Incógnita: Sexo, Drogas e Rock N Roll
13 Notícia
Notas iniciais
INCÓGNITA: SEXO, DROGAS E ROCK N ROLL
By Amanur
Capítulo 13 — Noticia
Naquele dia, que eles haviam saído para a seção de fotos, eu peguei emprestado (sem que ele soubesse, isto é) o notebook do Neji para acessar a internet.
O que foi uma péssima ideia! E pior ainda foi procurar nossos nomes no google, e vasculhar o que as pessoas estavam dizendo nos sites e blogs a nosso respeito. As pessoas eram horríveis, e diziam coisas sem a menor delicadeza:
“A pior banda de todos os tempos.” — dizia um site.
“Banda razoável, que só se salva pelos instrumentistas.” — dizia um blog.
“Bandinha medíocre, que só faz sucesso por causa do bando de macho bonitões.” — dizia outro site.
“Vocalista inexperiente estraga mais um show.” — dizia um comentário de outro site.
“Eles pensam que fazem rock.” — dizia outro blog.
“A Sakura é uma gatinha, eu pegava fácil...” — finalmente, aleluia, um elogio, chupa essa! — “Mas canta mal pra cacete.” — ah, droga.
E havia mais um monte de porcarias parecidas. Pelo menos, não tinha apenas criticas ao meu respeito... Er. Então, por curiosidade, aquela pulguinha que saltitava atrás da orelha, e incomodava de vez em quando, sabe?! Apenas para acalmar ela, resolvi, assim, como quem não quer nada, procurar pela banda da Vakarin. E para o meu doce contento, as criticas eram basicamente as mesmas. No entanto, parecia que eles tinham mais audiência. Havia mais ocorrência para o nome deles na busca, do que na nossa. E quando fui ver as imagens, descobri o porque. Aquela vaka leiteira gostava de fazer show exibicionistas, mostrando suas tetas. Err. Mas eles haviam, inclusive, ganhado uma estatueta de ouro do prêmio Bambi (o Emo ia amar esse título! Tsc) na Alemanha.
E nós? Nós éramos os Bambis! Há! Saltitantes, alegres e sem noção, brincando de bandinha nesse mundinho selvagem. Tsc.
Sei que algumas pessoas precisam mostrar uma opinião contrária à maioria apenas para mostrar que “tem opinião”, criticando os outros, e eu realmente não me importo com isso... Na verdade, eu mal sabia com o que eu estava tão incomodada...
Quero dizer, eu sabia, mas não queria admitir. Por que, bem, talvez por que eu não estivesse preparada para isso. Talvez eu não fosse madura o suficiente para isso. Talvez eu apenas fosse teimosa demais para isso. Então, eu fiz algo muito estúpido, naquela madrugada.
Todos eles já estavam roncando, quando fui até a cozinha e peguei uma garrafa de vodca. Por que, sabe como é, é preciso combustível no corpo para dar corda. Então, misturei a bebida com um suco que havia numa jarra e bebi num golaço. E, aí, nas pontas dos pés, saí de casa com o Jack na mão.
Disquei alguns números e esperei que ele atendesse.
— Sakura?— indagou ao atender.
— Não, é a Serafina... O quê que você acha? — er.
— Há! Eu sabia que era você! — claro, vamos fingir que o celular dele não tem um display que mostra quem está ligando pro panaca. Er — Eu tinha certeza de que você ainda me ligaria, cedo mais tarde, chuchu. — revirei os olhos.
— Você pode me encontrar agora?
— A qualquer hora.
Ele me deu um local de referência para encontra-lo; numa praça a quatro quadras de casa. Ele estava se balançando num balanço, com as mãos nos bolsos, quando cheguei. Vestia uma calça folgada, mostrando o elástico da cueca, uma camisa regata e chinelos nos pés. Estava meio descabelado, mas continuava bonitinho como havia achado antes. Ahém. Digamos que é o efeito do álcool, ok?
