Incógnita: Sexo, Drogas e Rock N Roll
5 Chiquititas
Notas iniciais
INCÓGNITA: SEXO, DROGAS E ROCK N ROLL
By Amanur
Capítulo 5 — Chiquititas
...
Nosso vôo estava programado para uma hora da tarde. Mas às quatro da manhã, Naruto, Sai e Hotaru já nos acordavam aos berros.
— VAMOS PARA LOS ANGELES! VAMOS PARA LOS ANGELES! VAMOS PARA LOS ANGELES! — os meninos pulavam de um lado para o outro entre mim e o emo, na cama, enquanto Hotaru jogava as cuecas do Sasuke no chão, tirando-as da gaveta.
— WEYTUW#%TU&$%R#! SAIAM DO MEU QUARTO, SEUS FILHOS DA PUTA! — Sasuke esbraveja.
— Itachi mandou virmos acordá-los para se prepararem. — o japa responde, se deitando entre nós. Bem fofo. — Ele quer todo mundo reunido na cozinha.
— Filos da puta! Filos da puta! Tilar as cueca do tio Emoloidas! Filos da puta! — chovia cuecas dentro do quarto.
— OLHA AÍ O QUE VOCÊ FEZ, SASUKE! — Sai deu um cascudo na cabeça do emo por mim.
Ele resmungou, mas sentou na cama, passando as mãos no rosto. Aí, derrubou Naruto, que estava de pé no colchão entre suas pernas, no chão com o mínimo de delicadeza.
Fui conduzida até a cozinha por Sai, pois mal conseguia ficar de pé e olhos abertos. Graças às gracinhas do Sasuke, fomos dormir às duas da madrugada. Ou seja, dormimos apenas duas horas, e estávamos podres de cansaço. Chegando lá, encontramos o restante do pessoal. Neji se debruçava sobre a mesa, cochilando. Lee bocejava, e Amoreco estava com a cabeça caindo para o lado de boca aberta. Os únicos que estavam realmente acordados era o Naruto, Sai, Itachi e Kiba. E Hotaru, é claro. Ela parecia que tinha tomado café, e rodopiava a mesa com uma cueca do Sasuke em cada mão, e outra na cabeça.
— Tilar as cuecas do tio Emolidas! Tilar as cuecas do tio Emolidas! — ela cantarolava.
— Bom dia, meus amores! — Itachi diz, assim que nos sentamos.
— Bom dia, raio de luz! — Sai responde, todo feliz.
— Eu me referia à minha filha e sua mãe. — err — Mas enfim, vamos ao que interessa.
— O resto não tem pressa! — Shikabum resmunga. Ainda bem que eu estava sonolenta demais para me importar com qualquer coisa.
— O negócio é o seguinte: como eu sei que vocês são lentos, confusos, com problemas mentais, preguiçosos, sonhadores, idiotas, desmotivados, palermas, abobalhados, distraídos, sem noção, perturbados, às vezes impacientes, desmiolados, descoordenados, atrapalhados, meio burrinhos, alguns estúpidos, desequilibrados, debilóides, songamongas, emotivos...
— Emo é o teu cu! — Sasuke resmunga. Tipo, ninguém o acusou de nada, mas ele já tomou as dores para si, assim mesmo! Hehe.
— Enfim — Carneirinho continuou —, eu poderia ficar horas aqui enumerando a falta de qualidades de vocês — a sensação de ser desclassificado é tão revigorante quanto estimulante! —, mas não temos tempo. — ele diz assim, bem sério.
— São quatro e meia da manhã! — alguém murmurou. Eu já estava com a testa grudada na mesa para ver quem era.
— Exato! Já perdemos meia hora à toa só para conseguir tirar o debilóides da cama! Imaginem para conseguir com que vocês juntem um par de cuecas dentro de uma mala e organizem os instrumentos! Seria o fim do mundo! Mas tudo bem, por que eu sou o melhor e mais esperto do que vocês! — sim, ele disse isso! — Pensando nisso, eu decidi acordá-los muitas horas antes para não perdermos tempo com nada! Não podemos nos atrasar! Gosto de pontualidade! Então, mexam essas bundas moles, e tratem DE ARRUMAR TUDOOO! — ele diz, batendo palmas.
Aí, nesse momento de aplausos individualista do Carneiro, Neji acorda todo assustado, com o rosto amassado e baba escorrendo pelo queixo.
