Independência

54 Imprevistos, Um Sinal de Irresponsabilidade


Notas iniciais
Oii meus fofos, está aí mais um capítulo da história, como eu já havia dito, estamos na reta final, espero que aproveitem bem!!

– Paulo, até que em fim te achei! — diz Marcelina entrando na sorveteria.
– Pirralha? O que esta fazendo aqui?
– Eu estava te procurando bobinho!
– Ótimo! Agora tenho paparazzi. — fala ele com sarcasmo.
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– Se eu chegasse em casa sem você, papai iria ficar bravo!
– Me esquece Marcelina! — fala Paulo com desprezo.
– É melhor você ir pra casa, eu também vou. — digo.
– Alicia...
Eu saio da sorveteria, não queria causar problemas a ninguém. Bom, acho que o Paulo não se importa de pagar o meu sorvete por hoje.
No dia seguinte, de tarde eu peguei o meu skate e iria levar para o pai do Jaime arrumar a roda. O senhor Rafael disse que iria me ensinar a arrumar, pois eu sou uma skatista e sem dúvidas isso irá acontecer mais vezes.
Mas o Paulo me para na rua e fala afobado:
– Eu preciso falar com você agora!
– É melhor não, sempre que você quer falar, algo acontece.
– Eu não posso demorar! Estou de castigo, tive que sair de fininho!
– Problema seu! Mas, como você sabia que eu passaria por aqui?
– Na aula eu perguntei, e você disse que iria para a casa do Jaime. — responde ele.
– E é isso que eu vou fazer! — coloco o skate no chão e saio andando.
Tinha até esquecido que a roda estava frouxa, é aí que a mesma cai e eu me estatelo no chão.
– Alicia! — fala o Paulo correndo para me ajudar.
Eu ralei a mão e o joelho, foram ferimento leves.
– Você tá bem?
– Estou. Eu só me machuquei um pouquinho. — falo levantando.
– Ótimo, agora o teatro vai ter uma Doroti remendada.
– Eu que deveria estar reclamando, não você! — digo — É melhor eu ir para casa.
– Então deixa o skate comigo, eu levo para consertar.
– Mas você não disse que não podia demorar?
– Eu dou um jeito, prometo, agora vai para casa fazer curativos! — murmura ele.
E como um cachorrinho inocente eu obedeço. Na mesma tarde, o Paulo bateu na minha porta.
– Você?
– Claro, alguma hora você duvidou que eu não fosse cumprir minha palavra?! — ele vai entrando e coloca o skate no chão, já consertado.
– Seus pais não brigaram com você?
– Eu ainda não fui para casa. — fala ele tranquilamente.
– O que? As vezes eu sinto pena de você, mas vejo que todos os castigos que leva são por mérito. É melhor você ir em bora!
– Mas eu recém cheguei — diz ele sentando no sofá -, não me expulse. Faça-me companhia, quanto mais tarde eu chegar em casa melhor!
– Não! Você vai agora! Tente ser responsável uma vez na vida! — falo pegando ele pelo braço e levando até a porta — As pessoas se preocupam com você, não as trate como se não soubesse disso!
Fecho a porta e me escoro nela. Esse garoto não toma jeito, o pior vai ser qual o castigo ele irá levar desta vez.
Mais tarde naquele dia o telefone toca e eu atendo.

Phone On

– Alô, Alicia, eu preciso falar com você!
– Paulo? O que é desta vez?
– Eu não posso participar da apresentação, meus pais proibiram!
– O quê? Tá falando serio?
– Sim, e eu também não vou poder sair por um bom tempo.
– Mas você é um dos personagens principais, é muito importante!
– Eu sei.
– Seu bobão, viu o que dá se meter em encrenca?! Vou para a sua casa.

Phone Off

Desligo o telefone, pego o skate e vou para a casa do Paulo. Bato na porta e a Marcelina atende:
– Oi!
– Oi, seus pais estão aí? Posso falar com eles? — falo não escondendo a pressa.
– Claro, estão aqui.
Entro e digo:
– Boa tarde Senhor e Senhora Guerra, ou digo, boa noite. Em fim, preciso falar com vocês!
– Oi, claro, querida. — diz Dona Lilian — Nos de um minutinho Marcelina.
A garota sai da sala e eu começo a falar:
– Eu já soube do que o Paulo fez e sinto muito, mas vocês não podem proibi-lo de participar do teatro!
Eles se olham sem jeito e a Dona Lilian diz:
– Sinto muito, mas ele nos desobedeceu. E o pior é que ele já estava de castigo.
– Mas... — tomo novas atitudes — A culpa é minha, eu o chamei!
Eles ficam surpresos.
– Mas ele não era obrigado a ir, ele não devia. — afirma o Senhor Roberto.
– Por favor, ele cumpre o que desejarem, mas deixem-no participar! Eu o faço prometer que isso não irá se repetir.
– E quem garante que o Paulo irá cumprir?
– Eu confio... Na palavra dele.
Eles se olham como se estivessem se comunicando, e a Dona Lilian dá a notícia de que ele poderá se apresentar. Eu abraço os dois e agradeço, vou correndo ao quarto do Paulo para falar com ele. Escaro a porta do quarto dele, o mesmo leva um susto e se levanta da cama.
– Eu consegui, eu consegui, os seus pais te deixaram participar do teatro!
Ele fica muito feliz e a gente se abraça, quando nos separamos eu fico meio sem graça, então digo que preciso ir.
– Você não quer jantar com a gente? Já esta tarde, eu te levo em casa.
Eu aceito e fico jogando videogame com ele.
– Fica aqui, eu trago a janta pra você.
Eu iria falar, mas ele saiu antes. Quando voltou, eu perguntei se eles não jantavam juntos.
– Esse é um costume que perdemos.
– No meu caso não foi costume, fui obrigada a me acostumar a jantar sozinha.
Mais tarde ele me leva para casa, eu agradeço e viro-me para entrar no prédio, mas ele diz:
– Espera!
Eu me viro e ele continua:
– Obrigado por se preocupar comigo, você é uma das únicas.
Dou um sorriso e aceno.

Notas finais
E aí? O que acharam de um capítulo 100% PauLícia?! Eu amei!! Não percam, amanhã será o grande dia, será que a Alicia vai ser uma boa Doroti?! Beijos e até amanhã!!