Independência

52 O Mágico de Oz


Notas iniciais
Ooi meus fofoos, hoje eu queria agradecer a todos por lerem e comentarem, eu já disse isso e vou repetir, vocês são muito importantes. Eu amo escrever e vocês puderam tornar um de meus milhares de sonhos realidade, obrigado!!

Paulo iria nos levar para a casa. Ele tem carro, é maior de dezoito e tem carteira, então é tudo dentro da lei.
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Eu, Marcelina, Kokimoto e Adriano estávamos no carro. Paulo parou em um posto de gasolina para abastecer, ele saiu do carro e disse que já voltava. Cinco minutos depois o rapaz voltou com duas garrafas de cerveja.
– O que é isso Paulo?
– Não está vendo Marcelina?! É só uma diversão! — ele abriu uma garrafa, mas antes que pudesse colocar na boca eu levantei do banco e segurei sua mão.
– Você ainda está dirigindo, esqueceu?
– Dá um tempo Alicia, eu não vou tomar tudo sozinho. — fala ele dando a outra garrafa para o Koki.
– Mas a gente é menor de idade, só você aqui tem dezoito! — digo.
– E quem liga? Vamos no divertir enquanto a gente pode! — fala ele dando uma partida brusca com o carro.
– A maior idade pode ser uma arma na mão de gente irresponsável! — pego a garrafa da mão do Koki e da mão do Paulo, toco pela janela com o carro em movimento.
– Sua louca, daqui a pouco eu que vou te tocar pela janela! — diz ele.
– Tenta! — indago ríspida, deixando um silêncio no ar até chegar em casa.

Semanas Depois

Estávamos todos na aula de História com a professora Helena, até que ela anuncia que o Festival Anual estava chegando.
– Aé, tinha até esquecido! — fala Margarida.
– E o que a gente vai fazer esse ano? — perguntou Daniel.
– Um teatro, chamado O Mágico de Oz! — informa a professora animada.
– Eu conheço essa história, é muito bonita, uma das minhas favoritas! — fala Laura.
– Tem gente que não lembra ou não conhece, então conte para a gente Laura. — pede a professora.
– Tá, é assim: "Era uma vez uma menina chamada Doroti e ela vivia com os seus tios em uma fazenda, ela tinha um cãozinho chamado Totó. Certo dia veio uma ventania e levou a casa de Doroti para a terra de Oz, nessa terra havia quatro fadas, duas boas e duas ruins. Ao cair no chão, a casa de Doroti esmagou uma fada má e a matou, a fada boa ofereceu a Doroti os sapatos que eram da fada má, e disse que para sair dessa terra, a garota tinha que seguir a estrada de tijolos amarelos até a Cidade de Esmeralda, onde morava o Mágico de Oz. No caminho a menina encontrou um Espantalho que queria um cérebro, um Homem de Lata que queria um coração e um Leão que queria coragem. Na casa do Mágico de Oz, ele disse que concederia os desejos se eles matassem a outra Fada Má. Então de noite eles foram à ponte só que a Fada Má enviou seu lobos, mas o Homem de Lata os matou. Na noite seguinte ela enviou seu corvos selvagens mas os Espantalho torceu o pescoço deles. Na outra noite ela mandou seus macacos alados que pegaram os cinco amigos, a bruxa amassou o Homem de Lata, tirou a palha do Espantalho e prendeu o Leão, e disse que iria transformar o Totó em verme. Com raiva a Doroti jogou água na Fada Má, que encolheu e morreu. Os amigos então conseguiram o que queria e Doroti foi voando com os sapatos mágicos para a Fazenda. E eles viveram felizes para sempre, Fim!"
– Muito bem Laura, obrigado. — agradece a professora.
– Mas é claro que eu vou ser a Doroti! — disse a Maria Joaquina.
– Por que você? — pergunta Marcelina.
– Por que eu sou a mais bonita e talentosa.
– A não, isso é injusto, é melhor fazermos um sorteio. — sugere Carmem.
Todos concordam e a professora fala:
– Ok, mas agora não temos tempo. Eu faço o sorteio e colo na porta da sala o resultado, tudo bem?
– Tá, nós confiamos em você professora. — diz Margarida.
E seguimos a aula, no recreio podemos ver uma tabela com os resultados e estava assim:

Mágico de Oz: Daniel
Doroti: Alicia
Fada Boa do Sul: Marcelina
Fada Boa do Norte: Carmem
Fada Má/Bruxa Má do Oeste: Valéria
Homem de Lata: Davi
Espantalho: Kokimoto
Leão: Paulo
Totó: Mário
Lobos: Cirilo/Marisa/Maria Joaquina
Corvos Selvagens: Margarida/Adriano/Jorge
Macacos Alados: Laura/Bibi/Jaime

Como assim eu era a Doroti? Quer dizer que eu teria que me vestir feito boneca? Ninguém merece. Sorte que a última aula era de Geografia, ou seja, com a professora Helena. Ela mal entrou e as reclamações começaram.
– Calma turma! — fala a professora — Os personagens foram sorteados, não dá para todos terem os personagens que querem.
– Mas eu não vou ficar fazendo um mísero Lobo! — reclama a Maria Joaquina.
– Dá pra eu trocar com a Mari, professora? Daí ela faz a Doroti e eu um Lobo, todas ficamos felizes. — peço.
– Nada disso, sem trocas! Eu prometo que quem fazer personagem secundário nesse teatro, fará os principais no próximo. — murmura a professora.
– Cada personagem tem um lado bom, os lobos por exemplos são ferozes e assustadores — diz Daniel -, os corvos selvagens voam rapidamente e são muito fortes.
– Até que macacos não é tão ruim. — diz Laura — No Zoológico tem aqueles filhotinhos muito fofinhos e sentimentais.
– Pois é, eu quero que vocês explorem o lado bom de cada personagem e usem isso a favor de vocês! — indaga a professora.
– Como se procurássemos um lugar para colocar a nossa personalidade sem desfavorecer o personagem. — afirma Adriano.
– Isso aí! Nós temos algumas semanas então todas as terças e quintas ensaiaremos das quatro horas as cinco horas. Pode ser? — pergunta a professora Helena.
– Pode! — respondemos em coro.

Notas finais
Eu estou louca para ver a apresentação deles, e vocês? Pois é meus fofos, tudo que é bom acaba. Eu amo escrever para vocês, mas infelizmente estamos na reta final da história, restam um pouco mais de dez capítulos para acabar. Mas não fiquem tristes, curtam bastante o que está por vir.