— Pronto! Acordei! Pode deixar que eu faço xixi antes! — tipo assim, sem comentários, né? Err.
De repente, papeis amassados caem sobre nós. Quando olhamos em direção à porta da cozinha, vimos a Hotaru com o cesto de lixo do banheiro, jogando papel sujo em nós.
— Manhêeee, to limpando o lixo! — ela diz assim, bem inocente.
Aí, Itachi saiu atrás dela, praguejando, enquanto nos movimentamos da mesa. Cada um foi para o seu quarto arrumar as malas. Bom, não sei quanto ao restante dos meninos, mas eu só consegui cair na cama. Uma fatalidade imprevisível que me acometeu! Fazer o quê? Ela estava ali, tão solitária, quentinha, quase implorando para que alguém deitasse sobre ela. Ploft! Capotei na cama. E Sasuke veio logo atrás. Só que o coitado escorregou numa de suas cuecas espalhadas pelo chão. Parecia até que foi algo premeditado pelo Itachi! Mandou a menina vir espalhar cuecas para que ele escorregasse, caísse de bunda e acordasse de vez!
Hehehe. Sonho dele.
Sasuke ficou por ali mesmo, e dormiu por cimas das próprias cuecas!
Bom, depois disso, eu não vi mais nada. Só sei que acordei com um Itachi histérico, berrando pela casa.
— JÁ SÃO DEZ HORAS, E NINGUÉM ARRUMOU NADA! ACORDEM, SUAS MULAS! ACORDEEEEEMMMM! MAS QUE MERDA! EU LIMPANDO PAPEL DE CU CAGADO E VOCÊS AÍ, DORMINDO! — aí, tivemos que acordar antes que ele viesse com um balde de água fria. Pois ele mandou a Mulher Maravilha nos acordar com seu chicote dourado. Do nosso quarto, ouvíamos os berros do Neji que, coitadinho, foi o primeiro a apanhar. Itachi é esperto mesmo; usando nossa filha para os próprios negócios. Tsc!
Bom, eu peguei uma pequena mala para levar algumas roupas básicas. Uma camisola, calcinhas, sutiãs, algumas camisetas, calças jeans, shorts e biquíni. O resto — tipo, produtos de higiene pessoal, como escova de dente, sabonetes e etc. — pretendia comprar lá, em Los Angeles. Era algo que fazia parte do bom senso. É preferível sempre levar menos bagagem possível, pois na volta, SEMPRE a tralha dobra de tamanho. Mesmo que não se compre nada, ela simplesmente parece maior! Além disso, ainda tínhamos que carregar os instrumentos nos suportes, ou seja, mais tralha nas mãos! E o restante dos meninos parecia concordar com a teoria, pois todos carregavam uma pequena mochila nas costas. Afinal, só passaríamos duas ou três semanas, no máximo. Era algo até lógico, sabe?
Pois bem, todos já estavam no ônibus do Neji, quando Sasuke entrou com quatro malas.
Sim! Eu disse QUATRO malas. Uma para suas roupas, outra para toda a parafernália de sua câmera fotográfica (lentes de vários tamanhos, tripé, lâmpadas e etc.), e duas para xampus, condicionadores, pentes, cremes, gels, hidratantes, toucas, silicones, sprays, escovas, pentes...
Uhum.
— Não é por nada não, — o ruivo comenta — mas acho que o Sasuke, de noite, é Maria. Maria Sasukete.
Bom, a resposta do Sasuke não poderia ter sido outra.
— Eu vou meter no teu rabo, pra você ver quem é a Maria aqui!
— Claro que vai, querido, só me diga o local e a hora. — Amoreco retrucou, cruzando as perninhas, piscando o olhinho para ele. Err.
— Sasuketeeee! Que tal um boquete? Aiuhaiuhauihai! — Neji provoca. O cretino não perdia uma para atiçá-lo mesmo.
— WIEY*W#&$WEURT&WRE! — Naruto, Kiba e Sai tiveram que segurá-lo para que não ficássemos sem nosso motorista.
Enfim... Quando eu pensava que ninguém mais era capaz de superá-lo, eis que o Itachi surge arrastando cinco sacolas enoooooormes, daquelas de lixo, e as atira dentro do ônibus.
Dá para ver que são farinha do mesmo saco.
— Isso aqui é um ônibus, e não um caminhão de lixo, Itachi! — Neji resmunga.
