Notas iniciais
Mais um, espero que gostem, por que, desse, eu gostei de escrever também! xD

INCÓGNITA: SEXO, DROGAS E ROCK N ROLL

By Amanur

Capítulo 20 – Confusão

A segunda coisa inesperada que aconteceu naquela noite foi estar caminhando sorrateiramente pelos corredores, e darmos de cara com as pessoas mais inesperadas.

Depois que todos eles pularam para dentro da garagem, e Neji ficar babando, nostalgicamente, sobre a van estacionada, fomos nos infiltrando como quem não quer nada dentro daquela casa noturna.

— Escutem bem, se alguém perguntar, digam que estamos apenas procurando o banheiro, entenderam? — disse o carneiro.

Foi aí que aconteceu o que aconteceu. O lugar, lá dentro, estava meio escuro e as paredes mofadas pela umidade já deixavam derrubar alguns pedaços de reboco. Um burburinho ia se fazendo cada vez mais alto na medida em que nos aproximávamos, mas lá dentro parecia tudo meio abandonado. Então, dobramos um corredor, cuidadosamente para não chamar atenção de ninguém, e demos de cara com quem menos esperávamos. Isto é, o cara do xixi e seu bando.

— NÓS SÓ QUEREMOS FAZER XIXI! — Naruto berra, assustado.

— NÓS SÓ QUEREMOS PEGAR XIXIS! — o cara do xixi berra, igualmente assustado.

Então, tá, né? Cada um com seus afazeres. Err.

— Mas o que é que vocês estão fazendo aqui? — Neji indaga, mas, de repente, uma luz se acende em sua cabecinha e ele cobre os ouvidos — Não, não, não! Eu não posso acreditar nisso! Eu não quero saber, seus TRAIDORES! — tadinho, ter seu grupie particular virando a casaca era demais para ele suportar.

— Ora essa, — disse o ruivo dos piercings na cara — Só viemos ver o show da nova banda do Sasuke, para contar a vocês que não há com o que se preocupar, porque eles não são tão bons quanto vocês!

Aí, desconfiado, Amoreco se aproxima dele e puxa a camisa cinza que ele vestia por cima de outra. E essa outra tinha uma estampa bem grande com a cara da Vaka e do Sasuke! Até eu fiquei aterrorizada com aquela foto. Como é que a Vakarin se permitiu ser fotografada sem suas unhas postiças de bruxa má? A descaracterizava completamente!

Ainda mais desconfiados, Sai, Naruto, Sininho e Neji puxaram as camisas dos outros para constar que todos eles estavam usando aquela camisa.

— Isso não é o que parece, — diz o cara do xixi — eu posso explicar.

— Me poupe de suas desculpas esfarrapadas, — indignado, o cabeludo até virou a cara — eu sei muito bem o que meus olhos estão vendo!

— Mas eles não significam nada para nós! Nós amamos vocês!

— Não! Eu não quero saber! Vocês traíram nossa confiança! Não poderei nunca mais olhar nos olhos de vocês.

— Não diga isso! Nós não somos nada sem vocês!

— Mas na hora de vestirem essa camiseta, não pensaram nisso!

— Mas...

— Sem mais, nem meio mais. Vocês estraçalharam os nossos corações. Saiam da nossa frente.

— Veja, veja — diz o Putakata —Eu até mesmo carrego uma foto de vocês na minha carteira, e você sabe, não há lugar mais valioso para um homem do que a carteira dele. É meu segundo coração!

— Vocês deveriam ter pensado nisso, antes de vestirem essas camisetas horrorosas.

— Por favor, por favor, nos perdoe. Isso foi apenas um momento de fraqueza. Não irá se repetir...

Olhei para o relógio de pulso do Amoreco. Nosso tempo estava acabando, e os idiotas discutindo. Como quem não quer nada, olhei a nossa volta. Milagrosamente, ou não, eu tinha um plano em mente. Talvez, com a ajuda dos meninos do grupie a gente conseguisse entrar no camarim da nova banda do Sasuke. Só que, quando eu mais precisava do miserável, o carneiro não estava por perto. Aliás, nem a Hotaru...

Aí, nesse momento, ouvimos uma gritaria vindo do outro lado da casa, e um homem aparece na nossa frente, meio desesperado. Ele parou na nossa frente e nos olhou dos pés a cabeça, meio desconfiado, mas em seguida sorriu.