Agora, vamos fazer uma pausa para os comerciais! Err. Eu sei que você, meu querido leitor, arrancaria meus cabelos, e tenho certeza de que os meninos ainda arrancariam meus pentelhos pelo que estou prestes a fazer, quero dizer, mais uma cagadinha na minha vidinha... Mas suponho que eu não estaria sendo eu mesma se as coisas simplesmente começassem a funcionar a mil e uma maravilhas, e você há de concordar com isso, certo? Levando em consideração a mãe desnaturada que me criou, o histórico de namorados retardados que eu tinha, a lista de amigos sem noção da minha agenda... E que ainda gerei uma criatura de outro planeta como a Hotaru (por que, afinal de contas, aquela pestinha não podia ser criatura de Deus! Ahém) era até meio que lógico a minha maneira não muito funcional de funcionar, deu pra entender?
Se não, o problema é teu.
Ahém.
— Você está aí plantada para eu te admirar, ou o quê? — ele me disse, me tirando dos devaneios.
— Eu vou direto ao ponto, Putakata, você tem um daqueles saquinhos com aquela farinha branca de botar no nariz?
Ele ficou me olhando como se eu estivesse falando grego.
— É exatamente o que está pensando. — tsc.
— Se você está procurando um baseado, era só ter dito. — ele resmungou, tirando algo do bolso esquerdo.
Mas não era o que eu queria.
— Mas não é o que eu quero. — eu disse — Quero algo mais forte, sabe?
— Você está falando sério? A farinha branca? — ele parecia espantado.
— Foi o que eu disse. — err.
— Bom... — ele sorriu — Para a sua sorte, eu tenho aqui esta belezura. Mas você tem que me prometer que não vai contar nada pra ninguém, entendeu?
— Sim, senhor.
— E quando eu digo “ninguém”, é nenhum homem!
— Certo.
— Ou qualquer coisa que tenha cuecas.
— Eu tenho uma cueca.
— Pra ninguém que possa contar para outro alguém. — ele corrige.
— Eu posso contar para outro alguém.
— É por isso que estou te pedindo para não contar pra ninguém!
— Mas você está me contando!
— Por que você me pediu!
— Mas é você quem está me pedindo para não contar a ninguém.
Aí, ele parou, coçando a cabeça, meio confuso. Hehe.
— Do que estávamos falando mesmo?
— Vai me dar o saquinho, ou não?
— Ah, certo... — então, ele olhou para os lados, para se certificar de que estávamos mesmo sozinhos naquela praça, e atirou o saquinho em minha direção. O peguei no ar e rapidamente o coloquei no bolso da minha calça.
— Então... quanto custa? — perguntei.
— Não se preocupe, eu coloco na conta de outra pessoa. — ele diz, dando uma piscadinha charmosa pra mim.
Bom, pelo menos, tenho certeza de que ele se achava muito charmoso.
Não preciso dizer o que eu ia fazer com aquele negócio, certo? Óbvio que eu não usaria para limpar banheiro, ou esbranquiçar os dentes! Mas com certeza escondi muito bem no meio das minhas calcinhas, rezando pra que nenhum deles resolvesse vasculhar minhas gavetas. Mas lembrando bem, eles vasculhavam tudo, mesmo sem permissão. Então, onde mais eu poderia esconder? Tinha que ser um lugar que eu tivesse certeza absoluta de que eles não revirariam. O lixo? Tenho certeza de que eles reviram para separar o reciclável do não reciclável (sem falar que, né?! Sem comentários). Embaixo do colchão! Não. Eles poderiam se meter a arrumar meus lençóis, como já vi o próprio Sai fazendo. Sapato? Não, eu mesma poderia esquecê-lo ali, e pisar em cima. Er.
Dentro de um pacote de absorventes! Claro. Sou um gênio. Colei o saquinho com uma fita adesiva entre dois pacotinhos, dentro do pacotão com 12 absorventes íntimos. E só tiraria dali quando tivesse certeza de que todos eles estavam dormindo.
