Inevitável

2 Espera... É terror?


Notas iniciais
Mais um capítulo chegando para vocês >.< xD

~Kagami Taiga~

– Ah não, ela veio saltitando. – Hyuuga comentou ao ver a técnica Riko Aida se aproximar do grupo de rapazes que se reuniam no ginásio, aquecidos e prontos para começar o treino.

Já era sexta-feira, fazia exatamente quatro dias desde que ela comentara que os surpreenderia com o amistoso programando para antes do Intercolegial. Se ela veio saltitando é porque alguma coisa grande iria acontecer. Na última vez que Riko apareceu assim eles tiveram um amistoso com Kaijo, foi a primeira partida de Kagami contra um membro da Geração dos Milagres, Kise Ryota.

– Boa tarde, rapazes! – Ela sorriu perigosamente olhando para o rosto de cada um deles. – Adivinhem contra quem nós vamos jogar na próxima sexta-feira?

Silêncio. Ninguém se atreveu a falar nada, apesar das várias hipóteses formuladas na mente de cada um. Kagami tinha suas suspeitas e vontades também, mas preferiu não se manifestar... Só poderia ser...

– Touou! – Ela sorriu vibrante, abrindo os braços com bastante ânimo ao dar um último salto. – E Touou significa Aomine Daiki! – Sua expressão mudou para algo sombrio em um piscar de olhos. – Se vocês perderem sofrerão as consequências!

– Não iremos perder! – Kagami sorriu fechando o punho de forma determinada e atraindo o olhar de todos.

O ruivo ficou realmente animado para jogar contra Aomine novamente, mas agora com seu time e sua sombra, Kuroko. Já fazia quatro dias desde a última partida mano a mano que tiveram, e o outro não o procurara mais. Era estranho, afinal de contas ele o incomodara com frequência nos últimos tempos. Não que sentisse falta, pois finalmente conseguira dormir bem, mas tinha que admitir que jogar contra ele era uma ótima forma de passar o tempo, treinar e até mesmo se divertir. Adorava uma disputa, principalmente quando se tratava de Aomine.

– Estou contando com vocês! – Riko falou erguendo o polegar, ainda com sua expressão maligna. – Agora façam suicídios até eu dizer que está bom!

– Tirana... – Hyuuga murmurou assim que começaram a correr, indo e voltando nas linhas brancas da quadra. – Fez isso para satisfazer seu ego.

– Como assim? – Kagami prguntou, confuso, ouvindo de relance o que o capitão dissera.

– Ela só quer provocar a Momoi-chan! – Hyuuga esclareceu ajeitando os óculos que começavam a escorregar devido ao suor.

– Aquela menina não tem nada a ver, serve apenas para ilustrar! – Kagami sorriu olhando para os amigos. – Quem me interessa lá é o Aomine. Vou derrotá-lo a qualquer custo!

– Mas você já o derrotou uma vez. – Kuroko comentou aparecendo repentinamente do lado do ruivo, que teve um leve sobressalto. Já estava quase se acostumando com as aparições dele. – Não foi suficiente?

– Não! Nunca será o suficiente. – Kagami falou animado, fechando o punho e esperando o toque do menor. – Vamos vencer novamente.

Kuroko socou sua mão com um leve sorriso no rosto, mas não tão grande quanto o de Kagami. O ruivo já estava ficando ansioso.

~Aomine Daiki~

– Você está bem animado hoje hein, Dai-chan? – Momoi comentou olhando para o moreno, que secava o suor em sua testa com a regata azul marinho.

– Sim! – Sorriu olhando para a quadra vazia. Ele ficara depois do treino para continuar praticando, precisava se esforçar muito até conquistar seu objetivo.

– Alguma ligação com o amistoso?

– Todas! – Aomine confirmou, voltando o olhar para a menina. – Vou derrota-lo!

– Sei que vai! – Ela sorriu, fechando os olhos gentilmente. – Já falou com ele hoje?

– Vou esperar pra mais tarde! – Aomine comentou ao colocar as mãos atrás da cabeça e sorrir de canto. – Ele fica mais irritado quando faço isso de madrugada.

– Você não tem jeito hein, Dai-chan! – Comentou Momoi balançando a cabeça em negação, mas com um sorriso no rosto. – Vai marcar um jogo para amanhã?

– Sim! – Falou decidido, mas notando a movimentação de Momoi.

– Bem... Eu estava pensando... – Ela começou com uma expressão suspeita, olhando para o nada. – Por que não vamos ao cinema?

– Quê? — Aomine perguntou confuso, olhando sério para a amiga. Afinal, ela estava tentando ajudar ou atrapalhar?

– Eu, você, Tetsu-kun e Kagami-kun. – Ela esclareceu diante da expressão do moreno.

– Olha as ideias shoujo. – Ele alertou erguendo uma sobrancelha, secando novamente o suor com a camisa.

