Indomáveis
1 Ao limite
Notas iniciais
Tryon - Nome de herói: ???? - Poder: Teletransporte
Rillah - Nome de herói: ???? - Poder: Materialização da escuridão
Elise - HealLove - Poder: Cura
Gail - Defensor - Poder: Super força, velocidade e voar.
Zayva - Nome de herói: ???? - Poder: ???
— Coloque a tv no canal 12, rápido! — Ordena ofegante, um homem, entrando em um bar. Ele estava vendo o celular e parecia muito assustado.
O dono do bar muda o canal para o jornal,estavam ao vivo mostrando um homem com uma roupa colada, toda azul e com detalhes dourados, impedindo um avião de bater em um prédio e o levando em cima de seus braços para o mar.
— “herói”, tsc, uma anomalia da natureza, aberração! — Murmura o dono do bar.
— Minha filha estava no avião! — Responde o homem ofegante, porém aliviado.
Fundação Defensor para Jovens Especiais — 9h50 AM.
— Será que ele vai vir hoje? — Questiona, um garotinho de 8 anos,com orelhas pontudas, dentes e olhos de gato.
— Não sei, Mith, não sei... — Murmura Tryon, um garoto de 15 anos, comendo cereal. Ele tem cabelos negros como a mais escura noite, raspado dos lados e com um tamanho médio em cima. Seus olhos eram escuros também, ele estava com um moletom amarelo, uma calça preta e meias cinza.
— Tryon, porque está de meia ainda? Os repórteres chegarão em meia hora! — Afirma uma mulher com cabelos negros e compridos, uma saia junta e uma camisa social.
— Não quero falar com ninguém... — Murmura Tryon.
— Vai ser legal! — Afirma Mith.
— Não vai, Mith, eles nos veem como monstros, desencana!
— A matéria é para conscientizar as pessoas, Tryon! — Afirma a moça.
— Não vou ser entrevistado e não quero nenhuma foto minha ou da Rillah! — Afirma ele saindo da cozinha e indo para um corredor muito grande com várias portas, ele sobe uma escada e entra em um quarto no terceiro andar.
— Por que veio atrás de mim, Mith? — Questiona ele sem olhar para trás.
— Se você tá com medo... eu também to...
— Não tenho medo por mim, Mith, tenho medo por vocês, mais jovens que não sabem se defender! — Afirma ele. — Sempre que alguém que eu não conheço tentar encostar em mim...
— Eu ativo minha habilidade e corro pra você ou pra Rillah!
— Nunca esquece disso, por favor!
— Aí idiota, vamos descer, não precisa participar! — Pede uma garota entrando no quarto, também tinha 15 anos, mas, tinha os cabelos brancos e tingido de azul. Estava usando o uniforme da Fundação.
O uniforme é uma camisa social branca, uma gravata vermelha e uma saia vermelha com uma listra branca.
— Você não vai participar! — Avisa, Tryon.
— Que? Claro que vou, não coloquei uniforme de sábado à toa! — Responde ela.
— Rillah, sai fora, você não vai!
— Você não decide isso!
— É perigoso, pra você, principalmente!
— As pessoas precisam ser conscientizadas, Tryon!
— Um site vai fazer isso?
— Eles tem cinco milhões de seguidores e já estão tentando conscientizar o público a um tempo!
— Se souberem que você, eu e pior, o Mith, se souberem a verdade sobre qualquer um aqui, vamos ser caçados... Quando estivermos sozinhos, quando você estiver no teatro, quando o Mith estiver na escola...
— Aí... relaxa, eles vão mudar nossos nomes e não vão mostrar fotos de nós...
Nesse momento, um vulto azul escuro passa rápido pela janela e os olhos de Mith brilham.
— ELE VEIO! — Diz Mith pulando do terceiro andar, direto para o primeiro.
— Vai vir? — Questiona Rillah.
— Pra impedir que você participe! — Responde ele colocando um chinelo.
Eles descem para o primeiro andar e quase todas as criança estavam lá, no total são 25 crianças.
Tryon e Rillah são os mais velhos e foram os primeiros a serem resgatados pela fundação.
Defensor, o herói que tinha salvado as pessoas do avião naquela manhã, fundou essa organização para que crianças especiais abandonadas, não ficassem sem lar e tivessem uma família.