Aí, no dia seguinte, assim que acordei, de manhã cedo, resolvi que iria experimentar aquela porcaria, porque mal tinha pregado os olhos me sentindo uma criminosa procurada pelo FBI por portes ilegais. Então, por isso, me preparei física e espiritualmente para aquilo, olhando para o meu pacote de absorventes.
— Usar ou não usar. Eis a questão. — resmunguei para mim mesma.
— Pelo amor de Deus, use esse absorvente, criatura! — meu espirito fugiu, ao som da voz do Naruto atrás de mim. — Por que raios você está na dúvida se vai usar o absorvente ou não? É daqueles OB? De: Óh, Buceta... — ele solta uma risadinha — Deixa eu experimentar um?
Olhei para ele, da cabeça aos pés. Tipo, né, eu hein.
E congelei quando ele pegou o saquinho na mão. Mas que inferno. Nem um absorvente está livre das garras dessas criaturas!
Arranquei o pacote das mãos dele, imediatamente.
— Naruto, com licença, estou monstruada. Digo, menstruada! — e fui empurrando-o para fora do meu quarto — Preciso de privada. Digo, PRIVACIDADE!
— Eca. Então use todos! — err.
O enxotei para fora do quarto, e me certifiquei de trancar minha porta, desta vez. E suspirei.
Com a calma de quem cometia um crime pela primeira vez, tirei o artefato criminoso do pacote. Esparramei um pouco do pósinho sobre o meu criado mudo, dando aleluia por ele ser mudinho (as coisas absurdas que o coitadinho já presenciou...), e fiquei olhando para aquilo. Tipo, e agora? O que eu faço?
Eu queria experimentar o que o emo sentia. Talvez, se me juntasse a ele, eu poderia, pelo menos, entende-lo melhor, como a própria Vaka o entendia.Eu queria ser uma namorada melhor, porque, por algum motivo, sentia como se tivesse falhado...
Ajoelhei-me na frente dele. Eu já tinha visto o Sasuke fazer aquilo. Não era difícil. Se ele conseguia, eu também conseguiria, ora essa! É claro que sim.
Me inclinei um pouco mais, me aproximando daquilo. Mas, de repente, ficando cara-a-cara com aquele pó, tive a impressão de que o pó tomou forma. De repente, ele havia se transformando na cara da Vakarin, que ria feito Vakalouca, e ainda apontava o dedo para mim.
— Buahahahaha! Viu só, tanto reclamou de nós, e agora está fazendo o mesmo! Sua fresca, frangote! Eu posso ser uma Vaka, mas e você, que é uma franguinha? Seu nome deveria ser Sakura Perdigão da Sadia! Mas bem vinda ao clube, queridinha. — e ela ainda sorri, mostrando seu dedo polegar.
E eu mostrei meu dedo do meio pra ela.
Argh. Eu mereço.
Dei um tapão naquele pó, derrumando-o no chão.
— Vai se ferrar também! Onde eu estava com a cabeça?
Daí, chutei o pó para espalhá-lo melhor pelo chão, e peguei o saquinho. Fui até o banheiro, e o joguei dentro da privada, e dei descarga. Daí, quando saía do banheiro, me esbarrei no Sai, que caminhava estranho.
— Sai da frente, sai da frente, sai da frente, sai da frente, sai da frente! — e se fechou no banheiro.
Atrás dele, vinha o Naruto.
— Ahh, finalmente, apareceu a Aparecida! Estamos fazendo um churrasco nos fundos. O Neji e o Gaara montaram um telão nos fundos para assistirmos a estreia do nosso primeiro vídeo clipe! Vai sair já-já na MTV! Vamos ver, vamos ver!
— Ok. Só me dê um segundinho, e já desço.
Eu me sentia ligeiramente melhor, embora o peso na consciência estivesse sempre ali, me lembrando da caquinha que eu quase tinha feito. Pelo menos, tive a decência de cair na real antes que o pior acontecesse. Mas resolvi respirar um pouco do ar do dia. Não sem antes disfarçar minha aparência fantasmagórica-panda, com um pouco de pó na cara para disfarçar as olheiras. Mas eu estava tão aérea, distraída, que acabei colocando pó demais, e fiquei com a cara branca.
