Indorien
6 Vlafius: Capítulo IV- O comandante naval
Vlafius estava apenas acordando quando lhe avisaram sobre o mais novo boato criado pelos fofoqueiros do Centro: Hurtle teria assassinado brutalmente cada um dos integrantes da população , inclusive o imediato, e fugira em uma cápsula de fuga, traindo o contrato que assinara com Kamon, O Imperador. Teria de investigar o ocorrido. Se ganhasse algum mérito nessa missão, ganharia mais reputação e influência no conselho dos maiores.
Logo se dirigiu ao conselheiro de guerra e também seu mentor, que permitiu seu ido ao planeta em que Hurtle se encontrava agora.
—Onde estamos indo, Maioni? – perguntava Vlafius enquanto andava em direção ao seu veículo espacial particular.
—Ogroz-09, um planeta-anão sem ordem inabitável civilizada muito menos forças militares.
—Então não teremos grandes dificuldades?
—Muito pelo contrário, senhor. Há muitos anos ,os sábios de Dorid decidiram começar as experiências em espécies de novos animais em busca de cobaias para diversos medicamentos. E os que não se controlaram bem foram todos jogados nesse Ogroz, nossos maiores problemas serão voltados na verdade para as feras. Tem certeza que não irá querer forças de apoio?
—Não. Eles iriam apenas me atrapalhar em uma missão de busca.
—Como desejar.
...
Chegava à superfície do globo verde e se encantava com a beleza do planeta, eram extensas savanas com plantas de que nunca ouvira falar, nem queria tocar. Com certeza não eram por bons motivos que aquele local não fora explorado apropriadamente, então todo cuidado era pouco. Aproximava-se duma ravina e admirava-se com a tamanha diversidade de minerais existentes naquelas rochas, se não fosse tão perigoso,09 seria uma grande fonte de riquezas para o Centro. Mas não havia avistado esses riscos, tudo que podia ver eram plantas e rochas que levavam a uma planície um tanto curiosa: Era um gramado esverdeado no solo com uma única montanha ao fundo. Aproximou-se mais e percebeu que era apenas uma ilusão visual. Aquilo era na verdade , a cápsula de Hurtle, totalmente destroçada com sua queda precipitada, e ao seu lado, uma monstruosidade indescritível, já sem vida, maior do que poderia lidar, com três grandes cabeças chifrudas e um casco cheio de espinhos, provavelmente assassinada pelo indivíduo que procurava.
Concentrava-se na região em seu redor, o homem podia estar em qualquer lugar a esse momento. Foi quando sentiu um algo gelado encostar em sua nuca, mal sabia se era uma lâmina ou um blaster, apenas sentia a presença de Benimokion , e sabia que era ele.
Avançou com a cabeça na maior velocidade possível e se ergueu, dando uma rasteira no homem que empunhava uma arma que nunca vira antes, um tipo de espada curva ,como um símbolo.
Ambos se entreolharam com frieza, não se odiavam, mas teriam de se matar.
Hurtle avançou com fúria enquanto Vlafius se desviou ao mesmo tempo em que sacava seus dois blasters, armamento que era sua marca registrada, e mirava no inimigo que estava de costas e indefeso no momento. Mas hesitou, o que acabou lhe custando algumas gotas de sangue, o traidor o jogara no chão e estava pronto para acabar com sua vida. Ia dar o golpe final, mas fora interrompido: um grande Medluz tinha lhe atacado, mas com alguma sorte , conseguira o repelir. Agora tinham companhia, e não era das boas.
O comandante começou a atirar no animal que resistiu bem enquanto corria violentamente, era tão imenso que cada batida de suas patas fazia o chão tremer. Pulou contra ele, que se abaixou colocando uma granada de pulso em suas costas, enquanto Hurtle cravava a lâmina em sua cabeça após a explosão, que criou grandes danos ao ser, agora finalizado pelo genocida que voltava a lutar com Vlafius , que se esguiava com dificuldade de seus ataques. Mas estavam se aproximando dum imenso desfiladeiro, onde a batalha poderia terminar. Então, se esguiando de um último ataque, se virou, fazendo o inimigo se desequilibrar, caindo.
Mas não era um homem mal, e lhe daria mais uma chance de se redimir perante aos lordes supremos, então rapidamente segurou a mão do rapaz.
—Você ainda pode ser perdoado. Só deve nos entregar Lokras!- e então a resposta veio da rude forma de um cuspe em seu rosto. Já não podia fazer nada por ele, senão largar sua mão para morrer naquela queda.
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