— Não se preocupem, crianças, eu sei o que estou fazendo. — ele diz assim, bem sério, ao ver nossa cara de incredulidade. Pois era inacreditável mesmo. Mas agora mesmo é que fiquei preocupada! As idéias dele não são lá das mais geniais, né não? — lembrando que a solução do miserável para a minha falta de dinheiro foi um vídeo pornô! Já pulei da janela de um banheiro público e me ferrei, já corri no meio de um estacionamento cheio, namorei o coitado (o que também não foi lá uma boa idéia!)... Tudo idéia brilhante dele! Tsc! Burra sou eu mesmo, que vou atrás das idéias dele, isso sim! WEUYI#$&WERUKY$&WETRT!
Ahém. É o charme dele! Tsc.
Enfim... Ao meio dia, com tudo pronto no ônibus, Neji segue caminho até o aeroporto. Como Sininho e Shikabum não seriam necessários para o vídeo clipe, já que seria tudo à base de playbacks, eles ficariam em casa. Mas Shikabum, no entanto, veio conosco para poder levar de volta o Transformer do cabeludo. Então, quando chegamos no estacionamento do aeroporto, algo intrigante aconteceu! Pois imaginem!, eu simplesmente fui enxotada para fora do ônibus, junto com Shikabum. Mas claro, eu tinha que estar com uma peruca loira, que saiu de dentro de uma das sacolas de lixo do Itachi.
Adivinhe!
Tudo idéia do Carneiro.
— Agora fiquem aí, quietinhos, por uns segundinhos, ok, meus queridos? — ele pegou sua carteira do bolso da traseira e a jogou para mim — Vão comprar uns docinhos lá dentro, vão! Depois voltem para combinarmos o resto. — e assim, sem mais nem menos, fechou a porta do ônibus, sem sequer deixar o restante do grupo sair.
Eu só olhei pro cabeludo três.
— Não olhe para mim! Eu só sei que um mais um é igual a meia nove! — ele diz, dando de ombros. Err.
— Mas que audácia! Ele está nos excluindo de alguma coisa! — fiquei com a pulga atrás da orelha.
Bom, fomos caminhando em direção ao saguão do aeroporto. Eu, minha peruca loira, a carteira do Carneirinho e Shikabum, que olhava sorridentemente para ela.
— Ele não sabe que não se deve entregar a carteira a ninguém?
— Ele deve saber que não deve entregar a carteira para você!
— Tsc! Que mal há em nos aproveitarmos um pouco. A culpa foi dele que nos chutou para fora no ônibus! Garanto que eles estão se comendo lá dentro.
— Sim, por que isso é tudo o que eles poderiam fazer... — ele me olhou de canto, com cara de bunda. Mas pensando bem... — Você acha mesmo? — err.
— Ah, não... Esqueci que o Itachi não abre o rabo pra homem. — ele diz. Foi então que me dei conta de nunca tê-lo visto com outro homem... Hummm.
Que seja cerveja! Eu estava louca por um sorvete de chocolate, com MM’s, granulados e creme de morango. Havia uma bela sorveteria, ao lado do salão de espera. Então, lá fomos nós, felizes da vida, né? Peguei um pote enoooooooorme, e o enchi com tudo o que tinha direito. Três bolas de sorvete de chocolate, outra de morango. Aproveitei e meti mais uma de menta e baunilha. Shikabum ficou só no chocolate branco. Aí, misturei creme de uva, morango e chocolate no meu pote, enquanto ele se lambuzou com um creme de doce de leite. Beleza. Não faltaram os MM’s nem biscoitinhos. Hummm... Eu já estava com água na boca. Salivando. Louquinha para devorar aquilo tudo, né? Estava um calorão desgraçado de mais de trinta graus, e aquele sorvete seria muito mais do que bem vindo na minha barriguinha. Então tá, então. Fomos lá para a balancinha, para ver quanto aquela belezura iria pesar e custar. O meu saiu por treze pratas. Shikabum achou que era pouco, e resolveu entupir com mais bolas de sorvete por cima.
— Por que a modéstia, mulher? Não é todo dia que conseguimos a carteira de alguém! — me disse. Bom, dei de ombros, né?! Sorvete, para mim, nunca é demais. Só sei que, no total, o meu sorvete mais o dele, custou setenta pratas. Sim. Isso mesmo. Sessenta pratas! Mas por que tinha biscoitos, flocos, cremes, granulados de todas as cores, passoquinha ralada, frutas picadas... Tinha tudinho ali. Uma maravilha! Um mundaréu de glicose para diabético nenhum botar defeito!
