Inesperado
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Cam percebeu o que Molly fez, mas em vez de ficar, ele saiu de perto dela e veio na minha direção, antes de chegar perto de mim, vi Molly cruzando os braços e me olhando com cara feia, ainda querem que eu vá com a cara dela.
– Parabéns, gata. – Disse Cam me dando um abraço forte, retribui o abraço com força, olhei para Molly e sorri cinicamente, ela pronunciou alguma coisa que eu não consegui entender.
– Obrigada. Mas como você soube ? – Perguntei. Cam apontou pro Daniel.
– E esse cara consegue segurar alguma coisa ? – Falou. Daniel revirou os olhos, comecei a rir. Ouvi Gabbe pigarrear atrás do Cam.
– Oi Gabbe. – Falei sorrindo para ela, Gabbe retribuiu com um sorriso gentil. Tá, eu gosto mais dela do que da outra.
– Oi Luce, você está linda. Ah, parabéns também. – Disse ela vindo me dar um abraço, retribui de bom grado.
– Podemos ir ou tá difícil ? – Foi Molly quem perguntou e interrompeu o momento.
Saímos do hotel, dessa vez quem dirigiu foi o Cam, Molly no banco do carona, Daniel, Gabbe e eu no banco de trás, foi quando caiu à ficha, eu estava sobrando aqui, todos eles iam transar depois da boate, eu não, eu ia voltar pro meu quarto de hotel e dormir, gente, isso é muito triste, onde está o Phil quando eu preciso dele ? Suspirei pesado e encostei minha cabeça na janela do carro, agora que eu tinha parado pra pensar nisso, me deixo um pouco desanimada, eu estou indo para uma boate, sem companheiro, o que eu ia fazer lá ? Sem duvida eu ia encher a cara.
Chegamos bem em cima da hora, tinha uma multidão do lado de fora da boate, The Roxbury, nome interessante para uma boate, Cam estacionou o carro e os seguranças abriram caminho para a gente chegar até a frente da multidão, foi rápido, o dono falou algumas palavras e cortou a fita, todos entraram em ordem, ninguém empurrou ninguém, o que foi um alivio, normalmente eu sou a pessoa que é empurrada. Já dentro da boate, sentamos em uma mesa, mas não foi por muito tempo, já nos primeiros dez minutos Gabbe chamou Daniel para a pista de dança e Molly chamou Cam para algum canto fazer não sei o que, mas posso imaginar, como eu tinha previsto, fiquei sozinha. Estava me sentindo deslocada, estava louca para sair desse lugar.
– Oi gata. – Disse um cara de cabelos castanhos enquanto sentava do meu lado. – Posso te pagar uma bebida ? – Perguntou.
– Não, eu tenho namorado. – Respondi de imediato.
– Eu não estou vendo ele aqui. – Disse. É querido, nem eu.
– Ele não mora aqui, nem eu, estou aqui a trabalho. – Falei.
– Hum. E que tal uma dança ? Você vai ficar sozinha ai a noite toda. Vem ,vamos nos divertir. – Disse ele já me puxando pra pista de dança. Acho que uma dança não ia ser nada de mais. – Qual seu nome ? – Perguntou.
– Lucinda, mas pode me chamar de Luce. – Respondei. – E o seu ? – Foi minha vez de perguntar.
– Trevor. – Respondeu ele. Sorri.
Começamos a dançar, era uma música agitada, então eu não tinha que ficar tão perto dele. Trevor era realmente bonito, estava vestindo uma camisa polo, uma calça jeans e um sapato preto, tinha cabelos castanhos e um olho escuro, pele branca, realmente muito bonito. Ficamos dançando por um bom tempo, até ele começar a querer mais, Trevor começou a me puxar pela cintura, colando nossos corpos, quanto mais eu me afastava mais ele puxava, isso realmente estava me irritando, até que ele, além de ficar me puxando começou a tentar me beijar, ele realmente era bom nisso, por que em cada tentativa parecia ser sem querer, como se alguém tivesse empurrado ele ou algo assim. Sei que só estava dançando, mas mesmo assim não estava me sentindo confortável com isso, me lembrava do Phil e das palavras que ele me disse: “...sei que você sempre foi fiel a mim”. Sim, não seria agora que eu ia trair ele. Empurrei Trevor com toda a minha força, ele arregalou os olhos para mim.
– Chega de dançar. – Falei virando as costas para ele. Graças aos céus ele não veio atrás de mim. Em vez de voltar pra mesa, fui para o bar, me debrucei no balcão e logo um barman veio me atender.
– O que vai querer moça ? – Me perguntou.
– O que você tiver de mais forte ai, por favor. – Falei. Ele sorriu pra mim, se virou e ficou olhando as garrafas atrás dele, escolheu uma que eu não fiz nem questão de ler o nome, pegou um mini copo e encheu.
– Aqui está. – Disse me entregando o pequeno copo.
– Obrigada. – Falei levando o copinho para a boca, foi em um gole só, ardeu até nos ossos, devo ter feito uma careta horrenda, mesmo depois de ter engolido, continuou ardendo, mas foi bom. – Mais um, por favor. – Pedi. Ele encheu meu copinho de novo, bebi da mesma maneira. Pedi mais um, e mais um.
Já no quarto copo, senti uma tontura de leve, quando ia pedir mais um, senti mãos fortes me puxando pela cintura, eu pensei que era aquele tal de Trevor, me virei já pronta para dar uma bronca, mas em vez de me deparar com olhos escuros, me deparei com olhos verdes. Cam.
