Inevitável

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Notas iniciais
Oiiii genteeeeeeeeeeeeee!!! Tudo bem com vocês hoje? Eu estava morrendo de vontade de postar esse capítulo... Ah, o amor ♥ Ele ficou épica e putamente grande, huhuhuhuh... Gomen~ Acho que a maioria vai desistir de ler quando olhar o tanto de palavras que tem nessa porra! HAHAHAHA... Mas saibam que escrevi com todo o carinho e amor do MUNDOOOOOOOOOOOO! Isso sem falar no sorriso gigantão em minha face ♥ ~E estou ficando com uma dor estranha nos meus tendões da mão direita, e isso é sério '-' Como sempre, as músicas que tocam estão lá nos créditos >.< Huhuhuhhuh! Hoje é só uma, mas sugiro que já separem em seu repertório algumas hot, algumas fofas e tals... xD Boa leitura meus anjos! Nos vemos nos comentários! Eu juro que vou responder a todos em breve, só demoro para poder escrever mais e mais para vocês! ♥ Hide-senpai, você não merecia ler isso porque é muito má! Mas eu te amo ♥ ♥ NandaSouza, Imagine Dragons para você! ♥ ~Demais leitores, AMO VOCÊS!!! ~Obrigada >.< Vocês fazem meu dia brilhar de maneira espetacular!!! *o* Bjo bjo bjo da Lana-chan! ;*******

~Kagami Taiga~

Já era a milésima vez que o ruivo olhava no relógio, sem exageros ou hipérboles. Mal passava das 4h da manhã... Kagami estava impaciente, com dor na bochecha de tanto sorrir e sentindo a habitual saudade cutucar seu peito, agora mais intensa do que nunca... Logicamente seria incapaz de dormir, nem tentou na verdade.

– Puta que pariu... — Cantarolava ao andar de um lado para o outro arrumando os cômodos que negligenciara assim que chegou de viagem. Decidiu limpar tudo a sua própria maneira e deixar as coisas do seu jeito. Pelo menos seria uma forma de distração até a hora chegar... A hora que ELE iria chegar!

Não tinha um mísero produto de limpeza prestando ali, usou uma toalha de banho para tirar pó de certos lugares e a vassoura estava virada em um trapo. Normalmente teria se aborrecido, mas na verdade nem ligava... Estava feliz demais para isso, nem parecia que dois dias atrás fora ao velório de seu pai, muito menos que no dia anterior estava deprimido batendo a cabeça com força nos móveis para apagar as memórias.

– Música... Preciso de música... — Ele cantarolou alegre, correndo apressado e escorregando propositalmente com a meia no piso já limpo da cozinha.

Correu até seu pequeno aparelho de som torcendo para que ainda funcionasse. Nem reparara no objeto quando chegara de L.A., mas agora seria sua maior companhia até às 6h30min da manhã, quando ele finalmente chegaria!

– AI MEU CARALHO! — Kagami gritou empolgado ao olhar seu porta-CD em busca de algo interessante. — Meu caralho, meu caralho, meu caralho!

Só pensava nele, lembrava-se da imagem dele sorrindo em sua frente, ainda sentia o calor dele em sua pele e o gostinho de café no beijo... Estivera com Aomine Daiki, seu Aho, agorinha há pouco. Feliz era o mínimo para descrever como se sentia... Estava radiante, incrédulo, faceiro, aliviado, empolgado, eufórico, ansioso... Ou tudo isso junto.

Aomine Daiki era seu novamente... Ele não estava casado com vadia nenhuma e isso o deixava mais feliz do que nunca! Finalmente eles ficariam juntos para sempre, de uma forma ou de outra! Largaria tudo em L.A. se fosse preciso, já que seu mundo se resumia a Aomine Daiki... Vivera sete anos provando isso para si mesmo!

– Ele sempre foi meu! — Deu de ombros em um gesto displicente e convencido, sorrindo de orelha a orelha. — Ele é meu... Sempre vai ser meu! Ele me ama... Eu amo ele! Agora sim vamos ficar juntos... PRA SEMPRE!

Sua bochecha já estava dormente de tanto sorrir, estava muito contente. Achou o CD perfeito para ouvir, presente dele inclusive. Night Visions, Imagine Dragons.

– Funciona coisinha! — Disse apreensivo ao aparelho de som, ligando-o na tomada e apertando o botão de "power". — Vai... Vai... Isso! Bom menino...

Acariciou-o como se fosse um animal de estimação recebendo uma recompensa antes de abrir o compartimento e colocar o CD para rodar. Tudo estava dando certo demais, até parecia piada. Teve que rir ao lembrar que quase fizera a maior merda de sua vida permitindo o beijo de Benji alguns dias atrás... Quem era Benji mesmo?

– Que cruel... Mas ele não chega nem aos pés do meu Aho! Meu, meu, só meu... Meu Aho! — Riu consigo mesmo assim que a música começou. Radioactive, a melhor do álbum em sua opinião.

Olhou ao redor pensando no que faria a seguir. Ele chegaria do trabalho dentro de duas horas mais ou menos... Provavelmente estaria com fome. Teria que fazer alguma coisa para ele comer, lógico! Ele gostava de coisas doces pela manhã, geralmente panquecas... E gostava de tomar café! Apesar de que ele tomava achocolatado dependendo do humor... Faria os dois de qualquer forma. Ele pode ter mudado seus gostos, sete anos era um longo tempo...

Correu para a cozinha, deslizando de novo no piso e parando em frente a pia, onde pegou uma colher e fingiu ser um microfone, o refrão estava chegando.

I'm waking up!– Cantou junto com a música, quase incorporando um verdadeiro personagem enquanto dirigia-se até a geladeira. — I feel it in my bones, enough to make my system blow! Welcome to the new age, to the new age... Welcome to the new age, to the new age... Oh, oh, oh, oh, oh! Oh, oh, oh, oh, I'm Radioactive, Radioactive!

Riu com a cena de si mesmo cantando, era péssimo nisso, sua voz era uma bosta e estava agindo igual um idiota... Mas porra, estava feliz pra mais de metro! Acabara de ver o amor de sua vida depois de sete malditos anos separados! E ele estaria ali em sua casa em aproximadamente 2 horas e 19 minutos! Poderia abraçá-lo novamente, beijá-lo quantas vezes quisesse... Iria sentir o cheiro bom de sua pele o tempo todo... Ficaria perto dele para se esquentar, porque estava muito frio... Conversariam um monte, com certeza... Poderiam fazer qualquer coisa que quisessem... Estavam juntos de novo! Juntos e livres, finalmente!

– E eu nem perguntei como ele estava! — Ponderou consigo mesmo assim que abriu a geladeira praticamente vazia. — Mas que idiota, Bakagami! Ah, mas ele também não perguntou... Não deu tempo... E eu amo ele, não sei se já disse isso hoje? Mas enfim... Eu amo, amo, amo meu Aomine Daiki! MEU... Meu Aho!

Riu novamente com sua própria atitude, fechando a geladeira. Andou até o outro lado da cozinha para encontrar uma panela que ficava dentro do fogão, mas lembrou-se que não pegou nada para cozinhar. Balançando a cabeça voltou até a geladeira.

Teriam tanto o que conversar, tantos planos a fazer, teriam que decidir bastante coisa se quisessem seguir juntos. Sete anos era um longo tempo... Ele deve ter mudado em algumas coisas, ambos estavam mais maduros, provavelmente com a cabeça diferente... Passaram por tanta coisa.

Kagami não sabia se queria ou não detalhes do passado, porque o que importava era dali pra frente... Mas lógico que precisava entender o motivo de terem se separado, como ele seguiu com a vida, como foi o período de casado... E ali estava a pulga atrás da orelha de Kagami, não sabia se queria saber sobre a vadia. E outra, será que ele ainda tinha contato com Seiko e Ethan? Provavelmente... Eram seus pais... Bem, na verdade eram dois filhos da puta, mas eram seus pais... E tinha Kento também.

– Tá, chega de pensar, depois você pergunta! Cozinhe logo que ele está chegando... — Riu para si mesmo, tentando encontrar ingredientes o suficiente para fazer alguma coisa doce.

Não tinha absolutamente nada ali. Teria que sair para comprar em alguma conveniência milagrosa que estivesse aberta. Ou seria mais fácil ir até uma padaria e já pegar algo pronto que ele gostasse? Não teria tempo hábil de fazer algo tão elaborado nesse meio tempo...

Olhou para a porta da sala enquanto ouvia a música "It's time". Estava tão frio, teria que correr para comprar a comida e ainda tomar um banho bem completo. Ficaria bem cheiroso para ele... Riu com o pensamento, soou muito estranho. Logo lembrou que precisava comprar um shampoo novo também, aquele que usou desde que chegara ao Japão era doce e enjoativo... Aomine não gostava de cheiros muito doces.

– Puta merda, esqueci a bola lá na quadra! — Disse meio atrapalhado assim que passou pelo sofá, pegando a carteira que ali jogara. — Foda-se...

Kagami seria capaz de flutuar se quisesse... Era bom demais para ser verdade, perfeito demais! Estava tão feliz... Sua bochecha dormente falava por ele.