– Dai-chan, é uma ótima ideia! – Ela falou radiante consigo mesma, como se tivesse acabado de descobrir algo surpreendente. – Vamos assistir aquele filme de terror juntos?

– Já não assistimos? – Ele perguntou, não gostando muito da ideia apesar de apreciar filmes que davam medo.

– Sim, mas eles não sabem disso! É uma boa oportunidade para ficarmos juntos por uma tarde! – Ela falou irritada. – Você precisa fazer um pouco mais de esforço se quiser que o Kagami-kun se apaixone por você!

Aomine sabia disso, mas não sabia como fazer isso. Durante essa semana estava evitando contato com Kagami para testá-lo, ver se o ruivo de alguma forma sentia sua falta.

– Escuta Momoi! – Ele começou, virando-se para encará-la. – Vou tentar ok? Mas eu não gosto nem um pouco dessas situações forçadas, parece que tudo dá errado. E primeiro fale com o Tetsu.

– Fechado! – Ela sorriu vitoriosa já retirando o celular da bolsa. – Vou ligar para ele agora! Teremos uma tarde divertida amanhã.

– Não sei...

***

Já era sábado, afinal, passara da meia-noite de sexta-feira. Aomine estava deitado com os fones de ouvido tentando achar os pontos positivos de Iron Maiden. Não era uma banda ruim, mas a voz do cara parecia desafinada às vezes, sem falar que já existiram três vocalistas. Preferia Aerosmith, Skid Row e outra banda parecida que encontrou na internet, algo como Whitesnake. Mas era tudo muito romântico para seu gosto. Quem olhava para Kagami Taiga jamais diria que esse era o estilo de música que ouvia. Na verdade jamais diriam que ele ouvia música, pois a única coisa que parecia importar era o basquete.

Olhando para o teto, o moreno suspirou. Qualquer assunto que decidia pensar levava diretamente para Taiga. Era inevitável. Sentia falta do ruivo... Não falar com ele durante aquela semana estava sendo de certa forma uma tortura e um teste para si mesmo.

Aomine ainda se incomodava MUITO com o fato de estar apaixonado por um homem, mas aos poucos percebia que queria realmente ter o rapaz ao seu lado, precisava disso. Estava com medo de estar confundindo basquete com sentimentos, por isso Momoi propôs que fizessem coisas diferentes juntos, assim ele teria certeza.

O barulho da vibração vindo de cima de sua cômoda afastou-o de seus pensamentos confusos e solitários. Esticou o braço e o pegou o celular sem muito entusiasmo. Provavelmente era Momoi falando sobre o cinema de novo.

“Pronto para o amistoso, Aomine?”

Era Taiga. O moreno teve que reler a mensagem três vezes para ter certeza de que era real. Automaticamente virou a cabeça em direção ao seu monitor para ver a hora, já era 00h28min e o ruivo ainda estava acordado. Seu plano de irritá-lo falhou, planejava mandar uma mensagem mais tarde. Mas por outro lado seu sorriso ampliou.

– Sentiu minha falta então, Taiga? – O moreno ironizou triunfante.

~Kagami-Taiga~

– Que bosta. – Kagami reclamou indignado com sua própria atitude. Estava tão empolgado com o amistoso que não conseguiu resistir e mandou uma mensagem para Aomine.

O ruivo olhou para seu relógio, já passava da meia noite. Relaxou seu corpo na cama, estava muito cansado, Riko pegara pesado no treino, mas sua agitação o manteve acordado até àquela hora. E não era para menos, o Interescolar estava se aproximando.

Por algum motivo estava ouvindo algumas músicas da banda que Aomine comentara. Até gostou do som... A voz do vocalista era agradável e as letras não eram tão cansativas, levando-o a lugares que nem ele mesmo lembrava. Sua primeira partida de basquete com a Seirin, o primeiro contato com a Geração dos Milagres, todas as vitórias que tiveram juntos, a grande amizade que conseguira com Kuroko e com os outros. E lá no final, quando estava quase adormecendo, a imagem de Aomine sorrindo em suas partidas mano a mano...

As pálpebras do ruivo começaram a pesar. Mas ainda não escovara os dentes... Fechou os olhos, iria tirar apenas um cochilo, depois faria o que tinha que fazer. Estava naquele estágio onde não dormia, mas sua cabeça não funcionava mais.

Não soube quanto tempo passou, mas sentiu seu celular vibrando sem cessar. Acordou assustado, achando que estava atrasado para alguma coisa. Pensou no amistoso, mas ainda faltava bastante tempo, dias na verdade. A luz estava acessa e a música repetia. Colocou a mão em baixo do travesseiro, alguém estava ligando.

– Alô? — Atendeu sem ver quem era. Estava sonolento demais para isso.

– Boa noite Taiga! – Uma voz conhecida soou do outro lado da linha.

– Ah, é você! – Comentou, relaxando novamente o corpo na cama. Olhou para o relógio, 00h57min, nem dormira tanto. Mas por que diabos Aomine estava ligando para ele nesse horário?

