitado, mas Aomine parecia estar tanto quanto ele, pois o puxou para mais perto e lentamente começou a esfregar-se em sua coxa. O ruivo gostou demais...

As respirações estavam abafadas, teriam que se afastar... Não precisou de muito tempo para isso, apenas uma fração de segundo para ver a cara do moreno em sua frente. As pupilas de Aomine estavam dilatadas e seus lábios entreabertos, uma verdadeira personificação da excitação que sentia naquele momento. Aquela expressão não sairia de sua mente tão cedo.

O ruivo nunca imaginou em sua vida inteira que chegaria a esse ponto, sentir tesão por Aomine Daiki. Sorriu com a ideia.

~Aomine Daiki~

O moreno não respondia mais por si, Kagami praticamente o devorava inteiro ali mesmo. Aomine estava quase gozando apenas em esfregar-se no ruivo e sentir a intensidade que ele emanava. Não precisou fazer nada, Taiga estava com o controle da situação para sua total surpresa, e nem sequer usou as mãos. Duvidou alguns instantes de que ele realmente era virgem, pois o modo como conduzia aquilo estava delicioso.

Agora ele o encarava, fazendo uma breve pausa para respirar... Aomine o queria, estava louco por ele, mas não sabia exatamente o que fazer. Queria tocá-lo, assumir o controle... Mas era sua primeira vez, sentia insegurança e vergonha. Não era hora para isso, queria tanto, sonhara com aquilo, se masturbara pensando naquilo! Estava em sua frente, era só mover a mão.

Respirou fundo e o abraçou, forçando-o a virar-se e encostar na parede ao lado do móvel em que estava apoiado. Posicionou-se em sua frente e pressionou-o com seu próprio corpo.

– Você é meu, Taiga... – Murmurou ao olhá-lo com profundidade. Ele estava arfante, com os lábios entreabertos e levemente corado. Sentia claramente o pênis dele pulsando perto de sua virilha, era como um pedido para tocá-lo.

– Você que é meu Aomine Daiki! – O ruivo sussurrou, encarando-o perigosamente e puxando-o suavemente pelos cabelos para mais um beijo.

Seu gemido rouco foi abafado pelos lábios de Taiga... A intensidade entre eles apenas aumentava a cada instante. Involuntariamente o ruivo também começou a se esfregar em seu corpo, foi o fim para a sanidade de Aomine. Mal se contendo, o moreno começou a mover as mãos pelo tronco de Kagami, sentindo cada parte daquele corpo bem feito. A camiseta preta do ruivo estava começando a atrapalhar, queria tirá-la, mas não achou prudente.

Aomine sentia que a cada toque de sua mão, Kagami intensificava o beijo e começava a soltar alguns gemidos gostosos, parecia quase sair de seu controle. Era um verdadeiro tigre, lindo, intenso e perigoso. Estava quente, muito quente, principalmente quando ambos esfregavam-se um no outro.

Suas mãos desceram pela lateral do tronco de Taiga, chegando próximas às pernas do ruivo. Kagami arfou assim que Aomine tocou sua coxa direita com vontade e foi subindo para perto de sua virilha. Era impossível dizer quem estava com mais tesão... Ambos virgens se descobrindo juntos. Era interessante e delicioso.

Aomine não resistiu, deslizou a mão até a ereção de Taiga, que largou a cabeça para trás e soltou um grunhido rouco. Aomine gemeu junto a ele, admirando aquele pescoço em sua frente enquanto tocava o membro do ruivo por cima do calção. Odiava aquele calção, queria que ele sumisse imediatamente. Sua mão movia-se da melhor forma possível para cima e para baixo, estimulado-o por cima do tecido.

O gemido de Taiga era o melhor som do mundo, excitava Aomine além da conta. O ruivo ainda mantinha a cabeça inclinada para trás, enquanto uma de suas mãos enterrava-se nos cabelos do moreno. A outra descia apressada, também na direção de sua coxa, estava quase lá.

Se Taiga o tocasse, por um segundo que fosse, com certeza iria gozar. Subitamente beijou o pescoço de Kagami, colocando a mão por dentro do elástico da calção do ruivo. Sentiu o pênis dele escapando pela cueca, estava completamente molhado, dando-lhe uma espécie de água na boca. Gemeu naquele instante, assim como Kagami, que parecia se contorcer.

O ruivo olhou para baixo com a expressão mais fascinante do mundo. Ele queria ver... Mordia os lábios enquanto sua sobrancelha estava franzida e sua respiração acelerava cada vez mais. Aomine chegou onde queria, arrancando mais um gemido de Taiga. Sentia a totalidade de seu pênis por debaixo da cueca e, satisfeito, começou um movimento de vaivém, facilitado pela quantia de pré-gozo que saia dali.

– Dai...ki — Gemeu Kagami, enquanto era estimulado e novamente atirava o pescoço para trás, cerrando os dentes.

Aomine estava quase gozando apenas com aquela visão. Se Taiga o tocasse...

Não precisou esperar nem dois segundos para isso acontecer. O ruivo, com dificuldade, colocou a mão por dentro de seu calção. Abençoou-se por ter colocado um de elástico também. Ao sentir os dedos envolverem seu membro gemeu alto e quase descompassou o movimento.

– Tai...ga. – Grunhiu, sentindo a pele frágil ser estimulada pela mão de Kagami, que começou a mover-se com destreza.