***

~Aomine Daiki~

– Anda logo, hora! — O moreno olhava para o relógio no pulso enquanto tamborilava impacientemente os dedos no volante.

Mais dez minutinhos e voaria para o apartamento de Taiga, do seu Bakagami.

Sorriu de orelha a orelha ao relembrar dos momentos mais emocionantes de sua vida. Pensou que teria um infarto ao ver que era ele na quadra, seu coração até saíra do lugar pela sensação de saudade que tinha no peito. De vez em quando tinha a impressão de que aquela cena não passara de um ataque de hipotermia que o levou a ter alucinações boas, mas a mancha enorme de café em sua perna e o chiclete roubado e sem gosto que mascava denunciavam que era a mais pura, magnífica e deliciosa verdade. Estivera com Taiga!

– Ai meu caralho... — Sussurrou cerrando os olhos com emoção. Seu sorriso era contagiante.

Não iria nem para casa tomar banho, apesar de estar fedendo a café. Trocaria de roupa ali na delegacia mesmo e se arrancaria para a casa dele. O lógico seria tomar um banho antes, ficar bonitinho, preparar-se psicologicamente e comprar algo para comerem... Mas aqueles eram apenas detalhes... Queria mesmo era voltar para o lado dele o mais rápido possível, abraçá-lo, beijá-lo, trazer de volta para si a essência de Taiga e recuperar todo o tempo perdido. Precisavam conversar muito, decidir o que fariam dali para frente. Queria saber tudo o que acontecera com ele nesse longo tempo...

– Ah, que agonia! Que saudade Taiga! — Disse, pegando o cap e jogando no banco de trás. Abençoou-se por não ter saído com aquilo na hora que o reviu, achava o chapeuzinho muito feio, ficaria com vergonha se ele o visse usando aquilo.

Olhou novamente para o objeto em seu pulso e apenas indignou-se. Aquele minuto pareceu na verdade ter levado uns cinco minutos para passar. O relógio parecia estar de brincadeira.

– Ok, só mais nove! — Resmungou ao olhar para a porta da delegacia. Era bom já ir estacionando a viatura na garagem.

Aomine não teve muito que fazer nessa noite– geladíssima - de serviço, não houve nenhuma ocorrência que realmente fosse perigosa ou que exercesse muito esforço. Às vezes se achava um vadio pelo dinheiro que ganhava, mas tinha dias que mal terminava de atender uma coisa, já havia outras cinco na fila. Sem falar que exibia uma bela de uma cicatriz no braço direito para provar que seu trabalho tinha os certos riscos.

– O que importa é que hoje é o dia mais feliz da minha vida! — Disse espreguiçando-se com um sorriso de orelha a orelha ao ligar novamente a viatura. — Meu caralho Bakagami, não acredito que eu estou indo te ver...

Dirigiu-se para a vaga onde sempre guardava a viatura. Geralmente voltava para casa com o próprio carro de serviço, devolvendo-o à garagem apenas no final da semana... Mas aquele era uma ocasião especial e não queria nem pensar em trabalho. O inferno seria sair às 22h para o último dia de expediente da semana, teria que deixar Taiga mais uma vez antes de tê-lo integralmente por um dia que fosse... Detalhes insuportáveis... Mas as demoradas férias estavam chegando.

Olhou para a garagem oposta, a dos funcionários. Seu carro ainda estava estacionado exatamente onde deixara no início da semana. Ele não era lá muito novo e nem de um modelo sofisticado, era popular, mas tinha um valor sentimental enorme. Foi a segunda coisa que adquiriu com seu próprio esforço e luta, pois a primeira fora a profissão dos sonhos. A guerra quando comprou o veículo foi enorme, mas ele vencera e conseguira pagar muito bem, obrigado!

Travou a viatura e andou apressado para dentro da delegacia sem olhar para muita gente no caminho. Cumprimentava vagamente todo mundo, mas seu foco estava no uniforme extra no armário, na escova de dente, no desodorante, nas chaves do carro, na carteira e tchau! Assim o fez, batendo o cartão no relógio-ponto e voando novamente para a garagem sem dar muitas explicações.

– Meu caralho! — Sorria, ao sair do estacionamento da delegacia, dando o sinal para a direita. — Estou indo Taiga... Você está me esperando, não é? Bakagami... Eu não acredito que você é meu novamente! Puta que me pariu!

O moreno estava tão empolgado, mal conseguia conter o sorriso e a alegria. O ato prazeroso de dirigir tornou-se completamente secundário... Queria chegar logo na casa de Taiga, queria vê-lo, ouvir sua voz que agora tinha um sotaque engraçado... Riu com o pensamento. Taiga era perfeito... E seu, para sempre!

Dariam um jeito de viverem juntos, nem que tivesse que largar tudo ali e ir embora com ele para L.A. Conversariam a respeito mais tarde, mas agora queria apenas sentir-se completo, com ele ao seu lado... Precisava de um abraço, um beijo... Precisava dele.

O caminho parecia ter ficado mil vezes maior, mas ali estava ele. Perdera a conta de quantas vezes passara pela frente do prédio dele nesses anos. No fundo sempre tinha a esperança de olhar para o oitavo andar e ver a luz acesa no apartamento 34, mas isso nunca acontecera. Até hoje pelo menos...

– Cheguei Taiga... — Sorriu ao estacionar o carro de qualquer jeito e sair apressado, correndo na direção da entrada.

Sorriu mais ainda ao rever o ambiente familiar, as paredes cor pêssego com detalhes de madeira escura. Nada mudara ali, nem mesmo o porteiro do turno da manhã. Teve que sorrir novamente, aquilo estava ficando viciante.

– Bom dia! — Aomine cumprimentou, olhando o senhor baixinho e corpulento que lia o jornal de forma despreocupada. Dessa vez faria de tudo para não irritá-lo, aprendera inclusive a usar um interfone caso precisasse.

– Bom dia oficial! — Ele exasperou-se ao vê-lo de uniforme. Fechou o jornal e ajeitou a postura instantaneamente. — Em que posso ajudar?

– Não me reconhece mais, Akira-sama? — Perguntou ao se aproximar, rindo da reação exagerada do mais velho. — Vim para visitar Kagami Taiga.

– Ah, é o rapaz do cabelo azul! — Ele estreitou os olhos, mas sorriu em seguida ao recordar-se. — Está mais educado, que bom! Acredito que você ainda pode subir. Ele chegou agora a pouco também...

– Obrigado! — Disse com um sorriso.

Sem pensar duas vezes correu até o final do hall, sabia que o olhar do porteiro o seguia, mas não ligou. Não olhou para trás, queria apenas chegar ao oitavo andar o mais rápido possível.

Por que diabos o elevador estava em manutenção?

Seu coração pulava tanto, estava tão perto de Taiga. Correu escada a cima, passando por aquele lugar nostálgico, onde se beijaram em diversas situações, onde desabafou sobre seu ciúme de Alex e onde conversaram sobre sexo pela primeira vez... Sorriu e continuou.

– Oitavo andar, apartamento 34! — Murmurava como na primeira vez que foi visitá-lo, no dia em que empataram no amistoso, comeram curry e deram o primeiro beijo. — Oitavo andar, apartamento 34! Oitavo andar, apartamento 34! Meu caralho... Não acredito.

O moreno deu leves tapas em sua face assim que chegou ao andar e avistou o grande número 34 na porta. Parou no topo da escada e se acalmou um pouco. Olhou no relógio, 6h52min. Estava atrasado, ofegante, tenso, com saudade, quase explodindo de emoção... Realmente encontrava-se a poucos metros de Kagami Taiga?

– Ai meu caralho! — Murmurou, dando passos apressados até a última porta do corredor cor de pêssego. Estava tão feliz... Quase chorava de novo, já sentia a ardência nos olhos. — Cheguei Taiga! Eu cheguei... Pra sempre agora!

Engoliu saliva e fungou antes de bater duas vezes na porta. Não precisou esperar muito tempo, os passos apressados do lado de dentro denunciaram que ele corria para abrir. Aomine sentiu o estômago entupir-se de borboletas frenéticas voando para todos os lados, suas mãos suavam como nunca e seu coração estava explodindo de tantas sensações e sentimentos. Agora finalmente seria feliz... E o melhor, ao lado da pessoa que amava!

Kagami abriu a porta com velocidade e sorriu de orelha a orelha ao vê-lo parado no corredor. Aqueles malditos caninos estavam para fora de novo, como amava aquilo!

– Bakagami! — Disse, apressando-se em abraçá-lo com força novamente. Poderia esmaga-lo se quisesse.

Sabia que iria chorar... Já sentia as lágrimas quase escorrendo. Estava tão feliz, amava tudo em Kagami Taiga, simplesmente tudo. O cheiro e a textura de sua pele, o calor de seu corpo, a ternura de seus gestos. Ali se sentia completo... Não, ali estava completo.

– Está atrasado... — Ele sorriu choroso, beijando-lhe suavemente o pescoço enquanto o apertava forte, trazendo-o para si.

– Normal... — Riu com a frase, puxando-o para um beijo impulsivo e carinhoso. Conteve o choro, queria apenas sorrir agora, sorrir para sempre. Não seria difícil ao lado dele...

