Inesperado

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Então, desculpem a demora, eu meio que tive um impasse criativo. Esta ai, espero que gostem.

Eu adoro contar as coisas para a Ari, ela sempre tem uma solução para os meus problemas. O que era engraçado, porque nem eu sabia o que fazer da minha vida, mas era só eu perguntar para ela, que ela saberia me responder. Eu a amo, como uma irmã.

– Serio que ele falou isso? Não acredito! Ele deveria levar mais a sério o seu trabalho. – eu sabia que ela iria me entender.

– É exatamente isso que eu acho. – concordei.

– Sabe, eu acho muito bom você ter um chefe como o Daniel, assim faz o Phil te dar algum valor. Lembra-se de quando você começou a trabalhar para o Daniel? – ela realmente gostava de ir direto ao ponto. Phil me dava valor, só que às vezes ele faz cenas como àquela do restaurante, o que faz parecer que ele não confia em mim.

– Lembro, ele surtou, eu pensei que aquele dia seria o fim do nosso namoro. – falei rindo, agora eu ria, mas na hora eu fiquei desesperada.

– Pra falar a verdade, eu nunca gostei muito desse Phil. – O QUE?

– Como assim? Foi você que disse para eu aceitar o pedido de namoro dele. – disse confusa.

– É, nessa época ai ele parecia ser legal, quer dizer, ele estava sempre do seu lado. E quando deu aquele lance com os seus pais, ele ficou ao seu lado o tempo todo. Eu achei que ele seria um bom partido, mas agora ele não parece ser o mesmo cara que te apoiou há dois anos. – disse ela.

Verdade, Phil sempre esteve do meu lado. Principalmente quando meus pais se separaram. Eu tinha 17 anos, nessa época eu nem imaginava que ele gostava de mim, achei que ele só estava sendo um bom amigo por ter passado pela mesma situação que eu e ainda mais novo.

Levei um susto quando ele me pediu em namoro no dia do meu aniversario de 20 anos, demorei três dias para responder o coitado. Shelby disse que eu conseguiria coisa melhor, já Ariane disse que seria uma boa, afinal eu o conhecia desde o ensino médio. Agora ele estava tão estranho, tão distante, tá difícil de aguentar.

– Terra chamando Lucinda Price. – Ari me despertou de meus pensamentos, balançando as duas mãos na frente do meu rosto.

– Tudo mudou depois que eu fui morar com o Daniel. – disse, fazendo-a ficar com uma expressão pensativa.

– Verdade, talvez esse seja o problema. Sabe, eu não conheço muitos caras que ficariam felizes sabendo que a namorada iria morar com um cara super rico e gato. — comecei a rir.

– Mas eu não tenho escolha, eu preciso do dinheiro! E eu estava até pensando em trazer minha mãe e minha irmã pra vir morar aqui. Vou precisar comprar um apartamento para elas. – seria a melhor coisa do mundo, trazer minha irmã caçula pra morar aqui comigo. Penn, ela sempre fazia eu me sentir bem.

– Bem, logo você consegue. Daniel te paga bem, e você não precisa se preocupar com comida e água, então...

– Sim, eu tive muita sorte de ser escolhida para trabalhar para ele. É o emprego dos sonhos. – falei me gabando um pouco.

– Até hoje eu não entendo o porquê dele ter escolhido você. – disse ela me zombando. Vadia.

– Obrigada amiga, você é a melhor. – começamos a rir. – Desde que a Shelby viajou para paris para um desfile, eu não falei mais com ela, ela nem responde meus e-mails. – murmurei, mudando de assunto.

– Nem os meus. Deve estar uma correria, você sabe, o desfile vai passar em cinco cidades diferentes, ela não deve nem estar conseguindo nem comer! – Ariane tinha razão, vida de modelo não é fácil.

Olhei no relógio e já eram 13:24, me lembrei que Daniel me queria de volta as 14:00. Eu sei que era por causa do Phil, Daniel não gosta nem um pouco dele. Desde aquela vez que o levei lá pra conhecer a casa e até mesmo o Daniel, Phil foi incrivelmente grosso, fui proibida de levar meu namorado lá de novo.

– Ari eu tenho que ir, Daniel me quer de volta as 14:00. – peguei minha bolsa e me levantei.

– Okay, eu amo você, se cuida. – disse ela, me abraçando e me levando até a porta.

Entrei no BMW e definitivamente voei até em casa. Cheguei a menos de 15 minutos, foi o meu recorde! Ainda bem que não havia nenhum policial na estrada.

Quando entrei na garagem percebi que os outros cinco carros estavam estacionados, e tinha mais um carro estacionado no canto, que eu não sabia de quem era. Mas se todos os carros estão aqui, quer dizer que Daniel não fora trabalhar. E se tem mais um carro ali, significa que ele tem visita. Droga!