– Viu... – O outro começou após uma pausa demorada. – O que você vai fazer amanhã?

– Acho que nada, por quê? – Kagami estranhou, imaginando o que o moreno queria. Basquete, lógico, mas não precisava ter ligado para isso.

– Tetsu, eu e Satsuki vamos ao cinema. — Aomine falou meio sem emoção com aquela voz arrastada, que ficava mais grave no telefone. — Passaremos para te buscar aí em sua casa às 16h.

– Ei, espera! – Kagami sobressaltou-se, sentando na cama. – Quem disse que quero ir?

– Independente de sua vontade você vai! – Aomine afirmou. – E sem atrasos.

– O atrasado aqui é você! — Reclamou Kagami. — E qual é o filme?

– Na verdade não sei. – O moreno comentou. – A Satsuki quer ver um filme lá e eu não quero ficar segurando vela.

– Hm, vamos ver! – Kagami considerou. Não estava planejando ir ao cinema, queria jogar basquete.

– Já está decidido! – Aomine impôs de forma convencida. Sem esperar Kagami dar uma resposta, continuou. – E o amistoso? Pronto para perder?

– Ah vai nessa! – Kagami riu, deitando-se novamente para ficar confortável. – Nós vamos vencer, isso é óbvio.

– É o que vamos ver Taiga! – Ele sorria, deu para perceber em sua voz. – Sabe que voltei a treinar, não é? Isso significa que vocês não terão nenhuma chance.

– Só não me venha com aquele papo que só você pode te vencer! – Kagami disse com um sorriso confiante. – Te provei que esse foi o maior bostaço que você saiu falando por aí. Eu nunca parei de treinar.

– E mesmo assim perde sempre no mano a mano! — O moreno debochou. – Admita Taiga, aquilo na WinterCup foi um golpe de sorte.

– Desgraçado. Você é convencido mesmo! — Kagami resmungou. – Sorte é lá com o Midorima, não acredito nessas coisas.

Ah Taiga, pare de resmungar. – Aomine murmurou de forma séria. – Só saberemos quando jogarmos! Apesar de que o resultado será óbvio. – Sem dar tempo de Taiga responder, ele mudou completamente o assunto. – Impressão minha ou isso tocando aí é Imagine Dragons?

Droga. Pensou Kagami irritado com a provocação, olhando para o computador. Era sim.

– Gostou?

– Do quê? – Kagami perguntou, desconfortável com a mudança repentina de assunto.

– Da banda, lógico! – Debochou.

– Até que é bom! – Kagami comentou olhando para o teto.

– Eu, por outro lado não gostei de Pink Floyd e mais ou menos de Iron Maiden. O resto é legal, meio romântico, mas legal.

– Claro que é legal! — Kagami sorriu triunfante, como se tivesse vencido alguma coisa. Sentiu-se um idiota por pensar isso. Nem tudo que envolve Aomine é uma competição.

– Pois bem Taiga, vou desligar.

Aquilo soou como se Kagami estivesse sendo o único a desfrutar da conversa. Ficou com cara de tacho e procurou rápido uma forma de dar a volta por cima.

– Eu já ia desligar também. – Ruborizou. – Tenho coisas a fazer amanhã.

– Sim, ir ao cinema conosco! – Aomine afirmou antes que Kagami pudesse dizer outra coisa. – E sem atrasos Taiga.

– Desgraçado, vai dormir! – Kagami exclamou, irritando-se.

– Eu irei! – O outro sorriu, ficando em silêncio por alguns segundos.

Kagami olhou a tela do celular para ter certeza que a ligação não havia caído, mas ainda estava lá. O que ele estava planejando?

– Hm... Boa noite? – Kagami murmurou sem jeito ao recolocar o aparelho no ouvido e perceber a respiração do outro.

– Boa noite Taiga! – Aomine falou com um sorriso, desligando o celular após mais alguns segundos.

Ele estava brincando com Kagami, é isso?

O ruivo ficou olhando incrédulo para a sua proteção de tela se perguntando o que estava acontecendo. O sono veio logo, apesar de sua cabeça fervilhar sobre o ocorrido. O que deu na cabeça de Aomine para ligar quase uma hora da manhã falando de cinema, basquete e música?

Sentiu-se desconfortável naquele último minuto de ligação, quando foi praticamente obrigado a dizer "boa noite", o outro parecia estar esperado. Aomine com certeza mudara.

– Que bosta. – Murmurou sonolento.

Contra a vontade levantou-se para escovar os dentes, não podia ser vencido pela preguiça. Não podia ser vencido por nada.

***

– Mas que inferno! Quão insuportável você é Aomine? – Kagami resmungou mal-humorado ao sentir seu celular vibrando novamente.

Cogitou a hipótese de atirar o aparelho na parede, ainda era 7h da manhã, ele queria dormir. Mas ao olhar o celular sua surpresa foi maior e o fez despertar instantaneamente. Não era o moreno.

