Indianápolis - O Preço De Uma Paixão
46 Amar e ser amado
Amar e ser amado
POV Edward
— Noah? – chamei assim que cheguei ao quarto do meu filho. – Noah, sem brincar de esconder. Daqui a pouco mamãe vai chegar e hoje é um dia especial.
Tocar no nome da sua mãe fez minha cópia em tamanho menor aparecer rapidamente, sorrindo e exibindo sua recém conquistada janelinha nos dentes.
— Mamãe tá chegando? – seus olhinhos brilhavam ao cita-lá.
— Sim, daqui a pouco ela está aí. – eu o peguei no colo. – Você se lembra do que a gente combinou? – ele assentiu balançando seus fios cor de bronze totalmente bagunçados. Alguma dúvida que o moleque puxou o pai?
Levei meu filho até o banheiro, liguei o chuveiro e o ajudei a tomar um banho rápido.
Sequei meu pequeno e o vesti com uma roupa idêntica a que eu iria usar hoje a noite.
— Noah, agora preciso que você venha até o quarto com o papai e que fique quietinho enquanto eu tomo banho.
— Tá bom. – segurou em minha mão e nós fomos até meu quarto.
Tomei um rápido banho e me arrumei.
Olhar para mim e meu filho era como olhar para duas pessoas iguais, exceto pela diferença de tamanho.
Até nas roupas estávamos iguais nessa noite.
Noah e eu descemos e eu me certifiquei de que tudo estava do jeito que eu planejei.
— Ei camarada, você lembra de tudo, certo? – ele revirou os olhos.
— Sim, papai. – ele mexeu as mãozinhas e deu de ombros.
Em relação a personalidade, Noah era completamente sua mãe. Aqueles dois conseguiam me fazer de massinha de modelar e eu amava isso.
Escutamos barulho de carro e sabíamos que era Isabella.
Meu pai e Esme estavam fazendo uma viagem pela América do Sul. Esme tinha essa coisa de amar conhecer novas culturas, e meu pai era meio como eu, qualquer lugar do mundo estaria perfeito se ele estivesse com a mulher amada. Acho que nesse momento eles estavam em algum lugar no Peru.
Jasper e Alice estavam curtindo as férias da faculdade dele e férias que ela conseguiu na empresa após choramingar por dois meses com minha esposa. Isabella eventualmente daria férias a Alice, mas acho que ela gosta dessa coisa de dificultar. Afinal, ela sempre seria Isabella, não é mesmo?
Jasper iria para seu último ano na faculdade, e resolveu fazer uma viagem de comemoração antecipada. Vai entender.
Emmett e Rose... Bem, esses eu tive que meio que dar um ultimato para que não aparecessem na mansão essa noite.
Noah, em seus três aninhos, quase quatro como ele gosta de dizer, correu para a porta e se colocou em sua posição.
Servi duas taças de champanhe e esperei em pé no meio da sala de estar.
Isabella viu a porta ser aberta por aquele pequeno pedaço de pessoa, e o sorriso que ela deu foi o bastante para iluminar toda uma cidade.
— Meu bebê, você está tão lindo. – Bella ia se abaixar para beijá-lo e mimá-lo, como sempre, entretanto, antes que minha esposa conseguisse seu propósito, meu pequeno grande homem estendeu sua mãozinha e segurou a da mãe.
Ele deu um beijinho no dorso da mão de Isabella e eu pude ver minha esposa se derreter.
— Manemoséle. – ele disse meio errado, mas até isso foi fofo. Bella suspirou. – Papai, eu fiz certo? – saiu do personagem por um minuto e me perguntou um pouco inseguro.
Eu apenas assenti e ele ficou mais tranquilo.
Noah estendeu seu outro braço para segurar a bolsa da mãe e Isabella se via a cada minuto mais encantada com nosso pequeno.
Ele a acompanhou até o centro da sala de estar, onde eu estava, e fez um cumprimento um pouco exagerado, mas para uma criança, foi a coisa mais linda de se ver.