Taiga correspondeu o beijo com uma urgência enorme. Seus lábios tremiam, assim como seus dedos que percorriam de leve os cabelos azuis, era um toque tão doce e gentil que não condizia com suas grandes mãos. Aomine não cansaria de pensar o quão perfeito era o gosto daquela boca macia e quente, agora mesclado com o habitual sabor da pasta de dentes... A mania estranha não sumira.

O moreno fora puxado com carinho para dentro do apartamento ainda durante o beijo. Com um movimento rápido, fechara a porta às suas costas e encostou-se a madeira gelada ao mesmo tempo em que trazia Taiga para perto de si, envolvendo-o com ternura e afeto. O amava tanto... Sentiu tanta falta de seu ruivo, daquele cheiro... Daquele beijo... Daquele corpo... Daquele calor... Da sensação de ser amado de verdade, sentir-se completo, feliz... Impossível descrever com ele o fazia bem.

Afastaram-se suavemente para respirar, ambos sorrindo mais do que suas bocas eram capazes de suportar. Aomine enxugou a única lágrima que escorreu pela bochecha de Taiga e acariciou os cabelos dele, estavam um pouco úmidos do banho. Sentiu-se envergonhado por não ter tomado um também, mas queria ele por perto o mais rápido possível... Eram apenas detalhes.

– Oi Taiga... — Disse, sorrindo como nunca ao encarar os olhos rubros e brilhantes em sua frente.

– Oi Daiki! — Kagami respondeu com uma risada nervosa, encostando o nariz de ambos. — Tudo bem com você?

– Agora sim, finalmente! — Disse, acariciando o nariz dele com o seu próprio. — E com você? Tudo bem?

– Tudo ótimo! — Ele respondeu, fechando os olhos. — Eu ainda não estou acreditando que isso realmente está acontecendo...

– Nem eu... — Riu Aomine, acariciando seu rosto com a ponta dos dedos. — Mas eu estou tão feliz Taiga! Tão feliz...

– Nem me fale, sinto que vou explodir! – O ruivo riu, passando os polegares com carinho em suas bochechas. – Caralho, isso é uma alucinação... É bom demais pra ser verdade.

– Achei que estava tendo uma alucinação lá na quadra! – Aomine rebateu, dando-lhe um selinho demorado. – Eu estava pensando em você quando o vi, quase morri afogado com o meu café.

– Eu também estava pensando em você quando levei a bolada nas costas! – Kagami disse rindo e dando-lhe outro selinho carinhoso. – Eu ia atrás de você hoje à tarde, sabia?

– É mesmo? – Aomine perguntou surpreso, mal contendo a satisfação. Ele é tão perfeito, não cansava de olhá-lo.

– Sim... – Confirmou o ruivo, acariciando seu nariz novamente. – Estou no Japão desde terça-feira.

– E por que não me procurou antes? – Perguntou fingindo indignação enquanto o trazia mais para perto de si, passando os dedos em sua nuca.

– Porque até onde eu sabia você era casado. – Kagami deu de ombros. Sua expressão ficou um pouco séria quando disse aquilo. – Tinha um pouco de receio de ver você com...

– Não sou mais casado. Sou seu, é isso que importa. – Aomine o interrompeu acariciando seu rosto com carinho e tomando-lhe os lábios em um beijo rápido. Queria ver o sorriso que tanto amava. – Me arrependo de não ter terminado com essa merda toda antes, sou um idiota, um burro. Poderia estar com você há anos... Eu acho!

– É claro que sim, eu te esperei esse tempo todo Aho. Por que não me procurou antes? – O ruivo sorriu de canto e usou ironia na última pergunta. Ainda era um idiota, o idiota mais perfeito do mundo.

– Eu te procurei a vida toda na internet! – Explicou-se o moreno erguendo as sobrancelhas. – Eu estava com planos de ir atrás de você em L.A. nas férias, meu passaporte está quase pronto. Isso sem falar que eu estou tentando te ligar desde o começo da semana.

– Jura?– Taiga perguntou radiante, sorrindo de orelha a orelha ao ouvir aquilo. Ele ficava tão lindo com aquela expressão. — Kuroko passou meu número para você, no mínimo!

– Sim! – Aomine confirmou, notando cada detalhe no rosto de Taiga. Ele não mudou praticamente nada... Suas linhas faciais ficaram mais fortes, havia uma cicatriz pequena e fina em sua bochecha esquerda, o tom de pele estava um pouco mais bronzeado e havia algumas minúsculas e imperceptíveis sardas a mais. Lindo, como sempre.

– O número de L.A. não funciona aqui, Aho! – Disse, dando mais um selinho em seus lábios.

– Eu sei... Mas não sabia que você estava aqui! – Aomine rebateu, dando de ombros. – Achei que você tinha achado outra pessoa, desistido de mim...

– Nunca existiu outra pessoa... Só existe você pra mim, Daiki, só você. – Ele o encarou com os olhos brilhando cada vez mais. – Ainda bem que sou um idiota que sai para jogar basquete no meio da madrugada. – Kagami finalizou num sussurro, tomando os lábios em outro beijo necessitado.

Aomine concordou mentalmente duas, até três vezes com aquilo enquanto correspondia o gesto a altura, inserindo e movendo com calma a língua dentro daquela boca maravilhosa, quente e gostosa de Taiga... Amava a textura, amava o gosto, amava tudo... A formicação em seu baixo ventre era inevitável, estava há anos se privando dele, apenas carregando os momentos de prazer em suas lembranças. Seu pênis estava ficando duro, queria tê-lo novamente para si, sentia falta do seu Kagami Taiga do jeito que só ele conhecia... Suspirou fundo e controlou-se, precisava ir devagar, conversar primeiro... Calma Daiki, calma...

– Aho! – Taiga sorriu e o abraçou com carinho assim que se afastaram para respirar. – Agora finalmente nós vamos poder ficar juntos, não é? E se depender de mim vai ser para sempre... Eu simplesmente não sei viver sem você, e olha que eu tentei.

– Claro que vamos ficar juntos para sempre, Bakagami! Não deixarei você ir embora nunca mais... Você é meu Taiga, só meu!– Aomine sorriu, abraçando-o com força.

Ficou imaginando como ele havia “tentado” ficar longe de si... Sentiu ciúmes de algo que nem tinha certeza e riu de sua própria atitude infantil. Ele provavelmente saiu com outras pessoas, não é? Não sabia ao certo se gostaria de ouvir a resposta, mas a curiosidade era maior, queria saber tudo, tudo, tudo o que aconteceu em sua vida. Afinal, o que importava era dali em diante... Juntos!

~Kagami Taiga~

– Está com fome, Aho? – O ruivo perguntou ao olhar novamente aqueles olhos lindos em sua frente. Sentia-se tão confortável na presença de Daiki que nem parecia ter passado sete anos desde a última vez que se viram. Era o amor de sua vida... Simples assim.

– Se eu falar que não eu estarei mentindo... – Ele respondeu um pouco sem graça.

– Eu sabia que sim! – Kagami exclamou satisfeito, dando-lhe um selinho. – Eu fiz e comprei um monte de coisas para nós comermos! Vem!

Eufórico, pegou-o pela mão e o trouxe na direção da mesa da cozinha. Não queria ficar um centímetro sequer longe dele, mas ele parecia estar com fome e cansado do trabalho, sem falar que sua pele estava gelada, provavelmente sentia frio. Faria de tudo para ele sentir-se bem ao seu lado, como nos velhos tempos.

– Você não mudou... Sempre exagerado, Taiga! – Ele sorriu de orelha a orelha, olhando para a bancada cheia de comida em sua frente.

– Eu comprei e fiz o que lembrava ser do seu gosto! – Deu de ombros sem graça, olhando-o com carinho. Ele estava feliz, via em seus olhos azuis. – Mas como passou bastante tempo você pode ter mudado... Então comprei mais coisas.

– Você é tão perfeito Taiga... Obrigado. – Ele sorriu, virando-se para beijá-lo enquanto acariciava seus cabelos vermelhos.

– Você que é perfeito, Daiki! Acho que hoje é o melhor dia da minha vida, sabia?- Kagami sorriu tímido vendo-o sentar-se no banco que sempre usava no passado.

– Da minha vida é, isso eu tenho certeza! — O moreno rebateu, acariciando seu queixo enquanto o encarava com uma expressão leve e perfeita.

O ruivo finalmente entendeu o sentido completo da expressão "se derreter por uma pessoa". Foi aquilo que sentiu ao receber o último olhar de Daiki, acompanhado por um toque tão inocente e gentil. Iria explodir ali mesmo se não se controlasse, ele era tão lindo...

– Posso pegar? — Daiki perguntou um pouco envergonhado, olhando para a comida enquanto Taiga ainda o encarava sem reação.

– Lógico! É para você... — Kagami riu, saindo de seu momentâneo estado de transe. — Quer café, chá ou achocolatado?

– Tá brincando que você fez os três? — Aomine perguntou com um sorriso e com um pedaço de donuts na boca.

– Eu fiz! — Kagami deu de ombros, ainda o encarando. — Qual você quer?