— Jesus Cristo! —por que o emo tinha que ser o primeiro com quem eu tinha que me deparar? — Acho que acabei de ter um mini-infarto. Mas que merda é essa? Você morreu?
— Há-há. Quase ri.
— Mas achei que você quisesse ME fazer rir. — diz, abrindo o sorriso.
GRRRRRR.
Virei a cara e me fui até o quintal. Eles haviam cortado a grama dos fundos e limpado a velha churrasqueira. Haviam também arrumadoa mesa no quintal e estavam sentados em volta com pratos, já devorando a comida. Sentei-me ao lado do Sai, que me abraçou.
— Você está bem? — me perguntou.
— Uhum.
— Tem certeza?
— Tenho sim, Sai. Novinha em folha. Acho que precisava desse tempinho de descanso para renovar as energias.
— Renvou tanto, que chega estar brilhando na luz. — o emo resmunga, se referindo a minha maquiagem, passando por nós ao pegar uma cerveja da mesa. E eu meti o pé na frente dele, e ele quase deu de boca no chão. E me fuzilou com os olhos.
— Ops. Foi sem querer. Querendo MUITO.
— A-ham... — resmungou entre os dentes.
E se foi.
Foi bom rever todos eles ali. Todos agiam como se nada tivesse acontecido, e percebi que se esforçavam para não me fazerem perguntas. Mas eu me perguntei que bobagens eles deveriam ter especulado sobre mim... Er.
Neji assava a carne, enquanto o restante se revezava em comer. Naruto estava de boca cheia, com uma lata de cerveja na mão. Estava quente, e todos eles estavam bem à vontade, sem camisa, com aqueles quadradinhos gloriosos à mostra. Ahém. Senti falta disso. Realmente senti. Ahém. Me lembrei da primeira vez em que fui na casa do Neji.
Aí, de repente, com um pedaço enorme e gordo de carne, pingando gordura, ele se vira para mim.
— Princesas primeiro!
Que gentil.
— Na verdade, acho que vou virar vegetariana. — lhe digo, reparando que os outros pedaços não eram muito diferentes daquele.
Eu gostava de carnes, mas aquilo era demais para o meu pequeno e frágil coraçãozinho.
E, por alguma razão, ele se sentiu ofendido.
— Ah, tá, tuuuudo bem. Sem problemas. É lindo ser vegetariano. — aí, todo contrariado, ele joga o pedaço de carne num prato qualquer, como se não passasse de...um pedaço de carne, ué. — sem problemas meeeeesmo. Fiz também esses pratos de salada. — ele diz. Aí, de repente, ele veio socando colheradas atrás de colheradas num prato — Espero que esteja com fome, porque pus todo o meu amor e carinho nisso. E não estou falando de Sazon, se é que me entende... — colherada de salada de maionese, colherada de salada de legumes, vi colherada de salada de alface e outras folhas verdes — Sabe, admiro muito pessoas vegetarianas que abdicam dos prazeres da carne para comer capim. Digo, verduras e legumes... É uma causa muito nobre salvar os animais, renegando sua própria cadeia alimentar. — e mais colheres de arroz, feijão, cogumelos, batatas, ovos — Infelizmente, eu não sou tão forte para isso. Amo carne! Sou um canibal, fazer o quê?!
— Carnívoro, queridinho. — o corrigi.
— Foi isso o que eu quis dizer.
— Claro que foi. — pelo menos, rezei para que fosse!
E, então, ele me empurra aquela coisa. Ele não me entregou uma porção, mas uma montanha russa de comida.
— Obrigada. — resmunguei. Ou ele estava me chamando de gorda, ou queria fazer como na história de João e Maria, querendo me fazer engordar para me engolir mais tarde.
Rezei para que fosse a primeira opção.