Defensor entra pela porta com um grande sorriso, ele tinha dois metros de altura e era puro músculo. Seu cabelo era curto e sua máscara era preta, cobrindo parte do rosto em volta dos olhos. Seu traje era todo azul com detalhes em preto e dourado, assim como a capa.
— DEFENSOR! — Ofega Mith o abraçando.
— Oi Mith, senti saudade de você, de todos vocês... Rillah, Tryon, ele tá se comportando?
— Tá sabendo dessa reportagem? — Questiona Tryon.
— Sim, eu autorizei, vim para me certificar que nenhuma informação sobre vocês seja vazada de forma errada!
— O único que tem problemas de comportamento é o Tryon, mas o resto tá de boa.
— É bom ter alguém que nade contra a correnteza, vê coisas que não conseguimos! — Afirma Denfersor, após rir.
— Gail, os garotos do jornal chegaram! — Afirma outra mulher que tomava conta da casa.
Os repórteres entram, conversam com Gail (Defensor) e com algumas crianças. Tiram algumas fotos mas para a postagem, censuram os rostos. Pouco antes de acabarem, perguntam “ Ah, a gente poderia falar com os gêmeos, eles foram os primeiros a vir para cá né?”
— Somos nós! — Afirma Rillah.
— Nossa, tão diferentes mas tão parecidos! — Afirma uma repórter.
Eles fazem perguntas sobre as habilidades, passado e personalidade dos irmãos e logo após, encerram a entrevista.
Quando vão embora, ainda são 13h00 PM, Defensor coloca uma camisa preta, uma calça jeans e fica por lá.
— O Jhin vai vir? — Questiona Tryon.
— Ele estava ocupado no Japão, talvez venha... quer treinar? — Responde Gail.
— Que graça tem com você? — Questiona Tryon.
— Você e a Rillah conseguiram 3 de 10 da última vez!
— Aposto que consigo sozinho!
Os dois vão para uma quadra de futebol no jardim e quando colocam suas digitais no centro da quadra, suas grades são substituídas por paredes de aço de alta tecnologia, assim como o chão e logo após submergindo no solo, deixando a quadra a vista pro lado de fora.
A sala parecia uma caixa de ferro por dentro, com vários mecanismos. Tryon coloca suas digitais na parede e pega uma espada de madeira que tinha 1,60 M de comprimento.
Gail coloca 10 adesivos verdes em todo o seu corpo, eram feitos de um tipo de led e toda vez que Tryon os tocasse, ficariam vermelhos e contariam pontos em um holograma de placas.
— Vamos começar? 10 — 0! — Afirma Gail.
— Tá...
E então, Tryon desaparece e aonde ele estava, ficam por milésimos de segundo, chamas e brasas de um fogo negro. Ele aparece atrás de Gail e quando está a milímetros de encostar em um adesivo, Gail o pega pelo punho e o joga para o outro lado da sala, com facilidade.
Tryon aproveita o impulso e some, novamente aparecendo nas costas de Gail, só que dessa vez, o ataca com a espada que é parada por uma mão de Gail. Tryon tenta chutar o rosto de Gail e nessa leve abertura, encosta no adesivo do ombro de Gail.
— 9 — 1! — Afirma a voz eletrônica do placar.
Nesse momento, o relógio de Gail recebe uma mensagem e um símbolo de perigo aparece.
— Tenho que ir... É coisa grande, quero todo mundo dentro de casa! — Afirma ele, enquanto o teto da sala se abre e sua roupa se ajusta ao seu corpo e logo após saindo voando.
Tryon chama Rillah e avisam Zayva ( uma das heroínas que passavam mais tempo lá).
— Coloquem todos para dentro, por favor, tranquem a casa com sistema de segurança, vou tentar saber o que está acontecendo! — Ordena Zayva.
Rillah faz todos entrarem com facilidade e Tryon ativa os sistemas de segurança avançado. A casa parecia normal, mas ninguém consegue entrar ou sair, sem desativar o código.
— Aonde você e o Gail estavam? — Questiona Rillah, no quarto de Tryon.
— Treinando, quando eu fiz o ponto, ele teve que ir!
— Treinando sem mim, que legal!