– Pode ser café. — Ele sorriu, coçando a nuca indeciso. — Mas pode deixar que eu mesmo pego!

– Não precisa Aho! — Kagami dirigiu-se à pia para buscar o líquido quente na cafeteira, acariciando seus fios azuis ao passar.

O ruivo poderia sair pulando, cantando, gritando de tão feliz que estava. A vontade de se jogar na cama, se debater, rolar de um lado para o outro e berrar como um louco o invadiu... Faria isso mais tarde, tinha certeza! Estava tão feliz que poderia morrer.

***

– Quer ajuda com a louça? — O moreno perguntou, observando-o ao se encostar na bancada.

– Aprendeu a lavar louças é? — Kagami perguntou irônico, olhando-o por cima do ombro ao se dirigir até a pia.

– Lógico, eu sou prendado agora! — Ele sorriu orgulhoso. — Posso enxugar se você quiser...

– Quem disse que vou perder nosso tempo lavando louça? — Kagami riu, olhando-o de canto assim que colocou a última xícara na pia. — Elas não vão fugir... Você vai!

– Mas eu sempre vou voltar. — Aomine falou com um meio sorriso, esticando a mão para ele. — Vem aqui comigo, Taiga! Preciso de você!

Kagami sentiu-se como um cachorrinho voltando para o dono com o rabo abanando, pelo menos a sensação deveria ser a mesma, satisfação pura. Não queria ficar longe de Daiki nem mais um minuto sequer. Num impulso o abraçou e depositou um carinhoso beijo em seus lábios aquecidos pelo café. Faria aquilo até sentir-se satisfeito, iria precisar de pelo menos alguns milhões de beijos para sentir-se completo de novo, precisava recuperar todo o tempo perdido.

Kagami apoiou-se sobre o corpo dele, pressionando-o contra a bancada enquanto o beijava suavemente, acariciando seu rosto. Afastou-se alguns centímetros para olhá-lo de perto e reparar em cada detalhe mais uma vez. O ruivo passava a mão em cada linha de sua face, ele estava tão lindo, tinha um semblante mais duro, adulto, sexy... Continuou percorrendo seu rosto com a ponta dos dedos, mas parou sobre a sobrancelha esquerda, onde havia uma pequena cicatriz.

– Isso aqui não existia... — Sussurrou, acariciando o local e encarando Daiki, esperando algo como uma explicação.

– Ganhei no dia do apocalipse... — Aomine sorriu de canto, com uma expressão pesarosa. — Nem eu sei como, acho que bati num móvel.

– Apocalipse? — Kagami o olhou confuso, agora olhando-o nos olhos.

– O dia em que Seiko descobriu sobre nós dois. — Ele deu de ombros.

– O que aconteceu, Daiki? — O ruivo perguntou em um sussurro levemente preocupado, acariciando suas bochechas com os dedos. — Eu ainda não sei... O motivo, como foi...

– É uma longa história... — Ele o olhou com carinho, acariciando sua nuca.

– Eu quero saber tudo o que aconteceu com você nesse meio tempo. — Kagami pediu, dando-lhe um selinho cheio de ternura. — Eu preciso saber de tudo ...

– Eu vou te contar sim, mas só se você também me contar como foi a sua vida longe de mim. — Ele disse com as sobrancelhas levantadas, como se estivesse fazendo uma proposta.

– Eu contarei! — O ruivo sorriu, apoiando testa com testa, nariz com nariz. — Você está tão gelado Aho...

– Trabalhei fora a noite inteira, é assim mesmo, demora até eu me esquentar de novo. — Ele sussurrou, abraçando-o com força.

– Então vamos sentar ali, vou buscar uma coberta pra gente... — Disse Kagami em sua orelha, puxando-o pela mão e o guiando até o sofá. — A propósito, você fica muito bem de uniforme.

Fica um gostoso na verdade... O ruivo reparara naquilo desde que ele entrou pela porta. Kagami precisava parar com essas coisas, se reencontraram há tão pouco tempo e mesmo assim já teve duas ereções entre os beijos que trocaram, precisava ir com mais calma ou não conseguiria se controlar.

– Eu sei que sim! — Ele disse triunfante e convencido. — Mas você também deve ficar, tenho certeza...

– Não muito! — Fez uma careta ao vê-lo sentar-se. — Geralmente estou coberto de pó, suor ou fuligem... Isso quando não são os três juntos.

– Tem alguma foto? — Ele perguntou curioso. — Preciso ver isso! Você todo sujo vestido de bombeiro deve ser, no mínimo, interessante.

Aquilo quase soou como uma provocação irônica, atitude digna de Aomine Daiki. O ruivo sentiu falta daquilo também.

– Acho que tenho alguma coisa no meu celular! — Kagami disse com um sorriso, inclinando-se para dar-lhe um selinho. — Vou buscar a coberta também.

– Não demora! — Aomine disse manhoso, fazendo Kagami ter quase um surto de euforia em seu interior. — Te dou 20 segundos para ir e voltar...

– Entendido! — Disse como se respondesse a uma ordem, andando apressado até o quarto para pegar a coberta e o celular guardado em baixo do travesseiro. Havia tirado algumas fotos no quartel, mostraria para ele.

– Ok, está há cinco segundos atrasado! — O moreno reclamou olhando para o relógio, ao vê-lo surgir pelo corredor. — Cinco segundos que perdeu da minha maravilhosa companhia. Oito agora... Nove... Dez...

– Você não tem moral nenhuma para falar sobre atrasos, Aomine Daiki. — Kagami provocou, jogando a coberta por cima da cabeça do outro, fazendo-o se debater para sair debaixo delas.

– Ainda está perdendo tempo Bakagami! — Ele sorriu ao livrar-se do cobertor, puxando o ruivo pelo cós da calça. — Vem aqui comigo!

As almofadas rolaram para o chão assim que o ruivo caiu no sofá rindo como um retardado. Aomine dirigiu o olhar para as manchas de gozo que nunca sumiram do tecido azul e então sorriu, olhando novamente para Taiga com uma expressão particularmente safada.

– O que foi? — O ruivo lançou a pergunta perante o sorriso de canto do moreno, mas já sabia de tudo o que ele pensava.

– Nada... — Ele disse com a voz arrastada e particularmente sensual, dando-lhe um beijo rápido nos lábios.

– Sei! — Kagami riu. Claro que ele estava lembrando-se de quando mancharam o sofá...

– Por que Bakagami? — Ele continuou com aquele tom provocante, aproximando os lábios, mas sem tocá-los. — O que está passando nessa sua cabeça?

A imagem de você me comendo nesse exato momento... Kagami pensou, mas não disse nada. Era incrível como Aomine continuava intenso. Sentir o hálito quente do moreno bater em sua face já era o suficiente para deixar Kagami extremamente excitado, ainda mais encarando aquele olhar azul profundo e perigoso que tanto amava.

– Nada de mais... — O ruivo rebateu, dando-lhe um selinho úmido e leve no lábio inferior.

– Achei que você estivesse pensando o mesmo que eu... — Ele sussurrou, passando a língua em seu lábio. — Parece que me enganei.

– E no que você está pensando? — Kagami murmurou de forma inocente, mas cheia de malícia também.

Ele hesitou um instante, mas seus olhos faiscavam de desejo. Sentiu a respiração de Aomine acelerar e bater em sua face. O moreno estava bastante excitado também, lembrava claramente do olhar que ele lhe lançava quando sentia tesão... E era exatamente aquele ali.

As lembranças vinham à tona. Taiga queria senti-lo dentro de si novamente, seu corpo ansiava por aquilo... Fazia tanto tempo... Uma deliciosa ereção estava presente no meio de suas pernas naquele exato momento, não iria resistir mais. Almejava recomeçar com mais calma, ter antes de qualquer coisa uma longa conversa para depois darem um segundo passo, mas era tarde demais... Precisava de Aomine naquele instante, o amava demais, eram um do outro para sempre... Sentia falta daquele corpo o dominando por inteiro, penetrando-o e o fazendo delirar...

– Fala pra mim Aho... — Disse com a voz arrastada, dando-lhe mais um selinho no canto dos lábios enquanto passava a mão suavemente entre seus cabelos azuis e macios. — No que você está pensando?

– No quanto eu quero te jogar na cama e te foder até matar a saudade... — Ele sussurrou, fazendo a ereção de Taiga pulsar e um leve gemido erótico escapar por sua garganta. Aquilo com certeza tirou alguns minutos da duração do sexo...

– Então estamos pensando a mesma coisa Daiki... — Sussurrou com a voz tremida de desejo enquanto passava a mão na parte interna da coxa do moreno, aproximando-se de sua ereção lentamente. – Quero que você me fôda Daiki... Agora! Do jeito que você quiser... Do jeito que você sonhou durante esses anos... Porque eu perdi as contas de quantas vezes gozei sozinho gritando seu nome na minha cama imaginando você me comendo com força, do jeito que só você sabe fazer...

– Ah Taiga, você está tão safado... Eu gosto... — Ele arfou com os olhos fechados e com a voz embargada de desejo. – Eu estou com tanto tesão que poderia gozar só de te ouvir falar essas putarias...