Maravilha. Fomos para a fila do caixa. E eu já estava li, beliscando os biscoitinhos. Uma delícia. Quando chegou nossa vez, Shikabum já estava com o seu sorvete pela metade. Mas enfim, pus o meu no canto para pegar a carteira da minha bunda. Era uma carteira bacana, de couro marrom, novinha em folha. E pelo volume que tinha, suspeitamos que estivesse cheinha da grana. Bom, eu já ouvi dizer que empresários são os que ganham mais, né. Miserável! E até hoje ele não me pagou as dez pratas que me deve. Mas tudo bem! Tudo bem! Tudo bem, por que é hoje que eu me reembolso. Aham!
Então, lá fui eu abrir a carteira. Um bolo de cartões caiu no chão. Estranhando, Shikabum se agachou para ver do que se tratava.
— Kyoko, me ligue. 556812-7789542; Midori — Você é um amor de pessoa! 789984-168423; Aya — assistente de marketing. 98756-579795; Saori — Adorei te conhecer. 546879436-654945312... — ele manuseou os outros cartões, rapidamente — Mas que coisa... É tudo cartão de mulher, Sakura!
— Diga-me agora, Shikabum, por que não estou surpresa? — err.
— É Shikamaru, docinho!
O ignorei. Fui no bolso maior, onde deveria estar o dinheiro. Nada. Nadica de nada. Nenhum um centavo! Nem sombra de centavo. Nem marca de que aquele bolso fora sequer usado alguma vez, em toda sua existência desde sua fabricação. Vazia. Miseravelmente vazia.
E agora, José, o que fazer com esse pé? Rapado! Tsc.
Olhei pro Shikabum.
— Maldito Itachi! Mais mão de vaca do que... O rei das mãos de vaca! — ele tomou a carteira da minha mão, desesperado. Olhou em todos os bolsos. Até os da própria calça, que estavam igualmente vazias! Aí, olhou para a moça do caixa que nos aguardava com cara de bunda.
— Sabe o quê que é, moça? Acho que fui assaltado.
— E eu esqueci minha carteira na minha outra bolsa... — resmunguei, com metade do rosto roxo de raiva e a outra metade amarelo de vergonha.
— Vocês precisam pagar. — foi tudo o que aquela mulherzinha nos disse.
Bom, com toda a sua calma e paciência, o cabeludo três tirou sua carteira de cigarros do bolso, assim, como quem não quer nada, junto com seu isqueiro que tinha um adesivo de um... Bom, quisera eu poder dizer que era mulher, mas, na verdade, era um homem pelado! Aham. Acendeu o cigarro, tragou uma, duas e três vezes. Na quarta vez, ele sugou o máximo de fumaça que pôde, e cuspiu tudinho na cara da coitada. O bico que ele fez para cuspir aquela fumaça ultra tóxica foi realmente algo meigo. Err.
E eu: minha nossa mãe!, né?! Pus até as mãos na cabeça, apavorada. Já vi tudo! Não vai ser hoje que vou ter sossego mesmo!
Enquanto a coitadinha tossia os pulmões para fora, o debilóide me agarrou pelo pulso, e foi me arrastando aeroporto afora. Mas não sem antes fazer bagunça, é claro. Claro! Puxou todas as cadeiras que encontrou pela frente, derrubando-as no caminho para atrasar os que se metessem a correr atrás de nós.
Nem olhamos para trás. Demos graças pelo aeroporto ser sempre um local desagradavelmente atrulhado de gente.
— Eu só não quero que nos peguem por que sei que se fóssemos de depender do maldito Itachi para nos tirar da cadeia, iámos morrer mofados, simplemente por que o miserável seria capaz de fugir só pra não ter que pagar nada! Tsc! — ele comenta. E eu não duvidava.
Quando vi, estávamos num cantinho meio escuro, em alguma parte daquele aeroporto. Quando uns quatro gorilas se aproximavam, o idiota grudou a boca em mim, se virando de costa para eles, se fazendo de meu namorado. Uhum. E ele ainda teve a cara de pau de passar a mão onde não devia. GRRRRR!
— Se é pra encenar, que seja bem encenado, né?! Só não conte nada pro Sasuke, por gentileza. — me disse. Tsc! — Beleza, acho que não nos viram. — ele diz, espiando. Aí, eu soltei os cabelos da peruca no rosto para me cobrir. Shikabum fez o mesmo com sua cabeleira.
