Independência

60 Meu Jeito, Minhas Consequências


Notas iniciais
Ansiosos para saber o que vai acontecer? Leiam abaixo com atenção, pois esse mundo de PauLicia é muito confuso!!

Ficamos nos olhando como bobos quando nos separamos.
Mário abre a porta e nos vê abraçados, logo pergunta:
– Vocês estão... , sabe, namorando?
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– Claro que não! — respondo me afastando.
– Não mesmo! — acrescenta Paulo.
– Mas vocês não estavam abraçados?
– Impressão sua, você acha mesmo que eu iria namorar a Alicia?! — diz Paulo.
– Aé, e por que não? — não sei por que perguntei nesse tom, afinal, o Paulo era um chato mesmo.
– Isso não ia dar certo, você é muito diferente de mim e a gente não tem nada haver.
– A gente não tem nada haver mesmo! — saio do quarto com raiva, eu não sei o que deu em mim.
Escancaro a porta do meu quarto, assustando Marcelina e Valéria, despenco na cama e me dá vontade de chorar, mas eu tento me segurar.
– Ally, o que foi? — pergunta Valéria.
– Nada!
– Não mente, pode falar para a gente. — Marcelina tenta me confortar.
– Não foi nada, eu já disse, nada!
– Não sei o que aconteceu, mas não desconta na gente, Alicia! — fala Valéria.
– Então parem de me fazer perguntas, me deixem em paz! — grito e me cubro com as cobertas.
Não acredito que aquele idiota pode falar aquilo, a cinco segundos atrás ele estava me beijando e depois diz que não temos nada haver?! É um paspalho mesmo, eu odeio esse garoto! É claro que ele não ia sair por aí falando que me beijou, a final, quem falaria isso? Acho que tenho que compreende-lo um pouco, eu não sou tão bonita ou inteligente, provavelmente ninguém iria querer me beijar e sair falando.
Nem fui jantar, falei para minhas colegas que estava sem fome, mas na verdade estava com vergonha de descer.

TOC TOC

– Alicia, esta aí? — o Paulo bate na porta e me chama.
– Vai em bora!! — grito.
Ele abre a porta e entra, eu cubro a cabeça com o cobertor.
– Alicia?
– Sai daqui, sai do meu quarto!! — eu estava sentada na cama, e nesse momento abracei o joelho de baixo das cobertas.
– Eu trouxe comida, achei que estaria com fome.
– Não estou, agora sai! — eu não queria falar com ele.
– Dá para parar de me expulsar? — fico em silêncio — Sai daí! — ele puxa o cobertor para o chão e me descobre.
– O que foi garoto? Você chega no meu quarto e faz o que quer, é isso mesmo? — fico com raiva.
– Calma, eu só quero conversar.
– Então é mais uma das suas "conversas"?! — falo escandalosamente.
– Alicia. — fala ele suavemente.
– Sai de perto de mim! — dou um pulo para fora da cama.
– O que te deixou assim tão nervosa?
– VOCÊ, FOI VOCÊ! Seu paspalho metido a besta, você só fica atazanando a minha vida. — grito com raiva — Primeiro me beija, DUAS VEZES, aí finge que eu sou um trapo velho! Que papo é esse de "não temos na haver"?
– Ah, foi isso. — fala ele menosprezando o fato.
– Eu era legalzinha até os outros descobrirem, né?! Por que você faz isso com as pessoas?
– O Mário é muito fofoqueiro. — tenta justificar.
– Não é não, ele é muito mais legal que você! — grito ainda mais alto do que antes.
Parece que ao falar isso, o garoto finalmente leva a sério.
– Você acha isso mesmo? Então vai lá com o Mário, vai! — ele me assusta — Não é que eu não queira admitir que te beijei, você acha que é fácil?! Para começar, eu nem sei o que deu em mim para fazer isso.
Fico cabisbaixa, talvez por isso que ele começou a falar com uma tonalidade mais suave na voz.
– Até então a gente não se dava muito bem, aí aconteceu isso. — nunca tinha visto o Paulo falar desse jeito — Eu acho melhor a gente parar por aí, mas pode contar comigo, tá?!
Dou um sorriso e concordo com a cabeça, mas antes dele se retirar eu lhe dou um abraço apertado.
– Conta comigo também! — digo no ouvido dele.
Deitei no travesseiro e sorri, fiquei pensando, o Paulo até que era um cara legal. Não para namorar, mas para ser amigo eu acho que sim. Para falar a verdade, namorar, para mim é quase a mesma coisa que ser amigo, só inclui diferenças como beijar, andar de mãos dadas e outras. Eu só não entendo uma coisa, por que ele me beijou se não gostava de mim? Ele não admitiu para o Mário que me beijou e depois pediu para deixar as coisas como estavam, essas são provas de que ele não quer ter qualquer relação comigo sem ser amizade, então por que o beijo? Isso me confundiu muito naquela noite.

No Dia Seguinte

– Acorda Alicia!
– Marcelina? O que você quer? — pergunto esfregando os olhos.
– A diretora já chamou para o café da manhã, vamos logo!
– Droga! — levanto da cama me arrastando e me visto com uma blusa branca curta, uma calça jeans até a canela, e uma sandália (http://www.polyvore.com/look_alicia_simples_cap.61/set?id=103241324).
Eu, Marcelina e Valéria descemos as escadas e vimos quase todos os nossos colegas à mesa. Sentei rapidamente, pois ela estava repleta de torradas, suco, biscoitos, frutas, etc.
– Vocês estão gostando da excursão meus amores? — pergunta a professora Helena delicadamente, como sempre.
– Sim! — gritamos em coro.
– O mar é tão lindo! — afirma Carmem.
– É melhor do que ficar em um acampamento. — diz Maria Joaquina.
– Eu e a diretora estávamos pensando — conta a professora — , todos os anos, a turma do 2º Ano do Ensino Médio, ou seja, a turma que vocês estão agora, poderia fazer uma viagem para a praia.

Notas finais
E aí, o que acharam?? Não percam os últimos capítulos da história, até mais!! #EsperandoComentários