Independência

30 A Máscara Caiu


Notas iniciais
Surpresas e mais surpresas, quem não gosta? Paulicia está no ar!!

Passo pela praça e vejo Paulo caminhando, ele para e recolhe uma pequena e delicada florzinha amarela com pétalas murchinhas , pensativo , senta no banco e olha para a flor. Eu apenas sigo andando, mas de repente me da uma vontade de falar com ele, então vou até lá.
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– Atrapalho? — chego falando por traz do banco.
Ele da um pulo de susto e joga a flor no chão.
– Desculpe, eu não queria te assustar.
– Agora já assustou! O que você quer? — pergunta nervoso.
Sento ao seu lado e começo a explicar:
– É que eu estava passando, então te vi sozinho e resolvi vir!
– Bom, mas você, sei lá! Pensou no que eu disse? — pergunta meio atrapalhado.
– Pensei, pensei sim e continuo achando uma bobagem. Eu encontrei o Eric na biblioteca e ele não me pareceu nada perigoso.
– Eu não confio nele, acho que você está sendo ingênua demais.
– O destino está mesmo a meu favor. Que sorte encontrar você e o seu "amigo" por aqui! — diz Eric chegando e dando ênfase na palavra amigo.
O Paulo vira o rosto e faz uma cara nada legal, eu apenas digo:
– Eu encontrei o Paulo quando saí da biblioteca.
– E o que você acha de tomar café da tarde na minha casa, Alicia? — convida Eric.
– Não dá! — diz Paulo rapidamente — A Marcelina pediu para mim te convidar para ir lá em casa faz um tempinho.
– Então infelizmente não vai dar, fica pra outro dia. — digo.
– Mal posso esperar para esse dia chegar. — fala Eric carinhoso.
– Vamos né, Ally?! — fala Paulo.
– Tchau, já estou com saudades! — diz Eric.
– Vai indo que eu vou logo atrás. — diz Paulo olhando fixamente para o Eric.
Concordo e vou, mas fico escondida atrás de uma árvore escutando a conversa.

Conversa entre Paulo e Eric:

Paulo: Eu já te disse pra não se meter com ela!
Eric: Eu não tenho medo de você, e afinal, a Alicia nunca vai ser sua.
Paulo: Eu só quero que você pare de iludir a garota.
Eric: Pode deixar! Quando eu me casar com ela e ampliar ainda mais a minha fortuna, irei dispensa-la e ela será toda sua!
Paulo: Vou contar tudo para a Ally.
Eric: E em quem você acha que ela vai acreditar? No garoto que só apronta, na peste da escola Mundial? Ou no menino rico, bonito e perfeito?
Paulo: Você me da nojo!

Eu não acredito, era mesmo verdade. Isso quer dizer que o Eric não gosta de mim, que tudo foi uma farsa, então nenhum menino gosta realmente de mim. Por que eu tinha que nascer diferente do resto das meninas?!
Isso não fica assim. Corro para esperar o Eric na próxima esquina:
– Alicia? O que faz aqui?
– Qual é? Não gostou de ver o seu "pote de ouro"?
– O que você está falando?
– Eu não sou tão boba assim, meu querido! Achou que eu seria o seu "bilhete premiado"?
– Não é bem assim, Ally. – Eric tenta se explicar.
– Cala a boca, só meus amigos me chamam assim. E quando digo amigos, isso não incluiu canalhas como você!
– Como você é chata, pela madrugada! Eu confesso que só planejo desde o começo te dar um golpe, mas quem aguentaria uma menina como você?
– Seu inútil, como pode ser tão baixo?
– Você que foi burra achando que um cara como eu gostaria de você!
– Nada disso, você que é um burro Eric. — fala Paulo vindo com um celular — Está tudo gravado e pronto pra enviar para o Sr. Thomas Araripe!
– Seu moleque não se meta! É melhor não me dedurar para o meu pai, é melhor ficar quieto antes que eu torne a sua vida um inferno! — ameaça Eric.
– 3... 2...1 enviar. Pronto. É melhor correr antes que o seu papaizinho receba a gravação. — diz Paulo.
– Você vai se arrepender muito! — fala Eric e em seguida corre pra casa.
– Desculpe por não acreditar em você. — falo envergonhada.
– Agora entende que eu só quero te proteger?
– Não. Eu não sou nenhuma mocinha indefesa, e a gente nunca se deu bem, então por que insiste em me proteger?
Encabulado o garoto coça a cabeça e responde:
– Quando preguei os olhos nesse sujeito logo vi que a postura de bom moço era só fachada, teria feito o mesmo por qualquer um.
– Errado. — falo autoritária — Você anda bonzinho demais!
Ele fez uma expressão sonhadora que até me lembrou do Adriano. No mundo da imaginação acho que ele nem me escutou.
– Eu nem quero saber o motivo, tchau pra você! — fui em bora.

Notas finais
Pois é, ainda tenho muito leitores fantasmas. As visualizações aumentam a cada capítulo, mas leitores mesmo não são tantos. Isso me desanima profundamente, sei que vários leem, mas eu não mereço um crédito? Não mereço ao menos receber opiniões, elogios ou críticas? Apesar de me deixar triste, eu agradeço muito aqueles que comentam e me mostrar por que eu devo continuar!! Vlw