— Vou mandar... ér... ér... – ele me olhou meio inseguro. Parece que alguém esqueceu a fala. Dei uma leve indicada com a cabeça para a sala de jantar e ele entendeu. – Vou mandar sevir o jantar.
Noah caminhou em direção a cozinha e eu segui com Isabella até a sala de jantar, perfeitamente arrumada pelas empregadas da casa que estavam no meio do nosso plano.
— O que foi isso? – Isabella parecia estar emocionada. Com certeza, a maternidade deu uma boa mexida com minha esposa.
— Um jantar especial para uma dama especial. – eu lhe entreguei uma das taças de champanhe que eu segurava em minha mão e nós brindamos. – Cinco anos atrás, eu usava terno pela primeira vez, eu estava nervoso e empolgado. Cinco anos atrás eu entrei no maior prédio que eu já havia entrado em minha vida e entrei no escritório mais refinado que eu já poderia conhecer. Eu vi a mulher mais linda desse mundo, e mesmo que meu cérebro não tenha registrado naquele momento, meu coração já sabia que aquela mulher que mal me olhou, seria a que mudaria minha vida, a mulher que eu amaria para sempre e que seria mãe dos meus filhos.
— Óh meu Deus, é hoje? Hoje faz cinco anos que nós nos conhecemos? – ela perguntou incrédula. Eu apenas assenti sorrindo. – Céus, quanta coisa mudou. – tomou um pouco do champanhe e seus olhos vagaram. – Eu mudei tanto. Se naquele dia alguém me dissesse que eu me casaria com meu recém contratado motorista e que teria a alegria de me tornar sua esposa e ter um filho lindo com ele, eu chamaria esse alguém de maluco. – ela olhou novamente pra mim, se inclinou na mesa e bicou meus lábios. – Obrigada, novamente, por mudar minha vida. Eu te amo.
— Eu te amo mais. – respondi como sempre fazia.
— E essa produção toda, hum. Eu deveria ter colocado um vestido de festa? – perguntou sorrindo.
— Não, não. Acho que isso foi mais para te conquistar. – pisquei e ela gargalhou. – E pode falar, eu e Noah usando terno somos os caras mais bonitos da região.
— Os mais lindos do mundo todo. – minha esposa bajulou.
Nossas brincadeiras foram interrompidas por duas empregadas que entraram na sala de jantar para nos servir. Noah veio atrás, ainda encarnando seu personagem da noite. Ele estava indo bem, dois meses de treinamento e só um esquecimento até agora, estava bom para um menininho de três anos. Oh sim, quase quatro.
— Mosiê e Manemoséle, bom apetí. – Bella olhava com devoção ao nosso menininho que usava o francês encantador que uma criança tão pequena poderia ter.
Noah se retirou junto com as empregadas.
— Ele não vai jantar conosco? – Bella me perguntou quando viu nosso menino sair.
— Pra coloca-lo dentro de um terno eu tive que prometer pizza no jantar. – encolhi os ombros meio que me desculpando. Zena irá cuidar disso enquanto ele vê desenho com ela na cozinha.
— Somos só nós dois então, heim? – ela me deu aquele olhar que me faz querer pular o jantar e partir para a sobremesa. – E assim que Noah dormir, seremos só nós dois nessa enorme casa... – divagou. – Estou gostando dessa comemoração surpresa.
— Esposa, esposa, não brinque com um marido cheio de boas intenções. – a avisei em meio a sorrisos. – Eu estou tentando fazer uma noite romântica e familiar pra você, mas se a senhora não consegue refrear esse fogo, eu mesmo terei que me encarregar de apaga-lo.
— Sim, eu gostaria muito que você apagasse meu fogo. – beliscou um camarão de seu prato e o mordeu de forma sensual. Como essa mulher consegue fazer isso comigo? Até morder um camarão se torna erótico se é ela quem está fazendo.
O jantar se passou assim, muitas brincadeiras de duplo sentido e insinuações de que teríamos sexo quente essa noite. Amém Senhor!
Não é que meu casamento estivesse esfriando, muito pelo contrário. Mas quando se tem uma criança de três anos, digamos que não é fácil conseguir repetir as noites recheadas de safadezas que era possível antes do filho chegar.