– Alô? – Atendeu receoso, sentando-se na cama.

– Olá maninho, tudo bem? – Aquela voz feminina o fez sobressaltar-se. Só podia ser brincadeira.

~Aomine-Daiki~

Já estava quase na hora e Momoi ainda não havia aparecido. Geralmente era ele quem se atrasava para as coisas, mas fez questão de ficar pronto uma hora antes para não ser vítima de uma futura implicância. Agora ele sabia como os outros se sentiam ao esperá-lo, era irritante.

Estava sentado à mesa impaciente, olhava constantemente para o relógio na cozinha de sua casa, já era 15h40min. Pegou intuitivamente o celular no bolso para telefonar, mas não precisou. A campainha tocou naquele instante.

Calmamente foi em direção à porta, e quando abriu se deparou com Tetsu e Momoi. Ela sorria como sempre, e ele mantinha a expressão vazia e profunda, que poucos entendiam.

– Dai-chan, já está pronto? – Momoi surpeendeu-se, olhando-o da cabeça aos pés.

– Sim! – Falou mal-humorado. – E aí, Tetsu?

– Boa tarde Aomine-kun! – O azulado sorriu discretamente.

O moreno não falara pessoalmente com Kuroko desde que Momoi contara a ele sobre sua atual situação. Estava com um pouco de vergonha, mas sabia que não seria julgado por gostar de Taiga. Apenas ele próprio estava se julgando. Tinha que se convencer de que era bobagem e simplesmente aceitar, mas era difícil.

– Vamos então? – Perguntou, fingindo desânimo, mas no fundo queria ir logo.

– Vamos! – A menina vibrou, enganchando-se no braço de Tetsu, que continuou inexpressivo.

O moreno pacientemente começou a trancar a porta da casa enquanto os dois já se dirigiam ao portão. Sua família saiu em uma pequena viagem, voltariam apenas no domingo a noite. Seus únicos planos eram o basquete na quadra próxima, mas no final das contas a menina sempre fazia as coisas virarem de ponta-cabeça com suas ideias repentinas.

– Você está bem cheiroso, Dai-chan. – Momoi comentou, virando-se para olhá-lo conforme prosseguiam pela calçada.

– Humpf! – Aomine resmungou olhando para a rua pouco movimentada. Ele sabia, tinha comprado um novo perfume recentemente. Não era acostumado a usar, mas aquele cheiro o agradou de alguma forma.

Então seria assim? Perguntou-se, voltando o olhar novamente para o casal que andava na sua frente. Ele ficaria sobrando com o Taiga enquanto Momoi tentava alguma coisa em vão com Tetsu? Por ele tudo bem. Um discreto sorriso cruzou seus lábios.

Continuaram andando por mais um longo trecho, até finalmente Kuroko parar em frente a um prédio com vários andares. Nesse momento Aomine sentiu seu coração bater um pouco mais rápido, tinha certeza que era ali a casa de Taiga, em breve ele apareceria.

Kuroko dirigiu-se ao interfone. Aomine observou atentamente para saber o número do apartamento do ruivo, mas para seu desapontamento não foi necessário apertar. Taiga já estava saindo pela porta com aquela cara de poucos amigos. Vestia uma camiseta preta e uma calça malhada de exército.

– Boa tarde Kagami-kun! – Tetsu cumprimentou assim que ele se aproximou.

– Tudo bem Kagami-kun? – Momoi acenou animada com os olhos fechados, sem se afastar do azulado.

– Olá! – Taiga falou colocando as mãos no bolso. Olhou para Aomine e fez um gesto com a cabeça.

– Vamos então! – A menina sorriu, engatando novamente o braço de Tetsu e começando a andar apressada. Os dois conversavam animadamente, ou melhor, Momoi conversava animadamente... Para Kuroko aquilo era quase um sacrifício.

– Parece que não dormiu bem, Taiga! – O moreno perguntou com um tom irônico ao ver as olheiras do ruivo enquanto andavam em direção ao Shopping.

– Recebi duas ligações inesperadas em horas mais inesperadas ainda! – Kagami resmungou estreitando os olhos para Aomine, acusando-o subliminarmente. – Não tem como dormir assim.

– Duas é? – O moreno indagou, interessado. De quem seria a outra?

– É, é... – O outro sibilou fechando os olhos enquanto bocejava. – O que deu em você pra me ligar de madrugada?

– Não era madrugada... Você que dorme muito cedo. – O moreno sorriu, ainda curioso. – Parece que a outra pessoa que te ligou foi mais indelicada.

– Ah, nem me fale! – Kagami resmungou, passando a mão nos cabelos que ficavam mais vermelhos ainda ao refletir a luz do sol. – Acordar num sábado de manhã para conversar com ela é a pior coisa do mundo.

– Ela quem? – Perguntou, tentando esconder a impaciência. Queria saber logo. E se fosse uma garota com quem ele estava saindo?