– É mesmo? — O ruivo estremeceu triunfante, mordendo-lhe o pescoço de leve e mal contendo sua própria excitação. Menos alguns minutos de sexo depois daquela frase sobre putarias... Sentia seu pênis tão molhado, o pré-gozo já escorria por ele deixando a cueca úmida, se não cuidasse iria gozar também. — Você sabe que gosto de um desafio, não é?

– Sei sim... – Ele gemeu com um sorriso pervertido, ainda de olhos fechados. Aomine adorava brincar, mas aquilo era masoquismo puro, muito mais do feitio de Taiga. O moreno movia o quadril inconscientemente, procurando aproximar-se da mão que deslizava por sua coxa.

– Mas eu não quero te fazer gozar só com palavras Daiki, quero que você goze dentro de mim gritando o meu nome. – Murmurou, sentindo as próprias pernas tremerem assim que encostou os dedos de leve no membro de Daiki. O pênis dele pulsava e o calor chegava em sua pele através do tecido da calça. — Depois de tanto tempo eu tenho certeza que você também está morrendo de vontade... Eu estou sentindo aqui na minha mão agora...

– Ah Taiga! — Aomine começou a mover lentamente o quadril para frente e para trás ainda sentado no sofá, implorando para que a mão do ruivo o estimulasse.

– Meu gostoso... — Disse ao passar a mão com vontade em seu membro, arrancando-lhe um rouco e contido gemido.

Daiki estava tão excitado, Kagami via e se deliciava com aquela cena erótica, iria subir ali daqui a pouco para se esfregar... Ele iria gozar sem fazer sexo, almejava isso agora, já que ele assumira a posição de masoquista dessa vez... Queria deixá-lo louco, assim como ele o estava deixando apenas por seguir seu instinto.

Sem pensar muito, o ruivo realmente sentou no colo de Daiki, forçando-o a abrir os olhos e sorrir com malícia, aquele sorriso o enlouqueceu... Kagami o beijou com vontade, inserindo a língua em sua boca gostosa de forma sensual e lenta. Começou a mover o corpo da mesma forma em cima do membro de Aomine, arrancando dele alguns gemidos deliciosos de ouvir. Se continuasse assim iria gozar também, pois seu pênis roçava contra o corpo dele... Depois de tanto tempo sem fazer sexo não seria algo surpreendente se chegasse ao orgasmo tão facilmente, ainda mais quando finalemente estava com ele, seu Aomine Daiki. Ele o enlouquecia...

Kagami desceu os lábios novamente até o ouvido do moreno, que por sua vez o apertava contra o próprio corpo, simulando o sexo em si sem pudor algum... Ele parecia conhecer as intenções de Taiga, e estava realmente gostando da brincadeira, simplesmente se deixava levar e fazia aquilo com maestria.

– Eu quero tanto sentir o seu pau entrando e saindo bem devagar, bem gostoso, do jeito que só você sabe fazer Daiki... — Kagami gemeu com a voz rouca, mordendo os lábios e enterrando os dedos nos cabelos azuis enquanto ia de encontro com a ereção do outro. — Me fode Daiki... Eu quero tanto você... Senti tanta falta disso... Me fode agora, por favor... Estou todo molhado...

– Taiga, eu não vou aguentar... — Ele gemeu de forma urgente contra a pele de seu pescoço, depositando ali uma mordida forte enquanto fazia Kagami se mover mais depressa. — Eu vou gozar...

– Então goza pra mim, goza pro seu homem, pro seu Taiga... — O ruivo pediu com um longo murmúrio no ouvido do moreno. Mal se continha, estava sentindo a habitual formicação em seu baixo ventre enquanto seu pênis roçava no abdome de Aomine.

– Meu, só meu! — Ele arfou, encarando-o com a expressão mais excitante e possessiva do mundo. — Meu gostoso... Meu Taiga. Meu...

– Ah... Daiki... — O ruivo delirou ao senti-lo esfregar a mão em seu membro por cima da calça, agora iria gozar, não tinha mais saída... Já sentia o líquido quente jorrar e molhar o tecido de seu jeans. Como era delicioso, finalmente gozava para ele, ele o ouvia gritar... Ele o estimulava... Era tão gostoso.– Ah... DAIKI!

– Taiga! — Um gemido alto e rouco escapou da garganta de Daiki, que enterrou a cabeça no tórax de Kagami apertando suas costas com força, arranhando a pele por de baixo do moletom. Ele tinha espasmos e mordia o tecido da roupa do ruivo durante o próprio orgasmo.

Kagami sorriu trêmulo ao vê-lo se acalmar aos poucos abaixo de si. Eles nem sequer se tocaram direito e gozaram juntos, de forma intensa, simples e muito gostosa... Ambos precisavam daquilo, mas o ruivo queria muito mais... Sabia que Aomine também queria.

– Eu... Eu te amo tanto, Taiga... — O moreno sorriu contra seu tórax, olhando para cima vagarosamente com uma expressão perfeita e quase tímida. — Tanto...

– Meu Aho... — Kagami sorriu ofegante, beijando o topo de sua cabeça e apoiando ali sua própria testa. — Eu também te amo, muito mesmo!

– Eu juro que queria ir devagar... — Ele riu nervoso, encostando o rosto em seu peito enquanto o abraçava com carinho. — Juro que queria conversar antes de fazer qualquer coisa... Mas... É inevitável.

– Eu pensei a mesma coisa! — Kagami riu com a reação, acariciando o rosto dele com carinho. — Realmente é inevitável, você me enlouquece Daiki. Eu senti tanto sua falta, em todos os sentidos, inclusive nesse...

– Eu também Taiga! — Ele o olhou com um meio sorriso no rosto. — Foi realmente torturante ficar longe de você esse tempo todo! Como sou burro... Sempre fui um idiota, mas eu perdi alguns dos nossos anos por pura burrice.

– Ei, claro que não Daiki... Estamos juntos agora, não é? — Kagami sorriu, forçando-o a olhar para cima ao apoiar o dedo em seu queixo. — Temos apenas 24 anos, somos jovens... Vamos fazer dar certo agora, pensar com calma e fazer nossos planos da forma correta... Agora vai dar certo!

– Eu não tenho intenção nenhuma de deixar você... Nunca mais... Taiga, não consigo ficar sem você! — O moreno o encarou com os olhos brilhando de uma forma quase suplicante. – Faz tanto tempo que não nos vemos, mas eu me sinto tão confortável ao seu lado, parece que nos despedimos ontem e nos encontramos hoje... Sabe?

– Eu sei... — Sorriu de orelha a orelha ouvindo aquilo. — É porque nosso sentimento não mudou em nada. Na verdade só aumentou por causa da saudade...

– A gente nasceu um para o outro, não é? — Ele disse em um tom tímido.

Novamente Kagami teve a sensação de se derreter inteiro por Aomine. Seu coração bateu extremamente rápido depois daquela frase, sentiu-se mais feliz do que nunca.

– Sim Daiki... — Respondeu com ternura. — Nascemos um para o outro...

O moreno sorriu radiante, abraçando-o com força e apoiando novamente o rosto em seu tórax. Kagami retribuiu o gesto, envolvendo-o com os braços.

– Ei Aho... — Chamou, sentindo o gozo escorrer por sua perna e causar uma sensação gelada em seu corpo. — Vamos tomar banho?

– Eu estou fedendo? — Ele perguntou de repente, olhando para cima com uma expressão preocupada e cômica.

– Não! — Kagami riu alto com reação dele. — Você nunca fede... Nem depois do basquete você fedia! É só porque agora tem, sabe... Coisas geladas escorrendo em minha perna...

– É, em mim também... — O moreno sorriu tímido. — A gente nunca tomou banho juntos, não é?

– Não! — Comentou Kagami, já se levantando e esticando a mão para ele a segurar. — Eu nunca tive coragem de te pedir...

– E de onde veio isso agora? — Aomine perguntou curioso, abraçando-o pelos ombros assim que se dirigiram juntos para o banheiro.

Kagami nada disse, apenas sorriu e deu de ombros.

***

~Aomine Daiki~

O moreno sentia a água quente escorrer por suas costas, o jato do chuveiro atingia repetitivamente aquele único pedaço de pele, estava quase o queimando, mas não ligava... Estava abraçado e desfrutando de cada parte do corpo do amor de sua vida depois de tanto tempo. A dor era apenas um detalhe...

– Você é perfeito Taiga... — Sussurrou no ouvido do ruivo com a voz embargada de desejo ao beijar os ombros dele, subindo suavemente com a língua até seu pescoço. Seu membro já duro roçava provocantemente as nádegas do ruivo, mas iria fazer tudo com calma dessa vez. — Todo perfeito... Todo meu...

– Para sempre seu, Daiki... — Ele sussurrou com a voz arrastada, mal contendo sua própria excitação ao encostar as costas no tronco forte de Aomine.

Um arrepio cruzou o corpo inteiro do ruivo com aquele contato, Daiki sentiu quando passou as mãos por seu peito, descendo vagarosamente por seu abdome definido até finalmente alcançar sua ereção, onde começou um lento movimento de vai e vem. Deliciosos gemidos roucos escapavam da garganta do ruivo conforme aumentava a intensidade.