Essa coisa de acordar de um pesadelo e correr pro quarto dos pais é meio que frustrante quando você está perto de gozar e tem que sair de dentro de sua mulher mais rápido que a velocidade da luz. Isso sem contar a parte em que você tem que explicar porque está deitado na cama pelado junto com a mamãe.
E portas trancadas não eram uma opção. Nosso filho era nosso tesouro e eu levaria um soco no estômago, mas não deixaria meu bebê ter um pesadelo e ficar sozinho em seu quarto com medo.
— Noah, vamos trocar de roupa para dormir. – eu o chamei e ele veio correndo da cozinha.
— Papai, papai. Eu fez tudo certinho? – se jogou em meu colo.
— Fez sim, meu campeão. Acho que mamãe está caidinha por mim agora. – eu pisquei pra ele e meu pequeno sorriu gostoso.
— Estou caidinha pelo papai e pelo meu bebê lindo nesse terno. Vem cá dar um abraço gostoso na mamãe. – Noah se jogou no colo de Bella e o festival de carinho entre os dois se iniciou.
Eu ficava apenas parado, observando com adoração a interação entre mãe e filho.
Ambos eram meus. Não no sentido de serem coisas e me pertencerem, mas no sentido de serem minha família, meu tudo. Eles eram o motivo dos meus sorrisos, o motivo de toda manhã eu acordar e agradecer por tudo que tinha.
Dei um passo a frente e passei meus braços em torno deles.
— Vocês sabem que são tudo pra mim? – Noah e Bella me olharam sorrindo.
— Nós sabemos. – Bella respondeu sorrindo brilhantemente pra mim. – Bebê também sabe? – ela beijou sua bochecha.
— Eu sabe. – nosso filho ria gostoso enquanto agarrava o pescoço de Bella com um braço e o meu com outro.
Meu sonho de vida fora realizado.
Não a fortuna de Isabella e nem o fato de ter minha própria empresa, que graças aos céus e ao meu trabalho duro junto de Emmett, estava indo bem. O sonho realizado era a felicidade plena.
Ter a mulher que eu amo e meu filho em meus braços e saber que eu era seu Porto Seguro.
Eu era quem eles procuravam quando tinham dúvidas ou medo. Sim, até Isabella me procurava quando se sentia temorosa ou duvidosa, até mesmo em assuntos da empresa, ela sempre desabafava comigo. Eu era seu suporte, e eu amava isso.
Noah me via como o seu super-herói favorito.
Se alguém não conseguia fazer alguma coisa perto dele, Noah logo se gabava dizendo que seu “papai grandão” sabia fazer.
O que um homem pode querer mais da vida?
[...]
— Mais relaxada? – perguntei a minha esposa quando ela saiu do banho enrolada em uma toalha branca.
— Poderia ficar mais relaxada com uma massagem. – cerrei os olhos diante de sua insinuação.
Lhe dei meu sorriso torto que eu sei que ela ama e a chamei para a cama. Eu estava apenas em minha cueca boxer que logo logo ficaria apertada.
Bella se desenrolou da toalha e deitou nua à minha frente.
— Deus salve as mães gostosas! – exclamei enquanto me ajeitava em minha boxer.
Gostosa. Sim, minha mulher era muito gostosa. Recém completados 29 anos e estava mais gostosa que nunca.
— Acho que alguém tem tara por mamães, heim. – a safada riu e rebolou aquela bundinha em convite pra mim.
Retirei minha boxer e me sentei em suas coxas. Ter Isabella deitada de bruços, com aquela bunda maravilhosa à minha mercê era tão bom.
Noah, por favor, durma a noite toda, meu filho!
Rezei internamente.
Ele estava em seu quartinho e nós contamos lindas historinhas antes de dormir.
Deslizei minhas mãos pelas costas dela. Gemi com a pele macia. Apertei e esfreguei.
Desci minhas mãos até sua bunda e apertei para meu deleite.
Bella gemeu e eu não resisti, esfreguei meu membro contra sua carne macia.
— Hummm amor, tem um tempinho que eu não brinco aqui. – meus dedos já cavavam sua carne e encontravam sua entrada estreita na parte de trás.