E assim, conseguimos voltar para o estacionamento, onde o ônibus deveria estar, mas NÃO estava!
— MAS QUE PORRA É ESSA? ONDE É QUE ELES SE METERAM? — Shikabum parecia prestes a perder sua lendária calma.
Mas também, né? Acho que até Buda perderia a calma com essas criaturas!
Olhamos para todos os lados à procura dos idiotas. E nada. Nem sombra daquele trambolho do Neji. Mas como era possível? Se transformou e foi pra lua, foi? Tsc!
— Estou com uma singela vontade, brotando em meu peito, lá no fundo do peito, sabe?, de dar um belo chute naquela bunda gostosa do Itachi. — ele comenta, já pegando outro cigarro.
— Acalme-se Shikabum, acalme-se. Eu deixo você chutar a banda esquerda, enquanto eu fico com a outra metade da bunda dele! — tsc!
— Certo!
Ficamos meia hora circulando dentro daquele estacionamento. Mas tipo assim, oh! Você já foi num estacionamento de aeroporto? Pois é. O negocio parecia ser ainda maior que o todo o aeroporto. Cheio de carros, taxis e ônibus para todos os lados. Uma maravilha mesmo. Eu já estava lá, quase, bem quase, considerando a mínima possibilidade existente em minha mente em pedir por um cigarro ao Shikabum, para ver se me acalmava também. Ainda faltava meia hora para o nosso vôo, mas com uma situação dessas, eu já estava quase considerando a derrota. Já podia até ver nos tablóides as manchetes: banda mais fracassada do mundo! E meu carão estampado com a letra “p” tatuado na testa. Perdedores!
Tsc! Eu sabia que não deveria ter entrado para essa bunda! Digo, banda!
Eu hein. Seria mega tenso, entrar numa bunda.
Ahém.
Mas de repente, ouvimos um berro que atravessou todo o estacionamento. Na verdade, foi um grito. Alto. Estridente. Gutural. Algo que saiu bem lá do fundo do diafragma, que passou para os pulmões, chegou na garganta, e saiu pela boca como uma menininha.
Nos entreolhamos.
— Neji!
Suspense.
De repente, tudo ficou silencioso. Me arrepiei da cabeça aos pés. Que desperdício. Estão matando o coitado cabeludo gostoso. Digo, adorável príncipe! Ahém.
Olhamos para os lados, e nada. Diabos! Onde eles se meteram?
Começamos a correr. Para onde? Não sei, pô! Só sei que tínhamos que correr!
— Odeio correr, odeio correr, odeio correr... — o cabeludo três resmungava. Olhei de canto para ver se ele estava bem, mas foi aí que entendi por que ele odiava correr.
Ora, o coitadinho não sabia correr! Parecia uma galinha desengonçada, jogando os braços para lá e para cá, arrastando os pés. Eu hein! Pensei em correr para longe dele, isso sim!
Mas tudo valeu à pena. Ah!, se valeu!
Pois em seguida vimos as Chiquititas — crescidas — dobrarem uma esquina, marchando em saltos altos em nossa direção, carregando os instrumentos.
E eu aqui, achando que eles não tinham mais o que inventar!
Eu e Shikabum, só cruzamos os braços.
— Não digam nada! — lhes disse, assim que nos alcançaram — Deixe-me admira-las por mais um tempo.
— Nunca pensei que fosse lhe dizer isso, mas, tomate cru, princesa, TOMATE CRU! — o cabeludo diz. Ou seria melhor dizer: cabeluda?
— O que diabos vocês estão fazendo? — perguntei, né.
— TCHARAAAAM! — o Carneirinho saltou na minha frente — Assim, não seremos reconhecidos.
Ah. Mas é claro!
Eu teria dado uma cutícula para saber qual foi a manha que o Itachi usou para convencê-los a fazer isso! Imaginem aquele bando de gorilas altos, de perucas e saias.
Neji estava com um vestido longo, maquiagem no rosto e cabelos soltos. Uma linda princesinha! Lee estava fantasiado de mexicana, com saia longa esvoaçante, batom vermelho e argolas nas orelhas. Já Gaara vestia uma saia, maquiagem nos cílios, batom, unhas postiças pink, e ainda tinha um chapéu nas mãos.
— Eu não deveria ter dito que o Sasuke é Maria. — ele resmunga.
— Serviu o chapéu, foi? — perguntei.