Ele deve ter ficado MUITO ofendido. Seja o que Deus quiser. Calmamente, com um garfo, fui espetando aquela montanha. Mas até que a salada estava saborosa; ele havia posto um molho de mostarda, com alguns temperos, que tornou tudo mais delicioso. Eu salivava com aquela explosão maravilhosa de sabores na língua.
Fui comendo a comida, quieta na minha, vendo que o emo me olhava de vez em quando. Mas quando eu olhava de volta para ele, o cretino desviava o olhar. Err.
Aí, de repente, Naruto aumenta o volume do telão.
— Silêncio, silêncio, silêncio! Tá passando, tá passando, tá passando! Nosso vídeo está passando, porra!
Aí, todos eles vibraram, urraram, gritaram, arrotaram. Uma meiguice só.
— Preciso ligar pra minha mãe! — diz o Itachi, todo emocionado. Tão emocionado quanto infantil, porque, né... Nem eu ia avisar minha mãe que estava aparecendo na tv.
Só porque ela, com certeza, erraria de canal e perderia de qualquer jeito. Ahém.
— Já estou falando com ela... Há-há — o emo avisa, com seu celular colado na orelha.
— Droga! Eu queria ter dado a notícia, Sasukeee! — Carnirinho choraminga.
Aí, todos voltaram a grudar a cara na tela, enquanto meus peitinhos apareciam e eles cantavam ao fundo do cenário.
Todos me olharam. E voltaram a olhar para tela. E me olharam de novo. E olharam para a tela.
— É só eu, ou ela realmente parece mais peituda no vídeo? — Amoreco diz. WIUY4#$@#we! Talvez eles tenham crescido um pouquinho mesmo, ué.
— Eu estou tão lindo. — Neji resmunga, emocionado — Bem que mamãe dizia que sou lindo.
Mas ao final do clipe, me restou apenas uma dúvida.
— Por que ninguém me avisou de que eu estava com uma alface nos dentes? — porque, né, no primeiro clipe, além de mostrar pitangas, eu tinha que aparecer com uma alface nos dentes. Que lindo. Só que não!
— Ah, que ótimo, NEJIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! — Amoreco, de repente, berrou — Eu pisei num cocô do seu gato.
Então o Itachi se aproximou dele, olhando bem para a sola do outro.
— Cara, eu acho que isso é da Hotaru.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! — ele saiu correndo pra dentro de casa, sujando todo o piso. Que querido.
— Eu acho tão bonitinho como todos vocês colocam sempre a culpa em mim. — O cabeludo um resmunga. Hehe — Que culpa eu tenho da Serafina cagar por aí? — e não é mesmo?
— Bom, já que a culpa é do gato, acho que deveríamos punir ele. — Kiba, sugeriu. Fazia lógica.
De repente, Neji se virou com um espeto vazio na mão.
— Se atreva, e espeto isso na tua bunda. BEM NO MEIO, LÁ NO FUNDO! — ainda bem que ele deixou claro onde e como. Er.
Então, eis que o momento do dia que eu mais temia aconteceu. Sasuke se levantou, e socou a mesa para pedir atenção, fazendo tudo chacoalhar e um copo de bebida cair no meu colo.
— Ops! — ele resmungou.
— WUIERYW78E462347862T539EW!
E nem se prestou a pegar um pano para me limpar! Tsc.
— É o seguinte, cambada, tenho um anuncio importante a fazer. — ele disse.
— NÃAAAAAAOOO! — Naruto berrou — ELE VAI CASAR COM A KARIN! NÃO DEIXEM ELE, AMARREM ELE! PRENDAM ELE!
Engraçado foi ver o Shikabum, Amoreco e Sininho correndo pra segurar ele.
— Huh? Me soltem, seus idiotas, não é nada disso! — ele se debateu, até eles o soltarem. — Naruto, você sabe que eu não acredito em casamentos. Retardado!
— Ah, é mesmo! —o loiro confessa. Err.