Taiga cerrou os olhos e apoiou os braços na parede gelada de azulejos cor creme, mal se contendo. O corpo trêmulo praticamente implorava, ele queria, precisava ser penetrado. Aomine queria o mesmo, já não aguentava mais... Fazia tantos anos... Mas ainda não!

Vagarosamente o moreno mordeu cada pedaço das costas de Taiga, desde o início da nuca até a base de sua coluna, agachando-se conforme se aproximava do local que queria provar. A falta de coragem nunca o permitiu fazer aquilo antes... Mas hoje era diferente.

– Daiki... — O ruivo arfou surpreso, percebendo a malícia em sua intenção. Ele inclusive olhou para trás incrédulo e gemeu alto ao sentir a língua do moreno o invadir lenta e sensualmente. — Ah... Daiki...

Aomine continuou com aquele gesto erótico e inusitado, sentindo cada vez mais prazer ao deliciar-se com as reações do corpo de Kagami. Ele queria mais daquilo, gemia alto, como nunca, estava gostando muito e isso era a maior satisfação que o moreno podia sentir. Não tinha vergonha de seu gesto, Taiga era seu... O amava de corpo e alma, só ele importava agora.

– Por favor... — Taiga implorava por mais, fechando os punhos com força contra a parede de azulejos. Seus dedos estavam esbranquiçados pelo esforço de tentar se conter. — Daiki... Daiki... Eu...

Ele ia gozar apenas com aquilo, o que incentivou Aomine a continuar com o trabalho de sua língua. Era excitante ao extremo vê-lo se debater e enrijecer o corpo tentando segurar o que era inevitável... Aquele era seu prêmio.

Os espasmos atingiam o corpo do ruivo conforme o líquido jorrava de seu pênis e atingia as paredes em sua frente. Taiga atirou a cabeça para trás soltando um rouco gemido capaz de enlouquecer qualquer um. Ambos estavam tão necessitados, precisavam tanto um do outro...

Aomine não se aguentava mais, sentia seu pênis pulsar de excitação, há anos estava se privando daquilo. Ergueu-se suavemente, abraçando o corpo ofegante e trêmulo em sua frente.

– É gostoso? — Perguntou malicioso perto do ouvido do ruivo, fazendo-o arfar.

– Sim... — Sorriu ainda incrédulo. — Muito...

– Eu quero você, Taiga! — Aomine beijou a nuca do ruivo, descendo uma das mãos até o pênis de Kagami, estimulando-o novamente. Tinham sete anos perdidos para recuperar... Se precisasse faria tudo de uma vez só.– Eu quero você agora...

– Eu também quero você, Daiki... — Ele gemia, ainda tendo espasmos involuntários do recém-orgasmo. — Muito...

O moreno beijou a pele de seu ombro ao posicionar seu membro entre as nádegas do ruivo. Ele reagiu instantaneamente, inclinando-se um pouco na direção da parede.

– Você é tão gostoso... — Aomine sussurrou ao puxá-lo pelo quadril em sua direção com uma das mãos, enquanto a outra percorria com luxúria as costas largas e bem feitas. Amava a textura daquela pele, não se cansaria jamais daquilo.

O delírio o invadiu conforme o penetrava com facilidade, mordeu os lábios assim que a cabeça de seu pênis entrou de uma vez. Estava tão apertado, mas deslizava tão bem... Taiga auxiliava, indo de encontro com sua virilha. O gemido de ambos se misturou assim que chegou ao fundo, atingindo a próstata de Kagami no primeiro movimento.

Aomine começou a estocá-lo mal conseguindo conter os próprios gemidos. Era uma sensação deliciosa, incrível, perfeita... Esperou por anos... Uma mulher jamais chegaria aos pés daquilo, nada jamais chegaria aos pés de seu Kagami Taiga. Nada!

– Vai Daiki... — Ele gemeu, pedindo por mais enquanto empurrava seu corpo grande e lindo para trás, auxiliando no movimento.

– Taiga... — Murmurou, fechando os olhos e mordendo os lábios na busca de intensificar ainda mais a sensação. Aquela cena em sua frente iria apenas adiantar as coisas, amava as costas de Kagami e ver aquilo apenas o faria gozar mais cedo.

Seu corpo já conhecia bem o caminho, ia para frente e para trás, revezando entre estocadas retas e sutis movimentos com o quadril... Sabia que Taiga gostava, os gemidos dele indicavam que ele estava na verdade delirando. Já tinha entre suas pernas uma nova e deliciosa ereção, mas como de costume ele não se masturbava... Insistia que não precisava daquilo, sentia prazer o suficiente com a penetração.

– Vai... — Ele pediu, apertando a testa contra a parede gelada, quase encostando o tórax ali também. — Mais fundo Daiki...

Obedeceu sem pestanejar, colocando todo o tesão que tinha naqueles movimentos viciantes e eróticos, fazendo o som dos corpos ecoar pelo banheiro assim como o gemido rouco de ambos. Seu corpo movia-se compassado, entrando e saindo de Taiga do jeito gostoso que ele mencionara anteriormente.

Aomine não iria longe, sentia a formicação chegar antes da hora... Mesmo assim queria dá-lo o máximo de prazer possível. Levou a mão até seu pênis, fazendo-o tremer e gemer mais alto assim que começou a masturbação.

– Daiki! — Ele arfou, cerrando os punhos com mais força contra a parede.

Kagami começou a descompassar conforme tentava auxiliar nos movimentos do corpo. Aquele maldito gostoso estava quase gozando novamente, isso apenas incentivava Aomine a continuar, masturbá-lo mais, atingir cada vez mais sua próstata, com mais força, mais fundo... Queria vê-lo delirar, gritar de desejo, pedir mais, chamar seu nome. Queria vê-lo sorrir depois...

– Estou quase gozando, Taiga... — O moreno gemeu com a voz rouca, sentindo o habitual formigamento sair de sua virilha em direção ao resto do corpo.

– Vai Daiki... — Ele olhou de canto por cima do ombro com uma expressão maliciosa e excitante. — Goza pra mim... Vai! Goza comigo...

A voz dele fez milagres, soou como uma ordem que o corpo de Daiki obedeceu sem hesitar. O grito ficou preso em sua garganta, mas o jato de gozo espirrou diretamente dentro do corpo de Taiga, dando a Daiki a libertadora e deliciosa sensação do orgasmo... Continuava a se mover trêmulo, ainda sentindo o líquido jorrar. Com um grito contido pareceu perder a razão por alguns instantes, fechando os olhos e apenas seguindo seus instintos... Mal percebera que Taiga também chegara ao orgasmo pela terceira vez naquela manhã... Aomine sorriu satisfeito.

Sem pensar duas vezes o moreno o envolveu com carinho pelas costas ao remover-se de seu interior quente. O puxou para debaixo do chuveiro e assim permaneceram por um longo período, abraçados, ofegantes, aquecendo-se com a água que escorria por seus corpos. Aomine apoiava sua cabeça no ombro de Kagami, que pendia sua própria cabeça contra o rosto do moreno.

– Daiki, você não tem ideia de como eu estou me sentindo completo e feliz ao ter você aqui comigo de novo. — Ele disse com a voz chorosa, o que fez Aomine sair de seus devaneios, apertando-o com mais força contra seu peito em um gesto de carinho.

– Eu tenho ideia sim... — Sussurrou, beijando-lhe o ombro antes de virá-lo para que se olhassem. — Porque eu estou sentindo exatamente a mesma coisa Taiga.

A discreta lágrima de felicidade se misturando com a água do chuveiro foi inevitável, assim como o beijo que deram em seguida. Tinha muita sorte mesmo em ter reencontrado Taiga assim, do nada... No meio da madrugada. Parecia um sonho, o melhor sonho de sua vida.

Era impossível viver longe dele, simplesmente não tinha como. Aomine até tentou seguir em frente, mas a vida só é vida mesmo quando ele está ali... Agora finalmente poderia ser feliz de verdade.

***

– Meu caralho, que frio! — Kagami riu desesperado assim que saíram correndo do banheiro em direção ao quarto.

Aomine o acompanhava de perto, rindo do ruivo em sua frente. Ele pode até ter ficado mais velho, suas linhas e expressões ficaram mais fortes, aparentava inclusive estar mais maduro, mas mesmo assim sempre seria um Bakagami retardado.

Não podia negar que estava frio mesmo... Pra caralho. Assim que chegaram ao cômodo simplesmente largaram as toalhas úmidas no chão e se jogaram em baixo das cobertas numa tentativa desesperada de esquentarem instantaneamente.

– Você é monte, né Taiga? — Aomine riu trêmulo, abrindo espaço para ele deitar sobre seu tórax.

– Ah Aho, cala a boca! — Sorriu, envolvendo-o com os braços e pernas para esquentar-se em seu corpo gelado.

– Como é que você foi se esquecer de pegar a porcaria da roupa... — O moreno gargalhava, balançando a cabeça ao apertá-lo contra seu corpo com carinho.

– Você que foi me levando para o banheiro, nem me lembrei desse detalhe... — O ruivo deu de ombros, ainda rindo.

– Ah, claro, vem jogando a culpa em mim! — O moreno cerrou os olhos. — Bem tua carinha Taiga...