— Na verdade, sim! Olha só que linda que eu fiquei! — e o idiota veste o chapéu na cabeça. Revirei os olhos.
Lá estava o emo, com uma peruca morena longa, de mini saia jeans — mostrando toda sua virilidade em suas pernas peludas — e sapatilha nos pés. Emburrado como nunca vi, é claro.
Comecei a roer a unha pensando em alguma coisa pra tirar proveito dele. Afinal, ele adora tirar onda comigo. Hummmm...
— Diga qualquer merda e eu juro que.... Olha, eu juro... EU JURO... Eu nem sei o que eu juro, mas eu JURO! — ele resmunga.
— Você jura que vai me amar para sempre? — hihi.
— GRRRRRRRRRRR!!! — ele rosnou, mostrando até os dentes pintados de batom. Tão fofinho.
Kiba estava do mesmo jeito que ele. E então, Naruto me aparece apalpando as meias que sustentavam um sutiã por baixo de sua blusa.
— Não é por nada não, mas eu sou mais peituda do que você!
— WIUYWI#&$*#W$YRWIEUW%#$&*ER#$ET!
— E os meus peitos estão caindo, Itachi! Eu não quero ter peitos caidos! — Sai resmunga. Eu mereço mesmo!
Enquanto Lee arrumava os seios do Sai, Itachi, que simplesmente estava fantasiado dele mesmo — err. —, se aproximou para dar as instruções ao Shikabum.
— O negócio é o seguinte: escondemos o ônibus logo ali, do lado daquele prédio, para não sermos vistos. — ele dizia, apontando em direção. Pegou as chaves do automóvel e entregou ao cabeludo três. — Não se esqueça de alimentar o Shino, e nem a Hotaru. PRINCIPALMENTE A HOTARU!
— Isso! Alimente os bixinhos! — resmunguei.
— Posso passar essa tarefa pro Shino? — o folgado pergunta.
— GRRRRRRRRRRRRRRRRR! Vocês dois estão encarregados disso!
— Para quê dois, se um é capaz de fazer a mesma coisa?
— Você está vendo a minha mão? — Itachi tinha o punho cerrado, na cara do cabeludo três.
— Certo! Arrotar a Shikamaru. Digo, alimentar a Hotaru. — e saiu correndo dali. Com toda sua graciosidade galinácea, isto é.
— Não se preocupe — me disse —, chamei a Ino para ficar com eles durante nossa ausência.
Eu estava mais preocupada com eles, do que com a menina. Não sei se era mesmo uma boa idéia deixar só duas ou três pessoas para tomar conta daquela criança... Ainda mais dois deles sendo debilóides e o outro um lesado.
Bom, seguimos para o saguão do aeroporto, enquanto Itachi ia me explicando que ele não precisava de disfarce, já que ninguém o conhece como empresário-porta-voz-secretário-agente-carrasco-babá da banda. Além disso, ninguém liga para música clássica, por tanto, ele estava livre. Esperto!
Antes de entrarmos na fila para despachar a bagagem, nos separamos em duplas para chamar-mos menos atenção. Eu teria dito que seria melhor cada um ir por si só, pois só Naruto já chamava toda a atenção do mundo com aquele decote pra lá de fajuto, mas eles não iam me dar ouvidos do mesmo jeito. Acho que as pessoas nos olhavam, por que nos achavam ridículos. Estávamos bem próximos a isso, se já não tínhamos passado do limite!
Mas depois que despachamos tudo pela esteira, perdemos o Itachi de vista. Ele estava comigo e o Sasuke, que fazia parte da minha dupla de três.
— Filho da puta, corno, pau no cu! Aonde é que ele foi se meter? — Sasuke resmunga.
— Olha a voz, Sasukete, olha a voz! — hihi.
— WEUY*W#&$*W#RYWEOIYW$%*W$&ER!
Mas vejam só que ternura! Foi só virarmos as costas, que encontramos o Carneirinho, bem belo, despreocupado, andando atrás de um rabo de saia. Err. Nisso, Sasuke, criatura dotada de paciência divina, saiu arrastando o miserável pelos cabelos. Imaginem que lindo os dois no meio do aeroporto, um puxando o cabelo do outro, como duas crianças! E imagine um Sasuke travestido, com peitos maiores que os meus! Pois é. Era lindo de se ver mesmo. WQYT$#UWT#U$#&$! E Neji já estava ali, com a câmera, filmando tudinho.
— Quando ficarmos velho, princesa, anote o que estou te dizendo! Ainda vamos dar muitas risadas disso.