— Além disso, acho que o que tenho a dizer é mais importante do que isso... Provavelmente. Eu acho... Acredito que sim. É acho que sim. Tenho certeza de que sim... É pro..
— Fala logo, Sasuke! — Itachi ralhou, com uma alface na boca.
Todos eles se entreolharam. Eu engoli a seco.
— Bom, o negócio é o seguinte: vou sair da banda.
Todos eles ficaram olhando para ele.
E olharam.
E olharam...
E continuaram olhando...
Até que Neji começou a rir.
— Ahh... Haha... Hahahah... Hahahahahahahaha! Boa, muito boa. Eu quase acreditei. — aí, todos eles começaram a rir — Você é mesmo um bom ator, hein, Sasuke... Afinal, nos enganou direitinho que não estava mais usando drogas, daquela vez. Só podia ser o Sasuke mesmo, com uma piadinha SEM GRAÇA DESSAS!!! — e então, o cabeludo parecia meio tenso, por que o emo não aliviava a expressão séria, e foi avançando em cima.
— Não estou brincando. Decidi deixar a banda, mesmo.
— IWUERW7834623784WKEUSRW$#@$@#weQWER2384239RWEHKUR! — Kiba, Sai, Shikabum e Naruto tiveram que segurar a muralha do Neji para ele não partir pra cima do Emo com aquele espeto na mão. Mas o Itachi fez as honras, dando um belo soco no nariz do maninho.
— Você só pode ser otário, ou MUITO otário, ou otário DEMAIS, se acha que está agradando com essa piadinha, Sasuke. O que você tem na cabeça para largar uma dessas, logo depois de termos o nosso primeiro vídeo lançado na tv??
— Ah, tá! Muito obrigado pela compreensão! — Sasuke resmungou, se levantando com o nariz sangrando — Agradeço também por se preocuparem em perguntar pelo motivo. Aliás, o Motivo mandou lembranças! Seus babacas.
— POR QUÊ? — todos eles, em uníssono, perguntaram. Continuei sentadinha, tentando afastar a abelha que estava me rondando, por causa da bebida. Descobri que era Coca-Cola que estava a atiçando. Que ótimo.
— Tsc! — o emo bufou e cuspiu no chão. Agora, para quê, já não sei. Não sei por que as pessoas fazem isso. É pra regar a grama? er — Quer saber? Não importa! Não faria diferença mesmo! Que se danem, todos vocês!
— Sasuke, seu filho da puta! — Neji estava bufando, quase babando de raiva — Você tem noção do esforço que fizemos pra essa banda dar certo?
— Dar certo? Dar certo? Vocês chamam isso de dar certo? Posar pra revistas adolescentes, sem camisa, é dar certo como banda?
— SE QUER TANTO DAR ASSIM, VEM CÁ, ME DAR O TEU CU PRA EU ENFIAR ISSO AQUI NO TEU RABO, FILHO DA PUTA! — Neji estava louquinho pra usar aquele espeto de outra forma, que eu sei.
— Fala sério, o único esforço que fizemos até agora foi abrindo pernas e bebendo o tempo todo. MUITO ESFORÇO! — o emo era um debochado sem noção.
— Mas de que porra esse idiota está falando? — Amoreco, que havia perdido o prato principal limpando caquinhas, apareceu abrindo uma garrafinha de cerveja. Embora ele realmente parecesse sedento, suado, cheio de calor, sem camisa, com a calça lá embaixo, mostrando o caminho da perdição, eu já imaginava um destino diferente para aquela bebida e garrafa... Ahém.
— Desde o início, eu dizia que a gente deveria levar essa banda mais a sério, — o emo dizia, gesticulando para todos os lados — mas vocês ficaram com essa putaria de “de que adianta fazer sucesso a não nos divertirmos?” ou “pra quê levar as coisas tão a sério, se no fim vamos morrer e não levar nada” e blablablaaaa. — e ele disse isso fazendo vozinha fininha, pra debochar mais ainda de nós. Mas credo! — Nós estamos perdendo tempo, estamos ficando mais velhos, e quanto mais velhos, menos chance de conseguir alguma coisa decente temos!
