Inesperado
22 Bob
Notas iniciais
Estava acontecendo tudo de novo. Exatamente como foi quando eu contei para o Finn, meus pais mudaram totalmente a expressão deles. Mas a reação de meu pai foi totalmente diferente da reação do Finn.
-O que foi que você fez com a minha filha desgraçado? – meu pai esbravejou com Finn que começou a piscar compulsivamente demonstrando um nível de nervosismo muito alto.
-E...E...U... Eu... – Finn tentou dizer alguma coisa, mas eu o interrompi.
-A culpa foi minha, não briga com o Finn!
-Cala a boca Rachel! Acha que vai me ensinar como se fazem os bebês agora? – meu pai gritava alto demais, ele não era um homem bravo, mas quando ficava bravo se tornava assustador. Quando ele já estava a ponto de bater no Finn a minha mãe tentou o acalmar:
-Will se acalma, vem vamos para a casa! – ela empurrou meu pai até a porta e veio até mim – Calma querida, vai ficar tudo bem. – e me deu um abraço apertado. A última coisa que vi foram meus pais saindo pela porta do apartamento e me abracei em Finn.
-Calma meu amor, a gente imaginava que não ia ser a melhor noticia do mundo para eles, principalmente seu pai. – disse ele me abraçando e beijando sob meus cabelos.
-Claro que ele não ia gostar Rach, você já deveria estar preparada para este tipo de reação. – disse Quinn
-Ele não vai me perdoar nunca. – eu disse entre lágrimas ainda nos braços de meu namorado.
-Rachel, isso foi só na hora, vai passar. Você já não é mais adolescente, é uma mulher adulta que sabe se virar. Seu pai ficou dessa forma porque eu acho que é o que todo pai faria se sua filha desse esse tipo de noticia em um jantar onde está conhecendo pela primeira vez o namorado dela.
-A Santana está certa... Seu pai vai se desculpar com você, agora comigo é outra história.
-Você é encantador Finn, claro que ele vai se desculpar com você. – disse Quinn, eu não gostei muito dela chamando meu namorado de “encantador” apesar de ele realmente ser, eu tinha muito ciúmes, mas não estava com cabeça de discutir por ciúmes.
-Espero que seja assim... – respondeu Finn.
-Acho que a Rachel precisa descansar, esse nervosismo não deve fazer bem para o bebê.
-Tem razão, vou levar a Rach para tomar um banho e dormir.
-Obrigada Finn, mas eu quero tomar banho sozinha, se não se importar.
-Claro, eu não me importo, te espero na cama pode ser? – assenti com a cabeça e fui para o banheiro. Tomei um banho bem quente e demorado que Finn chegou a bater na porta e perguntar se estava tudo bem comigo. Eu sabia que meu pai iria me perdoar, afinal eu não sou mais uma garotinha faz tempo, mas eu fiquei assustada porque nunca tinha o visto daquela forma. Meu medo era que ele não perdoasse o Finn, mas vou torcer para que fique tudo bem. Acabei meu banho e me enrolei na toalha e fui direto para o quarto, e dei boa noite para Quinn e Santana que estavam assistindo alguma coisa na televisão. Finn já estava quase pegando no sono quando entrei no quarto. Peguei uma calcinha qualquer e ainda enrolada na toalha obriguei com um biquinho Finn a tirar a camiseta dele para eu dormir com ela. Vesti a camiseta e atirei a toalha longe e me deitei na cama, imediatamente indo para os braços do meu Finn. Já estava começando a ficar desconfortável para dormir por causa da barriga.
-É tanta coisa acontecendo junta que nem deu tempo de ir ao médico ainda... – disse Finn baixinho. Eu suspirei fundo.
-É... Eu nem pensei nisso ainda...
-Eu tenho uma coisa para te dar... – disse ele com aquele sorriso totalmente Finn Hudson no rosto e se levantando. Não pude evitar de morder o lábio ao ver ele de corpo inteiro estando somente de cueca. Finn foi até o paletó que ele estava e tirou uma caixa pequena de baixo dele. Finn voltou com a caixinha na mão e se sentou na cama me entregando-a.
-O que você aprontou? – eu disse sorrindo.
-Abre pra descobrir. – abri a caixa e havia um ursinho aparentemente velho usando um macacão azul. – Esse é o Bob, eu tenho ele desde que eu nasci... Minha mãe disse que eu andava pendurado nele até meus quase oito anos... Queria que ele fosse do nosso filho, seja menino ou menina. – o sorriso lindo que se formou maior ainda no rosto de Finn, e os olhos dele que se encheram de lágrima me fizeram chorar e abraça-lo.
-É lindo Finn... Nosso bebê vai adorar, pode ter certeza. – o abracei ainda mais apertado. Desfazendo nosso abraço Finn passou o dedo indicador por meu rosto limpando a lágrima que caiu. Coloquei o Bob e a caixinha dele no criado-mudo ao meu lado da cama e puxei Finn para mais perto de mim e o beijei, um beijo perfeito e calmo. Ficamos naquele ritmo até eu não aguentar mais de sono e dormir nos braços dele.
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-Rachel, seu pai está aí. – pulei da cama com a voz de Santana vindo do outro lado da porta.
-Finn... – eu o chamei o balançando de leve.
-Hã? Onde é que eu estou? – disse ele totalmente sonolento limpando a baba do lado da boca. Fui obrigada a rir.
-Meu pai está ai fora. – Finn acordou de vez.
-Deixa que eu vou falar com ele, fica aí. – Ele se levantou colocou uma bermuda que tinha ficado lá de outro dia e eu tirei a camiseta para ele vestir. Rapidamente me cobri com o lençol, me levantei e dei um beijo em Finn e desejei boa sorte.
-Eu quero falar com você Hudson. – foi o que consegui ouvir meu pai dizer.
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