Bela está desnorteada presa em um pesadelo preto e branco. Ela se encolhe na poltrona, os braços em volta de seu corpo tremendo, vestida com um pijama de hospital, os cabelos bagunçados e a pele pálida.

Ela é sem vida, com os olhos vazios e mal-assombrados, mas ele não pode tirar os olhos dela.

- Eu a encontrei vagando pela floresta. — Regina está por trás de sua mesa, observando a dor no rosto de Gold com um sorriso sádico – E então tentei lhe dar alguma assistência, é claro...

- É claro. – a voz de Gold sai agitada e tão raivosa quanto um rosnado. Ele quer tirar o sorriso que serpentia em seu rosto com a coronha de sua bengala, seus dedos cheios de fome para espremer a vida de sua garganta.

- Mas agora que eu estou ciente de sua história... — ela sorri mais uma vez – Vi a oportunidade perfeita para fazer um comércio.

- Um comércio. — ele balança a cabeça — Claro. — um dia, ele pensa brevemente, ele vai encontrar Bela e ela vai vir com ele de boa vontade. Um dia, ele não terá que negociar apenas para estar perto dela. – E o que você sugere?

Seu sorriso, se isso é mesmo possível, torna-se mais largo: — É simples, na verdade. Você deve conceder pedidos meus todos os dias, desde que eu diga... por favor.

Suas próprias palavras são jogadas de volta na cara dele. Palavras ditas uma vida passada, com a intenção de manter o controle, mesmo quando, supostamente, a mágica fosse desaparecendo. Ele esta quase impressionado, quase.

Ele precisa dizer não. Precisa para assim manter algo semelhante a um equilíbrio de poder neste lugar até que a “salvadora” possa começar seu trabalho e acabar com a maldição de uma vez por todas.

Para o bem de todos que Regina quer machucar, porque ele sabe bem que, depois de Mary Margaret Blanchard, ele encabeça nessa lista.

Ele não pode ceder uma polegada de terra para ela.

Mas então, ele olha para trás e vê Bela. Seus olhos estão fixos nele, e ele acha que pode ver o menor vislumbre de luz neles, escondido por trás das teias de aranha e sombras que Regina tem colocado.

É o suficiente para fazê-lo acreditar que ela ainda está lá, em algum lugar, e se ele pudesse fazê-la se lembrar.

- E então ela pode vir... pra casa, comigo? — pergunta ele, tentando manter suas emoções sob controle. Ele é melhor nisso do que Regina, com certeza.

— Claro.

- E você não vai fazer nada para tentar levá-la de mim?

- Você tem a minha palavra.

Com isto em mente, ele permite que seu desespero pela menina vazia no canto do escritório oprima seu bom senso. Ele se inclina para baixo, e assina o contrato que Regina da a ele.

Assina seu nome verdadeiro e, ao lado, seu assumido. Ele sabe que o contrato não irá funcionar sem os dois ali.

- Então você tem a minha.