— Ahh, que bom, que bom que vocês chegaram! Já estávamos desesperados, achando que não viriam! Vamos, vocês estão atrasados, precisam fazer a abertura do show! — e ele foi nos empurrando pelo corredor.

Nos olhamos. O cara nos confundiu. O que, na cabecinha do carneiro, era perfeito — pois, como num passe de mágica, ele aparece.

— Ah, nos dê um segundinho, para os meus meninos se aprontarem, sim? Só um segundinho. — o carneiro diz para o homem, entregando o seu cartão de empresário.

— Só um segundo, porque o público já entrou, e estão aguardando.

— Só um segundo.

E foi nos empurrando por outro corredor, até uma salinha. Por algum motivo, certamente desonesto, ele tinha a chave daquela porta. A destrancou, abriu a porta, e nos empurrou para dentro dela. Ao entramos, nos deparamos com cinco homens amarradas e amordaçados no canto, nos olhando com cara de bunda enquanto a Hotaru, com um pedaço de corda na mão, parecia fazer guarda.

— MUAHAHAHA! A Mulé Malavila está de volta e em ação, pala chicoteá o seu bundão!

— Alguém precisa dizer a ela que a Mulher Maravilha era heroína, e não vilã. — o cabeludo resmunga.

— E por que você não diz, querido? — pergunto.

— Cê tá louca?

Err.

— Itachi, você não acha que sequestrou as pessoas erradas? Essa não é a banda do Sasuke. — o loiro, então, diz.

— Fico feliz por você ter perguntado, meu caro. Nós não vamos sequestrar eles! Só vamos roubar o show deles.

— Ahh, tá, se é assim, sim.

Err.

— Cambada, o plano é o seguinte: vistam isso — o carneiro apontou para o pequeno sofá atrás de nós, onde estava uma pilha de lingeries femininas* — vocês vão se apresentar no lugar deles enquanto o Sasuke e a banda se prepara para se apresentar depois de vocês. Mas ao saírem do palco, quando cruzarmos com eles, eu quero que o Sai, o Kiba, o Lee, Shino e Gaara tentem conter o restante da banda, enquanto Neji, Naruto e Hotaru pegarão o Sasuke. Nisso, Sakura vai amarrar o idiota, e o Shikamaru pegar o saco para enfiar nele. É um plano perfeito!

— E você vai fazer o quê? — Naruto indaga.

— Avaliar a qualidade de execução do plano, é claro. — fofo.

— É um plano idiota! — eu digo — Eu tenho um plano melhor! Que tal deixarmos os meninos do grupie invadir o camarin sob o pretexto de que são fãs deles? Eles vão causar tumultuo, e enquanto os seguranças tentam conter eles, nós invadimos o camarim e levamos o Sasuke! Esse, sim, é o plano perfeito. E ninguém precisa vestir lingerie alguma.

— Mas eu gostei da lingerie. — diz o sobrancelhudo, já vestido numa lingerie verde.

— Posso ficar com a amarelinha? — Sai pergunta.

— Eu quero a laranja! — Naruto diz.

Fuzilei o carneiro.

E ele deu de ombros.

— Eles são idiotas! Você tem que pensar como um idiota para fazer os idiotas entenderem a idiotice idiota que precisa idiotamente ser dita, neném.

— Mas que coisa séria, Itachi, nós não somos idiotas! — o loiro protesta — Apenas apreciamos uma boa aventura, ora bolas. Será que tem um batom por aqui? — resmunga, olhando as gavetas de uma penteadeira.

Isso me lembrou de uma campanha publicitária* que vi outro dia. “Os espertos fazem planos, os idiotas fazem histórias para contar ”. No caso deles, até que fazia sentido... Err.

Enfim, fiquei observando eles se trocarem. Sabem, apenas admirando a vista com a qual Deus quis me punir: aquelas costas saradas e bumbuns fofinhos. Eles se viravam de costas para se vestir, para não exibirem muito para a Hotaru — que, na verdade, brincava com uns grampos de cabelo, fingindo que eles eram bonecas.... Err.

