Inconsequentes
17 Capítulo 17 - Descobertas
Notas iniciais
Aproveitem o capítulo de hoje, espero que gostem! Beijos.
– Pai... Eu... Droga! Não era para você saber assim, eu te contaria mais tarde, mas com tudo isso, não foi possível.
Lágrimas rolavam pelos meus olhos, e eu apenas não conseguia me acalmar. E ele estava em choque.
– Eu vou deixar vocês á sós. O médico falou.
– Desculpa pai.
– Bella, você tem noção do que é isso? Você tem noção do que é ter uma criança para cuidar? Não, acho que não. Ela vai depender de você, para tudo. E você? Tem emprego? Não. Acaba de se formar no colegial, nem ao menos uma faculdade vai fazer agora.
– Mas eu não fiz isso porque quis! Ter um filho não foi escolha minha! Aconteceu.
– Porque você não se cuidou... E aliás, quem é o pai dessa criança?
Suei frio. Eu não poderia falar que Edward era.
– Não é ninguém. É um cara que fiquei em uma balada.
– Você é uma... Ah Bella. Você não me da escolha.
– Eu sou o que?
Ele saiu sem falar mais nada, e eu fiquei ali, sozinha, chorando mais do que poderia aguentar.
– Isabella? O médico falou.
– Entre.
– Então, seu quadro é ótimo, creio que até o final da semana, esteja liberada.
Tentei sorrir um pouco.
– Vou encaminhar você á uma ginecologista, está bem?
– Sim. Obrigada.
Ele fico anotando algumas coisas em um papel.
– Pode me dizer como está o menino que estava comigo, dirigindo o carro?
– Bella... Ele não teve a mesma sorte que você, infelizmente.
Minha cabeça girou.
– Er... Ele... Morreu? Perguntei.
– Não, mas o seu estado é grave. Ele está em coma.
– Ele vai ficar bem, não vai?
– Eu espero que sim.
Aquilo me atingiu. De certa forma, eu era culpada. Por que fui pedir para ele ir embora justo naquela hora? Isabella, como você é burra.
Resolvi dormir um pouco, e fingir que nada disso estava acontecendo. Resolvi fingir que tudo estava perfeito. E eu sonhei com os olhos verdes de Edward me fitando. Suas mãos acariciando meu corpo. E seus lábios devorando os meus.
[...]
– Renée, eu não sei o que fazer com essa menina! É, grávida.
– Charlie, você deveria ter colocado limites! Agora está assim! O que vamos fazer?
– Ela vai ganhar essa criança, não vai?
Meus olhos se abriam devagar, e eu podia entender o que falavam.
– Não sei Charlie, essa menina é maluca!
– Você não se interessa pela sua filha?
– Charlie, claro que me interesso, mas se a menina já fez o filho, pode decidir o futuro dele. Não temos que mandar.
Renée sempre foi assim. Ela dava de ombros para tudo o que não fosse em relação á ela. Foi por isso que vim morar com Charlie. Simplesmente não conseguia mais ser ignorada.
– Você não tem jeito não é? Bella fica comigo, e nós vamos decidir o que fazer com a criança. Você foi assim com ela a vida toda, a deixou jogada. Finalmente ela teve uma casa de verdade, e ela vai continuar nela. Meu pai aumentou o tom de voz.
– Tanto faz Charlie, mas não me venha com problemas. Nem quero imaginar a vergonha que eu vou passar quando disser que tenho uma filha adolescente e grávida! Pelo menos enquanto ela estava comigo, não engravidou!
– Cala a boca Renée.
Charlie virou-se em minha direção e percebeu que eu os observava.
– Temos que conversar, Bella. Ele murmurou.
– Eu quero ficar em Seattle. Falei, por impulso.
Eu havia sentido raiva da minha mãe pelo que ela havia falado.
– Não quer morar comigo? Minha mãe perguntou.
– Não.
– Fico feliz que esteja bem, sinto sua falta. Ela deu um meio sorriso.
– Eu também mãe. Sorri. – Posso ficar com você, Charlie? Pelo menos enquanto encontro algum lugar para... Começar.
– O tempo que precisar. Ele disse.
Me senti feliz pelo meu pai me ajudar, de certa forma.
Pensei que as coisas seriam um pouco piores, mas não, estavam tranquilas.
[...]
Era quarta feira e eu estava saindo do consultório da ginecologista e sendo acompanhada pelo médico até meu quarto.
– Você tem visita, deite-se um pouco, eu vou mandar entrar.
– Está bem. Sorri.
Deitei e fiquei pensando, quem seria?
Charlie trabalhava, viria somente á noite, meus amigos estavam na escola...
– Bella?
A voz que eu pedia em meus sonhos para chamar meu nome, finalmente chamou.
– Ed... Edward? Gaguejei. – Que gentileza, professor Cullen. Dei um sorriso sem emoção.
– Mas que diabos está acontecendo com você?
– Porque você veio?
– Porque eu... Eu me importo com você.
– Não minta, não novamente, por favor. Eu tenho milhões de problemas, e esse é um que venho tentando superar.
– Quero que saiba que sinto sua falta. Eu trouxe isso para você, em nome da classe.
– Muito gentil da sua parte.
Ele começou a caminhar pelo quarto, observando cada detalhe, de um modo que me agoniava. Então ele pegou um papel que estava em cima do bidê, ao lado da minha cama.
Não dei importância... Não enquanto sua expressão não havia começado a mudar.
Ele gelou, ficou pasmo, e me olhava fixamente. No seu olhar, eu enxergava desespero, medo.
– Bella... Isso... Ah meu Deus! Como?
Eu sabia do que ele falava. Aquele papel deveria ser o atestado que a ginecologista me deu.
– Não me faça essa pergunta idiota.
– Porque não me contou? Bella isso é sério demais. Deu de brincar.
– Brincar? Edward, quem tem brincado aqui é você. Brincou comigo. Eu, desde aquele dia, venho travando uma batalha comigo mesmo para que possa seguir firme. E você vem me falar de brincadeira? Me poupe. Ele havia ido longe demais, certo?
– Deixa de drama Bella, você deveria ter me contado!
– E o tempo? Eu descobri faz poucos dias, e eu acabei de sofrer um acidente, meu amigo tá em coma, e você vem me falar de brincadeira? Gritei, desesperada.
– Desculpa eu só...
– Está tão assustado quanto eu? Pois é Edward.
– Eu tenho que fazer uma coisa. Eu volto logo.
Ele saiu atordoado, confuso. E eu fiquei ali, perdida. Edward sabia... E agora? Iríamos voltar, tinha alguma chance disso? Bom, eu não sei.
Eu sinceramente, não sei...
Notas finais
Até a próxima meus amores, beijos.
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