— Desculpa... mas mudando de assunto, o que será que aconteceu?
— Será que algum vilão está atrás da gente?
— Se fosse isso, ele não tinha ido embora!
— Pode ser...
O perigo passa e Gail diz que era só um violão que estava ali perto, não deu detalhes nem nada.
Na segunda, eles acordam as 5:30 AM para se aprontarem para a escola. Mith e Tryon dividem o mesmo quarto e Rillah e mais uma garota de 13 anos, chamada Jully, dividem o quarto ao lado.
Eles tomam seus cafés e vão para a escola. Tryon estava com o mesmo moletom amarelo e com a mesma calça preta, só que agora com um tênis branco e azul. Rillah estava com um moletom azul marinho, uma calça preta e uma bota bege.
Tryon e Rillah chegam a escola meia hora antes das aulas começarem, então cada um senta em seu canto da sala e os dois debruçam sobre suas mesas, usando a mochila de travesseiro.
Um tempo depois, os alunos vão chegando e uma garota loira, de cabelos compridos e com a ponta dos cabelos vermelhas entra na sala. Ela usava uma calça jeans com alguns rasgos e um moletom preto do Defensor.
Ela se senta na fileira ao lado de Tryon e o olha com vergonha de canto de olho. “Não acredito nisso, por que eu fui me atrasar... pelo menos ele tá dormindo...”, pensa a garota.
No início das aulas, Rillah e Tryon acordam, ela faz as anotações como normalmente e Tryon anota tudo de forma muito rápida, mas sem prestar atenção alguma.
O óculos da garota loira caem da mesa e Tryon que não estava fazendo nada, o pega antes que caísse no chão.
— Aqui! Desculpa Lia, coloquei o dedo na lente sem querer...
— Não fo... obrigada! — Responde ela muito envergonhada, pegando o óculos e se virando rapidamente para frente.
No intervalo, Rillah vai comer alguma coisa com o seu grupo de amigos e Tryon fica dormindo na sala.
— Não vai sair? — Questiona Lia, após engolir seco.
— Não, aqui tá tão bom!
— Tudo bem...
— Tryon, tão implicando com aquele menininho estranho de novo! — Avisa Patrick, amigo de Tryon.
Tryon sai muito bravo da sala e quando chega ao banheiro, três garotos do terceiro colegial estavam colocando Mith dentro da privada e colocando papel higiênico sujo em sua calça.
— Tryon, pega o Mith e vem pra cá AGORA! — Ordena Rillah de fora do banheiro.
Tryon não dá a mínima e bate a cabeça do primeiro deles na pia. O segundo ele soca não barriga até que caia no chão e o terceiro o agarra pelo pescoço e o prende na parede, então Tryon chuta seu queixo com muita força e eles desmaia.
Haviam várias pessoas assistindo, então Tryon manda todo mundo ir se fuder e fecha a porta do banheiro.
— Se limpa aí, rápido!
— Mas eu não tenho roupa... — Responde Mith chorando.
— Você tem... uma jaqueta do Chicago Bulls e uma bermuda camuflada feia! — Afirma Tryon tirando as roupas do cara desmaiado.
— A calça vai cair! — Responde ele, ainda chorando.
— É só usar esse cadarço de cinto! — Afirma ele.
Mith se veste e as roupas ficam enormes para ele, mas pelo menos não estava molhado, nem sujo. Quando eles saem do banheiro, Tryon estava com um olhar amedrontador e Mith tentava o imitar.
— Tá pronto para ser suspenso? — Questiona Rillah furiosa.
— Não vou ser suspenso, eles não vão falar!
— Eles vão ser suspensos também, mas acha que eles não iam querer ferrar com você?
— O Try... deixa auieto, obrigado! — Diz Mith antes de ir pra sua sala.
— O que o Mith ia falar, você ameaçou eles?
— Eles não vão falar nada...
— Que belo exemplo pro Mith... roubo, violência, ameaças... parabéns Tryon...
— Obrigado!
— Tryon, vem comigo, por favor... — Pede Zayva, que trabalhava lá de coordenadora, para garantir a segurança das crianças da fundação.
Eles vão para a sala de Zayva e Tryon explica tudo e por ver o quanto ele estava nervoso, da autorização para que volte para fundação.