— Eu não entendo como diabos viemos parar numa circunstância dessas — o cabeludo diz, tirando a camisa — Por que nada disso era para ter acontecido. — tirou a calça jeans e se virou de costas —Éramos para apenas termos nos tornado uma banda de rock famosa, fazendo shows fodas pelo mundo inteiro — tirou a cueca — enquanto o público berraria por nossos nomes, alucinadamente. Não era para estarmos aqui, vestindo essas merdas! — e pegou um corpete com cinta liga azul — Isso é indecente! Imoral. — e vestiu — E muito desconfortável.

Bom, pelo menos, ele não gostou.

— Mas sabe o que mais me irrita? É que no fim das contas, o Sasuke sequer vai passar por isso! — finaliza.

— Eu sugiro amarramos o filho da mãe e forçar ele vestir uma dessas. — diz Amoreco, já vestido numa lingerie vermelha — E só então ensacar ele!

— Apoiado! — e eles batem o punho um no outro, assim, solidarizando sua demência.

Aí, com sua carinha sapeca de sem vergonha sem noção, o Carneiro se aproxima de mim, escondendo algo nas mãos, em suas costas.

— Tem mais alguma ideia idiota genial não genial?

E ele tira das costas o que escondia. Uma lingerie cor de rosa.

Olhei para ele. E ele sorriu.

— Tem transparência e tem fio dental. — me diz.

— u#$¨T%$$%WETR*w(#$t%w&$ MAS QUE PORCARIA DE SHOW VOCÊS IAM APRESENTAR? — perguntei para os caras amordaçados.

Eles reviraram os olhos e resmungaram uns “huumm-hum-huuuuuum”.

Saco.

No fim, tivemos que nos apressar, porque o homem de antes estava batendo na porta, reclamando. E assim, naqueles trajes, tirando calcinhas que se metiam no meio do bumbum (se é que me entendem), fomos caminhando pelo corredor enquanto o Itachi nos explicava que o Shikabum, que iria cuidar da aparelhagem de som, iria tocar uma música que ele selecionou em seu aparelho celular. Enquanto isso, nós deveríamos cantar e dançar.

— Mas estou usando saltos! — Amoreco resmunga — Não tem como dançar com isso!

— Improvisa, meu querido. — o carneiro responde — Joga o sapato na plateia, atira para o alto, enfia na bunda de alguém, sei lá, pensem em algo para entreter o público. — sem comentários.

Mas, antes de entrar no palco, aos berros das pessoas implorando para que alguém aparecesse, eu travei. De repente, foi como se uma luzinha iluminasse o meu cérebro e me fizesse ver o futuro: ali, naquele palco. Quero dizer, diabos, não era MESMO para estarmos naquela situação, e menos ainda naqueles trajes. Não me entendam mal, era um presente divino poder olhar o bumbum do loiro naquela calcinha, por mais perturbador que aquilo também pudesse ser; e era uma glória poder ver todos aqueles braços musculosos e alguns tanquinhos, mas porque diabos eu também tinha que me vestir naquilo também? Eu estava tão rosa, que parecia um palito de algodão doce que recém saiu da máquina! E não só isso! Eu não sabia dançar nem a Macarena, Galinha Pintadinha, ou qualquer outra porcaria, quanto mais algo sensual. E mesmo que soubesse, não iria querer fazer isso na frente de estranhos, né? Eu tinha meus “principícios”.

De qualquer forma, o homem entrou no palco antes de nós para nos anunciar, enquanto o Putakata, de repente, apareceu num cantinho, escondido entre as cortinas, um pouco mais afastado dos meninos, me chamando.

Psiu, psiu. Vem cá, vem.

Muito suspeito. Mas fui.

— O que foi?

— Nada, só queria garantir que está tudo bem entre nós... Quero dizer, o grupie e a banda de vocês, porque, você sabe, somos muito fãs de vocês, você sabe.

— Sei...

— Você acha que eles ficaram muito ressentidos?

— Eles vão superar.

— Bom... Ótimo. Mas, e aí, muito nervosa? Você está... — e então, ele deu uma boa olhada em mim. Até demais. — Está ótima.

— A-ham.

— Nervosa?

— Um pouco... Mas se me der licença, eu tenho que ir.

— Ah, eu tenho algo que pode te acalmar. — e então, como quem não quer nada, ele tira um saquinho do seu bolso, e o coloca no meio do meu decote.

Fiquei olhando para aquela mão boba sem vergonha, e muito, mas muito cretina e descarada.