— Mas esse filho da puta só está com inveja por que não faz sucesso entre as meninas! Só pode! — Amoreco retrucou — Quem manda ser um rabudo rabugento, antipático com os fãs?
— Sasuke, você não pode estar falando sério, né? — Naruto, então, perguntou. De repente, ele parecia mais cabisbaixo, e só então me dei conta de que, afinal, eles não sabiam disso.
Aí, de repente, Lee, aquele bolinho fofo, fez a coisa mais linda do mundo.
Com uma torta doce na mão (que ele deveria ter comprado para nos servir como sobremesa — que querido!), se aproximou do Sasuke, assim, sem mais nem menos, pegando o emo desprevenido, e afofa a cara do idiota na torta.
Kiba, Neji, Shikamaru e Sinhinho aplaudiram. E eu saquei rapidamente o Jack do bolso, e tirei uma foto. Hihi. Aquele era um momento único de nossas vidas. Para guardamos com muito carinho e amor em nossas memórias, para nunca mais nos esquecermos, ora essa!
— Eu sempre quis fazer isso, sabe. Agora me pareceu o momento certo para isso. — o sobrancelhudo diz, assim, bem sério.
Deu até medinho, sabe?
Mas foi interessante.
Interessante como, de repente, eu já estava rodeada por cinco abelhas, isso sim. Err.
Milagrosamente, Sasuke estava calmo e foi apenas jogando os pedaços da torta grudados na cara no chão. Mas quando ia tirar o ultimo pedaço, que continua um morango, Lee segurou o braço do emo.
Com aquele sua expressão séria, de “agora pare o mundo, porque vou arrasar”, ele diz:
— Jogue tudo fora, menos o moranguinho. O moranguinho é meu! — assim, bem sério. E come a porcaria do morango, mastigando-o lentamente encarando o emo.
Retardado.
— Tsc. Não importa. Eu já me decidi. — diz, limpando o rosto na toalha de mesa — Já fiz até minhas malas para ir embora daqui... — e ele me deu uma olhadinha de canto, mas desta vez fui eu quem desviou o olhar. Se ele estava esperando que eu me jogasse aos pés dele, implorando para que não fosse embora, ele estava redonda e ridiculamente enganado. — Eu não nasci para ficar brincando de bandinha. Nasci para ser uma estrela! — o idiota ainda diz.
— Sim, aham, uma estrela, longe e isolada, né, Mané? — Itachi ainda deu mais um soco no ombro do maninho, que fez careta para ele.
Ninguém disse mais nada. Eles estavam todos tão atordoados com aquilo, que não conseguiam pensar em mais nenhum xingamento. E o emo, é claro, se aproveitou do momento para roubar mais um pedaço de carne, sem que o Neji visse (err), e nos dar as costas. Mas antes de entrar na casa, eis que o Amoreco, meu querido e idolatrado da bundinha tatuada fez o que eu tanto esperava ver. Jogou a cerveja na cara do malandro.
— Não força a barra, filho da puta! — Sasuke resmungou entre os dentes, fulo.
— Eu só queria derramar algo na tua cara também. — o ruivo diz, dando de ombros.
Mas o emo não estava fulo o suficiente, pois, de novo, Sasuke não revidou. O cretino devia estar bem ciente da sacanagem que estava fazendo com os amigos para não ter revidado, depois de tantas oportunidades, né?
E então, para a minha surpresa, a Vakarin, que até então manteve-se quietinha, imperceptível e insignificante, passou por mim, dando uma risadinha.
— Quem é que está rindo agora? Hahahahahahaha.
E assim, lá se foi o disco voador. Err.
Para não voltar mais...
E eu já estava quase coberta de abelhas, paralisada pelo medo.
— Meninos, uma ajudinha, por gentileza! Pode ser até por caridade... — err.
Fale com o autor