Kagami o olhou, como se o avaliasse. Encarou-o demoradamente.

– Minha irmã... – Falou por fim, voltando a olhar para frente. – Meia-irmã, na verdade.

– Não sabia que tinha uma irmã. Mais velha ou mais nova? – Perguntou curioso e aliviado ao mesmo tempo. Será que Tetsu sabia? Nunca mencionara antes...

– Por que quer saber? – Kagami disparou rapidamente. – Ela não é para o seu bico!

– Não estou interessado numa versão sua com peitos! – Aomine riu, não podendo deixar de notar a irritação do outro. — Tenho um irmão mais novo, e sei que é um saco.

Aomine se repreendeu secretamente ao notar que Taiga ficava particularmente bonito com aquela expressão aborrecida. Decidiu olhar para o caminho que estava seguindo ao invés de encará-lo ou ficaria muito aparente seu interesse.

– É mais velha! Aposto que é bem pior! – O ruivo resmungou. – Mas você não me respondeu, por que me chamou pra acompanhar vocês?

– Ah! – Aomine exclamou com um sorriso de canto. Com um gesto de mãos, apontou para o casal. – É só você olhar pra frente. Eu não estava a fim de escutar as tentativas de conquista da Momoi. E também porque acabei sobrando.

– Mas não era só ter ficado em casa? – O outro perguntou, lançando um olhar sério para o casal e de volta para Aomine.

– Quero assistir a esse filme, e ela pagou para mim! – Aomine esclareceu dando de ombros, inventando aquela quase mentira na hora. Fora rápido nessa.

– Quanto cavalheirismo! – Kagami debochou olhando novamente para o casal, que jamais viria realmente a ser um casal. – Mas por que eu mesmo?

– Porque vou com sua cara, Taiga!

Aquilo deixou Kagami sem fala, e era exatamente isso que Aomine queria.

– Mas voltando ao assunto... – Começou após alguns instantes, olhando de esguelha para o ruivo, testando suas reações. – Disse que ela era sua meia-irmã? Como assim?

– Sim! – Kagami afirmou, mantendo seu olhar na calçada ainda meio sem jeito. – É uma longa história.

– O cinema é longe e o filme começa às 17h! – O moreno deu de ombros, realmente interessado, o que era raro.

Kagami suspirou, olhando para Aomine. Começou a contar então:

– Vou resumir. Você sabe que nasci no Japão, mas cresci na América, né? – Perguntou, esperando a confirmação do outro, que acenou positivamente com a cabeça. – Pois então, meu pai é daqui e minha mãe é de lá. Quando eles se conheceram minha irmã já era nascida, é filha só da minha mãe. O casamento deles não deu certo, por isso vim para cá com meu pai. Pronto.

– E agora sua irmã está aqui ou na América?

– Na América com minha mãe, mas disse que vem me visitar em breve. – Kagami resmungou, que parecia não querer muito aquela visita.

– E foi isso que te deixou mal-humorado? – Aomine riu sarcástico.

– Mais ou menos! – Kagami comentou, quase não sentindo a provocação do outro. – Nossa relação é estranha. Na verdade minha mãe e Alex são nosso único vínculo.

– Quem é Alex? – Aomine perguntou confuso. Era muita informação para sua mente lerda.

– Uma pessoa que assistiu sua derrota na WinterCup. – Kagami sorriu olhando para o moreno. – Estava aqui no Japão ano passado, mas a minha irmã não pôde vir junto.

– Espera. Alex é o namorado dela? – Comentou, ignorando a provocação a muito custo.

Namorada. – O ruivo grifou, olhando atentamente as reações de Aomine. – Elas são duas mulheres.

– Sua irmã é... – O moreno começou, realmente surpreso com aquilo.

– Sim, ela é! Algum problema com isso? – Kagami o avaliou, erguendo uma das sobrancelhas. Parecia prestes a se irritar com qualquer palavra errada que saísse de sua boca.

– Não, nenhum! – Aomine comentou erguendo a mão em forma de rendição, mas já aproveitando a oportunidade. – E você tem problema com gays?

– Seria hipócrita se tivesse, não é? – Kagami deu de ombros.

Aomine não pode deixar de ficar aliviado com aquilo. Não é como se tivesse admitido ser gay, afinal, sentia aquilo somente por Kagami. Na verdade nem sabia exatamente o que sentia. Mas de qualquer forma foi um degrau a mais que subiu em sua infinita escada para fazê-lo se apaixonar.

Ficou extremamente satisfeito que a conversa entre ambos estava fluindo normalmente. Aquele dia depois do jogo no Maji Burguer fora extremamente desagradável e forçado. Se despedir e ir embora foi melhor coisa que fez .

