Inconsequentes
15 Capítulo 15 - Grávida
Notas iniciais
Quero agradecer imensamente, pela primeira Recomendação da fic! Fiquei tão, mas tão feliz.
Muito obrigada linda, você que escreveu, eu amei!
Então, aproveitem e vamos direto a leitura.
Beijos.
Fiquei um tempo ali, gelada, parada e sem reação. Fitava aquele teste em minha mão, com uma expressão incrédula.
Positivo.
Peguei o outro, o mesmo resultado. E o último também.
Merda! O que eu iria fazer agora? Correr para os braços de Edward, na esperança de que ele fique com a aluna grávida? Ah, não. Contar para o meu pai que estou grávida, com 17 anos, e do meu professor? Pior ainda.
Voltar para a casa da minha mãe? Era isso que eu faria, depois do baile de formatura.
Meu celular tocou e eu apertei o botão de atender.
– Bella? Está melhor?
– Alice? Sim estou, obrigada. Não quer vir aqui? Eu preciso de você.
– Estou aqui no shopping, mas já vou ok?
Ela demoraria, Alice no shopping é o mesmo que uma criança em loja de doces.
Shopping me lembrou o meu vestido, o que me lembrou que eu deveria ter engordado, e que teria que torcer para entrar nele. Quando Alice chegasse pediria ajuda com isso.
Meu pai, como sempre, ficaria até tarde na delegacia, ou talvez não voltaria para casa. Mas eu já estava acostumada.
Sentei no sofá da sala e milhares de pensamentos inundaram minha cabeça.
E agora? Eu não queria contar á ninguém sobre isso, apenas Alice e Rosalie.
Não sei quanto tempo fiquei ali, mas meu transe foi interrompido pelas buzinas de Alice.
– Bella, por favor, você parece que morreu e ressuscitou menina!
– Bom Alice, foi quase isso. Por favor, não surte.
– Bella fala logo!
– Eu não tenho total certeza, mas eu fiz três testes e deu positivo.
Pude ver ela ficar confusa e com um olhar triste.
– Eu estou grávida Alice.
Comecei a chorar. E ela me deu um abraço forte.
– Oh Bella! Eu... Eu não sei o que falar.
– Alice eu preciso de ajuda. Eu preciso ir embora de Seattle depois da formatura.
– Mas e o que vai dizer a seu pai? Á Edward?
– Nada. Eu não vou dar satisfação para ninguém. Só você e Rosalie vão saber. Eu vou fugir.
Isso parecia para mim uma coisa justa a se fazer. Não correta, mas era preciso. O que eu faria? Estava perdida mesmo.
– Sua mãe vai surtar Bella!
– Eu não sei se vou para casa dela. Posso ir para a casa da minha vó, em Forks, é aqui do lado.
– Você quer fugir, ou quer ser encontrada em menos de dois dias?
– Então para onde eu vou?
– Volta para a casa da sua mãe, você precisa se abrir com ela.
– Mas e a coragem?
Me peguei chorando de novo.
– O erro está feito Bellinha.
Ela passou a mão no meu rosto e limpou uma lágrima.
– Vou te ajudar no que precisar, sabe que pode contar comigo, e com Rose.
– Obrigada Alice. Onde está Rosalie?
– Hm... Está com Emmett.
– Ah. Sorri o máximo que pude.
Eu teria que pensar muito no que fazer daqui para frente. Não seria fácil.
– Bella, eu juro que queria ficar aqui com você mas... Eu sou do comitê da formatura, e há ainda coisas para ver...
– Sem problemas Alice, vá, se divirta baixinha. Obrigada por tudo, eu amo você.
– Ah Bellinha, assim meu coração derrete! Eu te amo, conta sempre comigo.
Sorri e levei-a até a porta, vendo ela desaparecer do meu campo de visão.
Hesitei em fazer qualquer coisa, e apenas deitei na minha cama. Passei a mão pela minha barriga, acariciando aquela coisinha que crescia dentro de mim. Apesar de assustador, era... Amável. Eu já amava aquele bebê, ou quase um.
Ah, como seria mais fácil se eu tivesse alguém como... Edward aqui.
“Mas você não tem, ele te deixou, não te quer mais.” Repeti para mim, pela milésima vez desde que havíamos terminado.
Eu pensei, refleti. Edward não precisava saber da existência dessa criança. Eu não quero que ele sinta pena de mim, ou resolva ficar comigo por causa desse bebê. É melhor então que não saiba de nada. E era isso o que iria acontecer.
Depois da formatura, essa não seria mais minha casa. O meu problema maior, era Charlie. Eu não poderia ir sem me despedir.
Era loucura, na certa, mas minha mãe entenderia melhor, ou não. Minha mãe sempre foi muito espontânea, despojada. Mas nossa relação sempre foi muito fria, nunca tivemos o contato de amigas. Mas enquanto não nos falávamos, não brigávamos, o que me deixava menos abalada com tudo.
Charlie era o oposto de Renée. Ele era na dele, quieto. Mas comigo sempre foi atencioso. Era do tipo que não pegava no pé, não insistia, mas se preocupava. Era na certa, como eu, que não deixa com que nada faça-o mudar de ideia. E eu gostava disso.
Não sei se conseguiria ir embora daqui. Porque finalmente encontrei um lugar que pudesse chamar de lar. Com alguém que me ama, por mais que eu já tenha duvidado disso.
Me senti um pouco tonta, e subi para o meu quarto. Deitei na minha cama e, novamente, acariciei minha barriga. Era uma estranha sensação, de saber que tinha uma pessoinha crescendo dentro de mim. E que, em breve, eu teria que cuidar de alguém. Cuidar tanto, amar tanto.
De alguém que dependia inteiramente de mim.
Confesso que não sei por quanto tempo adormeci, mas quando acordei, Charlie já havia chegado. Trouxe comida italiana para o jantar.
E comida italiana me dava saudades. Mexia na ferida que tentava ser curada. No imenso buraco em meu peito.
– Como passou o dia? Melhorou filha? Ele perguntou, enquanto comíamos.
– Bem, estou um pouco melhor, e você?
– Tudo em harmonia. Sorriu.
Era ruim mentir tanto. Mas era tão necessário. Eu não poderia contar nada para Charlie agora, ainda não.
Notas finais
Comentem e me digam o que acharam, é ótimo saber!
E sigam o exemplo da menina, recomendem se acharem que merece!
Beijão.
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