– Puta merda, a outra coberta ficou na sala! – Ele disse indignado ao puxar um dos cobertores para cima de suas costas.

– Boa sorte! — Aomine disse com um tom irônico, desfazendo o abraço para ele ir buscar.

– Ah, busca lá pra mim, Aho... — Ele pediu quase suplicante, agarrando-se mais em seu corpo.

– Sem chance! – O moreno deu de ombros, sorrindo de canto. — Eu sou a visita aqui!

– Por favor, Aho... – Ele sussurrou, dando-lhe um selinho carinhoso. Aomine o encarou, aquela carinha de cachorro abandonado não o convenceria... Ou talvez sim...

– Decidiremos como adultos! — Aomine sugeriu, erguendo o punho para começarem uma disputa séria. – Par!

– Ah, sempre perco nessa merda. — Irritou-se Kagami repetindo o gesto. — Ímpar...

– Um, dois, três e já!

– Ca-ce-te! – Kagami reclamou ao mesmo tempo em que um enorme sorriso triunfante cruzou os lábios de Aomine.

– Você sempre tira dois... – O moreno riu enquanto dava espaço para ele se levantar. — Não mudou em nada Bakagami!

– Vai ter volta, policial! – Ele disse ameaçador ao sair da cama e sumir correndo nu pela casa.

Aomine sorriu de orelha a orelha, estava tão feliz. A fitinha azul ainda estava amarrada na perna de Taiga, assim como a vermelha ainda estava na sua... Ambas um pouco gastas e desbotadas, mas estavam ali, firmes e fortes, assim com o sentimento de ambos.

– Ai meu caralho... – O moreno sussurrou, rolando de um lado para o outro na cama em um pequeno surto de euforia. Pareceu uma criança abrindo seus presentes no dia de Natal, estava tão contente que o sorriso mal cabia em seu rosto.

– Frio, frio, frio... – O ruivo reclamava no corredor, voltando com passos apressados.

Taiga entrou enrolado na coberta fechando a porta com o pé ao passar, era uma cena realmente cômica. Com pressa jogou a coberta por cima deles de qualquer jeito e se embrenhou por debaixo do tecido, voltando rápido para o abraço de Aomine.

– O mesmo Bakagami de sempre... – O moreno suspirou feliz, apertando-o com força contra si.

– Você também continua o mesmo Aho! – Kagami deu de ombros, aninhando a cabeça na curva de seu pescoço. – Não vi nenhuma diferença além da cicatriz na testa e no braço.

– Retardado... – Riu Aomine, acariciando os cabelos úmidos e vermelhos ao seu lado. – Ei... Posso te fazer uma pergunta, Taiga?

– Claro!– O ruivo o encarou com um sorriso enorme, ajeitando o seu corpo para que pudessem se olhar. – Também tenho mil perguntas para te fazer. Um de cada vez, ok?

– Certo! – Aomine sorriu, pensando no quão fofo ele era agindo daquele modo... Nem parecia ter crescido.

– Pode começar! — Ele disse, aguardando.

– Ahm... Ok! – Aomine suspirou um pouco hesitante. Perguntaria outra coisa antes ou deveria ser direto com o que estava incomodando? Ser direto, lógico! – Taiga... Você chegou a sair com outras pessoas?

– Nossa... – O ruivo murmurou um pouco surpreso. Provavelmente ele estava esperando outro tipo de pergunta, o moreno sentiu-se culpado na hora.

– Não estou te cobrando nada, não tenho esse direito... É só curiosidade mesmo! – Aomine o tranquilizou com um sorriso, dando um selinho carinhoso em seus lábios.

– Ah... Não vou mentir pra você Daiki! – Ele disse um pouco sem graça. – Saí sim... Mas não consegui me envolver de forma séria com ninguém.

– Eu já imaginei! Afinal, foram sete anos, não é? – O moreno sorriu pesaroso dando de ombros. – Não se preocupe com isso Taiga. Só quero saber tudo sobre esse tempo que você ficou longe de mim, e isso me desperta bastante curiosidade... Pode me contar?

– OK... Mas não foi tudo isso que você está imaginando também! – Kagami se exasperou, fazendo Aomine rir. – Acho que saí com umas três pessoas nesses anos. Com caras, não tentei com mulheres. – Ele explicou e enrubesceu, estava nitidamente sem graça. — Mas eu nunca fiz do jeito que a gente faz, eu nunca deixei... Porque eu... Eu sou seu. Digamos que essa foi uma condição que eu impus para mim mesmo.

– Espera... Deixe-me entender... – Aomine ponderou alguns segundos enquanto fitava os olhos rubros. Ficou extremamente satisfeito com sua conclusão, apesar de sentir uma pontadinha de ciúme. – Você só ficou por cima então?

– Isso... – O ruivo disse com a voz baixa, procurando se esconder na curva de seu pescoço.

– Então por isso você gozou tão rápido quando eu coloquei a língu... — Começou a perguntar, sorrindo malicioso.

– É Daiki, é! – Taiga o interrompeu, tapando a boca do moreno com uma das mãos. Ele estava quase explodindo de tão vermelho.

– É por essas e outras que eu te amo, Bakagami! — Aomine sorria de orelha a orelha, afastando a mão de sua boca e beijando-o com carinho. — Mesmo longe de mim você pensava na gente.

– Claro que sim! — Ele rebateu, como se fosse um pecado o que ele havia dito. — Eu nunca desisti de você.

– Mas teve chance? — Aomine perguntou erguendo as sobrancelhas. Não sabia porque estava insistindo nisso, mas queria saber se Taiga chegou a se apaixonar por outra pessoa e não ia sossegar enquanto não tivesse uma resposta... Apesar de que pouco importava.

– Seja direto, Aho... — Ele o olhou confuso e sem graça.

– Quero saber se existiu alguém... Além de mim. — Aomine finalizou, passando os dedos na bochecha de Taiga. A verdade era que estava inseguro...

– Não! — O ruivo sorriu tímido, também acariciando o rosto de Daiki. — Poderia ter existido, mas eu não permiti porque eu te amo demais. Eu preferi ficar com as lembranças ao invés de seguir em frente...

O moreno não conseguiu falar mais nada, aquilo era mais do que o suficiente.

– Eu te amo, sabia? — Aomine sussurrou, encostando os narizes de ambos. — Desculpe-me pelas perguntas, mas eu precisava saber...

– Eu sei Aho... — Taiga sorriu sem graça. — Eu te entendo porque também quero saber... Pode ir me falando tudo sobre sua vida de casado.

– Ah! — O moreno fez uma careta, fechando os olhos com desprazer. — Foi tudo uma bosta, essa que é a verdade.

– Pode ir contando... — Kagami sorriu com sua reação, mostrando os caninos... Isso o animou muito.

– Olha, você sabe que foi forçado, foi horrível... Mas eu até tentei fazer como você me disse na carta. — Aomine sorriu sem graça, perdeu as contas de quantas vezes leu aquilo. — Mas foi simplesmente impossível conviver com aquela mulher.

– Como ela era? — O ruivo perguntou interessado.

– Igual Seiko! — Aomine deu de ombros. — Um lobo em pele de cordeiro. Yuuri é o nome dela...

– E porque não se separaram antes? — Kagami aproximou-se mais, envolvendo-o com as pernas enquanto passava os dedos entre os cabelos azuis.

– Sempre tinha alguma coisa que impedia. — Aomine deu de ombros. — Geralmente a família insuportável dela, sempre a chantageavam e ela desistia de assinar na última hora. Nos separamos há pouco tempo, mas nunca tivemos um relacionamento... Pra ser sincero eu tinha nojo dela.

– Mas vocês dois chegaram a... — O ruivo perguntou, olhando-o receoso. — Sabe...?

– Ah Taiga... — Agora foi a vez de Aomine ficar sem graça, sentiu até um pequeno embrulho no estômago. — Sim, mas... Era forçado também. A gente tentou algumas vezes, mas não dava certo... Eu... — Resmungou sem jeito, mas decidiu falar. — Pra começo de conversa eu tinha que pensar em você para conseguir ficar duro.

– Jura? — Kagami riu com aquilo, o que fez Aomine se acalmar um pouco.

– Sim... Pra você ver como era a situação! — O moreno sorriu envergonhado, trazendo-o para mais perto de si com carinho. — Eu não sinto atração por mulheres, já te disse isso uma vez... Ela não chega nem aos seus pés, Taiga. Digamos que quando eu pensava muito em você eu preferia me masturbar sozinho do que fazer alguma coisa com ela... Então não precisa paranoiar sobre isso, ok?

– Eu não sei se devo ficar bem ou mal com isso. — Kagami riu, espalhando os cabelos azuis. — Eu já sabia! Só perguntei porque sou masoquista mesmo!

– Idiota! — Aomine sorriu, beijando-o suavemente nos lábios. — Mas nada disso importa, porque eu nunca deixei de te amar, nunca! E daqui para frente nós vamos seguir juntos sem mais nada ou ninguém para nos atrapalhar!

– É! — O ruivo sorriu satisfeito, mostrando os caninos. Ele voltou a ficar com uma expressão quase séria . — Mas e os seus pais? Eles não...

