Independência

55 Grand Finale


Notas iniciais
Sinto muito não postar ontem, eu estava super ansiosa, mas não deu. O importante é que eu estou aqui postando (mesmo que seja atrasado). Abram as cortinas, o espetáculo vai começar!!

Chegou o dia da apresentação, eu me acordei cedo para ir ao cabeleireiro, pois a Festa Anual seria de tarde às duas horas. Eu tomei banho e troquei o curativo da mão e do joelho, aí me lembrei que isso seria um problema. Eu não poderia chegar toda remendada! Então peguei um par de meias que vinha até a cima do joelho e liguei para a Maria Joaquina, perguntando se ela tinha uma luvinha para me emprestar. Depois de ficar quase uma hora no cabeleireiro eu voltei para a casa.
Eu almocei algo bem leve, porque estava nervosa demais pra comer muito. A tarde eu coloquei uma calça jeans e por baixo a meia ¾ , uma blusa branca e um casaco azul marinho por cima, coloquei a fantasia de Doroti em uma sacola e fui para a casa da Maria Joaquina buscar a luvinha, era melhor do que se apresentar com uma mão enfaixada. Lá ela me emprestou um sapatinho vermelho, que era bem melhor para se apresentar.
Na escola, as meninas estavam se arrumando na sala de música e os meninos na sala de aula. Eu vesti aquela roupa (http://www.polyvore.com/fantasia_do_teatro_alicia_cap.56/set?id=101508980) e fui me maquiar com a mãe da Maria Joaquina. Meio quilo de pó depois, eu sentei para esperar, e não demorou muito para a professora Helena nos levar para a sala. Ela estava muito linda, parecia uma típica camponesa de avental xadrez e lenço na cabeça.
Ficamos todos preparados até que o Firmino anuncia nosso teatro. Eu, a professora Helena e o professor Rene ficamos no palco, e o teatro começa.
Estamos nós três colhendo frutas até que pergunto:
– Tia, você viu o Totó hoje?
– Ele ainda deve estar dentro de casa, querida! — responde a professora... Quer dizer, a Tia Ema.
– Para você! A maçã mais bonita que colhi. — fala o tio Henrique (professor Rene) me entregando uma maça grande e brilhosa.
– Obrigado Tio Henrique, já volto Tia Ema, vou ver como está o Totó. — corro feito uma menininha para uma casinha de madeira que estava no cenário.
E lá dentro encontro o Mário, muito fofo vestido de Totó!
Vamos para o próximo cenário que é a Terra de Oz. Lá encontramos a Marcelina e a Carmem vestidas de fada, Carmem vestia verde e Marcelina vermelho.
Carmem me oferece os sapatinhos vermelhos e diz que tenho que seguir pela estrada de tijolos amarelos para encontrar o Mágico de Oz, e poder voltar para a casa. Depois das enrolações da história, eu saio do palco para o Firmino e a Graça trocarem o pano de fundo para "Estrada de Tijolos Amarelos". Na história eu encontro o Espantalho que seria o Kokimoto, o Homem de Lata que seria o Davi e um Leão que era o Paulo. Entre piadinhas e falas engraçadas, nós chegamos à cidade de Esmeralda e ao castelo do Mágico de Oz. Lá, Daniel estava como um velhinho, com roupas estreladas e barba. Eu me segurei para não rir que até esqueci uma fala, mas o Paulo contornou a situação.
A próxima parte do teatro era com "a Ponte para a Casa da Fada Má do Oeste (ou Bruxa Má do Oeste)", que era a personagem da Valéria. Na história a Bruxa, ou Fada Má, manda seus lobos para nos atacarem. São o Cirilo, a Marisa e a Maria Joaquina, que mostrava sua insatisfação. Depois eram os Corvos Selvagens, e entraram em cena Margarida, Adriano e Jorge. Logo em seguida eram os Macacos Alados, que são interpretados por Laura, Bibi e Jaime.
O final todos já sabem, matamos a Bruxa, e eu, Doroti, consigo voltar para a casa da Tia Ema e do Tio Henrique.
Ao sair do palco, eu estava super feliz, começamos a nos abraçar e fomos para a sala de aula.
– Perfeito, vocês foram lindos! — elogia a professora Helena.
– Realmente, vocês se superaram! — diz o professor Rene.
O Paulo vem na minha direção e pergunta com um toque de sarcasmo:
– Até que você atua bem, já pensou em seguir carreira de atriz?
– Não, isso não é para mim. Eu quero é ser piloto de avião! — respondo imaginando-me passando entre as nuvens em um avião super moderno.
– Piloto? Você não pode estar falando sério! Isso é uma profissão masculina.
– Deixa de ser machista Paulo, eu não vou desistir do meu sonho!
– Tudo bem, se você quiser arriscar sua vida todos os dias então vá em frente, pelo menos eu já avisei!
– Desde quando você se preocupa comigo, seu medroso? Me deixa em paz! — eu viro as costas e saio.
Mas consigo escutar ele comentando:
– Que teimosa! Vai dar trabalho.
Eu fiquei pela festa, perambulando com a Valéria, havia algumas coisas para comer, como: brigadeiro, pipoca, algodão doce, etc. Marcelina veio me contar naquele dia que a Maria Joaquina e o Daniel estavam pensando em assumir o namoro.
– Como você sabe? Você anda seguindo eles por acaso? — pergunto.
– Claro! Eu quero saber como isso vai terminar! Vou voltar para ver se tenho mais novidades. — ela estava meio obcecada por isso, e eu achei estranho.

Semanas depois nada aconteceu, nem a Mari nem o Daniel abriram a boca para falar desse assunto, mas trocavam olhares notáveis durante a aula.
Mudando o foco, as férias pequenas estavam chegando, isso significa: Acampadentro! Esta certo que faltava mais de um mês, mas eu estava muito ansiosa!
– Crianças, tenho uma novidade muito boa para vocês!

Notas finais
Espero que tenham gostado meus fofos, o teatro foi bem sucedido (uhu!). Mas que surpresa será que espera esses santos diabinhos?? Lembrando que estamos a 9 capítulos de acabar a história :( Então curtam bastante e não percam nada!