Mas a coisa estava mudando. Na ligação que fizera noite passada a conversa também fluiu muito bem. Entretanto Aomine achou melhor deixar Kagami pensativo, por isso decidiu desligar antes de sua real intenção. Esperou o mesmo se despedir apenas para provoca-lo, mas no final acabou involuntariamente sendo provocado. Seu corpo reagiu mais rápido que sua mente, não conseguiu controlar. Ouvir a voz rouca do ruivo e sua respiração calma foi o suficiente para deixa-lo quase... Duro. Odiava admitir aquilo, mas se sentia atraído, muito atraído. Não sabia exatamente o pelo quê, e nem como.

– Qual filme iremos assistir? – Kagami perguntou inutilmente para Momoi, que estava a vários metros na frente com Testu. Ela sequer o olhou para trás.

– Fantasmas III. – Aomine respondeu, saindo de seus pensamentos antes que algo instintivo acontecesse com seu corpo. Afinal, Taiga estava ali do seu lado, o que era pior.

– Espera... É terror? – O ruivo perguntou um pouco horrorizado demais para o gosto de Aomine, que riu da reação.

– Tem medo, Taiga? – Provocou.

– Lógico que não! – Disparou. Era evidente que Kagami mentia.

– Veremos então! — Aomine sorriu triunfante, arrancando mais uma bela expressão irritada do ruivo.

***

– E nem pense em me assustar, seu idiota! – Kagami pediu irritado para Aomine, que ameaçou fazê-lo na metade do filme.

– Relaxa Taiga, acho que o filme vai te assustar por si só! – Sorriu maquiavélico, colocando um punhado de pipoca na boca.. – Você não viu os primeiros dois filmes dessa trilogia, tenho certeza que vai se borrar, ainda mais se tiver medo mesmo.

– Cala a boca desgraçado, já vai começar! – Kagami resmungou se afundando mais na cadeira, já comendo do primeiro pacote de pipoca que compara.

Os dois estavam sentados um ao lado do outro, entretanto como a sala estava meio lotada Momoi e Tetsu tiveram que ficar mais para cima, em outra fileira. Ela estava animada com aquilo tudo, tinha esperanças com Tetsu, apesar de todos saberem que seria improvável algo acontecer ali. Aomine teve que admitir que também estava se divertindo, a companhia de Taiga realmente era agradável, e não apenas no basquete.

Agora que estava mais próximo do ruivo, percebeu que ele tinha um cheiro muito bom, apesar de que o aroma da pipoca tomava conta do ambiente naquele momento. Era muito bom olhá-lo também. Apesar da face agressiva ele realmente era bonito. Já não tinha mais escapatória, Taiga o prendera involuntariamente. Mesmo que fosse um homem e isso ainda incomodasse Aomine.

– Tá olhando o que? – Kagami perguntou assim que os créditos iniciais do filme surgiram.

– Você, Taiga! – Sorriu de canto, esperando dois segundos para finalmente olhar o telão. Não teve tempo para desvendar a reação do ruivo, daria tudo para saber o que ele estava pensando naquele momento.

~Kagami Taiga~

Mas o que diabos foi isso? Pensou Kagami ainda olhando incrédulo para o moreno, que encarava atenta e calmamente o telão. E por que eu estou com vergonha? Perguntou-se, girando o rosto vagarosamente na direção dos movimentos que passavam na tela branca em sua frente. Não conseguiu prestar atenção em nada do que estava assistindo, nem a pipoca conseguiu comer. Estava ruborizado, não entendeu o que ele quis dizer com aquilo. Por que ele estava olhando? E o que foi aquele sorrisinho?

Calma, respira fundo e assiste! É coisa da tua cabeça. Cogitou Taiga, puxando o ar até encher seus pulmões, soltando-o devagar. Relaxou seu corpo e procurou uma posição confortável, apoiando as mãos nos braços da cadeira. Estava perto de Aomine, podia sentir o calor dele em seus dedos e até mesmo ouvir sua respiração. Ruborizou novamente, mudando de posição e apoiando todo o seu corpo no lado oposto. Recomeçou a comer e tentou concentrar-se no filme.

Era um terror. Odiava filmes de terror. Na verdade morria de medo dos filmes de terror. Sua vontade era ir embora naquele minuto. Lógico que não iria fazer isso, Kuroko estava ali também, talvez até a contragosto, mas era seu amigo. Entretanto o convite viera de Aomine, e de madrugada. Foi mais uma imposição do que um convite.

Moveu-se novamente na cadeira, estava desconfortável e queria manter-se afastado do moreno.

– Está com medo? – Aomine perguntou sarcástico, sem sequer olhá-lo.

– Cala a boca! – Foi a única coisa que conseguiu dizer, arrancando mais um sorriso idiota do outro.

Ou aquela foi uma pergunta com duplo sentido? Aomine poderia estar se referindo a ele, se Kagami estava com medo dele. Ou isso era outra coisa de sua cabeça? Por que Aomine era tão ambíguo? Que droga!

Chega! Hora de assistir e relaxar. Ou não.