— Se não chorarmos de vergonha, é claro. — faltava um tiquinho assim, pra eu chorar! — Mas me diz uma coisa, cabeludo, meu anjo que caiu do céu. — ele abriu o sorrisão. Err — Que grito foi aquele que ouvimos no estacionamento?
— Grito? Ah! Foi isso. — ele abaixou um pouquinho o decote do seu vestido, para me mostrar o peito avermelhado — Aquele filho de uma égua me fez depilar o peito com aquelas melecas quentes. Olha... Você não sabe o sufoco que eu passei, princesa! Por pouco que você não perdeu seu príncipe aqui! Achei que fosse morrer! Acredite! — ele diz assim, bem sério.
— Ah, eu imagino mesmo o seu sufoco, príncipe. Pobre Neji. Depilar o peito deve ser de matar mesmo! Da próxima vez, peça para depilarem seus limões! Dói beeeeem menos! — Muahahahahahahahahaha!
— Hummmmm! Sabe que eu sempre tive vontade de passar as mãos nas minhas bolas sem pêlos? Obrigada pela dica, princesa. O que seria de mim sem você, não é mesmo? — ele me diz, quebrando a munheca. Err.
E então, fomos para a fila do desembarque, onde tínhamos que apresentar nossos tíquetes ao segurança para podermos entrar no avião. Quando chegou a vez do Sasuke, que era o primeiro de todos nós, o cara o olhou dos pés a cabeça. Olhou de volta para o tíquete, e olhou para o emo outra vez.
— Esqueceram de informar que esse não é o cruzeiro da Gaiola das Loucas? — o cara comenta, em tom de deboche, numa voz não muito mais grossa que a minha. Tipo assim, o cara se achando o macho!
E Sasuke, com toda a sua formosura e graciosidade, naquele vozeirão grosso que tinha, lhe responde polidamente.
— Por quê? Quer que eu meta no teu rabo? Ainda posso torcer teu pau, esmagar suas bolas e arrancar sua língua, se quiser. — e ainda piscou seu olhinho para o moço.
Aquele homenzinho, que também não era muito mais alto do que eu, magricelo e atarracado — digo ele, não eu! Err —, engoliu a seco.
— Anda logo com isso, cacete! — Naruto, que estava atrás de mim, reclama — Estou com pressa e preciso usar o banheiro!
Rapidinho, ele deixou o emo passar. Na minha vez, o cara me olhou do mesmo jeito, da cabeça aos pés.
— Hunf. Pelo menos um traveco mais descente! Continue assim, não ponha silicones!
— WT#$#YW$%&W$TRU#$&W$&WTUWY$%&$TT#$$%&WUY%&$%&$!
E finalmente entramos no bendito avião. Tipo, aleluia, né? Nunca pensei que um dia pudesse ser tão longo assim! Tsc! E encontramos o restante lá dentro, mas não nos dirigimos sequer o olhar. Alguns passageiros pareciam desconfiados — e entenda isso por: assustados! E por que não, aterrorizados? —, mas todos nós nos fizemos de autistas. Cara de pau, na verdade. Sentamos em lugares separados, mas sempre em duplas. Só o Itachi que ficou de castigo, sozinho, sentando ao lado de um gordo que comia salgadinhos com cheiro de chulé. Bem feito! Muahahahaha!
Felizmente, a viagem foi tranqüila. Menos pra mim, é claro. É óbvio, na verdade! Quando é que a tia Sakura aqui fica bem na história? NUNQUINHA! UIEYI&R$&W$RW&%!
Ahém.
O que quero dizer é que tive que beber uma garrafa inteirinha de álcool, para conseguir ignorar a altura e não fazer escândalo. Além disso, fui gentilmente solicitada pelo Sasuke que tomasse um calmante, pois minha perna inquieta estava deixando-o transtornado. — Ou seja, ele enfiou um comprimido goela abaixo na minha boca. Quase morri afogada, mas tudo bem, por que ninguém se importa mesmo! Tsc.
Ao aterrissarmos em Los Angeles, Itachi alugou uma Van para nos levar até o hotel em que ficaríamos hospedados. Amoreco já comemorava, antes mesmo de entrarmos no veículo.
— Los Angeles, aqui estamos nós!
— Recheados com bolinhos de noooooooz! — recebi tapinhas na cabeça.
— Nos lembre de nunca te deixar compor uma música, está bem? — o emo me diz. — E não te dar mais calmantes.
