Como todo ou quase todo romance, esse também tinha o seu lado ruim e esse lado se resumia a uma única palavra: Dúvida.

Passado um tempo, encontrei uma foto de Ana e a terceira pessoa que tinha um nome, Patricia. Uma foto em que as duas trocavam caricias, eai me veio a dúvida e a certeza de que eu tinha que sair fora disso. Mas não era assim tão simples, afinal em pouco tempo Ana se tornara muito pra mim e isso eu vejo o quão precoce era de minha parte, ou de nossa parte. Chegou um dia em que tivemos “a conversa”, eu não me lembro muito bem como começara, mas lembro das seguintes falas.

K: Vou esperar a Ana Luísa crescer, e me casar com ela hahaha – Nessa altura das conversas eu já era o tipo de pessoa que também fala “hahaha.”

A.P: Se você pode esperar tanto tempo, espera por mim.– Confesso que aquilo me pegou um pouco desprevenida, oque ela quis dizer com essa fala, eu não sabia direito. Mais uma dúvida a carregar.

Conversa vai, conversa vem...

A.P: Aquilo que te disse mais cedo não sai da minha cabeça

K: oque ? — Ela me pegara desprevenida, mais uma vez.

A.P: Espera por mim, acho que foi meio egoísta da minha parte. Desculpe.

K: Bom, se eu quisesse esperar por você eu esperaria . – Mas que raios eu estava fazendo? Oque era aquilo tudo? Havia uma tensão nessa conversa, e confesso que fiquei um pouco nervosa.

A.P: Eu não sei oque falar sabe. Eu tenho alguém. Não que eu seja alguém que não preste, não tinha nada com ela quando você apareceu... Mas as coisas tomaram outro rumo sabe? Eu queria ficar com você no começo, mas seilá, do nada tudo foi saindo de controle. – Ela não para de me pegar de surpresa, é tenho que admitir que senti que eu estava sobrando ali.

K: Sabe Ana, em pouco tempo você se tornou muito pra mim, mas acho que apareci na hora errada, não quero estragar seus planos.– E eu não queria mesmo, apesar da minha imensa vontade de ter aquela garota pra mim, eu não queria machucar ninguém e achava que era melhor eu me afastar.

A.P: Você não apareceu na errada Karen, as coisas só tomaram rumos diferentes. Eu não quero machucar ninguém, eu não sei oque estou fazendo, e você também se tornou muito importante para mim, de verdade eu não quero perder você. – Me peguei chorando depois de ler essa fala, a vida surpreende a gente e eu já temera que aquilo acontecesse.

K: Não sei se consigo ser sua amiga, sem te desejar Ana.

A.P: Eu sei, eu também não. Me sinto culpada...

K: Culpada pelo que? – Era eu que deveria estar me sentindo culpada, e realmente eu estava.

A.P: Por ter pensamentos, e vontades que não deveria ter, não agora. Eu não sei mais oque fazer, minha cabeça está a mil.

K: Acho melhor a gente se afastar.

A.P: É serio?

K: Sim... – E antes que ela pudesse visualizar a minha mensagem, eu preparei um texto todo clichê para dizer que “adeus.”

“Me desculpe Ana, não quero e não atrapalhar sua vida, quero você feliz e acho que as vezes temos que abrir mão de coisas para outras pessoas serem feliz, nesse caso é necessário que isso aconteça. Não quero machucar você e nem ninguém...”

Não era isso que eu queria falar, pelo menos um lado meu não queria. Mas eu realmente queria ter aparecido em outra hora, droga! Porque fui tão lenta, oh céus ela estava ali o tempo todo. Me peguei chorando novamente... Enviei.

Ana Paula está digitando...

E antes que ela pudesse terminar eu não me segurei.

K: Não Ana! Eu não quero me afastar, por favor. Isso é bobagem.

A.P: Ai Karen... Eu já estava preparando meu textinho de Adeus, hahaha. Eu também não quero, e é isso mesmo, não precisamos. – Uma das coisas que eu mais gostava nela, era o senso de humor em qualquer ocasião, poderíamos fazer uma piada em uma briga, em momentos tristes... Enquanto fazíamos sexo. Hahaha, exagerei.

Droga! A gente combina tanto, temos tanto em comum, mesmos gostos... Mas não era tão fácil assim, eu ainda não tinha certeza se gostava dela. Me sentia vazia e ao mesmo tempo não, era muito complicado.

Reparei em uma luz na minha janela, e era o sol nascendo, droga! Eram 06:13 da manhã.

A.P: Hey, vamos dormir...

K: Sim vamos, o sol ate já nasceu.

A.P: Boa noite Buni – Buni era um dos apelidinhos clichês que tínhamos criado eu não lembro bem em qual momento, mas eu gostava.- Se cuida, dorme bem , Amo você.

Oque? Oque eu acabara de ler não era meio precoce? De que tipo de amor ela falara? BFF? Amor? Amor de novo? Droga Karen!

Notas finais
Xii...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.