— Vou pegar minha mochila e vou, obrigado, Zay! — Afirma Tryon.
— Se quiser levar o Mith e a Rillah, vocês merecem!
Chegando em sua sala, Tryon mostra a autorização ao professor e vai pegar suas coisas.
— Ae Lia, me passa o que eu perder depois, fazendo favor, me manda mensagem hoje! — Pede Tryon, escrevendo seu número na mesa de Lia.
Rillah aproveita que estava com sono e vai também e assim que os dois saem da sala, Lia anota do número de Tryon rapidamente.
Eles pegam Mith em sua sala e pedem um Uber para a fundação. Enquanto espera para fora da escola, Rillah e Tryon não trocam um único olhar.
Durante o caminho, passam por uma região da cidade aonde era perigoso até para os policiais. Alguns heróis e a polícia tem um plano para limpar essa parte da cidade mas ainda não foi feito.
Eles chegam a Fundação e ficam os três na sala, assistindo filme. A sala era enorme, com grandes sofás e uma tv que ocupava quase uma parede inteira.
Gail chega na fundação e pede para que Rillah o acompanhe em uma caminhada pelo bosque e manda ela colocar a roupa de trino. Rillah coloca um tênis de corrida, uma calça de moletom, uma regata preta e leva uma jaqueta amarrada na cintura.
— O que aconteceu? — Questiona Gail, assim que começam a trotar pela trilha.
— O mesmo de sempre... alguns babacas irritando o Mith e o Tryon dando uma de justiceiro corrupto! — Explica ela.
— Corrupto?
— Ele bateu neles, roubou as roupas e ameaçou pra não reclamarem de nada na diretoria... ele tem que ver que tá errado, fala com ele, por favor!
— Eu to errado? — Questiona Tryon em cima de uma árvore alta, com uma camisa de um time, uma calça de moletom também e um tênis de basquete.
— Eu vou conversar com você depois, Tryon...
— Eu to aqui agora, Gail! — Afirma ele pulando da árvore de frente pra eles.
— Não precisa ser depois, só fala pra ele o que ele tá sendo! — Pede Rillah.
— Crianças... não é tão fácil e nunca vai ser... O poder que temos nas mãos é muito grande, como proteger, vocês vão aprender com o tempo, mas... o que você fez foi errado, Tryon!
— Da próxima vez eu ajudo eles a abusarem do Mith...
— Não é disso que ele tá falando, idiota!
— Ameaçar e extorquir... isso não se faz, Tryon. Acho ótimo você ter dado uma lição a eles, mas saiba parar antes que seja o errado da história!
— Tá com medo que eu mate alguém?
— Exatamente! — Afirma Rillah nervosa.
— Pode pá... — Murmura Tryon, antes de sumir, deixando chamas e brasas negras em seu lugar por alguns instantes.
— Devia ter me deixado falar com ele! — Afirma Gail.
— A culpa não é minha se ele seguiu a gente... você não percebeu ele aqui?
— Não... ele foi muito cauteloso... Vamos terminar o trajeto, velocidade máxima!
Os dois correm pelo bosque de forma muito rápida, Rillah em seu esforço máximo, chega a 98 km/h.
— Muito bem... cansada?
— Pra cacete... — Responde ela, ofegante.
— Vamos voltar de boa então!
Em uma sala de treinamento, Tryon estava socando um saco de areia que nunca voltava a posição normal, ele sempre dava os socos com uma das mãos e jogava o saco para trás.
— Aí, eu voltei... — Avisa Rillah entrando na sala, bem quando o soco de Tryon fura o saco de areia e seu braço entra no mesmo.
— Parabéns... — Responde ele puxando o braço com toda força.
— Tryon, eu te amo e admiro muito você e seu espírito que não deixa tocarem em ninguém que você ame... mas entende, você não pode fazer aquelas coisas...
— Eu também te amo! — Responde ele, saindo da sala.
Depois que tomam banho e que as outras crianças chegam, todos vão almoçar, porém Gail recebe uma mensagem e chama Tryon e Rillah para a sala vazia.
— Preciso da ajuda de vocês, passei a coordenada para vocês de um ataque na cidade. Vários inocentes estão se ferindo. Vocês só vão tirar os civis de perigo, o vilão É MEU! — Explica Gail, antes de sair correndo e assim que pisa pra fora da fundação, voa muito rápido.