Entrei em casa e fui direto para os fundos, quando cheguei lá me deparei com Daniel e Cam dentro da piscina jogando vôlei e duas garotas tomando banho de sol. Uma eu reconheci, era a tal de Gabbe do outro dia. Achei que ela tinha sido horrível, por que ele a chamou de novo?

– Olá Luce. – Gabbe foi a primeira a me cumprimentar. Olhei confusa para ela e depois para Daniel.

– Você tá bem? – foi Daniel que perguntou, saindo da piscina e vindo em minha direção.

– Sim, senhor. – respondi.

– Chegou mais cedo do que eu pedi. – ele falou.

– Eu costumo obedecer as ordens que meu chefe me dá. – sorri para ele, fazendo-o sorrir de volta. – Oi Cam, tudo bem? – perguntei a ele. Cam me deu o sorriso mais caloroso que eu já recebi.

– Tudo ótimo, e com você? Como foi o almoço com o namorado? – perguntou revirando os olhos enquanto falava a palavra “namorado”. Não pude deixar de rir.

– Bem... foi ótimo. Obrigada. – respondi. Claro que eu menti.

– Luce, essas são Gabbe e Molly. – Daniel me apresentou a outra garota, Molly. Já a tinha visto em algum lugar, acho que na capa de alguma revista, talvez.

– Já nos conhecemos. – Disse Gabbe vindo em minha direção e me dando um abraço caloroso.

– Sim. E é um prazer conhecer você Molly. – disse para a garota loira que nem se levantou da cadeira.

– Quer se juntar a nós? – Perguntou Cam. Respirei fundo e olhei para Daniel e depois de volta para o Cam.

– Não posso, ainda tenho muita coisa pra fazer, mas divirtam-se. – falei sorrindo. Virei-me e senti o olhar de todos em mim, foi desconfortável.

Entrei em casa novamente e fui direto pro meu quarto, me joguei na cama e pensei em tudo o que tinha acontecido. Provavelmente Daniel iria me falar sobre a viagem ainda essa noite, ou amanha. Sexta feira eu iria comemorar três anos de namoro com Phil, e nem se quer estar presente eu estaria. Sinto-me culpada, mas se Daniel quiser me levar eu não vou poder dizer não. AAAH O QUE EU FAÇO?

É horrível você estar se sentindo horrível consigo mesma, não quero decepcionar nenhum dos dois. Phil vai ter que entender. É o meu trabalho poxa! Ele tem que aceitar o fato de eu ter responsabilidades. Irei vê-lo amanhã, talvez consiga acalmá-lo e fazer ele entender. Respirei fundo e me deixei levar pela tranquilidade do meu quarto grande e silencioso, peguei no sono lentamente.

– Acorda bela adormecida. – abri os olhos devagar, e me deparei com os olhos verdes de Cam me encarando, dei um sorriso involuntário. Sentei na cama e vi que Daniel estava parado na porta.

– Que horas são? – perguntei para Cam, percebi que ambos estavam arrumados. Daniel vestia uma calça jeans e uma camisa azul, com o decote em V. Cam estava com uma calça jeans preta e uma camisa social branca, com dois botões abertos. Os dois estavam incrivelmente sexys e cheirosos.

– São 19:30. Parece que você dormiu a tarde toda. – respondeu Daniel, me repreendendo.

– Desculpe, eu nem percebi. Apenas tinha deitado para descansar um pouco. – respondi, já saindo da cama.

– Sem problemas, nós vamos sair. – disse ele.

– Okay. – Sorri para os dois e sai do quarto acompanhando eles até as escadas. Quando olhei para baixo, vi Molly e Gabbe, elas estavam incrivelmente lindas. Molly estava com um vestido preto tomara que caia, colado ao corpo, uma meia calça arrastão e botas de cano curto com um salto enorme. O cabelo dela estava solto em camadas, com lindos cachos. Gabbe estava com um vestido vermelho não muito colado no corpo, o dela tinha mangas de rendas até a metade do braço, ela estava usando salto bege. Seu cabelo estava amarrado em um lindo coque com fios soltos caindo pelo rosto. Sorri para elas, mas apenas Gabbe retribuiu. Qual o problema da outra?

– Tchau. – Cam disse enquanto depositava um beijo em minha bochecha, vi Molly fazer cara feia.

– Até mais. – disse Daniel sorrindo, descendo as escadas. – Deixe seu celular ligado.

– Claro, até mais. – vi os quatro saindo pela porta da sala.

Esperei um pouco no sofá e logo os empregados já tinham saído. Fechei a casa e fui tomar um banho, eu estava muito cansada. Não sei se foi por causa da briga com o Phil ou se foi por causa da minha briga interna, mas eu estava exausta. Terminei o banho, e deitei novamente em minha cama linda. Peguei no sono em questão de segundos.