– Não tenho pais! Eles estão apodrecendo no inferno da minha mente nesse exato momento. — Aomine deu de ombros com uma expressão indiferente. — Ninguém mais vai nos atrapalhar, Taiga... Eu prometo!

– Eu sei... — O ruivo sorriu pesaroso. — O que aconteceu Daiki?

– Bem, sente-se que vou lhe contar uma história agora! — O moreno ironizou com um meio sorriso, puxando-o mais para cima de seu corpo. — Era uma vez dois jovens vivendo um romance proibido...

Kagami riu muito ao ouvir aquilo, o que deixou Aomine radiante. Não tinha porque ficar se lamentando pelo passado se o que importava era dali pra frente. Não custava tentar passar aquilo com uma pontada de humor. Não queria que Taiga ficasse remoendo as coisas mais do que ele próprio já remoera... Se o ruivo ainda era o mesmo iria ficar paranoiando até o fim da vida por essas coisas.

– Então, num belo dia de sol esses jovens acidentalmente foram vistos por uma criança enquanto se beijavam.

– O Kento? — Kagami ficou sério, entreabrindo levemente os lábios e cerrando os olhos em seguida. — Meu caralho...

– Psiu! Deixa eu terminar... — O moreno fingiu indignação ao passar a mãos entre os cabelos ruivos. — E essa criança era muito burra, ou muito inocente... Então saiu beijando seus coleguinhas de escola.

– Meu caralho! — Kagami não sabia se ria ou se ficava desesperado. Tapou a boca sorridente com as mãos. Aomine alcançou seu objetivo, o humor.

– A mãe dessa criança foi chamada na escola e descobriu tudo sobre o casal de jovens apaixonados vivendo esse romance proibido. — O moreno continuou, acariciando os cabelos de Taiga. — E a partir desse dia ela faria de tudo para que eles não se vissem mais. O pai do jovem fazia secretamente um acordo de casamento com outra família ha muito tempo, e esse dia foi a deixa para que forçassem o jovem rapaz a assinar o documento.

– Daiki... — O ruivo não estava mais sorrindo. — Eu não estava lá com você...

– Não pode ficar interrompendo o narrador! — Aomine disse bem-humorado, puxando-o para um beijo. Não queria que ele se preocupasse com isso. — A mãe do tal jovem foi falar com o namorado, forçando-o a ir embora para outro lugar muito distante. Ela disse...

O moreno esperou Kagami continuar a história, olhando-o com as sobrancelhas levantadas.

– Ela disse... — O ruivo não pode deixar de sorrir um pouco. — Que o jovem iria casar e que eles não tinham como ficar juntos por serem crianças ingênuas sem perspectiva de futuro. — A voz dele falhou um pouco. — O jovem rapaz ficou desesperado, pensando em mil maneiras de roubar o namorado daquela casa, mas não tinha o que fazer.

– E então por algum motivo o casal de jovens apaixonados vivendo um romance proibido precisou se separar por um longo tempo. — Aomine continuou, abraçando Kagami com carinho. — Mas num belo inverno gelado o jovem voltou para a cidade do outro jovem não mais casado... Porque...

– Porque o pai morreu e precisava resolver os assuntos da família... — Kagami continuou, encarando-o.

– Teu cú? — Aomine perguntou surpreso, ficando sério instantaneamente. — É mesmo Taiga?

– Sim... — Ele sorriu pesaroso, rindo da reação de Aomine.

– Porque não me disse antes? — O moreno perguntou, abraçando-o com carinho e beijando sua testa para confortá-lo.

– Não deu tempo... — O ruivo disse, depositando um leve beijo em seu pescoço. — Mas está tudo bem, ele já era bem doente há anos, não é algo que não estivéssemos esperando sabe....

– Oe, você deveria ter me dito... — Aomine o olhou preocupado, passando os polegares em sua bochecha.

– Nós não éramos realmente próximos, eu nem lembrava do rosto dele. Está tudo bem mesmo! — Kagami sorriu, dando-lhe um selinho carinhoso. — Continue sua história!

– Hm... — O moreno ficou sem jeito, mas continuou. — E numa bela madrugada de neve o jovem visitante foi jogar bola na quadra da cidade. De alguma forma ele estava fazendo muito barulho, atrapalhando quatro moradores que ligaram irritados para a polícia. — O moreno ergueu quatro dos seus dedos para reforçar a seriedade da denúncia. Se não fosse Daiki ele estaria um pouco encrencado...

Kagami sorriu novamente, o que animou Aomine.

– Por uma ironia do destino o policial que foi ver o que estava acontecendo era o outro jovem apaixonado. — O moreno sorriu, beijando os lábios de Kagami suavemente. — E eles se reencontraram e viveram juntos e felizes para sempre. Tanããããn!

– Eu não sei se eu fico bem ou mal com essa história! Tem vários buracos aí que eu preciso saber ainda... — O ruivo sorriu, acariciando o rosto de Aomine. — Mas se o fim for assim então por mim tudo bem, eu gosto!

– Mas a gente precisa ver isso aí... — Aomine ergueu as sobrancelhas de forma irônica. — Onde os jovens apaixonados vivendo um romance não mais proibido vão morar? Japão ou L.A.?

– Hmm... Boa pergunta! Temos que pensar nisso aí! — Kagami sorriu de orelha a orelha ouvindo aquilo. — Mas considerando todas as circunstâncias... Acho que no Japão, né?

– Por que? — Aomine franziu a testa, pensativo. — Você gosta tanto de L.A....

– Eu estava precipitadamente pensando nisso na hora que eu estava te esperando. — Kagami começou, passando a mão nas linhas de seu rosto. — Aqui eu tenho esse apartamento e não precisamos pagar aluguel.... Isso sem falar que já morei no Japão antes e me acostumaria bem mais rápido. Você tem seu emprego... Posso achar algo aqui também.

– Faz sentido... — O moreno ponderou, desfrutando demasiadamente da ideia de morar com Taiga. — Eu gosto... E tenho um carro aqui também...

– Eu me recusei a comprar um! — O ruivo ergueu uma das sobrancelhas.

– Por...?

– Muito caro! — Deu de ombros como se fosse algo óbvio. — Pelo menos guardei parte desse dinheiro no banco e agora vai vir a calhar pra alguma coisa.

– Ok, você é pão duro? — O moreno perguntou erguendo as sobrancelhas.

– Só sou precavido!

– Não acredito que você é pão-duro Taiga. — Aomine sorriu balançando a cabeça.

– Não sou pão duro! — Kagami estreitou os olhos. — Mas é bom que você não seja um mão aberta.

– Só sou precavido! — O moreno riu, beijando-o nos lábios antes que ele falasse alguma outra coisa desnecessária.

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Kagami retribuiu o beijo com intensidade, passando a perna de leve por cima da de Aomine. Aquele simples toque já provocou o início de outra ereção e o ruivo percebeu, sorrindo maliciosamente contra seus lábios.

– Acho que vai demorar pra recuperarmos o tempo perdido... — Taiga sussurrou contra seus lábios de forma sensual.

– Mas a gente pode começar já... — Aomine o puxou para cima de seu corpo, beijando-o com mais vontade ao sentir a ereção do ruivo tocar-lhe a virilha.

– Acho que alguém não vai conseguir trabalhar hoje de noite porque vai estar cansado... — O ruivo disse malicioso ao descer os dedos com suavidade pelo tórax do moreno, fazendo-o arfar.

– E alguém não vai conseguir andar porque vai ser fodido mais umas quatro vezes hoje... — Aomine disse, fazendo-o sorrir satisfeito.

– Detalhes... — Ele sussurrou ao segurar seu pênis entre os dedos. — Eu aguento...

Notas finais
GENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE... AAAAAAAAAAAAH! É libertador escrever um capítulo feliz depois de chorar tanto... Huhuhuhuhu! Gostaram? Músiquinhas: ♥ Radioactive - Imagine Dragons: https://www.youtube.com/watch?v=iO_WxYC34eM ♥ Recomendo Try, só porque amo a P!nk mesmo (vale a pena ver o clipe também, pq é foderoso): https://www.youtube.com/watch?v=yTCDVfMz15M Sinto informar que o Daiki vai levar um tiro nessa noite de trabalho, vai morrer e a fic vai acabar tragicamente T_T MENTIRAAAAAAAAAAAAAAAA o/ Huhuhuhuuhhuh... Chega de crueldade com esses dois necessitados por pirokas aí! Deixa eles serem felizes agora! - JUNTOS E LIVRES! Enfim pessoas... Vou me dedicar a responder os comentários essa semana... Como começa as coisas de fim de ano eu vou postar o próximo só na semana que vem!Não se espantem... Mas eu venho logo, ok? E sabe, a fic realmente está chegando ao fim T_T Mais uns 3 capítulos até a coisa se estabilizar para esses dois! VOU MORRER DE SAUDADE DESSA PORRA AQUI, GENTEEE! Enfim... Espero que tenham gostado (novamente desculpe a quantia de palavras, huhuhuhu)! Se quiserem comentem, favoritem ou me ignorem... Hehehehehe! Um ENORME E CARINHOSO beijo da Lana-chan para todos vocês! ;*********