Tryon e Rillah vão para a sala de treinamento correndo e pegam seus equipamentos que usariam como heróis pela primeira vez. Eles usam roupas de treino por não terem uniformes ainda. Tryon usa um moletom bordo e uma calça preta, usa uma máscara para tampar o nariz e a boca. Seu tênis é azul e foi desenvolvido para que ele tivesse mais atrito com as superfícies, assim podendo pegar impulso até em uma parede ou no teto.
Rillah usa uma máscara parecida para tampar o rosto e prendeu seu cabelo com uma faixa preta, escondendo ele na toca de seu moletom preto que está usando. Sua calça era jeans, seu tênis era parecido com o de Tryon, porém era mais justo no pé e amortece muito o impacto que Rillah recebe nos pés.
Tryon pega duas katanas que ficam presas do lado da cintura e algumas estrelas ninja. Já Rillah se equipa com um soco inglês em casa mão e alguns kits de primeiros socorros.
Os dois ficam prontos muito rápido e partem para lá muito rápido, com um porta aberto pela sala de treino.
Aquela região estava um caos, prédios pegando fogo, pedaços dos mesmos desmoronando para todos os lados e no céu, lutando com o Defensor, havia um homem alto e magro, com uma jaqueta de couro preta, calça preta e descalço.
— Vamos! — Ordena Rillah tomando a frente e correndo em direção aos destroços.
Quando os destroços dos prédios iam cair nas pessoas, batiam em uma barreira negra que se formou do nada e não os acertava, ou então sumiam do nada.
Rillah criava barreiras que criava com sua escuridão e Tryon sumia com os destroços. Quando as coisas começam a se acalmar no solo, Tryon aparece ofegante ao lado de Rillah que estavam com os braços doloridos e com alguns hematomas.
— Tamo chegando no nosso limite... — Afirma ele, ainda ofegante.
— Sim, esses destroços são muito pesados... e só as barreiras dão certo...
— E nem pra destruir da, ainda sim vai machucar alguém...
Nesse momento, os policiais e bombeiros conseguem arrombar a porta de dois prédios que estavam cheios de civis e todos saem correndo em direção a uma entrada do metrô para se proteger.
O vilão estava perdendo para o Defensor, então joga seu fogo em seus olhos e em um curto período de tempo, aponta seu braço para um prédio e um tornado de chamas negras, destroem alguns andares desse prédio, assim jogando destroços nos civis.
Defensor desce para ajudar a defender as pessoas dos destroços e o vilão foge. Os destroços eram muitos e várias pessoas estavam em perigo. Rillah cria barreiras que cobriam caminhos até a entrada do metrô e Tryon teletransporta as pessoas juntas ao seu corpo, direto para a entrada do metrô, mas isso causava danos ao corpo, tanto de Tryon quanto de Rillah.
Em um espaço de apenas dois minutos, muitas pessoas estavam salvas, porém Tryon e Rillah estavam em seu limite máximo, com hematomas pelo corpo e exaustão.
Todos estavam quase seguros e então uma parede de um andar cai e uma garotinha de 7 anos está chorando bem de baixo. Rillah rompe suas barreiras e forma uma bem em cima dela, com toda sua força, porém a barreira já se forma rachada. O Defensor estava segurando um destroço enorme e se soltasse, mataria dezenas de pessoas. Tryon que estava de costas, escuta o gemido de dor de Rillah quando a barreira se quebra com o impacto da parede e antes que o olho de qualquer um piscasse, a pedra se destroça junto ao chão da rua e uma cortina de poeira se ergue.
Todos estavam desesperados por presenciar aquela cena, mas quando a poeira baixa, percebem que a garota ainda estava chorando, mas agora, ao lado de um policial. Todos ficam aliviados, menos Rillah que correu em direção aos destroços, mesmo não aguentando o próprio corpo.
— O garoto... ele tá lá? — Questiona um policial.
— Vivo é impossível... — Responde um bombeiro, aparentemente nervoso.
— Não, não, não... — Murmura Rillah, enquanto ela corre em direção aos destroços e olha seu relógio que mostrava que Tryon estava sem batimentos cardíacos.
