Independência
9 Festa para a Paciente - parte final
Notas iniciais
A Mari e Jorge entram na escola, ela fica surpresa com a decoração e pergunta:
– Jorginho, o que é isso tudo?
– É... é... é melhor entrarmos na sala né?! — fala ele nervoso.
Quando a Mari entrou todos nós saímos do esconderijo e gritamos:
– SURPRESAA!!
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Ela realmente não esperava por aquilo, logo abriu um sorriso enorme e começou a festejar com todo mundo. Como ela não podia se mexer muito, logo comemos os docinhos e os salgados (pra felicidade do Jaime):
– Ainda bem, meu estomago já estava roncando! — diz ele.
Nossa, a mãe do Jaime é realmente uma ótima cozinheira! Diferente da minha, que se conseguir fritar um ovo já é milagre. Depois de comermos, nós ficamos na sala conversando:
– Está gostando da festa Maria Joaquina? — pergunta Cirilo.
– Estou sim, Cirilo! — responde.
– Você precisa de mais alguma coisa? — pergunta o garoto.
– Não Cirilo, não preciso! Você tem mais alguma pergunta ou eu já posso conversar com as minhas amigas?
– Calma. O que deu em você? — pergunta Carmem.
– Nada! Eu só estou querendo agradecer a todos, se o Cirilo deixar, é claro! — diz Mari irônica e continua — Foi uma ótima ideia, tenho que admitir!
– Claro, eu que inventei! — diz Valéria se gabando.
– Mas todo mundo colaborou e fez a sua parte! — defende Margarida.
– Gente, eu queria agradecer a cada um. Não é uma festa chique da minha classe, mas tudo bem. É de coração, e isso é o que importa!
– Muito bem Mari. — digo — Aproveitando o momento, eu queria pedir desculpas pra você, pelo jeito que tratei no dia em que aconteceu aquilo, sabe?!
– No dia do acidente? Você foi meio grossa, me ofendeu no momento. Mas depois eu fiquei pensando que você deveria ter um motivo para agir daquela maneira, mas eu não sei qual.
– É que eu tinha uma coisa importante para contar para a Val, só isso. — respondi.
– Algo importante? E o que é? — perguntou Bibi.
– Deve ser fofoca de menina! — afirmou Paulo.
– É isso mesmo. — eu digo nervosa — Nada importante!
A professora Helena entra na sala e pergunta:
– Estão se divertindo "crianças"?
– Sim professora Helena! — respondemos em coro, como fazíamos quando éramos menores.
– Gente — diz Maria Joaquina -, está certo que eu acabei de voltar do hospital e tal. Mas uma festa sem música, não é uma festa!
– Eu pensei que você iria dizer isso. — fala Paulo correndo na direção de sua mochila — Trouxe o rádio da Marcelina.
– Quem te deu permissão para pegar o meu rádio em seu bobo? — resmunga Marce.
Paulo conecta o rádio na tomada e solta o som, todo mundo começa a dançar freneticamente. O dia passou tão rápido que eu nem vi, estava exausta quando resolvi voltar para a casa.
Era sete horas, cutuquei a Val que estava dançando como uma louca e disse:
– Estou indo.
– Ah, mas agora que estava ficando bom? — Fala ela.
– Estou cansada, minhas pernas doem!- digo.
– Tudo bem, eu te ligo amanhã!
Saí da sala e estava me dirigindo a saída, quando vejo Paulo sentado (local http://lh3.googleusercontent.com/-uOytIbVba2w/UY8DdGmDOlI/AAAAAAAAAG8/yxKzDnkt78w/s128/20120321170328.jpg). Me parecia triste, mas eu não sabia por que. Fui até ele e sentei ao seu lado, fiquei em silêncio por alguns segundos e falei depois:
– Paulo, aconteceu alguma coisa?
Ele nem olhou pra mim, apenas respondeu:
– Não.
Eu sabia que ele estava mentindo, dava pra ver na cara dele, mas eu não ia desistir tão fácil:
– Você precisa de alguma coisa?
– Não, não preciso. — respondeu friamente.
– Paulo, tem alguma coisa de errado. Eu posso sentir, não menti pra mim!
– Quer saber! — ele fala mais alto. — Eu estou nervoso porque as provas vão começar! Satisfeita?!
Não é verdade, eu sei que não é. Você mente muito mal Paulo Guerra, mas se você pensa que eu vou desistir assim tão facilmente, você está muito enganado, você não me conhece.
Enquanto ele estava cabisbaixo, eu apenas saio de fininho, sem dizer nada.
Chegando em casa eu peguei os meus cadernos e fui estudar, afinal, minha cabeça ainda tem que funcionar um pouco. De noite eu estava super cansada, mas amanhã não tinha aula(para a minha sorte)!
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