– Melhor parar por aqui, Luce, você tá bebendo uma bomba. – Disse ele me puxando pra longe do bar. – Ainda mais quando se bebe de barriga vazia. – Continuou. Voltamos para nossa mesa. Ficamos em silencio por um tempo, até eu não conseguir mais me segurar.
– Você quer dançar ? – Perguntei. Ele me olhou surpreso.
– Claro. – Respondeu já se levantando, pegou na minha mão e me puxou para a pista de dança.
Não sei se foi a bebida, só sei que eu estava bem mais solta, relaxada, eu não estava afastada do Cam como eu estava do Trevor, pelo contrario, eu colei no Cam, se eu estivesse me vendo, não me reconheceria. Ele colocou as mãos na minha cintura e acompanhou meu ritmo, a pista de dança estava cheia, não conseguia ver nem Daniel, Gabbe ou aquela desagradável da Molly. Molly, ela não estava com Cam até agora ? Aonde será que ela foi ? Aposto que se ela soubesse que Cam tinha ido até comigo, ela não deixaria ele nem por um minuto, mas não interessa também, essa noite Cam iria passar comigo, íamos dançar a noite toda, era meu aniversario poxa, eu tinha o direito de me divertir. O único problema é que Cam e eu não ficamos apenas dançando, senti as mãos do Cam me puxar para mais perto, ele tirou uma mão da minha cintura e subiu até meu rosto, paramos de dançar e ficamos nos olhando, olhos verdes nos olhos castanhos, até que ele colou os lábios dele nos meus, sua língua invadiu minha boca de súbito, não recuei, eu queria aquilo, eu queria aquele homem e não era de agora. Cam fazia eu me sentir desejada, nunca em toda a minha vida tinha me sentindo tão quente com apenas um beijo, retribui com o mesmo desejo que o dele.
Não sei o que aconteceu, não sei como aconteceu, só sei que quando me dei conta, já estava sendo deitada em algo macio, abri meus olhos e vi que já estávamos no meu quarto de hotel, não me lembro de ter chegado aqui e muito menos de como cheguei aqui. Cam estava passando as mãos pelo meu corpo, com calma e paciência, já minhas mãos estavam nos cabelos dele, não paramos de nos beijar nem por um minuto, senti suas mãos levantando o meu vestido até minha barriga, deixando a mostra à calcinha preta de renda que eu havia colocado, mas as mãos dele não pararam ali, ele desceu as mãos e com força e desejo apertou minha bunda, arfei na hora. Desci meus beijos para o pescoço dele e fui subindo sua camisa, a tirei por completo e joguei para o lado, desci meus beijos para seu peito definido que o fez soltar um gemido, ele olhou para mim com os olhos ardentes.
– Você é muito linda, Luce. – Disse, antes de se colocar no meio das minhas pernas e pressionar seu membro na minha intimidade coberta pela calcinha já molhada, soltei um gemido alto que o fez sorrir.
Cam começou a beijar meu pescoço, mordiscando e dando alguns chupões, que provavelmente não ficariam marcas. Por alguma razão, apenas agora que a minha consciência decidiu se manifestar. Ele está beijando seu pescoço, onde até pouco tempo tinha um colar com a inicial do seu namorado. Gritou para mim. Droga, o nome do Phil começou a piscar na minha mente, tentei despistar o nome dele de todo o jeito, queria me concentrar no prazer imenso que o homem na minha frente estava me dando, mas eu não consegui mais, comecei a me sentir culpada, já não conseguia mais corresponder aos toques do Cam, ele logo percebeu que tinha alguma coisa errada.
– O que foi Luce ? – Me perguntou com a voz rouca de desejo.
– Eu não posso. – Respondi tentando normalizar minha respiração.
– Claro que pode. – Disse ele beijando meu pescoço novamente, mas eu não estava mais conseguindo, a culpa já tinha se apoderado de mim. Empurrei-o com carinho.
– Não posso fazer isso com Phil. – Falei ofegante.
– Phil, claro. – Disse, consegui ouvir a decepção na voz dele.
– Me desculpe. – Falei. – Você não sabe o quanto eu quero. – Continuei, vi um sorriso se formar nos lábios dele.
– Então, você me deseja ? – Perguntou, assenti com a cabeça. – É bom saber. – Falou enquanto se sentava na cama, sentei também abaixando o meu vestido. – Você quer que eu vá ? – Perguntou. NÃO!
– Não, claro que não. – Falei imediatamente. – Por favor, fica. – Pedi. Ele sorriu e se deitou novamente, mas dessa vez do meu lado, levantou os braços me chamando para deitar com ele, fiz exatamente isso, me virei de costas e deitei ao seu lado, ele me abraçou ao redor da cintura.
Eu estava me sentindo tonta, provavelmente por causa da bebida, mas não só por isso, eu estava tonta por causa de tudo que tinha acontecido, não acredito que estive a um paço de trair o Phil, se bem que, só pelo fato de eu ter beijado o Cam já foi traição, mas isso não conta, eu estou bêbada, tive muita sorte da minha consciência ter me alertado do perigo que estava acontecendo. O abraço do Cam é confortável e quente, estava me sentindo confortável, embora meu coração esteja apertado, peguei no sono nos braços desse homem, nunca imaginei que uma coisa dessas iria acontecer, ele realmente me deseja, ele realmente me acha atraente. “Você é muito linda, Luce.“ Essas palavras ecoaram na minha cabeça, nem em um bilhão de anos iria pensar que um homem como o Cam ia deixar uma mulher como a Molly de lado para ficar comigo. Estava pensando nessas coisas até tudo ficar escuro e eu pegar no sono de vez, abraçada com um homem desses.
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