O Defensor joga o pedregulho que estava segurando em uma área mais segura e voa para junto de Rillah imediatamente. Ele tira todos os destroços dali com facilidade, porém com pressa e desespero. Rillah estava de joelhos e mal conseguia pensar em nada, apenas chorava desesperadamente.
Quando o Defensor tira o último pedaço da parede, Tryon estava no chão, ensanguentado e com 70% dos seus ossos quebrados. Eles o colocam em uma maca e a heroina HealLove, amiga de Defensor, usa um portal para la imediatamente.
HealLove tem 25 anos, tem 1,67 de altura, tem um lindo corpo que era ressaltado por seu uniforme branco com detalhes vermelhos. Seus cabelos são escuros e estão presos.
Eles usam outro portal pra a sala de treino da fundação e ela começa a tentar curar Tryon. Seu poder permitia a ela, curar qualquer tipo de doença ou ferimento, quase que instantaneamente, tocando o ferimento.
Os batimentos de Tryon estavam em uma frequência muito baixa e HealLove pede para que Gail tire Rillah da sala.
— Ele vai sobreviver?
— O que você tava pensando em levar duas crianças para aquele lugar? — Questiona ela, irritada, com as mãos brilhando, apoiadas no peito de Tryon.
— Nós começamos com essa idade... e eles salvaram muita gente, mas...
— Mas você pode perder o garoto! — Afirma ela, descendo a mão para a costela e barriga, enquanto um vapor saia levemente dos lugares curados.
— Elise, eu não posso perdê-lo, por favor! Após horas na sala de treinamento, Gail precisou ir a um hospital pegar vários equipamentos e então, depois de 6 horas, Elise sai da sala, acompanhada por Gail, com Tryon em seus braços.
Rillah que estava sentada pra fora da sala esse tempo todo, levanta rapidamente.
— Ele tá bem? — Questiona Rillah, nervosa e insegura.
— Vai ficar, com certeza... agora, você! — Afirma Elise pondo as mãos no rosto e na costela de Rillah e, logo após a curando por completo, deixando apenas alguns hematomas bem leves.
— Obrigada... muito, muito obrigada! — DizRillah, agradecendo Elise, a abraçando e começando a chorar.
— Fica tranquila, só não se ponham tanto ao limite da próxima vez! — Responde Elise com voz carinhosa, porém, olhando brava para Gail.
Elise e Gail sobem para a cobertura da casa para beber vinho enquanto as crianças estavam prontos para dormir.
— Quer ficar por aqui essa noite, reviver os velhos tempos? — Questiona Gail.
— Eu adoraria... mas vai me prometer que eles não vão mais se arriscar a esse ponto!
— Tudo bem!
Elise passa seus braços em volta do pescoço de Gail e o beija, de ponta de pé. Ele a levanta, sem fazer o mínimo esforço e após alguns minutos, vão para o quarto de Gail.
— Você mora aqui agora? — Questiona Elise.
— Não... durmo aqui em dias antes dos treinos!
No quarto de Tryon e Mith, Tryon está dormindo, ele está com um shorts de futebol e com várias partes do corpo enfaixadas. Elise deu um pote de comprimidos para Mith e caso Tryon gemesse de dor, era só colocar um desses na boca dele.
Rillah já tinha tomado banho e estava pronta pra dormir com um shorts e uma camisa do time que Tryon torce. Ela entra no quarto de Tryon e Mith estava pronto para dormir, com o pote de comprimidos ao seu lado.
— Consegue mesmo dar o remédio pra ele? — Questiona Rillah, de forma doce.
— Consigo! — Responde Mith, decidido.
— Tudo bem então, valeu, Mith! — Diz ela, sentando na cama de Tryon.
— Como isso aconteceu, vocês dois são tão fortes!
— Eu não fui forte o suficiente e o Tryon pagou por isso...
— Você fez tudo o que deu né, tudo e mais um pouco, a culpa não foi sua!
— É... obrigada!
Rillah vai para o seu quarto e se deita, sua cabeça fica repleto de sentimentos de culpa e raiva de si mesma. “É minha culpa!” foi o último pensamento que rodeou sua cabeça, antes que dormisse com algumas lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
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