Independência

15 Excesso de Bondade


Notas iniciais
Mais novidades no capítulo 15!! To passando correndo para postar, desculpe não poder demorar muito à alguns dias, mas é que eu tenho estado meio ocupada com uma série de desenhos que ando fazendo. Mas um beijo, valeu por tudo galera!

– Quer vir na minha casa sábado?
– Mas você estava reclamando agora pouco.
– Se for pra fingir, que seja bem feito.
Depois disso ficamos em silêncio.
No dia seguinte...
______________

Tinha prova, que droga! Fui de skate como normalmente.
Cheguei na aula e todo mundo começo a falar do meu suposto "namoro" com o Paulo, bando de fofoqueiros!
Na hora da prova eu estava confiante. Lancei o olhar sobre Jaime, e percebi que ele estava com um pouco de dificuldade, tomara que o sacrifício tenha sido válido:
– Acabei professora! — fala Jorge — E como sempre, fui o primeiro!
– Nada ver! O Daniel acabou primeiro, só que não tinha falado nada! — diz Davi.
– Silêncio! — pede a professora Helena — Eu fico muito feliz que você tenha sido um dos primeiros a acabar Jorge, mas muito triste por estar se gabando.
Isso aí professora, deixou o Jorge com cara de tacho. Minutos depois todos terminaram (o Jaime foi o último pra várias). TRIIN! Toca o sinal e a gente vai se trocar, porque agora tinha Educação Física. Jogamos basquete até a hora do recreio.
Eu estava sentada sozinha, comendo biscoito quando a Graça me da um susto:
– Bom dia frôzinha! Vai dizer que é verdade a história que andaram contando a minha pessoa!
– Que história, Graça?
– Você e o lambisgoia tão de xaveco, né?! Hmm. Só você pra aturar essa peste mesmo!
– Me deixa em paz, tá?!
Pego as minhas coisas e saio de perto dela, queria ficar sozinha, porém:
– Alicia eu não acredito! Que babado amiga!
– Ah, é você Valéria. — falo não dando a mínima importância.
– Por que não me contou que estava namorando?
– Não deu tempo.
– Sei! — fala ela irônica — Mas me conta como você consegue namorar esse bobão?
– Val eu preciso ficar sozinha, depois a gente se fala.
Mas será que eu não vou conseguir ter paz hoje?! Mas que saco! Esses fofoqueiros ficam se intrometendo na vida dos outros! Finalmente pude me sentar em um banco e comer descansada, até:
– Alicia!
– O que é? — falo nervosa — Mas será que eu não posso ter um pouco de sossego? Me deixa em paz!
– Calma, sou eu, o Paulo!
– Opa, desculpa, é que tá todo mundo me atormentando hoje.
– Pois é você deve estar passando pelo mesmo que eu. É impressionante como as pessoas gostam de falar umas das outras!
– É verdade, mas agora eu vou pra aula.
– Vou junto. — fala ele pegando a minha mão.
– Que isso? Mas pra que?
– Ué? Não é assim que os namorados fazem, andam de mãos dadas?
– Ok. Tá certo eu acho, então vamos! – fico meio desconcertada.
Todos ficaram nos olhando, que coisa vergonhosa. Calma, respira Alicia e finge que ninguém está vendo (impossível)!
Na aula eu tentei me concentrar, mas não dava porque me vinha muita coisa na cabeça e ao mesmo tempo, será que eu estou ficando louca? Tomara que não.
– Professora eu estou com dor de cabeça.
– Bah Alicia, então eu acho que é melhor você ir embora. Pode arrumar as suas coisas.
– Eu posso acompanha-la se quiser, vai que ela desmaie no caminho. — diz Paulo.
– Vira essa boca pra lá. — fala Valéria.
– Pode arrumar as suas coisas. — repete a professora — "Crianças" fiquem em silêncio enquanto eu vou avisar a diretora Olivia.

O Paulo leva a minha mochila e o meu skate, eu caminho ao lado dele lentamente. Minha cabeça está doendo e de repente tudo começa a girar e eu fico tonta, parece que o mundo está de pernas para o ar:
– Paulo, eu acho que eu vou...
Ele atira meu skate e minha mochila no chão e eu caio em seus braços...

...........

Acordo-me já em casa na minha cama, vejo Paulo do meu lado e o Dr. Fábio (médico de um consultório perto da minha casa) do outro:
– Calma Alicia, você teve uma pequena queda de pressão, mas agora está tudo bem. — diz o doutor guardado o aparelho de tirar pressão.
– Eu estou com fome!
– Repouse um pouco e amanhã poderá ir normalmente pra escola!
O Doutor sai do quarto e Paulo o acompanha até a porta, em seguida volta no quarto e diz:
– Vou preparar algo para você comer!
– Tudo bem, com tanto que você não exploda a cozinha! — falo irônica.
– Bah, aí fica difícil! — diz ele sorrindo pra mim.
– Seu bobo vai logo, to morrendo de fome!
Ele sai e fecha a porta, só espero que ele não arrume confusão, Paulo Guerra na cozinha é pior que cego com espingarda! Até já estou me acostumando com ele aqui em casa, e por incrível que pareça ele está sendo gentil. Será que você vai mudar?! Não sei não.
Fico com sono e fecho os olhos...
– Alicia, Alicia acorda! Alicinha acorda vai, você não estava com fome? Alicia!
– O que? — falo sonolenta.
– Fiz um suco de limão e bolo de cenoura, ficou meio queimadinho, mas ainda esta comestível!
– Valeu, obrigada mesmo!
– Estou fazendo o que qualquer um faria!
– Você está fazendo o que qualquer um faria. — pego a mão dele e continuo — Mas não está fazendo o que o Paulo Guerra faria.

Notas finais
E aí gente, já estão sentindo o clima de Paulícia?? Pois é, esses dois ainda vão dar trabalho!! Espero todos aqui no próximo capítulo. Comentem e recomendem, beijoo!!