E ele, se fazendo de louco, tenho certeza, apenas sorriu, tirando uma meleca do nariz.

Eu ia tirar aquela porcaria dali (digo, o saquinho, é claro), mas logo Sai me puxou, fazendo cara de bravo.

— Anda, Sakura, é só você fechar os olhos e imaginar que está seduzindo o homem mais gostoso do planeta. — ele tentou me consolar para, em seguida, me dar um empurrão para frente, me fazendo cair de boca no palco. Uma entrada triunfante e elegante como um elefante. Argh!

O público inteiro se calou. Em seguida, Shikabum começou a tocar a música. Mas para disfarçar minha cara de pateta, os meninos vieram logo atrás e começaram a fazer caras e bocas e poses, enquanto me levantavam para o alto, me fazendo voar nas mãos deles como uma massa de panqueca. Como se tudo isso fosse parte do show. E o pior de tudo é que as pessoas começaram a aplaudir. Para os meninos, é claro. Err.

E então, eis que Shikabum coloca uma música remixada da Lady Gaga, Teeth.

Aí, fechei os olhos e tentei imaginar o homem mais gostoso do planeta. E o que consegui foi uma mistura bizarra de cada um deles: os olhos do Naruto, com a boca do Amoreco, o nariz do Kibe, os braços do Sobrancelhudo, os quadradinhos do Cabeludo, as pernas do Carneiro, o bumbum do Sasuke, o cabelo do Sai, as costas do Sinhinho, as panturrilhas do Shikabum...

E quando abri os olhos, me deparei com o Sasuke, o próprio, no cantinho, atrás das cortinas, nos olhando com o queixo caído junto com o restante de sua banda.

Cutuquei o cabeludo, que virou o rosto para o lado e rosnou para o emo. Mas o Sasuke estava estupefado demais para reagir. Afinal, quem iria tão longe (literalmente, diga-se de passagem) por ele? Eu devia estar mesmo bêbada e chapada quando concordei com aquilo, porque, afinal de contas, o Sasuke não merecia nem um pingo do nosso esforço. Mas, eu fugi? Nãaaaao! Claro que não! Eu continuei ali, com a banda, e ainda fui correndo atrás do emo. Mesmo que não estivesse sozinha, é claro, é lógico, aliás, porque nem ralando que eu iria correr atrás do emo de novo, como estava fazendo ali!

Argh. Eu me odeio.

Enfim, a batida foi ficando mais forte, até que a cantora deveria começar a cantar — e foi quando entrei em ação, determinada a encarnar a femme fatale. Comecei a cantar e rebolar no palco, enquanto eles também se moviam de um lado para outro, entre caras e bocas e poses.

Don't be scared

(Não fique com medo)
I've done this before

(Eu já fiz isso antes)
Show me your teeth

Show me your teeth
Show me your teeth

(Me mostre seus dentes) — e todos eles sorriam, mostrando seus dentes, como se tivessem ensaiado a coreografia.


Don't want no money (want your money)
(Não quero dinheiro (quero seu dinheiro)) — e eles balançavam os dedinhos, fazendo “não”.
That shit's is ugly

(Essa merda é feia)

Just want your sex (want your sex)

(Só quero seu sexo (quero seu sexo)) — e todos eles cobriram suas partes privadas. Err.
Take a bit of my bad girl meat (bad girl meat)

(Experimente um pouco da minha carne de menina má) — e nessa parte, o cabeludo e o loiro, cada um de um lado, se aproximaram e me ergueram do chão. Eu joguei a cabeça para trás, e eles deram um chupão no meu pescoço. Err.


Take a bite my me

(Dê uma mordida na minha)
Show me your teeth

(Me mostre seus dentes) — e sorriram de novo.


O público foi à loucura, berrando, assobiando e aplaudindo, enquanto que eu, por algum milagre inexplicável da natureza, conseguia rebolar e jogar os cabelos de um lado para outro sem parecer que estava tendo um ataque epilético frenético.

Ao final da música, todos eles já estavam sem sapatos, descabelados, suados, acabados e sarados. Ahém.

Mas a pior parte, nem de longe, estava ali no palco. Na verdade, estava ali do outro lado, no backstage, nos espiando. Nem esperamos o público terminar de nos aplaudir. Assim, que a música terminou, e nos abaixamos para um rápido cumprimento (só para não dizerem que somos mal educados, né...) saímos correndo em direção ao Emo. E quanto mais nos aproximávamos, mais os olhos dele se arregalavam.