***

Kagami estava em dúvidas se era melhor assistir o filme ou ficar pensando. Não conseguia esconder a tensão, aquelas cenas eram horríveis. De vez em quando fechava os olhos para não precisar ver os momentos de susto, mas a própria trilha sonora o deixava com arrepios. Estava tentando disfarçar, mas era praticamente impossível e seus pulos eram inevitáveis.

– Relaxa Taiga, é só um filme! – Aomine sussurrou, aproximando o rosto para que o ruivo pudesse ouvir sem levar um susto.

Não foi um tom sarcástico, como o esperado. Olhou de relance para o moreno. No fundo ele devia estava rindo de sua cara, Kagami tinha certeza, apesar de não aparentar. Ele estava meio perto e novamente sua respiração era audível, aquele ar quente batia levemente em sua bochecha.

– Presta atenção no filme, e não em mim! – Kagami reclamou irritado, preferia assistir a encará-lo.

Seu coração quase saiu da boca quando sentiu um cafuné rápido nos cabelos, seguido de uma risada curta e abafada. Ruborizou na hora. A mão de Aomine estava quente, contrastando com o frio do ar condicionado da sala. O toque ficou queimando em sua cabeça por um tempo e aquilo de alguma forma o tranquilizou. Não soube se gostou ou não, fora uma atitude estranha demais.

Olhou de canto para Aomine, que ainda estava prestando atenção no filme já em seu lugar. Que merda! Pensou, querendo que aquilo acabasse logo, mas parecia durar uma eternidade.

O pior ainda estava por vir. Seria mais uma noite mal dormida. Estava assistindo um filme de terror e ficaria sozinho em casa durante a noite, como sempre. Já previa seus sustos com coisas inexistentes e a dor de cabeça por tanto pensar nos ocorridos daquele sábado.

***

– Gostaram do filme? – Momoi perguntou com um sorriso no rosto, ainda enganchada com Kuroko ao saírem da sala de cinema. – Eu achei meio fraco.

Fraco? Pensou Kagami consigo mesmo, olhando para a menina. Que tipo de monstro era ela?

– Não sou muito fã de filmes de terror, mas achei o final interessante! – Kuroko comentou com a mesma expressão de sempre.

– Achei médio! – Aomine falou, bocejando e esticando os braços. – Os dois primeiros foram melhores.

Kagami preparou-se psicologicamente para algum comentário provocativo vindo de Aomine sobre os seus sustos durante o filme. Já conseguia prever as risadas de Momoi e Kuroko, mas não se importaria.

Silêncio. O moreno nada disse. Aquilo foi mais um item para a coleção de surpresas do dia.

– E você gostou do filme, Kagami-kun? – Momoi perguntou olhando-o curiosa, assim como os outros.

– Não muito! – Respondeu o ruivo embaraçado consigo mesmo. Esperou alguns segundos e finalizou. – Acho que vou para casa.

– Claro que não vai! – Momoi protestou com uma expressão quase irritada. – Vamos comer alguma coisa agora e depois ainda vamos ao Fliperama. Tetsu-kun prometeu jogar na mesa de ar comigo.

– Vamos Kagami! – Kuroko chamou. Era quase visível uma chama de desespero em seus olhos. – Vai ser divertido.

– Deixe de ser molenga, Taiga! – Aomine falou com as mãos atrás da cabeça. – É bom se distrair às vezes, e você sabe muito bem que pipoca não enche nossos estômagos.

Por mais que não quisesse concordar, o moreno estava certo. E de qualquer forma se fosse para casa era só para passar medo, melhor continuar ali com eles e tentar esquecer tudo o que aconteceu.

– Tá legal! – Concordou por fim com um aceno de cabeça. Não era de seu feitio ficar para baixo com as coisas, mas algo o incomodava. Tinha ideia do que era, mas preferiu não pensar naquilo agora.

– Isso! – Momoi comemorou, recomeçando a traçar seu caminho até a praça de alimentação, tagarelando continuamente com Kuroko.

– E outra coisa! – Aomine falou enquanto passava por ele e seguia na frente. – Vou te humilhar na mesa de ar!

– Ah, isso com certeza não vai! – Kagami sorriu novamente, sentindo-se desafiado. Teria que vencê-lo a qualquer custo, e iria, nem que madrugassem jogando.

~Aomine-Daiki~

Taiga era fácil de manipular, era só desafiá-lo para alguma coisa, qualquer que fosse.

***

– Tudo bem com você? – Aomine lançou ante ao silêncio demasiado do rapaz na mesa da praça de alimentação. Novamente tiveram que ficar sozinhos, o local estava lotado e as únicas mesas vagas estavam afastadas e tinham apenas duas cadeiras. Momoi jamais abriria mão de sentar com Tetsu.

– Sim! — Taiga respondeu sem tirar os olhos das batatas fritas em sua frente. Parecia querer dizer algo, mas estava se contendo.