Aquela era a melhor sensação de sua vida. Poderia gritar, mas ao invés disso mordeu o pescoço de Kagami, que gemia continuamente. Aomine iria gozar uma questão de segundos se continuasse daquele jeito.

– Dai... Daik... – Kagami gemeu. – Eu vou... Goz...

O moreno quase teve um ataque quando viu Kagami começar a expelir seu líquido, que ia em todas as direções. Ele estava gozando e gemia alto, mas em nenhum momento parou de masturbá-lo. Taiga cerrava os olhos com força, mordendo os lábios para não gritar.

Aomine beijou a boca de Kagami naquele instante, iria gozar com ele e queria abafar seus próprios gemidos. O ruivo correspondeu ao beijo, lutando contra sua própria vontade de gritar. O formigamento que chegava entre suas pernas denunciava...

– Taiga! – Aomine gritou entredentes, sentindo o fluido escapar para cima e para os lados. Kagami estava arfante e o encarava sem muito pudor enquanto segurava seus cabelos e o masturbava continuamente. Ele queria ver a cena de frente...

Aomine chegou próximo ao desmaio com todo aquele prazer. Fechou os olhos e sentiu as últimas estocadas do ruivo, fazendo seus músculos reagirem automaticamente e se contorcerem. Seu corpo pendeu para frente, onde estava Kagami.

Não se atreveu a abrir os olhos, simplesmente ficou ali, enquanto sentia o gozo escorrer por sua mão e por sua roupa. Sorriu e sentiu-se extremamente envergonhado, mas principalmente feliz. Estava com receio de encarar Kagami, pelo menos até ouvi-lo soltar uma risada abafada. Quando fez menção de encará-lo sentiu a mão o pressionando, para continuar onde estava. Era um abraço, e era carinhoso.

Aomine riu tímido, aquilo não aconteceu, não é? Não fazia nem 24h desde que se declararam e já chegaram à esse estado. Corou ao pensar por esse ângulo, mas foi bom, apesar de não saber muito o que fazer agora.

– Isso foi vergonhoso... – Kagami comentou, arfante. – Mas foi bom pra caralho!

– Foi! – Aomine riu perante a frase do outro.

– Eu me empolguei... – O ruivo disse sem graça, falando baixo em seu ouvido. — As coisas estão acontecendo bem rápido entre a gente.

– Pensei nisso agora! — Aomine admitiu, não conseguindo segurar o sorriso. – A gente se confessou ontem de madrugada... E já estamos assim.

– É! – Kagami riu. Ele estava com vergonha, era evidente. – Semana passada isso jamais teria passado em nossa cabeça!

– Só na sua não! – O moreno debochou, mas no ato percebeu que falara demais.

– Como assim? — Kagami disse sobressaltado, abrindo espaço para encarar Aomine.

– Já disse, gosto de você desde o inverno. – O moreno falou, corando. Já se denunciara mesmo... – Não fiquei escrevendo num diário esse tempo todo.

– Desgraçado pervertido! – Kagami o acusou com uma expressão variando entre a vergonha e o divertimento. Estava bem corado.

– Olha quem fala! – Aomine sorriu, corando também, mas seu tom de pele escondia. – Quem começou hoje foi você!

– Só me empolguei um pouco... Foi a primeira vez que isso me aconteceu... – Kagami disse olhando para o lado. — Foi mal...

– Não foi mal, foi ótimo! — O moreno disse, dando um tapa na cabeça do outro. – Não se atreva a pedir desculpas ou eu vou te matar.

– Idiota! – Kagami riu completamente ruborizado. – Eu não ia pedir desculpas.

Eles se encararam por alguns instantes e riram em seguida. Aomine começou a despertar de seu devaneio e olhou ao redor. A sujeira que fizeram... Suas roupas estavam cheias de gozo, assim como um pedaço da parede, o chão e Taiga também.

– Acho melhor começarmos a limpar. – Kagami falou envergonhado, também olhando ao redor.

– É! – O moreno concordou, coçando o cabelo com a mão limpa.

– Agora meu corpo está mole... – O ruivo admitiu, desencostando da parede e já dando um passo. – Preciso comer.

– Sim, agora vamos realmente comer! – Aomine riu sem graça. – E ainda tenho que te vencer.

– Mas você não vai, idiota! – Kagami resmungou, puxando-o para um beijo rápido e suave. Aomine surpreendeu-se e retribuiu na mesma intensidade.

Gostava mesmo daquele desgraçado! Não acreditava em sua própria sorte... Era bom demais para ser verdade.

Notas finais
E aí gente??? Quase tive orgasmos escrevendo, porque minha imaginação vai além das palavras... Mas fala aí... Vocês gostaram do meu pré-lemon??? Diz aí, quem é o seme e quem é o uke??? Eles precisam ir com mais calma né? São virgens e estão se conhecendo (rápido demais, na verdade :P) - Dois taradinhos >.< Mas enfim, apesar de eles terem adiantado uns 2000 passos de um relacionamento normal, foi um capítulo básico, não acham? O capítulo "after first kiss", digamos assim... Agora as coisas vão começar a se deserolar, eles vão se conhecer melhor, vai ter família no meio e até lágrimas no final, se eu tiver sorte xD COMENTEM PESSOAS LINDAS DO MEU BRASIL!!!! Quem não comentar é feio e tem chulé! Beijõessssssssssss da Lana-Fujoshi-senpai o/