Seguimos o esquema do carneiro. Só que no meio daquela confusão, com os idiotas do grupie se metendo no meio, tudo foi mais complicado. Teve chutes, socos e pontapés para todos os lados. Neji, Lee e Amoreco tentaram pegar o Sasuke, mas acabaram agarrando o Putakata. Nisso, Sai e Naruto me agarraram (err), enquanto Sininho, Carneiro, Kibe e Shikabum tentaram conter o restante da outra banda, mais os seguranças. Houve xingamentos, mais socos, mais pontapés, mais puxões de cabelo. Havia um bolota de corpos humanos rolando pelo chão.

No fim das contas, sobrou apenas para a pequena Hotaru capturar o seu tio Emolóidas.

— Não tema, Julema, que com a Mulé Malavila não há ploblema! — ela diz (parafraseando a sabedoria milenar fajuta do Cabeludo), parando na frente dele, atirando o seu chicote (o pedaço de corda) para todos os lados, encurralando-o contra a parede — Ela está aqui em ação, pala capitular o seu bundão!

— Sai da frente, gnomo de jardim! Que com um peteleco, eu te faço virar pudim! — ele grunhe entre os dentes.

— Não! A Mulé Malavila está numa missão! — diz ela, destemida.

— Que missão? — ele pergunta, desconfiado.

— Capitulá o tio Emolóidas. Duh. O tio tem que volta pla casa, ola bolas.

Ele revirou os olhos, enquanto eu era arrastada de cabeça para baixo, nos ombros do loiro que, muito sem vergonha, se aproveitava na minha nobre nobreza para passar sua mão boba onde não devia.

— Ahn, com licença, mas vocês estão capturando a pessoa errada, não acham? — eu resmungo.

— Será que estamos mesmo? — o japinha indaga. E aí, eu levantei uma sobrancelha, sem entender mais nada.

Afinal, em que planeta eles viviam? O que aconteceu na cabecinhas deles, enquanto dançavam no palco? Talvez tivessem balançado demais a cabeça, e chacoalhado seus frágeis neurônios, de modo que se confundiram com tudo.

Mas como se aquela confusão dos diabos não fosse o suficiente, para provar alguma coisa, o loiro me sacode de um lado para o outro, me fazendo revirar os olhos, o estômago, os pulmões, as tripas, os rins e as pitangas. E, então, cai no chão o saquinho cretino que o filho da mãe do Putakata me deu.

Sem dizer nada, Sai apanha aquele saquinho, e o coloca no bolso de sua calça, me olhando como se eu fosse a pessoa mais criminosa do universo. Até o Sasuke, do outro lado, viu aquilo e ficou me olhando como se eu fosse uma alienígena.

— E você ainda quer ME dar um sermão sobre como você, Sarakura do cu cagado, me perdeu para as drogas? — o infeliz diz — HAHAHAHAHAHAH.

— Eu não te perdi, seu retardado, FOI VOCÊ QUEM ME PERDEU! — respondi, irritada.

— Tem certeza? Por que EU ACHO QUE NÃO!!! — diz ele, apontando para o saquinho.

— ISSO NÃO É O QUE PARECE! ISSO NEM É MEU! #@$#&%@$!@#! MAS QUE DROGA!

— Me poupe, Sarakura! Por que de desculpas esfarrapadas, eu entendo muito bem!

— Claro que sim, você é graduado com pós-doutorado em desculpas esfarrapadas. Ou melhor, você É O REI DA MENTIRA!

— Tem certeza? Por que EU ACHO QUE NÃO!!! — diz ele, apontando para o saquinho.

GRRRRR! Que ódio!

— AHERE#*$##*@(#@$&@$EHDJ! ME SOLTA, NARUTO! VOCÊS ENTENDERAM TUDO ERRADO!

— Nós sabemos o que vimos! E vamos levar vocês três de volta para casa.

Aí, Amoreco surge com vários pedaços de corda, e me amarra.

— VOCÊ NÃO ME TOQUE, SEU RUIVO RETARDADO! ME SOLTEEEEEEMMMM!!! — comecei a me debater contra o loiro, que nem uma barata agonizante. — #$*#@#@!#@$@ ME SOLTA SEU RETARDADO!