— Ai amor, hoje não. Hoje eu preciso de você bem aqui. – ela enfiou uma mão por baixo do seu corpo, e eu não sei se ela começou a se tocar ou não, mas foi uma imagem sexy pra caralho.
Larguei a ideia da massagem e deitei meu corpo por cima do seu. Esfreguei meu pau em sua bunda e a escutei gemer mais alto.
— Tira essa mãozinha daí. – substituí sua mão pela minha. A posição não era muito favorável, mas quando se está com tesão, a coisa funciona de qualquer forma.
Com meu dedo médio, invadi sua entrada e o afundei em seu canal. Retirei-o e passei a mexer em seu clitóris.
— Ai Edward... – ela gemeu e rebolou em meu pau.
— Bella, eu queria uma noite romântica, só que agora a única coisa que consigo pensar é em te foder bem forte. – disse ao pé do seu ouvido e mordi o lóbulo de sua orelha. Ela se empinou mais para mim e eu pude melhorar minha carícia em seu broto inchado.
— Amor, me fode logo. Depois a gente brinca mais, mas essa primeira, quero rápido e forte. – Óh, pedindo assim quem consegue negar?
Fiquei de joelhos na cama e puxei seu quadril pra mim. Ela ficou de quatro, posição deliciosa.
Guiei meu membro até sua entrada e a invadi. Doce céu! Os anos vão se passando e só ficar melhor essa sensação de ser abrigado por seu corpo.
Ela gritou quando comecei a estocar forte. O barulho do meu quadril se chocando com suas nádegas preenchia o nosso quarto.
— Gostosa... – desferi um tapa forte em sua bunda e ela gritou. Safada, ela gostava de uma coisa mais selvagem. – Diz quem é seu homem, diz. – deixei meu lado homem das cavernas possessivo aflorar.
— Você... – senti seu sexo começar a me apertar. Percebi Bella se endurecendo.
Estoquei mais rápido e deixei a pressão que se formava em meus testículos dominar meu corpo. Meu gozo veio rápido e com pressão.
Caímos na cama, os dois juntos, e eu a abracei.
— Tão bom... – ela murmurou entre um sorriso.
— Com você é sempre bom. – biquei seus lábios.
— Vamos de novo? – ela perguntou empolgada.
— Ah assim você mata seu velhinho. – brinquei e ela me deu um tapinha.
— Não seja bobo, 34 anos, você está no seu auge. – arqueei uma sobrancelha.
— Ei, tenho 33 anos ainda, quase 34, ok, mas por enquanto é apenas 33. E como a senhora sabe que esse é o auge? Por acaso anda fazendo pesquisa de campo para definir parâmetros? – ela revirou os olhos.
— Não seu bobo. Eu simplesmente sei que cada dia só melhora sua performance, porque você é meu, e Isabella Swan só escolhe o que é o melhor. – se gabou. Bem, ela seria sempre minha patroa linda. – Não preciso conhecer ninguém pra saber que você é o melhor homem de todos. É o homem que eu amo, que eu desejo, é meu marido, pai do meu filho... – ela me beijou e eu me perdi nos braços da mulher da minha vida.
O que mais um homem poderia querer?
Eu, particularmente, só tinha que agradecer. Apesar de toda a luta que passei pra fazer Bella se libertar de seus muros e assumir que me amava, apesar do acidente que sofri, da minha separação com Bella, da noite de terror que tivemos nas mãos daquela mulher, tudo isso valeu a pena.
Tudo que pareceu se passar em um período muito longo de tempo, foi em apenas poucos meses. Toda a transição de novo motorista da Senhorita Swan para marido da Bella e pai do filho que ela carregava na barriga, foi em pouco mais que oito meses. E quando a felicidade plena veio, os anos pareceram voar.
Se hoje alguém me perguntar qual o conceito de felicidade, eu apenas poderei citar uma frase de um dos filmes favoritos da minha irmã e que eu acabei adotando como filosofia de vida.
“A coisa mais importante que se pode aprender é amar, e em troca, amado ser.”
FIM
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