Inesperado
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Eu estava sonhando com aquele beijo, parecia aqueles desenhos, tinham corações voando ao nosso redor, estava tudo perfeito até eu ser bruscamente arrancada do mundo dos sonhos pela minha adorada irmã, ela estava me sacudindo nada carinhosamente, gritando para eu acordar, sinceramente já queria levar ela pra banheira e afoga-la, abri meus olhos e ela estava com um sorriso enorme na cara, o que será que ela tinha aprontado agora ?
– O que foi ? – Perguntei me sentando, a olhei e vi que estava de biquíni.
– Daniel mandou eu te chamar. – Falou, que ?
– Pra que ? – Perguntei.
– Pra tomarmos banho naquela piscina enorme, mamãe já está lá, ele também, só falta você. – Respondeu toda animada.
– Que horas tem ? – Perguntei.
– Umas dez, pare de fazer perguntas e levanta. – Falou me puxando pelo braço.
Comecei a rir e me levantei, peguei meu outro par de biquínis e entrei no banheiro, lavei meu rosto e coloquei o biquíni, sai do banheiro e Penn ainda estava me esperando, saímos do quarto e déssemos as escadas, a casa estava tão silenciosa, nem parece que tinha uma criança correndo pela sala. Acompanhei-a até o quintal dos fundos, assim que entramos vi minha mãe de maio tomando banho de sol, Daniel estava sentado em outra cadeira ao seu lado, estavam conversando, Penn saiu correndo e deu um pulo na piscina, olhei para minha mãe novamente e a vi me chamando, Daniel já estava preparado para fazer um mergulho. Andei até a minha mãe e sentei no mesmo lugar onde Daniel estava antes.
– Bom dia. – Falei.
– Bom dia. – Disse ela.
– Dormiu bem ? – Perguntei.
– Por que não me disse que Phil tinha traído você ? – Perguntou, olhei para ela. Como ela sabia ? – Daniel falou, estávamos conversando sobre você, ele acabou comentando achando que eu já sabia. – Respondeu ela como se tivesse lido minha mente.
– Eu ia contar, mas não queria que fosse por telefone. – Falei abaixando a cabeça, isso ainda é algo que me machuca.
– E o que esta acontecendo entre você e o Daniel ? – Perguntou de novo, olhei para ela novamente, senti minhas bochechas queimarem.
– Nada. – Falei imediatamente.
– Filha, quantas vezes vou ter que dizer que você mente mal ? Eu vi quando você entrou, os olhos dele brilharam, eu conheço isso. – Disse. Droga mãe, suspirei pesado.
– O primeiro homem que eu amei me traiu mãe, como posso acreditar que alguém irá me amar de verdade ? – Perguntei, foi mais um desabafo.
– Oh minha querida, não quero mais que você fale assim, um dia você vai encontrar um homem que te ame, um homem que ame tudo em você, inclusive os seus defeitos como aconteceu comigo. – Disse, meus olhos já estavam cheios de lagrimas.
– Com você ? Mamãe, você e o papai se separaram. – Falei.
– Eu sei, mas ainda amo o seu pai e sei que ele me ama, mas tudo tem limites minha querida, nós dois apenas não conseguimos mais morar juntos. – Falou. Me virei na cadeira para que minha irmã e Daniel não vissem que eu estava chorando.
– Eu sinto falta dele, mas não consigo parar de pensar que ele abandonou a gente. – Disse.
– Ele não abandonou a gente filha, ele ainda estava mantendo contato, foi você que se afastou. – Falou. – Você tem que aprender a perdoar minha querida. – Disse ela secando minhas lagrimas. – Eu consigo ver nos olhos dele que ele te ama. – Falou.
Olhei para o Daniel e ele estava jogando Penn na piscina, não consegui deixar de sorrir, não conseguia pensar na hipótese do Daniel me amando, sei lá, só acho que não combinamos. Deitei na cadeira e fechei meus olhos, tinha tanta coisa pra pensar, mas preciso perguntar para ele antes, se ele me ama mesmo, quer dizer, por que ele não falou ? Ele disse ontem que não sabia o que sentia, ou seja, ele não me ama. Estava embargada em pensamentos quando sinto mãos fortes rodear minhas pernas e minha cintura, fui erguida da cadeira.
– O que você esta fazendo ? – Perguntei ao Daniel.
– Você não vai ficar deitada ai o tempo todo. – Falou enquanto nos levava até a piscina.
– NÃO! NÃO, POR FAVOR. – Gritei, mas já era tarde de mais, Daniel pulou comigo na piscina. Senti a água bater na minha pele quente, meu corpo todo se arrepiou. Maldito, ele ia me pagar, voltei pra superfície e arrumei meu cabelo, o olhei e vi que estava rindo. – Cara, tu vai pagar por isso. – Disse, ele começou a rir mais.
Ficamos brincando na piscina até a hora do almoço, foi uma manhã divertida, pude ver Penn brincando novamente, ela e Daniel se deram muito bem. Estava no quarto secando meus cabelos quando ouço a porta abrir e um Daniel entrar, ele sentou na cama e ficou me olhando, isso realmente estava me incomodando.
– O que você quer ? – Perguntei.
– Só olhar pra você. – Disse. O que ? – Você tem ideia de como estava sexy naquele biquíni ? – Perguntou, senti minhas bochechas ferverem pela segunda vez.
– O que ? – Perguntei, não sabia o que dizer depois daquele comentário. Ele se levantou e veio na minha direção.
– Você não tem ideia de como é linda não é mesmo ? – Perguntou de novo, não respondi, não tinha o que responder. – Vem cá. – Falou me puxando pela cintura e beijando meus lábios, retribui o beijo com vontade.
Daniel me encostou na parede e puxou meus braços para cima da minha cabeça, senti seus beijos descerem pelo meu pescoço, foi uma sensação maravilhosa, meu corpo estava cada vez mais quente, precisava desse homem, agora. Ergui minha cintura para encostar-se à dele, ouvi sair um pequeno gemido de sua garganta, ele gostava disso, só não gostei do fato dele estar segurando meus braços, puxei os mesmo e ele os soltou, imediatamente coloquei minhas mãos por dentro de sua camisa, arranhei suas costas de leve, ele soltou mais um gemido. Daniel me pressionou na parede fazendo nossas intimidades roçarem por cima das roupas, foi minha vez de soltar um gemido, ouvi batidas na porta, Daniel me soltou na mesma hora e colocou as mãos no joelho, estava ofegante.
– Filha, esta tudo bem ? – Perguntou minha mãe do outro lado da porta. Obrigada Mãe.
– Claro, já vou descer. – Falei. Olhei para o Daniel e ele estava segurando o riso.
– Parece que nunca vamos conseguir ir adiante. – Falou.
– Não sei se quero ir à diante. – Confessei. Ele sorriu e veio em minha direção.
– Você vai querer. – Sussurrou no meu ouvido e andou até a porta saindo pela mesma.
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