Eu estava muito “P” da vida! Como é que aquilo foi acabar daquele jeito? Aquilo era um absurdo! Um disparate. Ultraje! Não fazia o menor sentido que eles tivesse me capturando daquele jeito. Era a maior injustiça do universo, da galáxia! Ou seja lá o que for maior!

— Ahahahahahaha! — o emo ria — Ei, Sarakura, Sakurura, sabe com o que você está parecendo agora? Com esse cabelinho rosa, e roupinha rosa, toda amarrada? Com um salame de porco, pendurada para ir para a grelha! AHAHAHAHA.

@#%&%(#$%EWEHRERTOE@#(*$@#&!@$*ER#W$*%EWHR#!

Mas, então, de repente, eis que Neji, Kibe, Shikabum, Sai e Lee se aproximam do Emo com cordas nas mãos, por que, certamente, seriam necessários muitos deles para conter um emo furioso. Digo, ele já era difícil de se conter em seu estado normal, tranquilo; quando estava irritado, já era necessário mais de dois braços para segurá-lo; e ali, furioso, então, talvez só um furacão para derrubar o diabo.

— NEM SONHEM EM CHEGAR PERTO DE MIM COM ESSA MERDA AÍ! SE DEREM MAIS UM PASSO, EU JURO QUE ARRANCO O PAU, OS OLHOS, A LÍNGUA E O CABELO DE VOCÊS NUM SÓ GOLPE.

— Não se reprima, Sasuke, deixe seus demônios escaparem, solte a menininha linda e fofa que há dentro de toda essa fúria, e chore. — Neji diz. Na verdade, acho que o Neji era um sádico, por que ele parecia estar se divertindo muito com aquilo tudo, isso sim.

— VOCÊ VAI SER O PRIMEIRO A MORRER, SEU SPICE BIXA DE MERDA!

— Chooora, chooora. — o cabeludo debocha.

— VEM AQUI QUE VOCÊ VAI VER QUEM VAI CHORAR, SEU MERDINHA!

— Mulher Maravilha, é hora de entrar em ação! — o carneiro, de repente, berra.

Olhei para ele, no outro lado. O restante da banda da Vakarin estava amarrado e amordaçado com fitas na boca. Vakarin, quando me viu, me fuzilou com o olhar, e ainda se debateu, se contorceu, e se fodeu, hahah. Ahém.

Bom, eu também não estava numa boa posição, né. Err.

— Plim, plim, plim, plim! — de repente, Hotaru dizia como se seu chicote fizesse mágica. E realmente, conseguir encurralar o emo daquele jeito só poderia ser magia. Pois com as chicoteadas que ela dava, o emo se contorcia mais ainda contra a parede.

— PARE COM ISSO, CACETE!

— Olha o palavrão, Sasuke! — Neji ralha.

— É, ola o palavlão! — ela repete — Mais chicotadas no bundão do bandido fujão!

— @#$#$$%¨$@##!@$@#%$%¨%&¨¨%! — o emo resmunga.

Aí, de repente, ouvimos mais estrondos. Os meninos do grupie começaram a correr atrás do Itachi, enquanto dois seguranças marchavam em nossa direção. Só que a situação foi ficando pior, pois o público começou a querer invadir o palco pedindo para que a banda aparecesse logo, obrigando os seguranças a nos deixar de lado para conter aquele povo. Aquilo tava virando uma muvuca dos infernos.

Aí, para apressar as coisas, os meninos se aproximaram do emo, agarrando o miserável que se debatia e se contorcia contra eles. O Emo até mordeu a mão do Lee, que deu um tapão na cabeça dele.

— Cê me respeite, tá me ouvindo, seu marginal! — o sobrancelhudo diz, indignado.

— #@$#$%$%¨*#$@$&%! ME SOLTEM, ME SOLTEM, ME SOLTEM, EU JURO QUE VOU FAZER DA VIDA DE VOCÊS UM INFERNO! NUNCA MAIS VOU DEXÁ-LOS EM PAZ! EU NÃO DEVIA TÊ-LOS TIRADO DAQUELA MERDA DE PRISÃO! VOCÊS MERECEM APODRECER LÁ! TÃO ME OUVIDO? APODREÇAAAAM!