— Legaaaaaaaaaaaaal! — estava me sentindo sonolenta e molenga.
— Cara, sinto falta da minha van. — o cabeludo um resmunga — Foi minha primeira namorada. MORRA, SAI!
— Hummm... Ouvi meu nome sendo pronunciado em vão! Quem foi? Ah, foi NINGUÉM!— o japa provoca. Neji rosnou, e Naruto peidou.
— Puta merda. Acho que aquele remédio que te dei não era calmante não, Sasuke. — ele diz, tirando uma cartela do bolso da calça.
— Hãan? Como assim? O quê que era?
— Ihh. Era laxante! — o loiro e o emo me olharam.
— Eu te amo tanto, baby. Você é a luz dos meus olhos. O mel que derrete meu coração. A manteiga do meu pão. O arroz do meu feijão! — não entendi o por quê daqueles olhares... Mas quando o diabo elogia, agente desconfia!, dizia minha mãezinha.
Enfim, estávamos a caminho da garagem do aeroporto de Los Angeles, depois de termos pego nossas bagagens, quando demos de cara com ninguém mais nem menos que o cara do xixi, e sua turma medonha.
— Ora, ora, se não é a nossa banda favorita... Ou o que um dia foi dela... — ele diz, reparando nos nossos disfarces maravilhosos. Tão maravilhosos e geniais, que eles nos reconheceram, sacou?
— Mas o que diabos vocês estão fazendo aqui? — Neji indaga, pondo as mãos na cinturinha. Mas todos eles ignoraram sua pergunta. Naruto, Lee, Sai, Gaara, Kiba e Sasuke foram cumprimentá-los. Ficou apenas eu, o cabeludo um e dois, longe do grupinho, de braços cruzados, desconfiados.
— Bom, todo groupie que se preze dá um jeitinho de seguir sua banda favorita onde quer que vá! — o cara do xixi nos explica, depois dos cumprimentos.
— Uhum. Eu só gostaria de saber que jeitinho foi esse! — Neji resmunga.
Bom, eu achei isso tudo muito suspeito também. Muito suspeito. E o peito do Naruto estava para fora. Err.
Só sei que, no fim, estava todo mundo dentro daquela Van, que não era lá das mais espaçosas para suportar tanta caga. Digo, carga! Tive que ir sentada no colo do Sasuke, por que faltou espaço, enquanto Sai ia no colo do Kiba. Tão fofinhos..
Itachi foi dirigindo, porque Neji estava sensibilizado demais pela falta de sua primeira namorada. Íamos alegremente pela estrada, cantando e bebendo. Afinal, viagem em grupo não teria graça se não tivéssemos uma garrafa de vodka barata, comprada em um barzinho qualquer na beira da estrada. E como eu já estava mais para lá do que para cá, eles acharam conveniente se juntar a mim. Às vezes, seu senso de solidariedade era tão comovente que sentia vontade de chorar. Not.
— Fui ao mercado comprar café! E a formiguinha subiu no meu pé! Eu sacudi, sacudi, sacudi! Mas a porra da formiguinha não parava de subir! Auhaiuhauiah. — Neji cantava, passando a vez para o ruivo, que tomava a bebida das mãos do cabeludo. Notem como ele é bom sofredor!
— Fui ao mercado comprar batata roxa! E a formiguinha subiu na minha coxa! Eu sacudi,sacudi, sacudi! Mas a formiguinha não parava de subir!
— Fui ao mercado comprar... Cacau! E a formiguinha subiu no meu pau! Aiuhaiuahaiuhaiauhaiuahiuhai! — err.
— Vocês cantam mal pra caramba, hein?! — resmunguei — E não me lembro de cacau nenhum, nessa cantiga! Vocês vão acabar entrando em um coma alcoólico, isso sim! — tentei tomar aquela garrafa da mão dele, mas não fui feliz.
— Confessa, Sakura, bem que você queria ser essa formiguinha, não?
— Grrrrrrrrr. — o emo rosnou. Mostrou até os dentes.
Mas de repente, algo nos chamou atenção.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! — todos nós nos assustamos com o grito do loiro que, até então, estava caladinho. — Não foi nada. Só me deu vontade de gritar. Continuem, continuem. — e o idiota esclarece. Err.
Mas esse susto não me fez bem. Comecei a sentir algo estranho no estômago.
Bom, continuamos. Com a bebedeira e a bobeira...
Fale com o autor