– Você é um péssimo mentiroso, assim como um péssimo perdedor! – Aomine comentou sério, fazendo o máximo de esforço possível para não colocar um tom sarcástico na voz.

– Olha aqui... — Começou, encarando diretamente o profundo azulado dos olhos do moreno com aquela expressão agressiva. – Eu odeio filmes de terror e isso estragou meu dia, tá legal? Me admiro que você não saiu por aí dando risada dos meus sustos, e me admiro muito mais que você não tenha feito uma piada e contado aos dois. – Comentou com um gesto de cabeça para onde provavelmente Tetsu e Momoi sentavam. – Você esta agindo estranho!

– Taiga, eu não sou um monstro! – Riu ao ver o desconforto do outro. – Se o filme estava ruim era só termos saído de lá!

– Tá vendo! – O ruivo disparou, apontando para Aomine com uma batata frita. – Esse aí não é você! Você faria diferente!

– Ah é? – O moreno perguntou um pouco confuso, mas interessado no rumo que a conversa tomara. – E como eu faria?

– Debocharia com uma cara idiota! – Taiga respondeu após hesitar alguns instantes. – Ou provavelmente nem estaríamos aqui porque você não se daria ao luxo de sair de casa para qualquer coisa. E jamais teríamos começado a jogar basquete mano a mano também.

– Eu estou tentando mudar! Não percebeu?

– Essas perguntas estranhas também não te pertencem! — Fugiu da resposta, comendo a batata frita e olhando para o lado.

– Sabe Taiga, no final das contas você não me conhece! — Aomine concluiu tomando um gole de refrigerante e dando de ombros. – Só sabe sobre o meu basquete, assim como a maioria das pessoas. Agora que estamos nos tornando amigos você está assustado com minha forma de ser.

– Estamos nos tornando amigos? – Kagami perguntou voltando a olhar para Aomine. O moreno não conseguiu adivinhar o que ele estava pensando, estava com uma expressão um pouco surpresa.

– De minha parte sim! – Sorriu de canto. – Gostaria que você fosse com a minha cara também.

– Olha... Já disse que vou com sua cara! – O ruivo falou, pegando mais um punhado de batatas e colocando todas na boca. – Você é meu rival apenas no basquete.

– Fico feliz em ouvir isso! – Comentou fechando os olhos com um sorriso sincero. – Você é um cara legal, Taiga.

– Você também é. Um pouco estranho e irritante também. – Kagami disse de boca cheia, com uma expressão normal. Sua cara por si só era agressiva, mas ele emanava apenas tranquilidade naquele momento. – Acho que posso me acostumar com isso.

– Amigos? – Aomine perguntou, estendendo a mão para o outro apertar. Estava extremamente feliz.

– Amigos! – Kagami concordou com algo parecido com um sorriso ao apertar a mão do outro. O toque era quente e Aomine precisou se controlar para não demonstrar nada naquele momento. O ruivo continuou: – Só chega de perguntas esquisitas!

– Quais perguntas? — Questionou interessado, usando aquilo como distração para sua reação momentânea. – Elas te incomodam?

– Não é como se incomodassem. – Ele começou coçando os cabelos ruivos após soltarem as mãos. – Só são inesperadas e eu não sei como responder.

– Você vai me conhecer melhor conforme formos conversando, aí se acostumará. – Aomine finalizou, sentindo-se vitorioso em seu íntimo. Taiga seria dele.

– Pode ser! – Kagami sorriu olhando para algum ponto na praça de alimentação. – Se Kuroko ainda conversa contigo depois da Teiko é porque você deve realmente ser um cara legal.

– Ei Taiga... – Aomine sussurrou olhando para a mesa de Tetsu, agora que tocaram no assunto. – Por que simplesmente não deixamos eles aí e vamos jogar basquete?

– Mil vezes melhor que mesa de ar! – O outro aceitou sem pestanejar.

– Sim, e você precisa conseguir passar por mim ainda! – Aomine provocou de forma sarcástica. – Sabe né... O amistoso é na próxima sexta!

– Passo com facilidade! – Taiga sorriu com determinação. – E ainda por cima vou chutar sua bunda!

– Vamos lá então! — Aomine riu levantando-se junto com o ruivo. – Vai se preparando para cheirar o cimento!

Já era perto das 20h, mas como era sábado o horário era o que menos importava naquele momento. Aomine estava feliz ao se dirigirem juntos até a mesa de Momoi e Tetsu para avisar sobre a mudança de planos. Mais alguns degraus foram superados naquela conversa.

Mas... Como ele teria que prosseguir agora? Qual seria o momento certo para tentar alguma coisa? E o que exatamente ele precisava tentar? Milhões de dúvidas pularam na cabeça de Aomine... Afinal, eram homens...

Notas finais
E aí minha gente? O que estão achandooooo? Está legal ou muito fora de contexto??? Comenta aí, vai >.< Beijo beijo beijooooo e até o próximo capítulo!