— Nós sabemos que no fundo desse seu coraçãozinho de pedra há um amor infinito por nós, Sasuke. — o ruivo diz. E em seguida, ele começa a fazer cócegas no emo — Cuti-cuti-cuti!

— PARA COM ISSO, CARALHO! VOU METER UM CUTI NO TEU RABO! SAI DE PERTO DE MIM, SEU CORNO, VIADO, PUTO, CACETE, CARALHO! — berrava entre os gritos, pontapés, risadas e muita raiva, enquanto a Hotaru rebolava de tanto rir.

E então, de alguma forma, eles conseguiram amarrar o emo.

— MAS QUE CARALHO! EU ESTOU FALANDO SÉRIO! SE NÃO ME SOLTAREM AGORA, EU JURO, MAS EU JURO, EU JURO...

Aí, de repente, Neji aparece com uma fita prateada, e a enfia na boca do emo tagarela. Sasuke bem que tentou se livrar da fita, balançando a cabeça freneticamente de um lado para o outro. Mas o idiota balançou tanto, que acabou ficando tonto, e Kibe agarrou sua cabeça. Assim, Neji conseguiu colar aquilo, mesmo o Sasuke tentando mordê-lo.

— Pronto, bem melhor de boca calada. — diz o cabeludo, todo orgulhoso.

Sasuke fuzilava eles com o olhar, com as narinas dilatadas, soltando fumaça, furioso. Parecia um touro em tourada, atiçado por uma capa vermelha. Estava tão furioso, que até seu rosto já estava ficando inchado e vermelho de raiva. Enquanto isso, o cretino do Neji era só sorrisos e felicidade.

Bom, a missão, agora, estava parcialmente cumprida. A não ser pelo detalhe de eu ainda estar amarrada, também. @#@#%#$%¨#$#!@#!!@##%#$%¨! Mas para apressarem as coisas, eles foram nos arrastando para fora da casa até a garagem, onde agora havia duas vans.

— Essa van é da banda de vocês? — o cabeludo pergunta pro emo, apontando para o carro que não estava ali quando pulamos.

Mas o emo, ressentido, apenas virou a cara.

— Não faça birras, Sasuke.

— AHUNHAHERIOHRIN! — o emo respondeu, e virou a cara novamente.

E, assim, bem sapeca, o cabeludo puxa gentilmente sem delicadeza os cabelos do emo.

— Vou perguntar mais uma vez: ESSA VAN É DA BANDA DE VOCÊS? Você só precisa balançar a cabeça.

O emo fechou os olhos, decidido a não ceder. Mas o cabeludo foi malvado, e arrancou um (repito: UM) fio de cabelo da cabeça dele.

Sasuke foi à loucura, se revirando e debatendo e gemendo. Parecia uma lombriga furiosa, se debatia mais do que peixe fora d’água. Aliás, parecia possuído por um demônio; só faltava girar a cabeça no pescoço. Então, os meninos tiveram que conter ele, mas não adiantava apenas segurá-lo. Eles tiveram que se deitar em cima do emo, fazendo um montinho de corpos, porque, veja bem, o Sasuke, que estava perfeitamente bem vestido, ia começar a chamar atenção de quem passasse pela rua. Quero dizer, como se eles mesmo já não chamassem atenção com aquelas lingeries que ainda vestiam, com calcinha enfiada na bunda. Err.

Eu estava tragicamente cercada por idiotas, isso, sim. Idiotas gostosos, mas ainda sim idiotas. Ahém.

Notas finais
Algum comentário? Eu tenho! Se ao menos eu pudesse gravar as imagens que imagino na minha cabeça desses meninos dançando... T_T pq às vezes tenho a impressão de que apenas descrever as maravilhas que imagino não é o suficiente para vocês se emocionarem. Ou eu que sou retardada demais. xD *A campanha publicitária existe mesmo. E ela é bem legal. Vocês podem conferir no google, procurando por "be stupid diesel". Ela está em inglês mesmo. :/ *Ah, para a apresentação deles, de lingerie, me inspirei nessas fotos lindas e maravilhosas que achei (http://paradiversidade.com.br/2010/?p=2755) xD * E só mais uma coisa, aconselho a ouvirem a música da Lady, pelo menos o inicio, para terem uma noção do ritmo da música, e imaginarem bem eles dançando. >:D http://letras.mus.br/lady-gaga/1584648/traducao.html