Inesperado
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Fui acordando como quando alguém acorda de um sonho maravilhoso, de vagar, mas fiquei com medo, medo de ter sido apenas um sonho, medo da noite maravilhosa que eu tive não ter acontecido, imediatamente abri os olhos e sentei na cama, o alivio se apoderou de mim quando percebi que estava no quarto do Daniel e ficou tudo mais claro ainda quando percebi que estava nua, senti uma pontada de vergonha e deitei novamente, comecei a sorrir sozinha, não acredito que tínhamos mesmo feito amor, ele finalmente se declarou, ele disse que estava apaixonado, mas não só isso, ele disse que me amava, ou será que isso sim foi um sonho ?
– Luce ? Tá acordada ? – Ouvi a voz de Daniel perguntar enquanto entrava no quarto, me sentei novamente e vi que ele estava vestido com uma camisa e uma calça de moletom.
– Bom dia. – Falei sorrindo e segurando o lençol na altura dos meus seios.
– Bom dia. – Disse ele vindo em minha direção, estava com aquele olhar, isso é perigoso. – Como você está se sentindo ? – Perguntou se sentando a minha frente.
– Difícil dizer. – Respondi sinceramente, ele fez uma careta.
– Posso dizer que o mesmo. – Falou.
– Que horas tem ? – Perguntei.
– Umas 9:00 horas da manhã, você dormiu de mais, acho que cansei muito você ontem a noite. – Disse ele com um sorriso no rosto, abaixei a cabeça e senti minhas bochechas queimarem.
Vi as mãos do Daniel segurar a minha que estava impedindo do lençol cair, ele a acariciou e depois a tirou, senti o lençol cair e deixar a mostra meu busto, ele voltou sua mão para um dos meus seios e começou a acaricia-lo, senti meu corpo ficar mais quente, com a outra mão ele levantou meu rosto e beijou meus lábios, retribui o beijo um pouco ofegante, seu toque em meu seio fazia minha pele arrepiar, ele começou a se debruçar por cima de mim quando do nada ele parou as caricias e cessou o beijo, abri os olhos para encara-lo.
– Droga. – Foi o que ele disse antes de sair de cima de mim, em um reflexo tapei meus seios com o lençol novamente.
– O que há de errado ? – Perguntei o encarando, ele estava com uma expressão assustada, será que fiz algo que ele não gostasse ?
– Você ainda toma pílula certo ? – Perguntou preocupado, a então foi isso que o assustou.
– Claro que sim. – Respondi, sua expressão mudou, vi o alivio tomar conta dele.
– Ótimo. Espera um pouco, por que você não parou de usar depois que terminou com seu namorado ? – Perguntou ele, pude ver que ele ficou serio, o que ele esta pensando ? – Luce, por que você não parou de usar ? – Perguntou novamente.
– Hey, calma, eu não parei de usar por que... – Comecei, droga isso era vergonhoso.
– Por que... ? – Insistiu ele.
– Por que ajuda a regular a menstruação okay ? – Respondi rápido e abaixei a cabeça, o ouvi suspirar.
– E por que você está envergonhada ? – Perguntou ele se sentando novamente.
– Por que eu não sou acostumada a falar sobre isso com alguém sem ser minha mãe ou minhas amigas, ainda mais com o meu namorado. – Respondi, isso ainda me deixava desconfortável.
– Estamos namorando Luce, você tem que deixar esse lance de vergonha pra lá. – Disse ele, o olhei.
– Você fala como se fosse fácil. – Falei.
– Não se preocupe, eu vou te ajudar nisso. Vamos começar com a vergonha que você tem do seu próprio corpo. – Falou ele me puxando pela mão, segurei a ponta do lençol.
– Pra onde nós vamos ? – Perguntei.
– Pro chuveiro e você já começou errado, largue esse lençol. – Disse, ele estava falando serio ?
– Não! – Falei.
– Se você não largar eu vou tirar ele de você. – Disse ele, arregalei os olhos, mas que droga, mordi os lábios e larguei o lençol, ele caiu sobre os meus pés, minha bochecha começou a queimar novamente. – Bem melhor. – Falou.
Fomos para o banheiro e fechamos a porta, fiquei encolhida em um canto enquanto ele ligava o chuveiro e tirava sua própria roupa, ele era tão lindo, podia o olhar por horas. Assim que ele terminou, veio até mim e segurou minha mãe, Daniel nos conduziu até o box , senti a água morna bater em minha pele fervendo de vergonha, nunca tinha feito algo assim, claro que Phil e eu já tínhamos feito sexo, mas depois nós simplesmente nos vestíamos e íamos fazer outra coisa, nunca tinha ficado parada assim, com ele me olhando.
– Você é linda e quero que acredite nisso. – Daniel disse.
– Tudo bem. – Falei.
– Quero que você se toque. – Ele disse, o encarei na mesma hora.
– O que ? – Perguntei incrédula.
– Quero que você se masturbe, aqui, agora. – Respondeu ele normalmente.
– Eu não vou fazer isso. – Falei.
– Por que não ? Você já se masturbou antes certo ? – Perguntou, eu queria explodir nesse momento.
– Algumas vezes, mas isso faz muito tempo. – Falei, eu estava entrando na adolescência, tudo era novo pra mim.
– Como você vai gostar do seu próprio corpo se você ainda não conhece ele ? – Perguntou.
– Eu não sei e eu não quero fazer isso. – Respondi, ele se aproximou de mim e me encostou na parede.
– É fácil, me deixa ajudar você. – Disse ele.
Daniel pegou minha mão e a conduziu para minha própria intimidade, não estava conseguindo encarar ele, fixei meus olhos em seu ombro, ele começou a fazer movimentos com meus dedos, mordi os lábios para abafar o gemido.
– Continue. – Disse ele se afastando de mim.
Mordi meus lábios novamente e continuei, fiz movimentos circulares com meus dedos como ele tinha feito na noite anterior, lembro-me de ter gostado muito, senti meus dedos ficarem melados, arqueei o pescoço para trás e encostei minha cabeça na parede, pude o ver, ele estava com os olhos semicerrados e segurando seu membro em mãos, essa visão só serviu para me excitar ainda mais, penetrei um de meus dedos na minha intimidade e soltei um gemido, continuei os movimentos, com minha outra mão livre comecei a acariciar meu próprio seio, senti minhas pernas ficarem bambas e aumentei os movimentos de meus dedos, os senti serem apertados e logo em seguida me derramei, ia cair no chão do box, mas as mãos do Daniel me seguraram.
– Muito bom. – Disse ele ofegante, sorri orgulhosa de mim mesma, do nada a lembrança dele dizendo que me amava veio parar na minha cabeça, eu precisava perguntar para ele, eu queria saber se tinha sido apenas um sonho.
– Você me ama ? – Perguntei com a voz ofegante e com uma pontada de medo.
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